Com “padrão ATP”, Brasil Open tenta apagar vexame de 2013



















Nova quadra auxiliar climatizada é a grande novidade de 2014

A impressão deixada em 2013, quando teve a pompa de receber o tenista espanhol Rafael Nadal - à época no início do retorno às quadras após grave lesão -, não foi boa. Muito criticado por tenistas, jornalistas e público, o Brasil Open, então disputado pelo segundo ano seguido em São Paulo, se viu em uma saia-justa, apesar do enorme sucesso de bilheteria. Para este ano, mudanças foram feitas e algumas já renderam elogios ao torneio que tenta buscar o “padrão ATP”.

Na última edição, em 2013, as ocorrências foram desastrosas para a imagem do torneio. Quase todos os tenistas que passaram pelo complexo de quadras do Ginásio do Ibirapuera, incluindo Rafael Nadal, tiveram algo a reclamar. As críticas, pesadas, foram das quadras até à estrutura das arquibancadas - as bolas também foram alvo de grande polêmica.

Organizadora do torneio, a Koch Tavares despediu-se de 2013 com a promessa de fazer um torneio melhor. E tem feito, apesar de não poder mensurar o quanto é, já que a esvaziada edição de 2014 dificilmente terá os olhares e a presença do público do ano anterior, com a presença de Nadal.

- Quadras

Em 2013, linhas das quadras se descolaram e as reclamações dos atletas para a qualidade do terreno montado eram constantes. Tenista chegaram a chamar a quadra de “m…” durante um dos jogos e sofreram até torções pela má preparação do saibro. A rapidez da quadra também irritou vários jogadores, que viram seu jogo ser prejudicado. Em 2014, até agora, foram só elogios.

“Eu tinha dificuldade nos outros anos aqui por ser uma quadra bem rápida. Estava bem complicado, mas agora com as modificações gostei bastante. Acho que todos os tenistas gostaram. A quadra está melhor, a bola está melhor. Pelo menos para mim, ajudou no meu jogo”, disse o brasileiro Rogerinho, após a vitória que o colocou nas oitavas do torneio pela primeira vez - as “condições muito boas” da quadra foram confirmadas por Guilherme Clezar, mesmo derrotado.

- Fim do Ginásio Mauro Pinheiro

Até a edição de 2013, o Brasil Open utilizava o Ginásio Mauro Pinheiro, bem próximo ao do Ibirapuera, para as partidas secundárias. As condições do local eram precárias - foi lá que houve o grito de quadra de “m…”  - e bastante criticadas por tenistas. No último ano, a organização realizou até manutenções com o torneio em andamento, interrompendo as disputas.

Para 2014, o panorama mudou. Logo ao lado Ginásio do Ibirapuera, perto do portão principal para a entrada de carros, foi construído um ginásio climatizado para servir de quadra secundária. O local ganhou elogios de torcedores ouvidos pelo Terra por ser praticamente colado à quadra central e por, curiosamente, ter uma temperatura mais agradável do que o ginásio em si por causa da climatização.

Outro fator interessante da quadra auxiliar é que as arquibancadas são bem próximas ao saibro onde ocorre a disputa. A distância de basicamente cinco metros dos profissionais é um atrativo a mais e agradou ao público - durante o jogo entre  o italiano Paolo Lorenzi e o espanhol Pere Riba a presença de torcedores era boa no ginásio secundário.

- Mudanças para os torcedores

Muito criticada em 2013, a estrutura do ginásio principal do Ibirapuera também passou por melhorias. O local, de acordo com a Koch Tavares, recebeu mais climatizadores para amenizar a sensação de calor - com a quadra lotada para ver Rafael Nadal, a alta sensação térmica dentro do abafado ginásio incomodou bastante o público na última edição. Mesmo com os novos climatizares e o ginásio longe de estar lotado, o local ainda assim tinha uma sensação de abafamento.

Outra novidade é a numeração dos assentos nos ingressos. As acusações de superlotação e de ingressos falsos da edição de 2013. quando torcedores tiveram que sentar em escadas e invadir a área de imprensa para acompanhar partidas, motivaram a iniciativa. A reportagem do Terra pode perceber que nas cadeiras, onde o público se concentrava durante o jogo de Thomaz Bellucci, a nova norma era respeitada pela maioria dos torcedores que chegavam.

Há, também, mais opções de bares para torcedores - os preços. inclusive, são menores do que os utilizados no Rio Open da última semana. Há ainda concorrência entre os dois estabelecimentos e os preços não são padronizados: um deles, que só aceitava dinheiro, cobrava R$ 6 em uma cerveja long neck, enquanto o outro, com máquina de cartão, pedia R$ 0,50 a mais pelo mesmo item.

Presidente da ATP elogia torneio

No início da semana, as mudanças para a edição de 2014 foram muito elogiadas por Chris Kermode, presidente da ATP que passou pelo local para avaliar como estava o torneio. Em passagem pelo Brasil, o represente da entidade que comanda o tênis citou que ficou impressionado.

"Desde que cheguei o Gayle Bradshaw (vice-presidente executivo de regras e competição da ATP) me contou que todos os problemas tinham sido resolvidos, que haviam feito um trabalho incrível e me falou de uma maneira muito positiva. E eu fiquei impressionado pela disposição que todos têm mostrado, muito proativos. Os jogadores estão incrivelmente felizes˜, afirmou.

Terra

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