sábado, 31 de março de 2012

Presidente do Atlético-MG faz proposta oficial por André

André é o artilheiro do estadual, com 7 gols, 33% do total do Atlético-MG. Foto: Ademir Almeida/Futura Press

André é o artilheiro do estadual, com 7 gols, 33% do total do Atlético-MG

O presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, fez uma proposta oficial para ter André por mais tempo na equipe. O mandatário alvinegro esteve na Ucrânia, onde negociava com os dirigentes do Dínamo de Kiev, que detém parte da porcentagem dos direitos econômicos do atacante. A novidade foi passada pela assessoria do clube, que não divulgou mais informações. O que se sabe até o momento é que o dirigente deve estar de volta ao Brasil até este domingo.

Quando André foi contratado, em meados de 2011, o clube adquiriu 20% dos seus direitos por R$ 6,6 milhões. Caso a negociação se concredize, o jogador pode se tornar o atleta mais caro da história do futebol mineiro.

Nenê tem boa atuação e ajuda Wizards a vencer após cinco derrotas

O brasileiro Nenê anotou 16 pontos para a equipe da capital americana. Foto: AP

O brasileiro Nenê anotou 16 pontos para a equipe da capital americana

A incômoda série de cinco derrotas seguidas do Washington Wizards finalmente teve fim nesta sexta-feira. Com uma boa atuação do brasileiro Nenê, a equipe da capital norte-americana superou o Philadelphia 76ers por 97 a 76, dentro de casa, e tranquilizou o impaciente torcedor que compareceu ao duelo.

Com 16 pontos, oito rebotes e quatro assistências, Nenê foi um dos destaques dos Wizards e teve papel decisivo na construção da larga vantagem no placar. O brasileiro esteve em quadra por apenas 24 minutos e foi poupado por seu técnico para não sofrer com o intenso desgaste da maratona de jogos.

Apesar da grande aparição do pivô nesta sexta-feira, o cestinha da partida foi o ala Cartier Martin. O atleta dos Wizards foi responsável por anotar 20 pontos, sendo que quatro arremessos de três foram convertidos pelo jogador.

Já o Philadelphia 76ers apareceu bem com o armador Louis Williams e com o ala-pivô Thaddeus Young. Os atletas iniciaram a partida no banco de reservas e tiveram importante papel ao anotar 14 pontos cada. Entretanto, elesnão conseguiram salvar a equipe do revés e foram obrigados a ver uma larga vantagem adversa já no primeiro quarto, quando os donos da casa tinham 19 pontos de distância a seu favor.

No próximo domingo, os Wizards retornaram às quadras para manter uma sequência de vitórias na NBA. Com a presença de Nenê confirmada, o time de Washington visitará o Toronto Raptors e precisará se superar em quadra para não ter o seu princípio de reação anulado pelo imprevisível adversário do final de semana.

Treinador da Cimed lamenta erros; Minas vê vitória "heroica"

Levantador do Minas, Marcelinho considerava jogo como perdido e celebrou virada heróica. Foto: Washington Alves/Vipcomm/Divulgação

Levantador do Minas, Marcelinho considerava jogo como perdido e celebrou virada "heróica"

O treinador da Cimed/Sky, Douglas Chiarotti, atribuiu a derrota de virada por 3 sets a 2 para o Vivo/Minas, em pleno ginásio do Capoeirão, em Florianópolis, aos erros de saque cometido pela equipe durante o terceiro e quarto sets.

O time catarinense chegou a abrir 2 a 0 no placar com uma atuação impecável. Entretanto, permitiu a virada sensacional do rival mineiro, que prossegue para a semifinal da Superliga Masculina de vôlei. "Erramos muito e não colocamos a bola em jogo quando estávamos com uma vantagem folgada no placar", disse Chiarotti. "Temos um bom bloqueio e ao errar muitos saques demos pontos de graça ao Vivo/Minas".

Em três jogos, Vivo/Minas e Cimed/Sky disputaram 15 sets. No final, os mineiros levaram a vantagem ao vencerem por 15 a 13 no tie-break. "Superliga foi assim desde o início, marcada pelo equilíbrio", afirmou Douglas. "Mas, como exemplo, o último ponto foi em um erro de saque. Erramos muito, mas é bom, destacar que o time lutou o tempo inteiro e fez dois sets espetaculares".

O levantador Marcelinho, do Vivo/Minas, destacou que chegou a considerar o jogo perdido. Para ele, a reação desta sexta-feira coloca o time com grandes chances de faturar mais um título da Superliga. "São grandes jogadores e por isso jogos tão bons entre Cimed e Minas. Conseguimos virar um jogo impossível e estamos cada vez mais vivos na competição", disse. "Fomos heroicos. Por isso o esporte é tão apaixonante".

Senador rebate opositor do MMA e diz: "por que não proibiu F1 e BBB?"

Senador Magno Malta, do PR-ES, fez críticas a José Mentor, deputado que criou projeto de lei contra o MMA. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Senador Magno Malta, do PR-ES, fez críticas a José Mentor, deputado que criou projeto de lei contra o MMA

As críticas do deputado José Mentor (PT-SP) ao MMA (artes marciais mistas, em inglês) e o projeto de lei que pretende proibir a transmissão dos eventos ligados ao esporte pela televisão seguem causando polêmica. Nesta quarta-feira, durante pesagem para o Jungle Fight, o senador Magno Malta (PR-ES) se mostrou contra a proposta, dizendo, por exemplo, que mesmo com mortes como as de Aytron Senna na TV, Mentor nunca quis proibir a Fórmula 1 na televisão.

"Eu queria saber do deputado Mentor porque ele não faz um projeto de lei para proibir a Fórmula 1 na TV? Afinal, nós vimos nosso maior ídolo morrer ao vivo. A gente via o Alain Prost jogar o carro em cima do Senna para tentar matá-lo. O Niki Lauda foi queimado vivo no veículo. O Felipe Massa nunca mais foi o mesmo após o acidente com a mola. Tudo isso foi mostrado ao vivo", afirmou o senador em entrevista coletiva.

Além de fazer comparações com o automobilismo, Malta também questionou o porquê de ninguém tentar tirar o "Big Brother Brasil" do ar, mesmo com o recente caso de suspeita de estupro do modelo Daniel em Monique. "Ele não tem coragem de tentar tirar o BBB do ar, mesmo com estupro ao vivo", disparou. O caso desta 12ª edição do reality show da TV Globo foi arquivado por falta de provas.

As críticas do senador do Espírito Santo contra o deputado do PT não pararam por aí. Malta alfinetou Mentor, dizendo que ele não esperaria uma resposta de pessoas ligadas ao MMA. "Ele pensou que ia entrar em uma academia cheia de luva cheirando chulé e ninguém ia falar nada. Você se enganou deputado. A luta tem disciplina e pode ser um instrumento para tirar muita gente das drogas e do crime", completou.

Após saída de Teixeira, substitutos adotam perfil "mais aberto"

Após um mês como presidente da CBF, Marin ainda busca mais reconhecimento. Foto: Reuters

Após um mês como presidente da CBF, Marin ainda busca mais reconhecimento

A saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF e do COL (Comitê Organizador Local) da Copa de 2014 ainda não produziu grandes impactos no futebol brasileiro. Até porque o substituto dele, José Maria Marin, assumiu o cargo há menos de um mês falando em "fazer uma gestão de continuidade do que vinha sendo feito".

Nos bastidores, contudo, já é possível sentir os primeiros efeitos da queda do mais controverso cartola brasileiro. Pelo menos no que diz respeito à postura do comandante da CBF em relação à imprensa e a outros dirigentes da bola.

Ao longo de seus 23 anos como presidente da confederação brasileira - 18 deles acumulando também uma cadeira no comitê executivo da Fifa - Teixeira se tornou figurinha carimbada em Zurique. Nos últimos anos, após diversas declarações polêmicas e denúncias de corrupção envolvendo seu nome, Teixeira raramente falava com a imprensa.

O ex-presidente da CBF evitava a todo custo conversar com repórteres brasileiros e estrangeiros que freqüentam o lobby do hotel onde se hospedam os dirigentes da Fifa nas semanas de reunião na entidade.

Novo no cargo e praticamente desconhecido pela imprensa internacional, José Maria Marin não se privou de falar com a imprensa sempre que requisitado. Muito pelo contrário. O substituto de Teixeira se mostrou bastante disposto a falar sobre os mais diversos assuntos, entre eles sua época de jogador no São Paulo, o período em que comandou o estado mais rico da nação e a amizade de longa data com Nicolás Leoz, presidente da Conmebol.

Durante uma entrevista para o Terra em Zurique, Marin foi abordado por outros dirigentes sul-americanos que vieram se apresentar. Falando espanhol impecável, o cartola brasileiro prometeu visitar Peru e Bolívia em breve, países que disse ainda não conhecer.

Se o presidente da CBF ainda não é tão conhecido por seus pares, o mesmo não se pode dizer de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol. Del Nero já frequentava algumas reuniões da Fifa e estreou como membro do comitê executivo da entidade nessa semana. "Justamente por ele já ser bastante integrado a esse ambiente, acreditei que era importante conseguir a indicação dele para substituir Teixeira (no comitê executivo)", disse Marin.

Essa indicação teria custado ao Brasil a Copa América de 2015. Uma das primeiras decisões de Marin como presidente da CBF foi abrir mão de sediar o torneio para favorecer o Chile. Oficialmente, o cartola diz que queria proteger a Seleção Brasileira do desgaste pós-Copa e evitar que o Brasil tivesse uma overdose de eventos relacionados ao futebol entre 2013 e 2015.

No entanto, ao ser questionado se conseguiria emplacar Del Nero no comitê executivo sem ceder aos anseios chilenos, Marin parou, pensou, mas não conseguiu responder sem revelar os reais motivos.

"Veja bem, não posso dizer isso. O que posso afirmar é que havia uma concorrência muito grande para a vaga do Teixeira. Muito grande mesmo. E o Brasil não poderia perder essa posição", argumentou. "Além disso, não perdemos a Copa América. A única coisa é que vamos sediar o evento em 2019 ao invés de 2015", completou.

Del Nero também se mostrou aberto as entrevistas em Zurique. O presidente da FPF se disse satisfeito com o novo cargo e não considerou um problema substituir uma figura tão controversa como Teixeira. "Ele nunca teve problema com os outros integrantes do comitê executivo. Não acho que terei trabalho além do normal no órgão", afirmou.

De fato, os outros integrantes do comitê pouparam seus comentários sobre a saída de Ricardo Teixeira. Mas elogiaram o substituto. "O Marco Polo é uma grande figura", comentou o argentino Julio Grondona, vice-presidente da Fifa.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Argentino da Fifa critica Brasil: "não se dão conta do que têm em mãos"

Grondona deu a entender que o Brasil desperdiça a oportunidade de receber uma Copa do Mundo. Foto: Getty Images

Grondona deu a entender que o Brasil desperdiça a oportunidade de receber uma Copa do Mundo

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, insiste que a Copa do Mundo no Brasil será "excepcional", apesar dos inegáveis atrasos na preparação do País. O discurso politicamente correto, no entanto, não é repetido por outros cartolas de peso da entidade.

Integrantes do comitê executivo da federação internacional repetem incessantemente as preocupações sobre os andamentos das obras e a lentidão do governo no cumprimento dos acordos firmados.

"Foi o Brasil que pediu (para sediar) a Copa para a Fifa", ironizou Júlio Grondona, vice-presidente da entidade. O argentino participou, nesta quinta-feira, da reunião do comitê executivo em Zurique e reiterou a insatisfação com a situação do Brasil faltando pouco mais de dois anos para o evento.

Grondona ressaltou que a Copa de 2014 é uma grande oportunidade para o País e para a Fifa. Mas, alertou que os brasileiros podem estar desperdiçando um grande negócio. "Parece que não se dão conta do que têm em mãos", criticou o cartola.

A entidade máxima do futebol também fez um breve comentário oficial nesta quinta-feira sobre a aprovação da Lei Geral da Copa na Câmara dos Deputados. Em nota, a federação internacional se disse satisfeita com o fato de que "finalmente o primeiro passo foi dado no sentido de finalizar esse capítulo." A Lei, no entanto, ainda precisa ser votada no Senado e não contemplou uma das grandes exigências da Fifa, a venda de bebidas alcoólicas nos estádios.

Atlético de Madrid marca no final e supera Hannover 96

Atlético de Madrid comemora a vitória conquistada nos minutos finais da partida. Foto: AP

Atlético de Madrid comemora a vitória conquistada nos minutos finais da partida

O Atlético de Madrid sofreu, mas conseguiu uma importante vantagem na Liga Europa, nesta quinta-feira. O time espanhol jogou em casa e venceu por 2 a 1, com gol marcado aos 44min do segundo tempo. Com esse resultado, Atlético terá a vantagem do empate no jogo de volta, na Alemanha. Já o Hannover precisará de uma vitória simples para se classificar.

A empolgação de jogar em casa motivou o Atlético de Madrid, que não quis perder tempo para sair na frente. Aos 9min, após cobrança de falta de Gabi e má saída do goleiro Zieler, Falcao apareceu para abrir o placar de cabeça.

Depois disso, porém, o Hannover passou a equilibrar o jogo aos poucos até que conseguiu o gol do empate. Aos 38min, Stindl fez jogada pela direita e cruzou rasteiro para Diouf, que conseguiu chutar para o fundo do gol. E assim terminou o primeiro tempo, com 1 a 1 no placar.

O segundo tempo até começou bom para o Atletico, já que Falcao teve uma chance de gol já aos 2min. Mas o colombiano desperdiçou e depois a partida começou a ficar perigosa para o time da casa. O Hannover quase marcou aos 23min, com Rausch.

Nos minutos finais o Hannover resolveu se retrancar e deu espaços para o Atlético dominar o jogo. O time espanhol insistiu para transformar isso em oportunidades de gol e conseguiu balançar as redes aos 44min. Salvio arriscou um chute da entrada da área, a bola desviou e entrou no fundo das redes.

Atacante faz 4, Ceará goleia e assume liderança do Estadual

Na noite desta quinta-feira, jogando em seus domínios, o Ceará goleou a equipe do Guarani de Juazeiro por 5 a 0 e assumiu a liderança do Campeonato Cearense. Felipe Azevedo foi o nome do jogo, com quatro gols anotados - Reina fez o outro do time alviengro.

Com o triunfo no Estádio Presidente Vargas, o Ceará chega aos 42 pontos, mesmo número do então líder Fortaleza, mas leva vantagem sobre o rival no saldo de gols (27 contra 18). Já o Guarani de Juazeiro segue com 28 pontos, na sexta colocação, e praticamente diz adeus às chances de passar para as semifinais.

Quem também se deu bem na noite desta quinta-feira foi o Tiradentes, que venceu a equipe de Trairiense por 1 a 0, fora de casa. O único gol do duelo foi marcado por João Neto, aos 41min da etapa inicial.

A vitória faz com que o Tiradentes entre no G4, com 34 pontos em 18 partidas disputadas. Já o Trairiense estaciona nos 16 pontos e continua ameaçado pela zona de rebaixamento, ocupando a nona posição, uma acima da zona da degola.

Fluminense vence fora, segue 100% e é o primeiro classificado

Rafael Sóbis saiu do banco para decidir o jogo para o Fluminense. Foto: AP

Rafael Sóbis saiu do banco para decidir o jogo para o Fluminense

O Fluminense é o primeiro time classificado para a fase de mata-mata da Copa Libertadores. O time manteve sua perfeita campanha, nesta quinta-feira, ao bater o Zamora por 1 a 0 e seguir com 100% de aproveitamento em quatro jogos do Grupo 4. Dessa forma, alcançou os 12 pontos e não pode mais ser alcançando pelo terceiro lugar, que é o Arsenal-ARG, com três. O Boca Juniors está em segundo, com sete.

A partida começou lenta na Venezuela, já que o Zamora ficou na retranca e o Fluminense desperdiçou as poucas chances que criou no primeiro tempo. Depois do intervalo, o time carioca partiu melhor para o ataque, pressionou o adversário e conseguiu fazer um gol de falta, com Rafael Sóbis.

O próximo jogo do Grupo 4 acontecerá entre Zamora e Arsenal-ARG na terça-feira, 10 de abril. O Fluminense jogará um dia depois, contra o Boca Juniors, dessa vez no Rio de Janeiro, para tentar assegurar a primeira colocação da chave.

O jogo

O jogo foi na Venezuela, mas parecia no Brasil. Afinal, o Zamora ficou recuado desde o começo e mostrou porque ainda não fez gols nesta Copa Libertadores. O Fluminense dominou a posse de bola durante todo o começo de jogo, mas mostrou lentidão para sair para o ataque.

Só Wellington Nem trouxe velocidade em dois lances na sequência. Primeiro, aos 12min, seu chute foi defendido por Forero. Logo depois, foi lançado na área, tentou o drible, mas caiu e pediu pênalti, não marcado.

O Zamora só lembrou que era mandante aos 23min, quando chegou com perigo pela esquerda. O passe rasteiro foi no pé de Zambrano, mas ele chutou para longe do gol.

O lance foi simbólico para mostrar que o jogo já estava mais aberto, sem tanto domínio do Fluminense, que ainda assim teve nova chance de abrir o placar, após passe incrível de Deco. Mas Fred dominou no peito e chutou para fora, por isso o primeiro tempo terminou mesmo sem gols.

O Fluminense começou o segundo tempo com uma razoável pressão sobre o Zamora, mas falhou nos últimos passes. Uma grande chance só surgiu aos 23min, quando Fred recebeu ótimo passe de Thiago Neves na área, chutou por cima do goleiro e só não abriu o placar porque Rodríguez salvou o time da casa.

O Zamora até quis se animar e equilibrar a partida, mas a tentativa foi frustrada por Rafael Sóbis. Ele, que tinha entrado no lugar de Wellington Nem, cobrou falta da direita com precisão e marcou o primeiro gol do jogo aos 33min do segundo tempo. Foi o bastante para assegurar a vitória do Fluminense.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Próxima fase da Copa do Brasil

04/04 21h50 – Horizonte x Palmeiras
11/04 21h50 – Ceará x Paraná

11/04 21h50 – Chapecoense x Cruzeiro
05/04 19h30 – Criciúma x Atlético PR

04/04 19h30 – Ipatinga x Grêmio
12/04 20h30 – Fortaleza x Náutico

11/04 21h50 – Remo x Bahia
04/04 20h30 – Juventude x Portuguesa

11/04 21h50 – Bahia de Feira x São Paulo
05/04 21h50 – Atlético GO x Ponte Preta

11/04 20h30 – Penarol-AM x Atlético MG
04/04 21h50 – América MG x Goiás

04/04 20h30 – ASA x Coritiba
04/04 21h50 – Paysandu x Sport

04/04 21h50 – Guarani x Botafogo
11/04 20h30 – ABC x Vitória

Azarenka joga mal, perde após 26 jogos e cai nas quartas em Miami

Azarenka não conseguiu reagir diante de Bartoli. Foto: Reuters

Azarenka não conseguiu reagir diante de Bartoli

A bielorrussa Victoria Azarenka viu sua série de invencibilidade de 26 jogos chegar ao fim nesta quarta-feira, nas quartas de final do Premier de Miami. Instável, a atual número 1 do mundo foi eliminada pela francesa Marion Bartoli por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/3, e viu a rival sétima do ranking avançar à semifinal do torneio.

Azarenka, que estava invicta na temporada, defendia o segundo melhor início de temporada da história da WTA - a melhor pertence à suíça Martina Hingis, que venceu 37 partidas consecutivas em 1997. Nesta quarta, porém, a bielorrussa voltou a mostrar a instabilidade apresentada nas oitavas de final diante da eslovaca Dominika Cibulkova e não conseguiu contra Bartoli.

Azarenka começou a partida devagar e rapidamente viu a francesa alcançar 4/0 no set inaugural do confronto em Miami. A bielorrussa até esboçou uma reação, mas não evitou a vitória de Bartoli por 6/3 na parcial.

A atual líder do ranking da WTA também saiu atrás no segundo set, perdendo seu serviço logo no primeiro game. Azarenka, entretanto, reagiu rapidamente: em seu melhor momento na partida, virou o placar para 3/1 e teve a chance de sacar para fazer 4/1, quando "apagou" novamente. A francesa venceu os cinco games seguintes e ratificou a primeira derrota da bielorrussa em 2012.

Esta foi somente a terceira vitória de Bartoli em 11 jogos com Azarenka, que levou a melhor nos outros oito confrontos - inclusive um este ano, nas quartas de final do WTA de Sidney, na Austrália, em janeiro. A francesa, agora, seguiu adiante na busca por seu primeiro troféu na temporada e enfrentará na semifinal a polonesa Agnieszka Radwanska, número 4 do mundo, que também nesta quarta eliminou a americana Venus Williams.

Enquanto Radwanska e Bartoli definirão uma das finalistas do Premier de Miami, a russa Maria Sharapova e a dinamarquesa Caroline Wozniacki se enfrentarão na outra semifinal do torneio na Flórida.

Em jogo fraco, Milan e Barça empatam e decisão fica para Camp Nou

Messi encara a marcação do Milan no San Siro. Foto: EFE

Messi encara a marcação do Milan no San Siro

Quando o sorteio determinou que Barcelona e Milan se enfrentariam pelas quartas de final da Liga dos Campeões, era esperado um grande confronto entre duas equipes muito tradicionais. O que se viu nesta quarta-feira em San Siro, porém, foi um jogo truncado que terminou empatado por 0 a 0. O time catalão teve a sua já tradicional posse de bola e as melhores chances, mas não conseguiu furar a forte defesa italiana.

Barcelona e Milan se enfrentam novamente no Camp Nou na próxima terça-feira, e o empate com gols classifica o time rubro-negro. O vencedor deste duelo enfrenta na semifinal quem passar do confronto entre Chelsea e Benfica - na primeira partida, disputada em Portugal, o time inglês venceu por 1 a 0, e levou a vantagem do empate a Londres.

A partida começou animada, e logo aos 2min Robinho perdeu grande chance. Após chute prensado de Boateng, a bola sobrou para o brasileiro, que finalizou muito acima do gol. A seguir, o Barcelona tomou para si o controle do jogo, que manteve até o intervalo. A equipe da casa tentava chegar ao ataque em contra-ataques, buscando a presença de Ibrahimovic.

Aos 8min, Messi recebeu bola de Iniesta e chutou forte para a defesa de Abbiati. A bola sobrou para Daniel Alves, mas saiu pela linha de fundo. Sete minutos depois houve polêmica. Sanchez foi lançado na área e caiu em corte de Abbiati. O Barcelona pediu pênalti no lance, mas a arbitragem não viu irregularidade.

Apesar do domínio catalão, o Milan ainda conseguiu algumas oportunidades, como aos 19min. Seedorf deixou Ibrahimovic em grande oportunidade de marcar, mas bateu fácil para a defesa de Valdés. Enquanto isso, o Barcelona trocava passes no campo de ataque para tentar passar pela defesa da casa.

O segundo tempo viu o Milan equilibrar a partida um pouco mais, parte devido à apresentação regular do Barcelona. O time da casa sofreu uma baixa, já que Robinho sentiu dores e foi substituído por El-Shaarawy.

Mirando mudar a situação truncada da partida, os técnicos passaram a fazer mudanças, como as entradas de Emanuelson e Mesbah no Milan e Tello e Pedro no Barcelona. Aos 31min, o time catalão novamente voltou a reclamar de pênalti, desta vez um agarrão de Mesbah em Puyol.

Ainda havia tempo, porém, para emoção na partida. Aos 42min, Messi chutou cruzado e Abbiati espalmou. Tello veio na sobra e viu a defesa italiana impedir que a finalização entrasse rumo às redes.

Tupi mostra força e surpreende América-MG na Arena do Jacaré

O pequeno público que compareceu nesta quarta-feira, na Arena do Jacaré, teve a oportunidade de acompanhar uma boa partida entre América-MG e Tupi. O time visitante não tomou conhecimento dos donos da casa e venceu por 2 a 1, confirmado a boa campanha no Campeonato Mineiro e se aproximando do próprio adversário na classificação. O zagueiro Wesley Ladeira e o atacante Ademilson fizeram os gols do Tupi e Alessandro descontou para os americanos. 

Com o revés, o América-MG permanece na terceira colocação do Estadual com 18 pontos, mas perde uma ótima chance de se aproximar do Cruzeiro, que é o vice-líder da competição com 21 pontos. Para o Tupi, o triunfo mostra a força do Campeão Brasileiro da Série D, que mantém a posição no G-4 com 16 pontos e muito forte na briga para chegar às semifinais.

Na sequência do Campeonato Mineiro, o América-MG vai ao Triângulo Mineiro para enfrentar o Uberaba. Já o Tupi vai duelar contra o Democrata-GV, no estádio Mamudão, em Governador Valadares.

O jogo

Jogando em casa, o América-MG iniciou a partida com maior presença ofensiva, porém, o time de Juiz de Fora não se intimidou e também buscou o ataque, proporcionado um bom jogo de futebol na Arena do Jacaré. A primeira boa chance de marcar surgiu aos 11min, com avante Fábio Júnior, que recebeu dentro da área e girou em cima da zaga, mas errou o alvo na finalização.

Aos poucos, os mandantes passaram a impor a melhor qualidade técnica em cima do rival, mas o Tupi demonstrando muita vontade fez o possível para dificultar a vida americana, com muita marcação no meio-campo e com os sempre perigosos Allan e Ademilson no ataque.

Aos 16, Henrique tentou um arremate de longa distância assustando o goleiro Neneca e mostrando que a equipe de Juiz de Fora não está no G-4 do Mineiro por acaso. Aos 20, nova chance do Carijó com Henrique, que acertou um ótimo chute com a perna canhota, obrigando o arqueiro americano a fazer grande defesa.

As duas jogadas de perigo deram motivação ao time visitante, que passou a ter as rédeas da partida, alterando assim, o cenário inicial do jogo. Prova disso, é que aos 29, Ademilson desviou cruzamento da direita, e a bola passou sobre o travessão levando enorme perigo à meta do América-MG.

Aos 37, o zagueiro Wesley Ladeira resolveu se aventurar no ataque, e de cabeça conseguiu abrir o placar para o Tupi, após cobrança de escanteio pela direita. Somente após o gol do time de Juiz de Fora é que o Coelho acordou no jogo, e aos 40, depois de boa trama ofensiva, Alessandro finalizou para fora em tentativa de dar a resposta antes do intervalo.

Nervoso com a postura do América-MG, o técnico Givanildo Oliveira esbravejou bastante com seus comandados. Na tentativa de melhorar a equipe, o treinador resolveu promover a estreia do armador argentino Sebástian Sciorilli, mas a mudança não surtiu efeito e o Tupi continuou melhor no jogo, criando as jogadas mais perigosas.

Aos 3min, George deu excelente assistência para Ademilson, que quase ampliou o placar. Na jogada seguinte o volante americano China colocou a mão na bola dentro da área, e o árbitro Emérson de Almeida Ferreira não titubeou e marcou pênalti para o Tupi. Na cobrança o avante Ademilson ampliou a contagem.

Somente após os 10min, o América-MG acordou no segundo tempo e passou a pressionar o Tupi. Aos 14, a equipe da casa reagiu com o oportunista Alessandro, que tocou por cobertura na saída do goleiro Rodrigo para diminuir o prejuízo americano. O gol animou o time americano, que intensificou a pressão atrás do empate, desperdiçando várias chances.

Sentido que o América-MG cresceu no jogo, o técnico Moacir Júnior pediu ao Tupi que recuasse as linhas de marcação. Com essa estratégia, os visitantes passaram a tentar quase que exclusivamente as jogadas de contra-ataque e os tiros de longa distância, demonstrando satisfação com o resultado, que permaneceu sem alteração até o apito final.

Com final emocionante, U. Católica vence clássico chileno; Defensor é 2º

Olivera (direita) foi o autor do gol da vitória da equipe uruguaia sobre o Chivas. Foto: Reuters

Olivera (direita) foi o autor do gol da vitória da equipe uruguaia sobre o Chivas

Pressionada pelos maus resultados nas três partidas anteriores pela Copa Libertadores, a Universidad Católica conseguiu o primeiro triunfo na competição. No Estádio San Carlos de Apoquindo, a equipe venceu o clássico chileno com a Unión Española por 2 a 1, nesta quarta-feira, pela quarta rodada.

Precisando do resultado, a U. Católica abriu o marcador aos 8min do primeiro tempo com Ovelar. Já no final da partida, Campos Toro foi expulso e deixou os mandantes com um menos. A Unión Española aproveitou a vantagem numérica em campo e empatou com Villagra aos 41min. Mas dois minutos depois, Gazale garantiu o primeiro triunfo da Universidad.

A vitória não faz a equipe trocar de posição no Grupo 3 da Libertadores, se mantém em 3º lugar, mas agora está com seis pontos, a apenas um do ainda líder Unión Española e da surpresa Bolívar. Com apenas um ponto conquistado, o Junior de Barranquilla já está eliminado da competição.

Em outro duelo desta quarta-feira, o Defensor Sporting assumiu a segunda colocação do Grupo 7 ao derrotar o Chivas por 1 a 0, no Estádio Luis Franzini. Depois de pressionar durante todo o encontro, os uruguaios chegaram a vitória com gol de Olivera aos 26min do segundo tempo.

A vitória coloca o Defensor Sporting na segunda colocação da chave com seis pontos, dois a mais que Deportivo Quito e Chivas. O Vélez Sarsfield ocupa a liderança da chave com nove pontos.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Universidad de Chile vence e elimina vice-campeão Peñarol

O Peñarol novamente decepcionou e acabou eliminado ao perder no Chile. Foto: AFP

O Peñarol novamente decepcionou e acabou eliminado ao perder no Chile

Vice-campeão da Libertadores de 2011, o Peñarol decepcionou, e muito, o seu torcedor no torneio continental deste ano e desempenhou uma pífia campanha na fase de grupos da competição. Nesta terça-feira, os uruguaios foram derrotados pela Universidad de Chile, por 2 a 1, e deram adeus a uma chance de se classificar à próxima fase.

A derrota acumulada desta terça-feira deixa o Peñarol na última colocação do Grupo 8 da Libertadores, com apenas um ponto conquistado. A Universidad de Chile, por sua vez, avançou para a segunda posição, com sete, e se manteve na cola do líder Atlético Nacional, da Colômbia. O Godoy Cruz, da Argentina, é o terceiro classificado, com cinco pontos somados após quatro rodadas.

Sem chances de avançar para a fase de mata-mata, o Peñarol cumprirá tabela competição no próximo dia 10, às 22h (de Brasília), quando terá pela frente o líder Atlético Nacional, na Colômbia. Já a Universidad de Chile, sensação do segundo semestre do ano passado ao conquistar a Copa Sul-Americana, encarará já na próxima quarta-feira, às 18h30, o Godoy Cruz, fora de casa, em disputa direta por uma das vagas às oitavas.

Jogando fora de casa, o Peñarol não teve tempo nem de entrar em campo e sofreu o gol logo aos dois minutos do primeiro tempo. Desatentos, os marcadores não conseguiram acompanhar Matías Rodríguez e viram o lateral passar facilmente pela zaga para balançar as redes do goleiro Carini.

Mesmo sem demonstrar grande poder de reação, a equipe visitante conseguiu o empate através de uma bola parada. Na cobrança de escanteio, Valdez cabeceou em cima do goleiro Jhonny Herrera, que não segurou a bola e a soltou dentro do gol. O arqueiro ainda tentou se esticar para evitar o tento, mas o árbitro brasileiro Leandro Vuaden confirmou a igualdade.

Quando a partida já caminhava para os acréscimos do segundo tempo, Matías Rodríguez apareceu novamente e foi decisivo para decretar a vitória dos donos da casa. Aos 46min, o atleta arriscou da entrada da área e venceu o goleiro adversário, para o delírio do grande público que compareceu ao estádio nesta terça-feira.

Após acidente, indiano critica Vettel; alemão pode ser punido

Vettel chamou Karthikeyan de idiota após acidente na Malásia. Foto: Reuters

Vettel chamou Karthikeyan de "idiota" após acidente na Malásia

As duras declarações de Sebastian Vettel chamando Narain Karthikeyan de "idiota" e "pepino" depois do acidente entre eles no Grande Prêmio da Malásia irritaram bastante o piloto indiano. Este atacou o "comportamento totalmente não profissional" do alemão, que correria risco até de punição por parte da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) devido ao ocorrido.

Dono da 11ª posição no GP da Malásia, Vettel ficou fora da zona de pontuação pela primeira vez na Fórmula 1 desde o GP da Bélgica de 2010 (a estatística só leva em consideração provas as quais ele completou). Em Sepang, ele permaneceu muito tempo entre a quarta e a sexta posições até ter o pneu traseiro esquerdo de sua Red Bull furado em um toque com a HRT de Karthikeyan na 47ª volta da prova.

Em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal indiano Deccan Chronicle, Karthikeyan disse acreditar que Vettel esteja "muito frustrado porque está tendo uma temporada dura". Atual bicampeão mundial, o alemão ocupa o sexto lugar do Mundial de Pilotos em 2012, com 18 pontos somados em duas etapas.

O indiano afirmou ainda que o fato de Vettel ter um "bom carro" não lhe permite "chamar os outros de idiota". Karthikeyan se defendeu também apontando que ganhou corridas "em todas as categorias anteriores de monopostos" da qual participou - portanto não precisa de um "certificado" do alemão.

O indiano, 35 anos, foi campeão da Fórmula Ásia em 1996, quarto colocado da Fórmula 3 Britânica em 2000 e quarto colocado da Nissan World Series em 2003 antes de ascender à F1, somando cinco pontos pela Jordan em 2005, todos graças a um quarto lugar na corrida dos Estados Unidos.

A atitude de Vettel, que ainda mostrou o dedo médio para o colega logo após o toque entre os carros, poderia lhe render inclusive uma punição. De acordo com as publicações alemãs Kolner Express, Bild e Die Welt, o piloto pode ter quebrado o estrito código de conduta introduzido desde que o francês Jean Todt assumiu a presidência da FIA, em 2009.

Segundo disse o ex-piloto de F1 Marc Surer à emissora SKY da Alemanha, "qualquer comportamento que machuca outra pessoa ou o esporte é uma ofensa". De acordo com o suíço, 60 anos, a penalização poderia ir de "uma advertência à revogação da licença" para guiar na categoria. Surer disse ser "compreensível" uma punição "no meio" dessas duas opções.

Ferj descarta mudança e Carioca seguirá com 16 clubes em 2013

Ferj discutiu os rumos do Campeonato Carioca. Foto: Paulo Sérgio/Agência Lance

Ferj discutiu os rumos do Campeonato Carioca

O campeonato estadual do Rio de Janeiro do próximo ano seguirá com 16 clubes, disse nesta terça-feira o presidente da Ferj (Federação de Futebol do Rio), Rubens Lopes. Ele descartou qualquer alteração no número de equipes na competição, mas admitiu que a fórmula de disputa poderá ser alterada. Ele sugeriu, inclusive, que os clubes de melhor campanha possam jogar com a vantagem do empate em partidas decisivas, nas semifinais e finais dos turnos.

"Não há como mudar para o ano que vem, devido ao Estatuto do Torcedor. Somente para 2014. A previsão é que duas equipes caiam e outras duas subam, e não há como alterar isso", afirmou, após a reunião do Conselho Arbitral da Ferj, que reuniu representantes dos clubes da primeira divisão do futebol do Rio.

Antes do início da reunião, os 12 clubes de médio e grande portes divulgaram um documento manifestando que não aceitavam uma redução no número de equipes na competição. Notícias que circularam nos últimos dias indicavam que a Ferj teria optado em fazer um campeonato menos inchado.

Durante a reunião, os representantes dos grandes clubes preferiram adotar uma postura política, e evitaram manifestar posição a respeito a alteração do número de clubes na competição.

Lopes, ao contrário, voltou a se apoiar em números para defender a manutenção de 16 clubes. Apresentou dados de campeonatos com 16, 12 e 10 clubes que não apresentaram diferenças pouco significativas de presença de público.

Rubens Lopes reconheceu que é preciso aumentar a presença de público nos estádios, mas ressaltou que o problema não é exclusivo do campeonato do Rio, ao exibir a média de público de jogos de outros clubes em diferentes estaduais, e até mesmo no campeonato brasileiro.

O dirigente fez uma defesa ferrenha do Estadual ao destacar que o campeonato do Rio é o que é transmitido para um maior número de cidades no Brasil, e de países ao redor do mundo.

"O campeonato atrai muito interesse, e tem público. Onde está esse público? Está na internet, está ouvindo rádio e comprando pacotes na televisão paga. Se não tivesse interesse, ninguém compraria pacotes na TV", questionou.

Para tentar identificar o que afasta o público dos estádios, a Ferj encomendou uma pesquisa especial para tentar entender as razões do baixo número de espectadores nos jogos. Lopes enumerou alguns dos motivos que diz achar que deixa os torcedores longe dos estádios, entre os quais o horário dos jogos, a violência, estrutura dos estádios e preços dos ingressos.

"Jogar às 22h talvez não seja satisfatório. O horário não é dos melhores. O preço do ingresso também não fica barato, ainda mais se for levado em conta outros gastos que o torcedor tem, como transporte e alimentação", comentou.

Um tema polêmico foi levantado por quase todos os dirigentes que discursaram. A proibição da venda de bebidas alcoólicas nos estádios foi apontada como um dos fatores que podem estar tirando fãs de futebol dos jogos.

"Isso vem causando problemas no acesso aos estádios por conta de pessoas que ficam bebendo até pouco antes dos jogos", exemplificou o presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção.

Com aula de bloqueio, Unilever atropela Vôlei Futuro na semi

Em um duelo repleto de jogadoras da Seleção Brasileira de vôlei, venceu a equipe que tinha mais representantes. O Unilever, time de Mari, Sheilla, Fabi e Juciely, atropelou o Vôlei Futuro, de Paula Pequeno e Fernanda Garay, nesta terça-feira. O duelo, disputado em Araçatuba, foi válido pela Superliga e colocou a equipe carioca mais perto da final.

O Unilever deu uma verdadeira aula de bloqueio em todos sets, principalmente com Regiane, e não deixou o Vôlei Futuro entrar no jogo em nenhum momento. Foram 20 pontos com esse fundamento e por isso a vitória foi assegurada tranquilamente por 3 sets a 0 (25/17, 25/13 e 25/15). Fernanda Venturini foi eleita a melhor em quadra. O próximo confronto entre as equipes será no Rio de Janeiro e bastar uma vitória do Unilever, em casa, para garantir a classificação.

Depois de um começo equilibrado, Unilever melhorou na metade do primeiro set e chegou a abrir oito pontos de vantagem (23 a 14). A principal arma da equipe carioca, o bloqueio, começou a funcionar cedo, até porque o Vôlei Futuro apresentou pouca variação de jogadas. Dessa forma, ficou fácil para o Unilever vencer por 25 a 17.

O resultado do primeiro set abalou o time da casa, que já começou atrás no set seguinte, principalmente por erros próprios. O Unilever soube se aproveitar disso e logo abriu 18 a 10. O técnico Paulo Coco pediu tempos técnicos e tentou reanimar seu time, mas não adiantou: a segunda parcial foi de 25 a 13.

O terceiro set não teve mudanças no panorama do jogo: o bloqueio do Unilever continuou a funcionar e por isso o time saiu na frente mais uma vez. Dessa vez o Vôlei Futuro até esboçou uma reação, mas o segundo tempo técnico terminou com o time carioca na frente (16 a 13). Logo a vantagem ficou ainda mais dilatada e o set foi fechado com outro atropelamento: 25 a 15.

terça-feira, 27 de março de 2012

Dilma volta a vetar uso do FGTS para obras da Copa e Olimpíada

Presidente disse que tal prática desvirtuaria princípio original de aplicação dos recursos. Foto: EFE

Presidente disse que tal prática desvirtuaria princípio original de aplicação dos recursos

O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira uma mensagem da presidente Dilma Rousseff enviada ao Congresso Nacional em que veta, pela segunda vez, o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) nas obras da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.  

O texto apresenta o mesmo argumento do veto anterior, segundo o qual os empreendimentos relacionados à Copa já dispõem de linhas de crédito. O veto foi baseado em pareceres dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e das Cidades. Segundo a mensagem, a proposta desvirtua a prioridade de aplicação do FGTS.

Médico nega "excesso de cautela" com retorno de Luis Fabiano

José Sanchez afirma que os cuidados são tomados com qualquer atleta do elenco. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

José Sanchez afirma que os cuidados são tomados com qualquer atleta do elenco

Pela terceira vez desde que chegou ao São Paulo, Luis Fabiano é tratado com cuidado pelo médicos quanto ao seu possível retorno aos gramados. Fora da partida contra o Mirassol, no último domingo, devido a um edema na coxa esquerda, o centroavante ainda não tem data definida para o seu retorno, podendo perder também o duelo de quinta-feira, contra o Catanduvense, na Arena Barueri.

A medida de não divulgar previsões para a volta dos atletas entregues ao departamento médico vem sendo adotada ultimamente pelo clube, mas, em torno do camisa 9, que já viveu quase um ano inteiro em 2011 tendo frustrações em relação à sua forma física, o cuidado parece ser maior.

Segundo o médico José Sanchez, porém, só parece. De acordo com o doutor, a medida é normal para resguardar um atleta que já se envolveu em longas contusões anteriormente.

"Não é porque é o Luis Fabiano, ídolo da torcida, que nós estamos fazendo isso. O negócio é que, por ser um jogador com uma lesão grave recente, com muito tempo de recuperação, o bom senso faz com que a gente prefira segurar um pouco mais, para evitar que ele volte antes do tempo e agrave a contusão", explicou.

Sanchez deu exemplos dentro do elenco para mostrar que a medida será adotada com qualquer membro do elenco. "É normal, vamos fazer isso quando o Wellington (se recuperando de cirurgia no joelho), o Cañete (mesmo caso de Wellington) e o Rogério (passou por cirurgia no ombro) voltarem também", afirmou.

Por fim, o atacante teve o seu comportamento no processo de recuperação bastante elogiado. "O Luis é um atleta impecável. Vai do treino pra casa, da casa para o treino, tem muita vontade. Ano passado aconteceu aquilo com ele, mas ele não teve culpa nenhuma", encerrou Sanchez.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Neymar se estranha e troca farpas com zagueiro do Bragantino

Craque santista diz que Júnior Lopes falava Deus te abençoe após fazer faltas nele. Foto: Ricardo Saibun/Gazeta Press

Craque santista diz que Júnior Lopes falava "Deus te abençoe" após fazer faltas nele

O atacante Neymar não teve uma atuação brilhante na vitória sobre o Bragantino, por 2 a 0, na noite deste domingo, na Vila Belmiro. Mesmo assim, o craque sofreu com as seguidas faltas cometidas pelos zagueiros do time de Bragança Paulista. No intervalo do jogo, o camisa 11 disparou críticas contra Junior Lopes.

Ao ser questionado sobre a marcação do defensor rival, Neymar não o poupou. "Ele me bate e fala: Deus abençoe", disse o atacante, que voltou a atacar o defensor rival após a partida.

"Todo jogo tem um 'Deus te abençoe'. Mas até fico feliz quando isso acontece. É sinal de que o meu trabalho está sendo reconhecido", ironizou.

Junior Lopes, por sua vez, explicou a situação e as declarações do craque santista. "Uma hora ele se irritou, disse que estavam batendo nele. Só que não é por maldade. Ele é muito rápido, então, às vezes você vai tentar tirar a bola e acaba acertando ele. Uma hora, ele me xingou e eu falei: 'Deus te abençoe'. Mas está tranquilo", destacou.

O técnico santista, Muricy Ramalho, também comentou o assunto e não quis polemizar sobre o tema. "Em relação ao adversário a gente tem que respeitar. Eles jogam duro, mas são muito religiosos. Quando eu fui cumprimentá-lo (Junior Lopes), ele falou a mesma coisa. Isso é normal. Me parece uma característica desse atleta", opinou.

Apesar da indisposição com Junior Lopes, Neymar foi o responsável pela expulsão de Jean Pablo, que recebeu dois cartões amarelos por faltas no atacante, recebendo o vermelho no início do segundo tempo.

Castroneves vence prova de abertura da Indy; Rubinho é 17º

Castroneves é o líder da Indy na temporada 2012. Foto: Getty Images

Castroneves é o líder da Indy na temporada 2012

Hélio Castroneves venceu neste domingo a corrida de São Petersburgo (EUA), primeira etapa da Formula Indy em 2012. O brasileiro da equipe Penske ( que largou em quinto) cruzou a linha de chegada uma volta antes de Rubens Barrichello (KV Racing), que fazia sua estreia na Indy e fez corrida discreta, terminando em 17°. O também brasileiro Tony Kanaan (KV Racing) abandonou a prova.

Com a vitória, Castroneves (que nunca venceu o mundial de Fórmula Indy) assume a ponta do campeonato, com 50 pontos; o neozelandês Scott Dixon (Chip Ganassi), que terminou em segundo, fica com 40 pontos; o americano Ryan Hunter-Reay (Andretti) completou o pódio e tem 35 pontos.

A prova de estreia na Indy em 2012 fez jus à tradição da categoria. Com muitas paradas, a corrida registrou muitas trocas de posição inclusive na liderança. O vencedor Castroneves assumiu a liderança faltando cerca 20 voltas para o final.

A prova

A corrida seguia monótona, sem quebras nem ultrapassagens nas primeiras 12 voltas. Na volta de número 13, com problemas, a britânica Katherine Legge parou no meio da pista. Muitos aproveitam a bandeira amarela para trocar pneus. Will Power, um dos que aproveitou para ir aos boxes, caiu de primeiro para 12°. Barrichello (que seguiu na pista) foi à oitava colocação.

Na 20° volta, nova bandeira amarela movimentou a corrida, quando o britânico James Jakes bateu na barreira de pneus. Com a nova parada, Barrichello foi para os boxes e voltou na 21° parada; na saída dos boxes, foi ultrapassado pelo americano Graham Rahal.

Na volta 21, Tony Kanaan, que seria líder após a saída do safety car, abandonou a prova, depois de parar no meio da pista. Em entrevista à TV Bandeirantes, o piloto associou sua saída a um problema no alternador, que dificultava o carregamento da bateria do carro.

Na volta 45, o americano Ed Carpenter foi tocado por Hélio Castroneves (BRA), rodou e ficou na pista. O acidente provocou a terceira bandeira amarela da prova. Com mais uma paralisação, muitos pilotos foram aos boxes, inclusive Barrichello, que voltou em 17° (o brasileiro era 12° antes da parada). Scott Dixon ficou na pista e assumiu a ponta.

Castroneves assume a liderança

O brasileiro Hélio Castroneves fazia ótima prova e disputava com Scott Dixon a ponta. O brasileiro era o terceiro quando começou a pressionar o rival para ultrapassá-lo.

Faltando cerca de 20 voltas para o final da prova, o brasileiro finalmente alcançou Dixon e conseguiu a bela ultrapassagem que decidiria a corrida. Depois de assumir a ponta, Hélio não deu chances ao rival e abriu vantagem (que chegou a sete segundos) para confirmar a vitória.

RESULTADO FINAL DA ETAPA DE ST.PETERSBURG

1 - Helio Castroneves (BRA) Penske - 100 voltas
2 - Scott Dixon (NZL) Ganassi - a 5s5292
3 - Ryan Hunter-Reay (EUA) Andretti Autosport - a 7s5824
4 - James Hinchcliffe (EUA) Andretti Autosport - a 10s6526
5 - Ryan Briscoe (AUS) Penske - a 11s7854
6 - Simon Pagenaud (FRA) Schmidt Hamilton - a 31s2623
7 - Will Power (AUS) Penske - a 34s6582
8 - EJ Viso (VEN) KV Racing - a 35s5943
9 - Charlie Kimball (CAN) Ganassi - a 43s1425
10 - Justin Wilson (GBR) Dale Coyne - a 44s3141
11 - Josef Newgarden (EUA) Sarah Fisher - a 44s8275
12 - Graham Rahal (EUA) Ganassi - a 45s1080
13 - Dario Franchitti (GBR) Ganassi - a 45s8468
14 - Marco Andretti (EUA) Andretti Autosport - a uma volta
15 - Alex Tagliani (CAN) Team Barracuda - a uma volta
16 - Oriol Servia (ESP) Lotus Dreyer & Reinbold - a uma volta
17 - Rubens Barrichello (BRA) KV Racing - a duas voltas
18 - Ed Carpenter (EUA) Ed Carpenter - a duas voltas
19 - JR Hildebrand (EUA) Panther - a quatro voltas

ABANDONOS

Mike Conway (GBR) Foyt - a 25 voltas (mecânico)
Sebastien Bourdais (FRA) Lotus Dreyer & Reinbold - a 27 voltas (escapada)
Takuma Sato (JAP) Rahal Letterman Lanigan - a 27 voltas (elétrico)
Katherine Legge (GBR) Lotus Dragon - a 41 voltas (escapada)
Simona de Silvestro (SUI) HVM - a 78 voltas (mecânico)
Tony Kanaan (BRA) KV Racing - a 79 voltas (elétrico)
James Jakes (GBR) Dale Coyne - a 81 voltas (contato)

Em clássico morno, Sport segura ponta com empate sem gols com Náutico

O Sport, de Marcelinho Paraíba, conseguiu segurar o empate sem gols. Foto: Aldo Carneiro/Lancepress!/Agência Lance

O Sport, de Marcelinho Paraíba, conseguiu segurar o empate sem gols

Em um clássico com poucas chances e muita marcação, o jogo entre Sport e Náutico terminou empatado por 0 a 0. Com isso, o time rubro-negro soma mais uma partida sem vitória sobre o arquirrival no Estádio dos Aflitos, tendo vencido lá pela última vez em 2008.

As oportunidades do começo da partida ocorreram principalmente em lances de bola parada, com a principal sendo em cobrança de Jefferson, que bateu de longe aos 22min para exigir boa defesa de Magrão.

Aos 30min, Marcelinho Paraíba bateu forte da intermediária e parou em defesa de Gideão. O meia voltou a levar perigo aos 38min, fazendo cruzamento fechado em cobrança de escanteio. Bruno Aguiar quase alcançou a bola em ótima posição.

O time visitante ainda criou mais uma ótima chance no final da primeira etapa. Renê cruzou pela esquerda para Willians tentar o peixinho e mandar a bola à direita do gol em mais uma chance do Sport, aos 42.

O Náutico retornou melhor dos vestiários. Siloé recebeu a bola após bobeira da zaga rubro-negra aos 11min, avançou na área e desperdiçou a chance de chutar, permitindo a chegada de Renê no carrinho. Os mandantes levaram perigo mais uma vez aos 20min, quando Jefferson passou por Rivaldo e acertou um forte chute, defendido por Magrão.

O Náutico pressionava e teve duas boas oportunidades aos 30 e 32. Primeiro, Tiuí perdeu uma boa chance ao receber sozinho na área e bater para fora. Depois, Renê voltou a salvar o Sport de uma derrota impedindo com um carrinho uma finalização de Siloé na área.

Com o empate, o Sport se mantém na liderança do Campeonato Pernambucano com 38 pontos. O Náutico, que tinha a oportunidade de alcançar o rival em quantidade de pontos, não somente não igualou o Sport como foi superado pelo Santa Cruz, ficando na quarta posição com 35 pontos.

Jorge Henrique "encarna" Marcos Assunção e comanda virada

Jorge Henrique foi um dos destaques da vitória do Corinthians. Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Jorge Henrique foi um dos destaques da vitória do Corinthians

Toda equipe que enfrenta o Palmeiras sabe que a bola parada é uma das grandes armas do time alviverde. Por meio dos pés do meio-campista Marcos Assunção saem jogadas perigosas e finalizações diretas - já foram 22 gols de falta. Neste domingo, porém, o Corinthians contou com Jorge Henrique iluminado nos tiros diretos, e viu o camisa 21 iniciar as jogadas dos gols da vitória alvinegra no Pacaembu de virada por 2 a 1.

O atacante iniciou a partida de forma tímida. Ele formou com Emerson e Danilo o trio de criação corintiano, que tinha como função municiar Liedson no ataque. No começou do primeiro tempo, Jorge Henrique atuou como armador externo pela esquerda, para que ajudasse também a conter as investidas do lateral Cicinho. Posteriormente foi deslocado por Tite para que fizesse função parecida no lado direito do ataque.

Já o segundo tempo foi bem mais produtivo para o jogador. Logo aos 3min ele alçou bola na área em cobrança de falta e a viu sobrar para Paulinho completar ao fundo das redes. O gol empatou o placar que havia sido inaugurado antes do intervalo por Marcos Assunção em arremate à distância.

Três minutos depois, saiu dos pés de Jorge Henrique a virada alvinegra. O atacante cobrou falta cruzada que tinha como direção o canto direito de Deola, e viu Márcio Araújo empurrar contra a própria meta antes que Liedson tivesse chance de completar.

A etapa inspirada de Jorge Henrique prosseguiu, e aos 14min ele foi encontrado na área após jogada individual de Emerson pela esquerda, mas errou o arremate. Três minutos depois, foi lançado em velocidade em contra-ataque e viu sua arrancada terminar com chutão do goleiro Deola, que deixou a área, para a lateral.

Até da defesa o atacante participou, ajudando na marcação dos avanços alviverdes e dando chutões quando tomava a bola. Isto foi cada vez mais necessário com o passar dos minutos, já que o Palmeiras atacava em busca do empate. Jorge Henrique ainda participou de lance que rendeu cartão amarelo a Ricardo Bueno após falta. Aos 39min, deu lugar a Willian e recebeu os merecidos aplausos da torcida por sua atuação à Marcos Assunção.

domingo, 25 de março de 2012

Boleiros do Blog

ESTAMOS DE VOLTA COM ESSA BAGAÇA!!!

Voltamos para mais uma vez colocar ondem nesse mundo louco que é o esporte.

1- O que foi o jogo do Corinthians para vocês?

Rogério: Um primeiro tempo muito apagado, pouco chegando ao gol e deixando o time do Palmeiras mais a vontade. Chegou a segunda etapa, e a história foi outra, com dois gols e 3 minutos e várias chances de gols que não foram aproveitadas.

John: Poderia ter sido um primeiro tempo pior do que foi, mas o Corinthians administrou a poucas desvantagem, e virou ela no segundo tempo. Mérito do técnico Tite.

2- E o que faltou ao Palmeiras?

Jonathan: Melhor aproveitar os lances ao gol, e ter prestado mais atenção aos lances de bola parada do adversário. Um futebol melhor de Valdívia e a entrada de Daniel Carvalho poderiam ter sido o ponte forte de pelo menos um empate em campo.

3- E já temos candidatos ao título?

Rogério: Sempre tivemos, os 4 grandes são os mais, mas temos de observar as zebras que estão tendo no campeonato.

John: Acho que mais uma vez, um dos grandes leva a taça.

4- Rebaixados?

Rogério: Estamos realmente merecendo cair os 4 últimos.

Jonathan: Um futebol vergonhoso na minha opinião.

Djokovic domina em estreia, bate Baghdatis e pega freguês sérvio

Djokovic enfrentará o compatriota Troicki na terceira rodada. Foto: EFE

Djokovic enfrentará o compatriota Troicki na terceira rodada

O sérvio Novak Djokovic teve uma estreia tranquila neste sábado no Masters 1000 de Miami. Último tenista a debutar na competição, o número 1 do mundo eliminou o cipriota Marcos Baghdatis por 2 sets a 0, com duplo 6/4, e garantiu presença na terceira rodada da competição, para enfrentar o compatriota Viktor Troicki.

Sem perder nenhum game de saque contra o tenista do Chipre, atual 42º do mundo, Djokovic assegurou sua vitória sem passar por grandes apuros. Apesar de uma certa resistência de Baghdatis no final do segundo set, o atual melhor do mundo garantiu o resultado positivo em uma hora e 31 minutos.

Eliminado na semifinal dos últimos dois torneios que disputou (Dubai e Indian Wells), Djokovic tem um retrospecto mais do que favorável contra o compatriota. Ele encarou Troicki 11 vezes e venceu os últimos dez duelos - sua única derrota foi em 2007, no Torneio de Umag.

Os últimos três encontros entre os sérvios, aliás, aconteceram em torneios Masters 1000 do ano passado: Indian Wells, Paris e justamente Miami. Na edição do ano passado na Flórida, Djokovic seguiu a caminho do título com um placar de 6/3 e 6/2.

Del Potro despacha Karlovic

Melhor sul-americano em atividade, Juan Martín del Potro também estreou com facilidade em Miami. O argentino, 11º cabeça de chave, conseguiu abafar o potente saque do croata Ivo Karlovic e se credenciou para a terceira rodada com uma vitória por 7/5 e 6/4, em uma hora e 45 minutos.

Del Potro, que na última semana deixou o top 10 e caiu para a 11ª posição do ranking, pegará agora outro tenista da Croácia na busca por uma vaga nas oitavas de final do Masters 1000: Marin Cilic, 23º favorito, algoz do russo Igor Kunitsyn por 6/3 e 7/6 (7-1).

Brasil volta a empatar com Noruega e aumenta expectativa por medalha

Brasil chegou a estar perdendo no final da partida, mas buscou o empate. Foto: Cinara Piccolo/Photo&Grafia/Divulgação

Brasil chegou a estar perdendo no final da partida, mas buscou o empate

A Seleção Brasileira feminina de handebol encerrou neste sábado uma série de amistosos em Londres como parte da preparação para os Jogos Olímpicos com mais um importante resultado: assim como na quinta-feira, a equipe verde-amarela arrancou um empate por 25 a 25 com a Noruega, atual campeã mundial, no Olympic Park. A armadora Duda Amorim foi o destaque do jogo, com 11 gols.

As brasileiras, assim, deixam a capital britânica sem nenhuma derrota. A primeira partida contra a Grã-Bretanha, realizada na última terça-feira, terminou com vitória tranquila por 30 a 18, contra uma equipe muito mais fácil. Na seqüência, foram disputadas duas partidas contra a melhor seleção do mundo: empates por 29 a 29 e, desta vez, por 25 a 25.

"No primeiro jogo saímos com o gosto da derrota, porque levamos o gol de empate no último segundo", lembrou o técnico Morten Soubak ao comentar o placar de 29 a 29 na partida disputada na última quinta-feira.

Neste sábado, no entanto, a história foi diferente. As norueguesas souberam explorar seu melhor fundamento, o contra-ataque, e foram ligeiramente superiores durante parte do segundo amistoso. Faltando cinco minutos para o final, as campeãs do mundo abriram quatro gols de vantagem e pareciam caminhar para a vitória.

A Seleção Brasileira, porém, mudou a tática de jogo e conseguiu o empate a poucos segundos do encerramento. "Dessa vez saímos com o gosto da vitória", comemorou o treinador dinamarquês. Soubak se disse surpreso com o ritmo da equipe nacional, que não se reunia desde a conquista do quinto lugar no Mundial disputado em São Paulo no final do ano passado.

"Claro que fico contente com os resultados contra as atuais campeãs de tudo. Mas fomos mal em alguns fundamentos e agora precisamos voltar para casa e fazer alguns ajustes", avaliou. Ele ressaltou, contudo, que o Brasil tem chances de subir ao pódio em Londres. "É realista falar em medalha, sim. Mas tudo vai depender de quem serão nossas adversárias na primeira rodada", explicou.

Soubak, aliás, reforçou o alto nível técnico do torneio de handebol feminino em Londres - segundo ele, 11 dos 12 países participantes (embora nem todos estejam já definidos) terão chances de medalha - apenas a Grã-Bretanha apareceria um nível atrás.

"Acho que é a primeira vez que isso acontece na história do handebol, é difícil apontar favoritos. Agora, esses dois jogos aqui me mostraram que somos capazes. Superamos dificuldades, reagimos quando estávamos atrás e isso confirma que podemos ganhar".

Em 2008, a Seleção Brasileira também chegou à Olimpíada sonhando com a medalha inédita. Entretanto, o time acabou eliminado na primeira fase. Soubak acredita que o trauma na China está motivando suas atletas. "Elas querem muito avançar em Londres porque ainda guardam a decepção de sair prematuramente em Pequim. Ninguém quer que isso aconteça de novo e elas estão com o discurso de conseguir a classificação", comentou.

A ponta direita Alexandra, destaque da Seleção Brasileira, também mantém discurso semelhante. "Aprendemos muito no Mundial em São Paulo e agora chegamos a Londres com os pés no chão. Degrau por degrau. Estamos conscientes que se fizermos as coisas direito e formos objetivas temos chances de medalha, sim. É possível".

Copper Box

Os jogos da Seleção Brasileira foram realizadas na mesma quadra onde serão disputadas as partidas olímpicas até as quartas de final. Batizada de Copper Box (Caixa de Cobre, em tradução livre), a arena foi concluída em maio de 2011 e tem capacidade total de 7 mil pessoas.

Alexandra gostou do que viu e ressaltou a importância de visitar o ginásio durante a fase de preparação. "A gente conseguiu matar a ansiedade natural do primeiro jogo na Olimpíada. Porque, quando voltarmos, já teremos conhecido a arena, a quadra, os vestiários e o centro de treinamento. Então, tudo isso ajuda", explica.

"O piso também está no ponto certo, nem muito duro, nem muito macio. A distância da quadra para a torcida também é perfeita. Está tudo adequado, a estrutura é maravilhosa", concluiu a camisa 3.

Vice-campeão olímpico morre durante partida de vôlei na Itália

Vigor Bovolenta foi prata na Olimpíada de Atlanta. Foto: Getty Images

Vigor Bovolenta foi prata na Olimpíada de Atlanta

O veterano Vigor Bovolenta, medalha de prata na Olimpíada de Atlanta, morreu neste sábado durante partida da quarta divisão nacional da Itália. O jogador, 37 anos, participava do duelo de sua equipe, o Forlì, contra a Lube Macerata, quando afirmou sentir dores e pediu ajuda. Em seguida, o central caiu desacordado na quadra.

Segundo informações da La Gazzeta Dello Sport, a equipe médica prestou socorro ao atleta por quase uma hora, mas não foi possível reanimá-lo. Bovolenta foi levado ao hospital local em Macerata, onde foi decretada a sua morte. Ainda não foi determinada a causa da parada cardíaca que vitimou o jogador.

O atleta era casado com a ex-jogadora Federica Lisi e deixa quatro filhos. Além da prata olímpica, Bovolenta conquistou com a seleção italiana dois Campeonatos Europeus (1995 e 1999), quatro Ligas Mundiais (1995, 1997, 1999 e 2000) e uma Copa do Mundo (1995).

Juventus já tem acordo com Dedé, mas não com Vasco, diz jornal

Dedé pode defender a Juventus na próxima temporada. Foto: EFE

Dedé pode defender a Juventus na próxima temporada

O jornal italiano Gazzetta dello Sport publicou neste sábado que a Juventus está em negociações avançadas para contar com o zagueiro Dedé, do Vasco.

Segundo a publicação, o clube italiano já teria até mesmo acertado a base salarial do jogador, mas ainda não negociou a transferência do atleta com o Vasco.

O defensor já havia manifestado o desejo de atuar no futebol europeu eventualmente, mas garantiu que seu foco está no cruz-maltino, com quem tem contrato até 2014.

As boas atuações de Dedé pelo time carioca renderam projeção na mídia europeia ao jogador, com periódicos noticiando interesse de clubes como Liverpool, Manchester United, Bayern de Munique e da própria Juventus.

Alonso surpreende, vence GP da Malásia e assume liderança da F1

Alonso vence na Malásia, apesar da desconfiança na Ferrari. Foto: Getty Images

Alonso vence na Malásia, apesar da desconfiança na Ferrari

A Ferrari chegou desacreditada à Malásia, mas saiu fortalecida com uma corrida perfeita do bicampeão da Fórmula 1 Fernando Alonso. O espanhol aproveitou uma corrida tumultuada no circuito de Sepang neste domingo e conquistou a sua primeira vitória na temporada. Mais do que isso, assumiu a liderança com 35 pontos, cinco a mais do que inglês Lewis Hamilton, terceiro na corrida de hoje.

Contando com ajuda da estratégia da Ferrari, Alonso soube lidar com os imprevistos provocados pela bandeira vermelha - um temporal nas primeiras voltas forçou a paralisação de 45 minutos - e assumiu a liderança depois de uma sessão de paradas nos boxes no reinício da corrida. O mexicano Sergio Perez surpreendeu com a Sauber e chegou a lutar pela vitória, mas escapou da pista a cinco voltas do final e acabou em segundo.

Felipe Massa mais uma vez teve uma corrida para esquecer. Com uma parada a mais do que os outros pilotos (quatro), terminou em 15º e verá a pressão por resultados aumentar. Todos os 25 pontos da Ferrari no ano foram conquistados por Alonso

Bruno Senna fez excelente corrida depois de um início complicado e conseguiu o sexto lugar. O brasileiro perdeu o bico na volta inicial, caiu para último, mas fez seus primeiros oito pontos na temporada ao completar uma elogiável prova de recuperação.

Largada e pouca velocidade

Pole, Hamilton manteve a ponta com uma largada segura, assim como Button na segunda colocação. Michael Schumacher largou mal, perdeu posições e, para piorar, rodou ainda na primeira volta, caindo para o pelotão de trás da corrida. A dupla da Red Bull assumiu o terceiro e quarto lugar com Webber e Vettel, e Fernando Alonso pulou de oitavo para quinto.

Bruno Senna largou bem, ultrapassou Massa na 12ª posição, mas preferiu logo na primeira volta trocar os pneus. Assim, caiu para a última colocação. Massa andou em décimo nas três primeiras voltas, duas acima de sua classificação no grid de largada, mas logo na quarta volta também optou pela entrada de boxes. Como muitos dos pilotos também fizeram pit stop para a troca por pneus de chuva, o brasileiro pulou para a oitava colocação posteriormente.

As primeiras quatro voltas foram disputadas sob intensa chuva, e a pista piorava a cada minuto. Antes de os pilotos completarem a quinta, a organização optou pela entrada do safety-car. Porém, a chuva aumentou, a pista pirou e a bandeira vermelha fez com que os pilotos voltassem para os boxes. Quarenta e cinco minutos depois, com o safety-car na pista, a prova foi reiniciada.

Troca de pneus e erro de Button

Depois de quatro voltas com a presença do safety-car, a relargada foi marcada por grande atividade nos boxes. Muitos pilotos trocaram os pneus e as posições iniciais sofreram alterações. Hamilton, então líder, teve de esperar a passagem de Massa e perdeu segundos preciosos. Alonso e Pérez se deram bem, mas não melhor que Button. O inglês, o primeiro a fazer a troca, parecia com o caminho livre para a vitória.

Mas um toque com o indiano Narain Karthikeyan arruinou sua corrida. Button se precipitou na hora de ultrapassar o retardatário e teve de voltar aos boxes para trocar o bico de sua McLaren. O campeão de 2009 e vencedor da primeira corrida da temporada, na Austrália, estava fora da briga na Malásia.

Alonso x Perez

A parte final da corrida foi uma disputa entre o espanhol Fernando Alonso e o mexicano Sérgio Perez. O ferrarista assumiu a primeira colocação e tinha uma vantagem relativamente tranquila em relação ao piloto da Sauber. Porém, após nova rodada de parada nos boxes, Perez se aproximou a sete voltas finais e ameaçou uma batalha final.

O mexicano então sentiu a pressão. Errou na entrada de uma curva e escapou da pista, deixando o caminho livre para Alonso vencer a sua primeira corrida no ano.

Confira o resultado do GP da Malásia:

1 - Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 2h44min51s812
2 - Sergio Perez (MEX/Sauber) - a 2s263
3 - Lewis Hamilton (ING/McLaren) - a 14s591
4 - Mark Webber (AUS/Red Bull) - a 17s688
5 - Kimi Raikkonen (FIN/Lotus) - a 29s456
6 - Bruno Senna (BRA/Williams) - a 37s667
7 - Paul Di Resta (ESC/Force India) - a 44s412
8 - Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso) - a 46s985
9 - Nico Hulkenberg (ALE/Force India) - a 47s892
10 - Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - a 49s996
11 - Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) - a 1min15s527
12 - Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso) - a 1min16s800
13 - Nico Rosberg (ALE/Mercedes) - a 1min18s500
14 - Jenson Button (ING/McLaren) - a 1min19s700
15 - Felipe Massa (BRA/Ferrari) - a 1min39s300
16 - Vitaly Petrov (RUS/Caterham) - a 1 volta
17 - Timo Glock (ALE/Marussia) - a 1 volta
18 - Heikki Kovalainen (FIN/Caterham) - a 1 volta
19 - Pastor Maldonado (VEN/Williams) - a 2 voltas
20 - Charles Pic (FRA/Marussia) - a 2 voltas
21 - Narain Karthikeyan (IND/Hispania) - a 2 voltas
22 - Pedro de la Rosa (ESP/Hispania) - a 2 voltas

Não completaram:
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber)
Romain Grosjean (FRA/Lotus)

sábado, 24 de março de 2012

Chelsea segura empate em clássico, mas vê Liga dos Campeões longe

Zaga do Chelsea salva gol certo do Tottenham, que segue sem vencer, mas mantém vantagem pelo 4º lugar. Foto: Reuters

Zaga do Chelsea salva gol certo do Tottenham, que segue sem vencer, mas mantém vantagem pelo 4º lugar

Neste sábado, o clássico londrino pelo Campeonato Inglês reunia um Tottenham em crise, mesmo com a boa posição na tabela, contra um Chelsea que precisava vencer para diminuir a distância para o próprio rival, uma posição à frente, para ainda sonhar com a zona de classificação para a próxima Liga dos Campeões. Mesmo atuando em Stamford Bridge, o Tottenham foi melhor, abusou dos gols perdidos e os donos da casa seguraram o placar por 0 a 0.

Com o resultado, o Tottenham segue em quarto e chega aos 55 pontos, aumentando o jejum de vitórias no torneio para cinco jogos. Porém, mantém a vantagem de cinco pontos sobre o rival, quinto colocado com 50 pontos, faltando oito jogos para ambos no campeonato. Caso não vença esta edição da Liga dos Campeões e a se manter a posição na tabela, o time do magnata Roman Abramovich estaria fora do principal torneio de clubes da Europa em 2012/13.

Em formações semelhantes, com um atacante apenas de referência e povoando o meio-campo com cinco jogadores cada (dentre eles, o volante Sandro, do Tottenham, e o meia Ramires, do Chelsea), a importância do jogo ficou evidenciada na cautela das ações no primeiro tempo das duas partes, de muita marcação, poucos lances de criatividade e, por consequência, de escassas chances de gol, com deficiência principalmente no último passe.

Mas o goleiro Petr Cech trabalharia bastante nos descontos da primeira etapa, na melhor chance do jogo até então. Em jogada pela esquerda do ataque do Tottenham, a bola sobrou para o holandês Rafael Van der Vaart, que dominou e chutou em cima do arqueiro checo. A bola voltou a sobrar para o meia, que bateu forte para ver seu gol impedido pelo lateral Ashley Cole, que deu carrinho providencial em cima da linha. Espirrada, a bola veio pelo alto para Adebayor, que cabeceou por cima da meta, rente ao travessão, pouco antes do apito do árbitro para o intervalo.

Após susto em chute cruzado de Sturridge, logo no início da segunda etapa, o Tottenham voltou a perder boa chance aos 11min. Em boa trama, o lateral Assou-Ekotto foi para o centro de campo e abriu bola precisa para o volante Walker, que ajeitou e bateu forte, com a bola passando muito forte próximo ao poste esquerdo de Cech.

A resposta do Chelsea viria aos 27min, por meio de bola parada. O meia-atacante espanhol Juan Mata executou a cobrança com maestria, a bola fez curva e, caprichosamente, beijou a trave do goleiro americano Brad Friedel, que apenas ficou plantado na meta torcendo para a bola não entrar.

O troco dos visitantes veio nove minutos depois, em duas chances perigosíssimas: Adebayor recebeu belo passe pelo miolo de zaga, se livrou de Cech e bateu seco, mas o zagueiro John Terry acompanhou o lance com eficiência e salvou o gol certo com um carrinho. No lance seguinte, o escanteio foi cobrado na cabeça de Gareth Bale, que testou no travessão.

Aos 49min, na chance final do jogo, Bale fez cobrança de falta venenosa, mas foi novamente parado pelo arqueiro rival, que acabou castigando os visitantes, que perderam diversas chances e atuaram melhor, mas seguem em jejum. Porém, o placar teve um leve "gosto de vitória" pela vantagem mantida na tabela do Inglês.

Osasco vence 1º jogo semifinal e fica perto de decisão da Superliga

Time paulista, de Adenizia (esq), venceu Minas por 3 sets a 1, parciais de 25/07, 25/20, 19/25 e 25/18. Foto: Fabio Rubinato/AGF/Divulgação

Time paulista, de Adenizia (esq), venceu Minas por 3 sets a 1, parciais de 25/07, 25/20, 19/25 e 25/18

O Sollys/Osasco recebeu o Usiminas/Minas no Ginásio José Liberatti e venceu por 3 sets a 1 o primeiro confronto entre as equipes pelas semifinais da Superliga feminina temporada 2011/12. As parciais foram de 25/07, 25/20, 19/25 e 25/18.

Depois de perder o primeiro set por um placar atípico (25/07) e também o segundo, a equipe mineira abriu quatro pontos na metade do terceiro. Apesar da pressão do time paulista, o Usiminas/Minas conseguiu manter o equilíbrio e, com boa postura defensiva, fechou o set.

O Sollys/Osasco, porém, iniciou o quarto set inspirado e impondo pressão ao adversário. A equipe paulista seguiu com o bom rendimento, deu poucas chances às rivais e fechou o jogo.

Além de sair derrotada, a equipe mineira ainda perdeu a cubana Daymi para a segunda partida, pois a atleta recebeu o terceiro cartão amarelo. Será um desfalque importante, já que a jogadora é um dos destaques do Minas nesta Superliga. No momento em que recebeu a punição, inclusive, as atletas do Sollys/Osasco comemoraram como se tivessem marcado um ponto.

A partida da volta do confronto melhor de três está marcado para o dia 30 de março, às 18h45 (de Brasília), na Arena Vivo, em Belo Horizonte. Caso necessário, a terceira partida será realizada no dia 6 de abril, às 18h45 (de Brasília), novamente em Osasco.

O Sollys/Nestlé teve a melhor campanha na fase regular da Superliga. Para avançar às semifinais, o Usiminas/Minas teve que disputar um jogo de desempate com o Sesi. A partida, com mais de duas horas de duração, terminou no tie-break, com parciais de 17/25, 25/17, 22/25, 26/24 e 15/13.

A outra semifinal da Superliga será disputada entre Vôlei Futuro e Unilever, a partir da próxima terça-feira.

Ferrari evita pressão em Massa: "deu um passo na direção certa"

Apesar da 12ª colocação no grid de largada, Massa recebeu elogios do chefe da Ferrari. Foto: AP

Apesar da 12ª colocação no grid de largada, Massa recebeu elogios do chefe da Ferrari

O chefe de equipe da Ferrari, Stefano Domenicali, lamentou os resultados obtidos por Felipe Massa e Fernando Alonso para o grid de largada do GP da Malásia, que será realizado neste domingo, às 5h (de Brasília). O brasileiro largará na 12ª posição, enquanto o espanhol alcançou o 8º lugar no treino classificatório deste sábado. Apesar do fraco desempenho, o mandatário da equipe italiana preferiu olhar pelo lado positivo, viu melhora na performance de Massa, em relação ao GP da Austrália, e afirmou que o piloto deu um passo na direção certa.

"Devemos considerar este resultado do grid como um copo meio cheio. Sabemos que estamos em dificuldade nesta parte inicial da temporada, portanto, temos que tentar limitar os danos na pista, enquanto trabalhamos para fazer a F2012 mais competitivo. Felipe deu um passo na direção certa. Finalmente o carro que ele tinha em qualificação estava razoavelmente equilibrado e pudemos sentir a diferença no relógio", afirmou Domenicali, que espera que os dois carros da equipe pontuem na etapa da Malásia.

"Agora devemos nos concentrar na corrida e tentar levar para casa tantos pontos quanto pudermos. Vamos ver como nos sairemos na corrida, que parece ser muito difícil para os carros e tem condições bastante específicas", ressaltou.

A evolução do carro no treino classificatório em Sepang também deixou Massa animado. Apesar de ressaltar os problemas do carro desta temporada, o brasileiro disse que Ferrai está no rumo correto. "Tenho certeza que estamos no caminho certo para achar o balanço ideal e as peças ideais para usar no carro", afirmou.

Em situação um pouco melhor do que o companheiro de equipe, Fernando Alonso também recebeu elogios de Domenicali, que lamentou os problemas com o Kers durante os treinos. "Mais uma vez Fernando fez um grande trabalho. Pena que ele teve um problema com o Kers, o primeiro em muito tempo. Isso o impediu de fazer um tempo muito melhor, já que esse recurso proporciona um benefício significativo".

O momento delicado que vive a Ferrari fez com que o chefe de equipe adotasse um discurso mais ponderado sobre o desempenho nos treinos classificatórios futuros. "Todos nós e nossos fãs gostariam de ver nossos pilotos sempre na luta pela pole position, mas se não temos o potencial para fazê-lo, então nós temos que fazer o melhor que pudermos", ressaltou Domenicali.

Chile anuncia que receberá Copa América de 2015 no lugar do Brasil

A Associação Nacional de Futebol do Chile (ANFP) anunciou, em entrevista concedida neste sábado, que o país receberá a Copa América de 2015. A competição estava prevista anteriormente para ocorrer no Brasil.

"Com emoção e alegria comunico que, depois de 24 anos, a Copa América será realizada no Chile", afirmou Sergio Jadue, presidente da ANFP. "Queremos organizar a melhor Copa América da história, tanto administrativamente quanto esportivamente. Colocaremos todos os nossos esforços para que a seleção chilena siga tendo partidas amistosas para chegar com uma equipe competitiva e que possa vencer o torneio", completou.

O treinador da seleção do Chile, Claudio Borghi, também esteve presente no evento e reforçou a importância de vencer a Copa América dentro de casa. "Nossa mentalidade é de sermos campeões. Isso é muito importante para o país e para todo o povo chileno, que quer ver sua seleção bem preparada. Não pouparemos esforços para irmos bem também na parte desportiva", disse o comandante.

"É uma grande oportunidade que estávamos esperando. A Copa América não é só futebol", disse Jadue, invocando o setor público e privado do país para organizar o torneio. A decisão sobre as sedes ainda serão avaliadas pela ANFP. "Ainda temos que decidir as sedes. Vamos criar uma comissão para analisar e é provável que diferenciaremos os estádios da Copa do Mundo Sub-17 dos que receberão a Copa América", ressaltou.

O diretor de comunicação da entidade da CBF, Rodrigo Paiva, confirmou a decisão. "O Brasil vai passar por uma série de eventos - Copa das Confederações em 2013, Copa do Mundo de 2014 e logo em seguida as Olimpíadas em 2016 -, um atrás do outro. O Chile mostrou interesse (em receber a Copa América em 2015) e chegamos a um acordo", explicou.

"Organizar uma Copa América logo depois de uma Copa do Mundo teria um custo muito alto. Alé porque estaríamos paralisando o Campeonato Brasileiro por quatro anos seguidos", completou Rodrigo Paiva.

O atual presidente da CBF, José Maria Marin, declarou que, caso o calendário não fosse alterado, os maiores prejudicados seriam os clubes brasileiros, em um momento que seria importante para o fortalecimento das competições nacionais.

"O Campeonato Brasileiro teria de ser paralisado, justamente em um ano que tem tudo para levar multidões aos jogos, pois será realizado logo após a Copa do Mundo, com toda a estrutura que a maior competição de futebol do planeta deixará, com estádios modernos e todo um ambiente positivo", explicou Marin.

As negociações, iniciadas ainda quando Luiz Inácio Lula da Silva era presidente brasileiro, acabaram retomadas recentemente e avançaram até a concretização. O país, que já organizou a competição por seis vezes, não recebe o torneio desde 1991.

O Chile, a princípio, receberia o evento somente no ano de 2019. Com a aproximação entre Lula e a federação chilena, o Brasil aceitou "trocar" para somente receber a competição sul-americana uma edição depois, já que o País passará por um ano de transição entre a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016.

A negociação entre os dois países, contudo, diminuiu em 2010, quando Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, negou qualquer possibilidade de permitir aos chilenos organizarem o torneio em 2015. "Nunca dissemos que daríamos a Copa América ao Chile. A Copa América será no Brasil", disse o antigo dirigente quando ainda comandava a entidade do futebol brasileiro.

Allam Khodair conquista pole na abertura da temporada da Stock Car

Allam Khodair vai largar em primeiro, mas não poderá mexer no carro. Foto: Divulgação

Allam Khodair vai largar em primeiro, mas não poderá mexer no carro

Piloto da Vogel/Blau, Allam Khodair conquistou a primeira pole da temporada na abertura do campeonato 2012 da Stock Car, neste sábado, no circuito de Interlagos, em São Paulo. O atual campeão Cacá Bueno (Red Bull) foi o segundo colocado.

A tomada de tempos foi equilibrada, mas alguns pilotos candidatos ao título decepcionaram. Marcos Gomes (Medley) foi apenas o 16º colocado, enquanto Max Wilson (RC) foi ainda pior, com a 25ª posição na classificação.

A novidade para a atual temporada será uma nova regra, que não permitirá mais aos dez primeiros colocados alterar a altura do carro e a cambagem das rodas para a corrida. O novo regulamento visa aumentar as disputas. "Vamos ver como é que fica. Fizemos um acerto pensando também na corrida, mas é certo que mexeríamos no carro se houvesse essa possibilidade", comentou Khodair.

A nova regra dá esperança para Marcos Gomes, que não conseguiu uma boa posição no grid, mas tentará se beneficiar do acerto no carro para se recuperar na prova. "Meu carro estava saindo demais de traseira nas entradas de curva. Mas, na medida em que podemos alterar as regulagens, essa pode ser uma vantagem se o pessoal da frente tiver optado por um acerto mais agressivo. De qualquer forma, saindo em 16º não será fácil", analisou o piloto da equipe Medley.

O companheiro de equipe de Gomes, Xandinho Negrão, também não conseguiu um bom resultado e reclamou da aderência do carro, além de um problema no sistema hidráulico da direção. "Principalmente nas curvas para a esquerda", comentou.

Outra mudança no regulamento irá alterar o sistema de pontuação da corrida, com pontos para os 20 primeiros colocados. A primeira prova do ano está marcada para este domingo, às 10 horas (de Brasília).

Confira a classificação completa da Stock Car:

1º) Allam Khodair - Chevrolet - Vogel Motorsport - 1min42s632
2º) Cacá Bueno - Chevrolet - Red Bull Racing - 1min42s814
3º) Ricardo Mauricio - Chevrolet - Eurofarma RC - 1min42s865
4º) Daniel Serra - Chevrolet - Red Bull Racing - 1min43s119
5º) Nono Figueiredo - Chevrolet - Mobil Super Pioneer Racing - 1min43s124
6º) Thiago Camilo - Chevrolet - RCM Motorsport - 1min43s180
7º) Julio Campos - Peugeot - Carlos Alves Comp. - 1min43s183
8º) Atila Abreu - Chevrolet - Mobil Super Pioneer Racing - 1min43s215
9º) Duda Pamplona - Chevrolet - Officer ProGP - 1min43s226
10º) David Muffato - Peugeot - Itaipava Racing Team - 1min43s786

Eliminados na primeira parte do treino:

11º) Tuka Rocha - Chevrolet - BMC Racing - 1min42s928
12º) Lico Kaesemodel - Chevrolet - RCM Motorsport - 1min42s936
13º) Galid Osman - Chevrolet - BMC Racing - 1min43s049
14º) Rodrigo Sperafico - Peugeot - Prati-Donaduzzi Racing - 1min43s096
15º) Popó Bueno - Chevrolet - Linea Sucralose - 1min43s137
16º) Marcos Gomes - Peugeot - Medley Fulltime - 1min43s140
17º) Valdeno Brito - Peugeot - Shell Racing - 1min43s151
18º) Felipe Maluhy - Peugeot - Bassani Racing - 1min43s220
19º) Ricardo Zonta - Chevrolet - Linea Sucralose - 1min43s252
20º) Ricardo Sperafico - Peugeot - Prati-Donaduzzi Racing - 1min43s259
21º) Antonio Pizzonia - Peugeot - Comprafacil Nascar JF - 1min43s272
22º) Denis Navarro - Chevrolet - Vogel Motorsport - 1min43s304
23º) Vitor Meira - Chevrolet - Officer ProGP - 1min43s340
24º) Diego Nunes - Chevrolet - Hot Car Competições - 1min43s355
25º) Max Wilson - Chevrolet - Eurofarma RC - 1min43s360
26º) Alceu Feldmann - Peugeot - Shell Racing - 1min43s467
27º) Luciano Burti - Peugeot - Itaipava Racing Team - 1min43s493
28º) Xandinho Negrão - Peugeot - Medley Fulltime - 1min43s512
29º) Eduardo Leite - Chevrolet - Hot Car Competições - 1min43s680
30º) Giuliano Losacco - Peugeot - Bassani Racing - 1min43s795
31º) Pedro Boesel - Peugeot - Comprafacil Nascar JF - 1min44s456
32º) Rodrigo Navarro - Peugeot - Carlos Alves Comp. - 1min44s925

Alex sente dores na coxa e desfalca Corinthians em clássico

Sem o meia, Douglas e Liedson podem alinhar entre os titulares contra o Palmeiras, neste domingo. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Sem o meia, Douglas e Liedson podem alinhar entre os titulares contra o Palmeiras, neste domingo

O técnico Tite não terá o meia Alex neste domingo, no clássico com o Palmeiras, no Estádio do Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. O armador foi vetado pelo departamento médico neste sábado, por conta de dores em sua coxa direita.

Além do camisa 12, o atacante Jorge Henrique também não participou da atividade desta manhã, por conta de dores musculares. Apesar disso, o jogador segue relacionado para o clássico.

Peça importante na vitória sobre o Cruz Azul, por 1 a 0, na Libertadores, por conta da assistência para o gol alvinegro, Alex já não havia aparecido no gramado do CT Joaquim Grava na sexta. Jorge Henrique, Danilo e Liedson também foram desfalques naquela atividade, mas, ainda assim, seguem relacionados para o duelo.

Com a ausência do meia, Liedson pode manter-se entre os titulares do time comandado pelo técnico Tite. Sem marcar gols em jogos oficiais do clube nesta temporada, o camisa 9 corria grande risco de perder sua vaga para Emerson, mas, agora, Tite pode escolher o esquema com três atacantes. Outra opção seria utilizar Douglas, mantendo a equipe com dois armadores.

Somando 31 pontos em 14 jogos do Estadual, o Corinthians, terceiro colocado, enfrenta o líder Palmeiras, às 16h (de Brasília) deste domingo. Contra a equipe de Luiz Felipe Scolari, Tite deve escolher o seguinte time: Julio Cesar; Edenílson, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique, Emerson (Douglas) e Liedson.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Olimpíada quer Isinbayeva campeã, diz técnico de Fabiana Murer

Para Elson, pressão pelo ouro está com Isinabayeva: se ela não ganhar, vai ser um pesadelo. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

Para Elson, pressão pelo ouro está com Isinabayeva: "se ela não ganhar, vai ser um pesadelo"

Não é muito difícil mensurar o peso que a presença de uma atleta do calibre de Yelena Isinbayeva tem em qualquer competição mundial. A russa é um verdadeiro fenômeno do salto com vara: única a passar a marca dos 5 m, ela quebrou o recorde mundial 28 vezes e conquistou duas medalhas de ouro olímpicas. Tamanha representatividade faz com que seja muito interessante do ponto de vista midiático e financeiro que uma atleta dessa triunfe na Olimpíada. Segundo o técnico Elson Miranda, há uma tendência de movimentação para que isso aconteça em Londres.

Elson expôs tal preocupação durante entrevista exclusiva ao Terra em uma manhã de sábado. Sentado ao lado de Fabiana Murer no salão do prédio em que moram, próximo ao Ibirapuera, em São Paulo, ele falava sobre o inconstante clima londrino. "É lógico que para o salto com vara, se chover muito forte antes da prova, a organização, justamente por causa da Yelena e só por causa dela, vai adiar a disputa", apontou. E comparou: "se fosse no masculino, que não tem ninguém importante, eles falariam 'saltem aí, o problema é de vocês'". Mas Isinbayeva tem tantos privilégios assim?

"Total. A Olimpíada já vai ser feita para ela. Quer dizer: não é que a Olimpíada é feita para ela; é feita para ela ganhar. Eles querem que ela ganhe porque seria a terceira medalha de ouro, uma festa brutal. Por que vai entrar uma brasileira para estragar a festa da Olimpíada? Mas é lógico que tem que sair um vencedor. Então, tudo bem. Mas que eles preferem que seja a Yelena à Fabiana, isso está na cara", respondeu, antes de explicar de que maneira pode se dar o favorecimento à principal competidora da modalidade.

A determinação das alturas iniciais da final, feita pela organização da prova, pode ajudar Isinbayeva a fazer menos saltos do que as adversárias. Em vez de subir de 5 cm em 5 cm, por exemplo, poderiam elevar o sarrafo de 4,70 m para 4,80 m, marca que poucas atletas alcançam e suficiente para a conquista do título mundial indoor pela russa em Istambul, em março. Indagado sobre se isso já havia ocorrido antes, Elson disse: "várias vezes". Fabiana Murer permaneceu calada e atenta ao assunto durante a explicação do marido e treinador.

Para o técnico, Isinbayeva chamou mais atenção do que Usain Bolt durante a Olimpíada de Pequim - ambos conquistaram o ouro com direito a recorde mundial no Estádio Olímpico. Em Londres, ela também será destaque, especialmente porque voltou a conseguir bons resultados depois de três anos nos quais decepcionou e até se submeteu a um afastamento do esporte. Em março, além do Mundial, ela conquistou o GP de Estolcomo com novo recorde mundial indoor: 5,01 m. "Você acha que não é do interesse deles que Usain Bolt ganhe de novo?", insistiu Elson Miranda.

Dificuldade pelo ouro

Apesar dos problemas dos últimos anos, Isinbayeva tem desempenho acima das demais competidoras, o que dificulta muito a busca por uma inédita medalha de ouro de Fabiana Murer. Antes de Elson abordar o favorecimento à russa, ela definiu as chances desta forma: "é possível, mas eu não falo que é muito real porque é muito difícil. Tem muitas atletas com chance. A Yelena mesmo acabou de bater o recorde mundial". Fabiana tem como melhor marca 4,85 m, enquanto a adversária já chegou aos 5,06 m.

"Para a Fabiana, tem que existir uma condição em que está tudo certo para o resultado ser o melhor. Não é que se ela for mal ainda consegue", explicou Elson Miranda. "A Yelena, se for mal, ainda pode ganhar. Se ela for muito mal, fica complicado, o percentual (de chance) dela diminui, mas ainda está lá. Ela tem uma reserva. A gente não tem. A gente tem que chegar lá e fazer 110% para conseguir a medalha", apontou. E relembrou que há oito anos, enquanto Fabiana falhava em conseguir índice para os Jogos de Atenas, a russa era recordista mundial e venceria ao ouro.

Fabiana Murer tenta não pensar nisso. Disse que está ciente de que há expectativa quanto ao seu desempenho e visualiza etapas: primeiro a eliminatória, classificada por ela como "a prova mais difícil", depois a briga por medalha e, por fim, um possível ouro. "Eu acho que o peso maior, aí, está para a Yelena", apontou Elson Miranda. "Ela tem muito mais a necessidade de medalha de ouro do que a Fabiana."

"Eu penso que se a Fabiana ganhar o ouro vai ser uma coroação. Ela, se não ganhar, vai ser um pesadelo. É difícil. Ou então se ela ganhar vai ser um alívio. Não vai ser coroação, vai ser alívio: ufa, ela ganhou", complementou. Na última vez que enfrentou Isinbayeva, no Mundial de Daegu, em 2011, Fabiana Murer venceu: conquistou o ouro enquanto a russa sequer chegou ao pódio. Para se dedicar aos treinos, Murer não fez a temporada indoor e optou por não defender o título mundial, que acabou nas mãos da adversária.

"Pesadelo, lentidão e divã"; veja o que italianos dizem de Massa

Massa foi 16º no segundo treino livre em Sepang, ficando a 1s4 do outro ferrarista, Alonso. Foto: Getty Images

Massa foi 16º no segundo treino livre em Sepang, ficando a 1s4 do outro ferrarista, Alonso

A imprensa italiana começou a criticar Felipe Massa já na abertura das atividades do Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1, nesta sexta-feira. Depois de ver o brasileiro na 13ª posição do primeiro treino livre e na 16ª do segundo, o jornal La Stampa, um dos principais generalistas da Itália, analisou que o piloto vive uma fase de "pesadelo" na qual mostra uma "lentidão indefensável".

Na manhã desta sexta, a capa da editoria de esportes do site do diário tem duas reportagens sobre o brasileiro. Uma delas é uma coluna assinada pelo jornalista Stefano Mancini, que aponta que a "diferença de Felipe Massa para os melhores já se assentou em 2 s".

Nesta sexta, o melhor tempo do ferrarista no combinado dos dois treinos foi 1min39s896, contra 1m38s021 do líder, o inglês Lewis Hamilton, da McLaren. Outro representante da equipe italiana, o espanhol Fernando Alonso cravou 1min38s891 e foi o sexto colocado na segunda sessão - havia sido o 15º na primeira.

"São apenas os testes de sexta-feira, mas a situação não parece melhorar", escreve o colunista, criticando a "lentidão indefensável" de Massa. "A lentidão do piloto se soma àquela do carro, e o efeito é uma posição embaraçosa na classificação. Ninguém mais crê em uma reação da Ferrari. Alonso faz o seu e consegue se desgrudar dos lugares mais baixos, enquanto Massa afunda".

Massa já havia sido criticado pela imprensa italiana na corrida da Austrália, no último domingo, em que ocupava o 13º posto quando abandonou, enquanto Alonso terminou em quinto. Depois disso, o brasileiro pediu para "trocar tudo", conforme define o mesmo jornal, e a escuderia concordou, mudando o chassi de seu veículo. "O GP da Malásia é uma prova da verdade para Massa e da capacidade de suportar da Ferrari. Depois as duas partes deverão conversar. E tomar uma decisão", conclui Mancini.

O mesmo diário ainda publica nesta sexta um perfil do vice-campeão mundial de 2008 assinado pelo mesmo jornalista. "Felipe Massa parece um piloto que conta um pesadelo recorrente em um divã de um psicanalista. Em vez disso este é um relato jornalístico, o resumo de sua última corrida, em Melbourne: a pior desde quando está na Ferrari e talvez a mais feia de toda a sua carreira", lê-se.

Diário esportivo também não perdoa Massa após treinos

Acompanhando o jornal La Stampa, a Gazzetta dello Sport, principal publicação esportiva da Itália, também desaprova o desempenho do brasileiro nos treinos livres em Sepang: "continua por enquanto preocupante a diferença de Massa na tarde (segunda sessão): o brasileiro, que durante a manhã havia sido mais rápido que Alonso, à tarde foi 1s4 mais lento".

Segundo o jornal esportivo, o resultado do primeiro treino não deve ser levado em conta porque no primeiro treino o espanhol fez "testes aerodinâmicos" e experimentou "dois tipos de bicos" - nenhuma novidade, visto que ambos já haviam sido usados na pré-temporada, em Barcelona. Assim, o veículo aponta que os representantes da Ferrari estavam "em condições iguais" somente na segunda sessão, quando Alonso marcou 1min38s891 e Massa, 1min40s271.

Depois de chamar o brasileiro de "inútil" e pedir a sua substituição pelo italiano Jarno Trulli durante a semana, a revista especializada em esportes a motor Autosprint mostra-se mais contida ao comentar o desempenho do piloto nesta sexta, citando apenas que ele ficou "a 2s da ponta".

O jornal Corriere dello Sport, por sua vez, aponta que Massa "não se beneficiou com a troca do chassi e sofreu 2s1 de atraso para o topo, mas aquilo que é mais grave é o meio segundo para (Kimi) Raikkonen". A bordo da Lotus, o finlandês teve como melhor tempo na sessão da tarde 1m39s696, suficiente para colocá-lo no 15º posto, exatamente um à frente do paulista.