sábado, 31 de maio de 2014

Diego Costa é convocado e Espanha define os 23 jogadores na Copa


Diego Costa volta a sentir lesão com apenas oito minutos de jogo e deixa o campo na final da Liga dos Campeões

A Espanha definiu, neste sábado, os 23 jogadores que estarão no Brasil para a Copa do Mundo. Destaque para o sergipano Diego Costa, que era dúvida por causa de uma lesão, mas acabou ganhando a confiança do técnico Vicente del Bosque e foi convocado.

Depois de enviada essa lista final para a Fifa, a seleção espanhola só poderá trocar jogadores até 24 horas antes da sua estreia e por causa de lesões que sejam confirmadas pela entidade.

O atacante Diego Costa, do Atlético de Madri, evoluiu no tratamento de uma lesão muscular na coxa direita e teve sua presença confirmada na seleção da Espanha. Ele perdeu jogos importantes pelo time madrilenho, mas não economizou esforços para se recuperar a tempo de ser convocado.

Diego chegou a fazer até tratamentos não convencionais, como um que utilizava placenta de égua, para acelerar o processo. Del Bosque já havia deixado claro que só o convocaria caso relatórios médicos apontassem melhores significativos em seu quadro.

O lateral Juanfran, companheiro de time do brasileiro, também era dúvida, mas conseguiu se recuperar e entrou na lista. A ausência mais sentido é a do meia Jesus Navas, do Manchester City. Ele havia sido liberado pelos médicos espanhóis, mas não foi lembrado pelo comandante.

A atual campeã está no grupo B da Copa do Mundo, ao lado de Chile, Holanda e Austrália. O time é um dos possíveis rivais do Brasil já nas oitavas de final.

A Espanha venceu amistoso contra a Bolívia nesta sexta-feira, por 2 a 0, com gols de Iniesta e Fernando Torres.

Confira a lista completa:

Goleiros: Iker Casillas (Real Madrid), Reina (Napoli) e De Gea (Manchester United)

Defensores: Azpilicueta (Chelsea), Ramos (Real Madrid), Piqué (Barcelona), Albiol (Napoli), Juanfran (Atlético de Madri), Javi Martínez (Bayern de Munique) e Jordi Alba (Barcelona)

Meias: Xabi Alonso (Real Madrid), Busquets (Barcelona), Koke (Atlético de Madri), Mata (Manchester United), Pedro (Barcelona), Silva (Manchester City), Xavi (Barcelona), Cazorla (Arsenal), Iniesta (Barcelona) e Fábregas (Barcelona)

Atacantes: Diego Costa (Atlético de Madri), Torres (Chelsea) e Villa (Atlético de Madri)

Veja também os sete jogadores que foram CORTADOS da pré-lista de 30 jogadores: Thiago (lesionado), Llorente, Negredo, Jesus Navas, Carvajal, Alberto Moreno e Iturraspe.

UOL Esporte

Holanda mantém estrelas do vice de 2010 e convoca 23 jogadores para a Copa

Jogadores holandeses fazem aquecimento antes de coletivo da seleção em Roterdã

A seleção holandesa anunciou, neste sábado, os 23 jogadores que estarão no Brasil em junho para disputar a Copa do Mundo. O técnico Louis van Gaal preferiu não 'inventar' e chamou as principais estrelas do país, como Robben, Sneijder e Van Persie, que também formaram a base do time vice-campeão em 2010.

Na última Copa, os holandeses fizeram boa campanha até a final, quando perderam para a Espanha por 1 a 0, na prorrogação. Eles também foram os responsáveis pela eliminação do Brasil, nas quartas de final, com vitória por 2 a 1.

A Holanda está no Grupo B da Copa do Mundo de 2014, com Espanha, Chile e Austrália. A estreia no Mundial está marcada para o dia 13 de junho, contra a Espanha, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A seleção é uma das possíveis rivais do Brasil já nas oitavas de final.

Goleiros: Jasper Cillessen (Ajax), Tim Krul (Newcastle) e Michel Vorm (Swansea)

Defensores: Daley Blind (Ajax), Stefan de Vrij (Feyenoord), Daryl Janmaat (Feyenoord), Terence Kongolo (Feyenoord), Bruno Indi (Feyenoord), Paul Verhaegh (FC Augsburg), Ron Vlaar (Aston Villa) e Joel Veltman (Ajax Amsterdam)

Meias: Jordy Clasie (Feyenoord), Jonathan de Guzman (Swansea), Nigel de Jong (Milan), Leroy Fer (Norwich City), Arjen Robben (Bayern de Munique), Sneijder (Galatasaray) e Georginio Wijnaldum (PSV)

Atacantes: Memphis Depay (PSV), Huntelaar (Schalke 04), Kuyt (Fenerbahce), Jeremain Lens (Dynamo de Kiev) e Robin van Persie (Manchester United)

UOL Esporte

Polônia vence e impõe 3º revés do Brasil em 4 jogos em casa na Liga Mundial


Polonês Bociek encara bloqueio brasileiro no duelo pela Liga Mundial em Maringá

A Polônia venceu o Brasil por 3 sets a 0 (26-24, 28-26 e 25-21) nesta sexta-feira (30), em Maringá (PR), pela Liga Mundial. Foi a terceira derrota da seleção de Bernardinho em quatro partidas, todas em casa, pelo torneio.

A equipe não repetiu o desempenho da vitória por 3 a 0 ontem contra a mesma seleção polonesa, quando contou com Lucarelli e Lipe como destaques. Nesta sexta, o time novamente se mostrou inconstante, como havia demonstrado nas duas derrotas para a Itália, alternando boas jogadas com falhas em diversos fundamentos, como na recepção e no contra-ataque.

O primeiro set foi equilibrado, mas a Polônia fechou a vitória por 26-24 após um erro de recepção de Lipe. No segundo set, a equipe polonesa manteve na frente, com uma certa folga, mas o Brasil reagiu no final e conseguiu empatar em 24-24. Buszek marcou duas vezes para fechar em 28-26 para os visitantes.

A seleção de Bernardinho ensaiou uma reação no terceiro set e chegou a abrir 14-9, mas levou a virada e acabou derrotada por 21-25.

"A derrota não era esperada. Agora é treinar mais e melhor. Nosso início foi bom, mas pioramos no decorrer. A gente tinha que ter jogado bem a partida inteira, todos os sets, e não foi o que aconteceu", afirmou Lucarelli à TV Globo, após a partida.

Além de Itália e Polônia, o Brasil também tem o Irã como rival no Grupo A e enfrenta a seleção asiática nos dias 6 e 7, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo (SP). A partir do dia 13, o time de Bernardinho começa a encarar as três rivais fora do país. A fase final, em Florença, será entre 16 e 20 de julho.

Como os italianos já estão garantidos na fase final por sediar a competição, basta à seleção brasileira ficar na frente da Polônia ou do Irã para garantir uma das vagas.

UOL Esporte

Red Bull abre guerra contra Renault e pode pedir indenização por resultados

Sebastian Vettel faz cara de poucos amigos após precisar abandonar o GP de Mônaco por problemas mecânicos no carro

A direção da equipe Red Bull está em pé de guerra com os responsáveis pelo programa de F1 da Renault. É o que se pode entender a partir das declarações do consultor com poder de diretor da Red Bull, Helmut Mark, ao Sport Bild, jornal alemão.

O ex-piloto de F1, hoje com 71 anos, disse que seu time estuda pedir uma indenização à montadora francesa por sua unidade motriz, o motor V-6 turbo e os dois sistemas de recuperação de energia, ser a principal responsável por a Red Bull estar fora da luta pelas vitórias.

"E há ainda a questão de dano a nossa imagem a ser considerada", disse Marko. "Seria uma irresponsabilidade falar agora em números, mas a lista de nossas perdas é extensa por conta de a Renault não ter trabalho bem." A Renault é a fornecedora da unidade motriz para a Red Bull e a outra equipe pertencente ao fabricante do energético, Toro Rosso.

Durante os testes da pré-temporada, quando ficou claro que a unidade motriz da Renault estava muito atrasada em relação as outras duas que competem na F1, Mercedes e Ferrari, a relação entre Red Bull e Renault começou a se deteriorar. Até então era exemplar. A Renault forneceu seu motor V-8 para a Red Bull conquistar os quatro últimos títulos de pilotos, com Sebastian Vettel, e de construtores. 

A relação de confiança mútua era tão grande que a Infiniti, empresa do grupo Nissan, onde a Renault tem 43,4% de participação, assinou contrato para dar nome à escuderia, que passou a ser chamar Infiniti Red Bull Racing.

Não é tudo. No início de 2006, Adrian Newey assumiu a direção técnica do time, que competia com o motor V-8 de 2,4 litros da Ferrari. Pois por sua orientação a Red Bull trocou para o motor da Renault a partir da temporada seguinte e deslocou o V-8 italiano para a Toro Rosso, que usava o Cosworth.

Este ano mudou tudo na F1. Estreou um novo conceito, o do motor híbrido, bastante complexo. A unidade motriz é na realidade a combinação entre um motor a explosão de 1,6 litro de 6 cilindros dispostos em V, turboalimentado, associado a dois sistemas de recuperação de energia (ERS).

O primeiro, chamado MGU-K, aproveita os giros dos semieixos nas frenagens e transforma energia cinética em energia elétrica. O segundo, MGU-H, transforma a energia térmica dos gases do escapamento em energia elétrica. Os dois sistemas acumulam a energia elétrica em baterias. Quando o piloto aciona no volante o ERS para, por exemplo, realizar uma ultrapassagem, essa energia elétrica é utilizada por dois motores elétricos para gerar potência.

Começou tarde

A própria Renault reconhece que iniciou a pré-temporada num estágio abaixo do planejado. Um técnico da empresa, em conversa com o UOL Esporte, em Bahrein, disse a respeito do atraso: "Nós estamos ainda compreendendo com funciona o motor turbo associado aos dois motores elétricos enquanto a Mercedes, por começar bem antes seus estudos e ter investido muito mais, encontra-se num estágio bem mais avançado".

No mesmo fim de semana no circuito da Sakhir, em Bahrein, Marko afirmou ao UOL Esporte: "Não pudemos quase realizar o desenvolvimento do nosso carro nos testes de inverno porque o motor Renault não funcionou como deveria a maior parte do tempo". Marko afirmou também na China: "Temos a melhor velocidade nas curvas, nosso chassi é o melhor. Mas não temos motor".

No ano passado, depois de seis etapas, como agora no campeonato, a Red Bull liderava entre os construtores com 164 pontos, seguida da Mercedes, 109. A Mercedes, portanto, em 2013 somou 66,4% dos pontos da Red Bull. Este ano, a líder é a Mercedes, com 240 pontos. E a Red Bull está em segundo, com 99, ou seja, 41,2% dos pontos da Mercedes. Os números da queda de desempenho da Red Bull, bem como da evolução da Mercedes, são sintomáticos.

O presidente da Renault Sports, Jean-Michel Jalinier, colocou mais lenha na fogueira ainda nessa briga com a Red Bull ao afirmar, pouco antes do GP da Espanha, no início do mês, que o programa de desenvolvimento da sua unidade motriz estava sendo afetado pelo atraso nos pagamentos das escuderias que a utilizam. Não disse quais são.

Além da Red Bull e Toro Rosso, há a Lotus e a Caterham. O custo pelo uso das cinco unidades motrizes, limite estabelecido pelo regulamento por piloto por campeonato, é de 19 milhões de euros (R$ 64 milhões). "Para assegurar o desenvolvimento temos duas fontes. Uma somos nós mesmos e outra é o que recebemos das equipes", falou o francês.

Jalinier explicou, ainda: "A situação não é aceitável. No momento precisamos investir para competir com os concorrentes, mas não podemos. Continuar investindo com recursos próprios tem limites". E até mesmo ameaçou os devedores quando questionado se poderia paralisar o fornecimento da unidade motriz: "É uma opção".

Apesar da força econômica da Red Bull, pode bem ser que também a empresa também não esteja cumprindo o acordo por exigir da Renault uma indenização por sua pouca competitividade no campeonato, como afirmou Marko ao Sport Bild.

Procuram-se fornecedores

Não existe mais nenhuma dúvida de que a Red Bull está buscando um novo parceiro para lhe fornecer a complexa unidade motriz da F1. A Mercedes não daria um tiro em si própria ao ceder a sua, a mais eficiente da competição, a um adversário direto. E a da Ferrari ainda está longe de responder tão bem como a da Mercedes.

Não foi por outra razão que Marko sugeriu, ainda nos dias do GP de Mônaco, no último fim de semana, que tentaria convencer a direção da Volkswagen a pensar no assunto. A partir de 2015 a Honda volta a F1, mas ao menos no primeiro ano tem um contrato de exclusividade com a McLaren.

A verdade é que, no momento, a Red Bull, equipe que venceu tudo na F1 nos últimos quatro anos, briga, literalmente, com seu fornecedor da unidade motriz, a ponto de a coisa poder acabar num tribunal. E não sabe o que fazer visando 2015. Pior: não há como em pleno fim de maio uma empresa se interessar em produzir uma unidade motriz e já estar disponível em janeiro de 2015 para os primeiros testes.

Em outras palavras, Marko terá de encontrar formas de se entender com a Renault, empresa potencialmente capaz de recuperar o tempo perdido para a Mercedes, desde que disponha de orçamento e consiga estabelecer com suas escuderias o que tanto se exige na F1 para obter sucesso: "Commitment", ou sinergia de interesses.

UOL Esporte

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ponto de Opinião: Quando é difícil algo ficar sério

Manifestação contra a lei geral da copa (Foto: UOL)

É difícil de acreditar, pelo menos para as pessoas que não esperam nada de bom da Copa do Mundo (e são muitas), que o evento possa tomar uma posição séria, depois de tantos fracassos e fiascos que vimos acontecer. A mais nova “seriedade” é a CBF querendo vetar os humoristas (mais precisamente dos programas CQC e Pânico, da Band) na cobertura do mundial.

A coisa já chegou em um patamar tão alto de ridicularidade e promessas não feitas, que algo como esse veto não serve mais para mostrar que a copa de 2014 é a “Copa das Copas”. Como, por exemplo, em uma matéria publicada ontem pelo UOL, que a União pudesse aumentar o seu endividamento, qualquer quantia que fosse, para poder realizar as obras nos estádios e de infraestrutura. Uma piada digamos.

Outro exemplo de como a copa virou um circo são as declarações do ex-jogador Ronaldo. O “Fenômeno” se perdeu em suas entevistas, criticou que não se faz copa com hospitais, mas voltou atrás dizendo que a organização da copa pecou muito, e por outro lado, mandou os policiais descerem o cacete nos manifestantes. Qual a sua posição sobre a copa Ronaldo, afinal? Ele perdeu a grande oportunidade de não falar nada da copa, e se tornou a mais nova piada de 2014.

Agora é esperar dia 12 de junho e rezar para que o país não seja motivo de mais vexame mundialmente.

Federer e Djokovic sofrem, mas conseguem vencer e avançam em Roland Garros


Roger Federer rebate a bola durante partida de Roland Garros contra o russo Dmitry Tursunov

Novak Djokovic e Roger Federer tiveram que suar, mas estão classificados para a quarta rodada de Roland Garros. Apesar dos resultados conquistados nesta sexta-feira, ambos perderam um set pela primeira vez no torneio e acabaram com as suas 'invencibilidades'.

A vítima do sérvio foi o croata Marin Cilic, que não foi capaz de acabar com o favoritismo do rival e acabou perdendo por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/2, 6/7 (2/7) e 6/4, após 3h10 de jogo. Federer, por sua vez, sofreu com as 'pancadas' de Tursunov, mas também conseguiu se sair melhor pelo mesmo placar, com parciais de 7/5, 6/7, 6/2 e 6/4, após 3h06 de partida.

Djokovic vai atrás do seu primeiro título em Roland Garros, o único dos Grand Slams que ele ainda não conquistou. Federer quer o bicampeonato. O suíço foi o único que conseguiu quebrar a hegemonia de Rafael Nadal nas últimas nove edições do torneio parisiense.

Na rodada seguinte, Djoko enfrentará o vencedor da partida entre o francês Jo-Wilfred Tsonga e o 'gigante' polonês Jerzy Janowicz. Federer já conhece o seu rival: Ernest Gulbis. Confira o chaveamento completo de Roland Garros.

Roger Federer 3 x 1 Dmitry Tursunov

Saque apurado

O saque foi um dos fundamentos que mais ajudou Federer a conquistar a vitória nesta sexta-feira. Com números acima da sua média, ele conseguiu aplicar 15 aces durante a partida e ainda conseguiu fazer mais de 80% dos pontos em que acertou o primeiro serviçoFoto: AFP PHOTO / PASCAL GUYOT

Duelo de veteranos

Roger Federer, 32, e Dmitry Tursunov, 31, vêm da mesma geração de jogadores. Eles são velhos conhecidos e se enfrentaram em um torneio da ATP pela primeira vez em 2006, em Miami. O suíço nunca foi derrotado em nenhum dos cinco confrontos até hoje.Foto: AP Photo/Michel Euler

Sob os olhares da 'mamãe'

Mirka, esposa de Federer, esteve presente em Paris para o jogo contra Tursunov. No início do mês, ela deu a luz a dois meninos gêmeos Lenny e Leo. Além deles, o casal tem também duas meninas gêmeas Charlene e Rose, que farão 5 anos em julhoFoto: AP Photo/Michel Euler

UOL Esporte

Pressionado por questões incômodas, Ronaldo tem crise de suor

Ronaldo encarou a sabatina do jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira

Ao aparecer no meio do palco para ser sabatinado por jornalistas na quinta-feira, o ex-atacante Ronaldo parecia bastante à vontade, preparado para mais uma entrevista de alguém acostumado com os holofotes desde a adolescência.

Duas horas de perguntas incômodas depois, ele sairia dali levemente constrangido, encharcado de suor, mesmo sob os 17 graus de uma tarde fria em São Paulo e em um ambiente cujo aparelho de ar-condicionado marcava presença com um constante zuuumm.

"Está muito quente aqui ou sou só eu?", perguntou ele no meio do fogo-cruzado, após evitar expor sua avaliação sobre o governo Dilma Rousseff. "Só eu que estou suando? Porra! Quer dizer, poxa!" E arrancou risos da plateia.

Também passou a mão no cabelo, enxugou a testa com um guardanapo, desgrudou a camisa do peito, levantou e virou as costas para o público exibindo uma grande marca molhada na altura da cintura. Havia outras embaixo dos braços.

"Gente, vocês não têm ideia de como esse homem está suando!", atestou Naief Haddad, o editor de Esporte do jornalFolha de S.Paulo, um dos entrevistadores, que estava ao lado do ex-jogador.

O que provocou a crise de sudorese em Ronaldo foram principalmente perguntas sobre política que, ele deixou claro, "é uma área perigosa." Essas foram, porém, o ponto alto da sabatina promovida pelo jornal, que o UOL Esporteacompanhou da plateia.

Membro do Comitê Organizador Local da Copa, Ronaldo recentemente disse se sentir envergonhado pelos preparativos para o torneio. Durante a sabatina, mesmo pressionado de todos os lados, ele evitou direcionar críticas a governantes.

Quando o secretário-assistente de Redação da Folha Roberto Dias pediu para que ele desse uma nota para o governo Dilma, Ronaldo pensou, passou novamente a mão na cabeça, prolongou um silêncio incômodo e disse simplesmente: "Por que eu deveria dar nota?"

Ele, que assumiu que votará no presidenciável Aécio Neves nas próximas eleições, também tergiversou quando o editor de Opinião Uirá Machado pediu para ser citada uma boa realização política de Aécio.

"Voto nele porque ele é meu amigo. Assim como voto no Andrés [Sanchez, ex-presidente do Corinthians e pré-candidato a deputado federal] porque é amigo. Eu apoio meus amigos. Mas não quero me aprofundar nisso."

Então ele foi lembrado que em 2009 havia criticado atletas que declaram voto e influenciam a opinião pública. Pareceu ter sido pego no contrapé, mas conseguiu sair pela tangente: "Mas agora eu não sou mais atleta." Risos.

UOL Esporte

Milan faz proposta para contratar Paulo Henrique Ganso, diz jornal


Paulo Henrique comemora ao marcar o primeiro gol do Santos na vitória sobre o Botafogo-SP

O Milan fez uma proposta para contratar Paulo Henrique Ganso. A informação é do jornal Diário de S. Paulo. De acordo com a reportagem, o valor será o da multa rescisória, que é de R$ 75 milhões.

Caso o time italiano realmente pague essa quantidade, a equipe do Morumbi terá direito de receber R$ 24 milhões. O restante ficará com o grupo de investidores que detém 68% de seus direitos econômicos.

Além do Milan, o jornal cita que uma equipe dos Emirados Árabes também está interessada no futebol do meia. Como o Blog do Juca Kfouri também já havia afirmado, o Napoli chegou a abrir negócio para contratar o brasileiro.

Segundo a reportagem, no entanto, as declarações de Carlos Miguel Aidar, comparando o Napoli à máfia italiana, colocaram fim em qualquer chance de negócio.

Paulo Henrique Ganso chegou ao São Paulo em setembro de 2012. Desde então, ele alterna bons e maus momentos na armação da equipe do Morumbi. Recentemente, ele voltou ao banco de reservas e, ao reconquistar o espaço como titular, criticou o técnico Muricy Ramalho.

UOL Esporte

Douglas admite momento ruim do Vasco na Série B do Brasileirão

Camisa 10 do Vasco, o meia Douglas admitiu o momento ruim pelo qual o Vasco atravessa na Série B do Campeonato Brasileiro, onde vem de três empates consecutivos e está apenas na décima colocação na tabela.

O jogador espera que, ao menos nas duas próximas rodadas antes da parada para a Copa do Mundo, o Cruzmaltino vença para melhorar sua situação.

"Não foi a projeção que a gente esperava. Queríamos estar mais acima da tabela. Aconteceram várias coisas neste período. Sabemos que ficamos devendo. Agora é tentar duas vitorias para subir na tabela e ter mais tranquilidade na parada da Copa do Mundo", declarou.

Na opinião de Douglas, pesou contra o Vasco a série de desfalques que a equipe vem tendo, entre lesões e convocações, que já chegaram a deixar o time com ausência de sete jogadores.

Atualmente, o Cruzmaltino ainda não pode contar com o meia Guiñazú e o lateral-esquerdo Henrique, contundidos, o goleiro Martin Silva, convocado para a seleção do Uruguai, e o atacante Thalles, que está com a Seleção Brasileira sub-20 no Torneio de Toulon, na França.

O meia Danilo foi vendido para o Braga, de Portugal, e não mais atuará pelo Vasco.

A equipe de São Januário enfrenta a Portuguesa, neste sábado, às 16h20, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ).

UOL Esporte

Di María se apresenta a Sabella, e Argentina especula os 23 da Copa


Associação de Futebol Argentino montou uma tenda ao lado do campo de treinamento da seleção para os jogadores darem entrevistas coletivas

Ángel Di María se juntou nesta sexta-feira (30) ao grupo da Argentina que se prepara para a Copa do Mundo no Brasil no centro de treinamento de Ezeiza desde segunda-feira (26). O atacante do Real Madrid ganhou mais uns dias de folga por ter jogado a final da Liga dos Campeões da Europa.

Com o grupo completo, o técnico Alejandro Sabella tem o fim de semana para escolher três, dos 26 jogadores pré-convocados, para cortar e assim definir os 23 que vão ao Brasil. O prazo dado pela Fifa para essa definição é até a próxima segunda-feira (2).

Com Di María na equipe, o ataque titular de Sabella ficaria completo, mas Sérgio Agüero não treinou nesta manhã porque teve febre e fez apenas alguns exercícios físicos. Mais uma vez a portas fechadas, a equipe de Sabella fez treinos táticos com bola, com Di María integrando o ataque, ao lado de Messi e Higuaín.

O jogador do Real Madrid chegou pela manhã à concentração, se vestiu e já se juntou ao grupo no campo de treinamento. A imprensa argentina especula, agora, se os cortes de Sabella serão entre os defensores ou meio-campistas.

Neste sábado (31), Sabella deve abrir de novo as portas de Ezeiza para a imprensa e há a expectativa de que já anuncie os três jogadores que deixarão o grupo. No domingo, os jogadores terão folga dos treinamentos e na segunda-feira, a equipe da Argentina já começaria a treinar com o grupo definitivo que vai ao Brasil.

Veja quem são os possíveis cortados

Martin Demichelis (Manchester City-ING)

Esteve entre as primeiras convocações da seleção de Sabella, mas depois acabou perdendo lugar por um baixo rendimento. Depois de fazer uma boa temporada na Inglaterra voltou a ser lembrado pelo técnico, mas nem ele próprio tem a certeza de ir ao Brasil.

Nicolás Otamendi (Atlético-MG)

Teve, segundo a imprensa argentina, sua permanência na seleção ameaçada com a convocação de Demichelis. Se Sabella decidir levar apenas 7 defensores, as apostas são de que Otamendi fique de fora.

Augusto Fernández (Celta-ESP)

Juntou-se ao grupo em recuperação de uma lesão no joelho direito. Não participou dos primeiros três dias de treino e sua recuperação completa ainda não está assegurada.

Enzo Pérez (Benfica-POR)

Acabou sendo convocado devido às dúvidas sobre a recuperação de Augusto Fernández, mas sua versatilidade e a boa temporada que fez em Portugal aumentaram suas chances de integrar os 23.

José Sosa (Atlético de Madri-ESP)

Sempre foi uma opção para Sabella, mas não esteve em todas as suas convocações. Poderia ser uma aposta ofensiva no meio campo da Argentina.

Ricardo Álvarez (Inter de Milão-ITA)

Está entre os pré-convocados, segundo a imprensa argentina, pelo caráter defensivo que adquiriu jogando no meio-campo do Inter, mas por não ter apresentado um rendimento tão bom na temporada pode ficar de fora.

UOL Esporte

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Sem aeroporto, sem internet, sem imposto: a cota de culpa do governo Dilma

Pela Copa, governo rasgou a Lei de Responsabilidade Fiscal e convidou a Fifa a lucrar sem pagar imposto

Pela Copa, governo rasgou a Lei de Responsabilidade Fiscal e convidou a Fifa a lucrar sem pagar imposto

Em artigo publicado ontem, o UOL mostrou que a maior parte das obras inacabadas ou esquecidas de mobilidade urbana, pontes, trens e viadutos não saíram por culpa, principalmente, dos governos estaduais e municipais. Mas, claro, nem só de mobilidade urbana é feita a Copa. Há um quinhão generoso de responsabilidades sob as costas do governo federal. A União, responsável única e absoluta pelo plano de reforma e ampliação dos portos e aeroportos. A União, que formulou as leis de isenções tributárias à Fifa, que escolheu fazer a Copa em 12 sedes, em vez de dez, em vez de oito. A União, responsável pela infraestrutura de telecomunicações que servirá aos estádios, aos torcedores e à imprensa mundial, que transmitirá o evento ao mundo em tempo real, ou não.

O governo federal, enfim, que é o pai e coordenador de todo projeto da Copa do Mundo no Brasil, para o bem e para o mal. Veja, abaixo, como agiu o governo brasileiro nas principais áreas sob sua responsabilidade.

1 - Volta ao passado, sem Lei de Responsabilidade Fiscal

No dia 14 de janeiro de 2010, um decreto presidencial instituiu um comitê gestor para definir, aprovar e supervisionar as ações previstas no Plano Estratégico das Ações do Governo Brasileiro para a realização da Copa 2014 – CGCopa 2014, coordenado pelo Ministério do Esporte. No mesmo decreto, foi instituído o Grupo Executivo – GECopa 2014, vinculado ao CGCopa 2014, com o objetivo de coordenar e consolidar as ações, estabelecer metas e monitorar os resultados de implementação e execução do Plano Estratégico das Ações do Governo Brasileiro.

No mesmo ano, a Medida Provisória 496/2010, que resultou na Lei 12.348 (art. 1º), sancionada pelo Presidente da República em 15 de dezembro de 2010, excepcionaliza o limite de endividamento de Estado e municípios em operações de crédito destinadas ao financiamento de obras e projetos da Copa do Mundo.

Deu para entender? Em nome da Copa do Mundo, o governo brasileiro permitiu que o país regredisse para antes de 2000, quando foi aprovada a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita o endividamento de União, Estados e municípios. Em nome da Copa, a União permitiu que os Estados tomassem dívidas cujos tomadores não têm a menor ideia de como eles ou as gerações futuras irão pagar.

É o caso, por exemplo, do Estado de Mato Grosso, que fez uso do novo limite de endividamento para custear obras como sua Arena Pantanal de mais de R$ 600 milhões e seu VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de mais de R$ 1,4 bilhão, e ainda assim não conseguiu bancar tudo, e pediu e obteve mais um alargamento de seu limite de endividamento. 

Para bancar a Copa em Cuiabá, Mato Grosso tomou R$ 1,57 bilhão emprestado. Segundo o Tribunal  de Contas do Estado, o Estado irá desembolsar R$ 250 milhões por ano até 2019, quando as parcelas passarão a cair. O pagamento da conta da Copa só vai acabar para o contribuinte mato-grossense em 2044.

2 - Isenções fiscais, facilidades e exceções para a Fifa

A Medida Provisória 497/2010, que resultou na Lei 12.350, sancionada pelo presidente da República em 20 de dezembro de 2010, criou o chamado Recopa: Regime Especial de Tributação para Construção, Ampliação, Reforma ou Modernização de Estádios de Futebol que serão utilizados nas partidas oficiais da Copa, já contemplados com a mesma desoneração pelos municípios. 

Ficaram ainda concedidas isenções de tributos federais na importação de bens ou mercadorias para uso ou consumo exclusivo na organização e realização da Copa, bem como ficou concedida à FIFA isenção, em relação às atividades próprias e diretamente vinculadas à organização da Copa, de determinados tributos federais (IRRF, IOF, Contribuições Sociais, PIS/PASEP Importação, COFINS Importação, dentre outros).

Ficou claro? Por lei, que é fruto de medida provisória encaminhada ao Congresso Nacional pelo então presidente Luiz Inácio lula da Silva (PT), a Fifa e suas empresas parceiras não pagam imposto no Brasil por nenhuma atividade comercial ligada à Copa.

Depois ainda veio a Lei Geral da Copa, sancionada em 2012. Ela ampliou as isenções fiscais, criou as áreas exclusivas no entorno dos estádios, protegeu as marcas da Fifa, garantiu que a União a ressarciria por eventuais débitos frutos de ações judiciais, desobrigou a entidade a vender meia entrada para estudantes e idosos e liberou a bebida alcoólica em jogos da Copa. 

3 - Aeroportos e o ambicioso plano que não decolou

De acordo com relatório de janeiro de 2011 do CGCopa, "os projetos de aeroportos foram definidos pela Infraero (estatal brasileira que opera os aeroportos), considerando os empreendimentos prioritários para as cidades-sede da Copa". A ideia era investir R$5,6 bilhões. 

O plano previa obras em 14 terminais aéreos, em todas as cidades-sede, incluindo o Santos Dumont e o Galeão no Rio de Janeiro e os aeroportos de Cumbica, em Guarulhos (SP), e de Viracopos, em Campinas (SP). Todas tinham prazo de conclusão até dezembro de 2013.

A exceção era o aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, cujo projeto de construção remonta a 1995 e a previsão de conclusão era abril de 2014. Atualmente, a previsão é de que o terminal passe a operar no próximo sábado, dia 31.

A duas semanas da Copa, sabe-se que pelo menos oito dos 14 terminais certamente não terão concluído as obras prometidas. De acordo com a própria Infraero, estarão inacabadas durante a Copa do Mundo de 2014 as obras dos aeroportos de Belo Horizonte (Confins), Manaus, Rio de Janeiro (Galeão), Curitiba, Cuiabá e Salvador. A reforma dos terminais de embarque desses cinco aeroportos atrasou e acabou sendo dividida em etapas: parte será entregue para o Mundial e parte, só depois do torneio. 

A mesma Infraero desistiu de entregar até o início da Copa a construção da nova torre de controle do aeroporto de Recife e obra de ampliação da pista de pouso e decolagem do aeroporto de Porto Alegre, ambas prometidas para o torneio. Os dois projetos foram retirados da lista oficial de obras para o Mundial. 

Além da divisão das obras em etapas, em alguns terminais, o projeto original foi substituído por versões simplificadas. É o caso de Belo Horizonte, por exemplo. O projeto, que constava na Matriz de janeiro de 2010, dentro de um conjunto de obras orçado em R$ 100 milhões, foi abandonado após duas tentativas fracassadas de licitação feitas pela Infraero no fim de 2012, quando a estatal não conseguiu contratar nenhuma construtora para executar a obra pelo preço desejado.

Assim, a obra, que tinha conclusão prevista para outubro de 2013, foi substituída por outro projeto, mais modesto, de construção de um "terminal remoto", feito com instalações provisórias (apelidado de "puxadinho"),  aproveitando a estrutura já existente do terminal de aviação geral.

4 -  A internet "meia bomba" nas arenas "Padrão Fifa"

A instalação de infraestrutura capaz de garantir a existência de redes de dados 2G, 3G e 4G e wi-fi nos estádios da Copa não está entre as obrigações que o Brasil assumiu com a Fifa para poder receber a Copa. Apesar disso, o governo federal achou por bem "casar" o cronograma de licitação e implantação do 4G com Mundial de futebol. 

No último dia 27, porém, após mais de três anos garantindo que a instalação dos equipamentos de telecomunicações nos estádios da Copa seguiam dentro do esperado e que não havia motivo para preocupações, o governo admitiu que o serviço de internet e telefonia móvel em geral para os torcedores "vai ficar lento" em seis dos 12 estádios da Copa.

De acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, haverá problema e congestionamento no tráfego de dados nas arenas que não contarão com redes wi-fi internas, mesmo com a instalação de antenas de reforço para sinal de 2G, 3G e 4G.

"Mesmo com as antenas, vai ficar lento, são milhares de pessoas usando o serviço, enviando fotos ao mesmo tempo", avisou o ministro. "Vai ficar lento. Queríamos wi-fi em todos os estádios, mas em seis deles não houve acordo entre as operadores e as administradoras das arenas", tentou justificar o ministro, como se não não tivesse tomado para si a responsabilidade de garantir a instalação dos sistemas.

Itaquerão (São Paulo), Arena da Baixada (Curitiba), Arena das Dunas (Natal), Mineirão (Belo Horizonte), Arena Pernambuco (região metropolitana do Recife) e Castelão (Fortaleza) não terão wi-fi, ao contrário do que planejou e prometeu o governo.

UOL Esporte

Após fazer história, Teliana Pereira é eliminada por romena 26 do mundo

Teliana Pereira se esforça, mas não consegue vencer a romena Sorana Cirstea

Teliana Pereira perdeu para a romena Sorana Cirstea, nesta quinta-feira, e está eliminada de Roland Garros. A brasileira lutou bastante, mas não conseguiu evitar o favoritismo da atual número 26 do mundo, que venceu por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5, após 1h13 de jogo.

Apesar do revés, Teliana ainda tem bastante o que comemorar. A brasileira disputou seu primeiro jogo na carreira em Roland Garros e chegou a segunda fase após vencer Luksika Kumkhum na estreia. O feito foi histórico porque foi a primeira vitória de uma mulher brasileira em Paris desde 1989, quando Andrea Vieira e Niege Dias alcançaram a terceira rodada no torneio.

Apesar dos esforços diante da romena, Teliana foi inferior em quase todos os aspectos. Ela conseguiu aplicar apenas 10 winners, contra 21 da rival. Além disso, cometeu mais erros não forçados: 27 a 24.

Na próxima rodada, Cirstea enfrentará Jelena Jankovic, que também venceu a japonesa Kurumi Nara por 2 sets a 0.

UOL Esporte

Rivellino diz que Ronaldo demorou para ficar com vergonha do Brasil

 

O ex-jogador Rivellino, campeão mundial com a seleção brasileira em 1970, disse que Ronaldo demorou para ficar com vergonha do Brasil, após as declarações do membro do COL (Comitê Organizador Local) sobre os problemas do país na organização da Copa do Mundo de 2014.

"Ele demorou, devia ter falado antes, ou então ter tomado outra posição. Aí ele vem publicamente declarar apoio a um candidato à presidência em um momento que não é por aí, o momento é Copa do Mundo, depois cada um segue o seu caminho, ele é maior de idade e tem direito", disse Rivellino, que participou da abertura da exposição da taça da Copa do Mundo em São Paulo.

Ronaldo provocou polêmica na última semana, em entrevista à agência Reuters, quando comentou os atrasos nas obras para a Copa do Mundo. O jogador disse sentir vergonha do Brasil. Dias depois, declarou apoio ao pré-candidato da oposição à Presidência, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

"Eu me sinto envergonhado, porque é o meu país, o país que eu amo, e a gente não podia estar passando essa imagem para fora", afirmou Ronaldo, que disse ainda serem justas as reclamações que a Fifa faz sobre o Brasil. "E, de repente, chega aqui, é essa burocracia toda, uma confusão, um disse me disse. São os atrasos. É uma pena", completou o jogador.

Rivellino, por sua vez, disse acreditar que o Brasil perdeu uma chance de mostrar uma imagem melhor para o mundo. "A única coisa que me entristece é que o Brasil perdeu um momento para mostrar sua cara. Acho que devia até ter pelo menos tudo pronto, mas pelo menos você entrava e diria 'meu Deus, que coisa linda, como brasileiro sabe fazer as coisas', mas o Brasil infelizmente perdeu o momento", disse o ex-jogador.

O tricampeão mundial também expressou preocupação com as manifestações durante a Copa do Mundo. "A Copa hoje é tudo. Qualquer manifestação está direcionada contra a Copa, porque o mundo todo está olhando para a Copa. Mas me preocupa realmente esse aspecto, tomara Deus que o Brasil possa ter um desempenho dentro do campo excelente para que o torcedores abrace a seleção brasileira", afirmou Rivellino.

A exposição da taça da Copa em São Paulo começou nesta quinta-feira e vai até o próximo domingo, no Shopping Metrô Itaquera. A visitação está disponível das 9h às 21h.

UOL Esporte

No Uruguai, Lodeiro assina contrato e defenderá Corinthians por quatro anos


Lodeiro comemora gol do Botafogo contra o Nova Iguaçu

Após ter realizado exames médicos, o meia Nicolas Lodeiro é oficialmente jogador do Corinthians. O jogador assinou contrato por quatro anos nesta quinta-feira, no CT Uruguay Celeste, em Canelones, onde participa da preparação da seleção uruguaia para a Copa do Mundo.

O Corinthians havia enviado o médico Júlio Stancati, acompanhado de advogados do clube, para o Uruguai na noite desta quarta-feira. O meia realizou os exames médicos na manhã desta quinta, e depois assinou com o alvinegro.

O clube paulista desembolsará cerca de R$ 4,5 milhões para adquirir 50% dos direitos econômicos do jogador, que assinou por quatro anos. Parte desta quantia, porém, será paga com o abatimento de uma dívida do Botafogo, antigo clube do uruguaio, com o Corinthians, de cerca de R$ 2 molhões, pelos salários de Emerson Sheik, emprestado ao alvinegro carioca.

Lodeiro só se apresentará no CT Joaquim Grava após o Mundial. Revelado pelo Nacional-URU, o meia transferiu-se para o Ajax-HOL, onde ficou três anos, antes de chegar ao Botafogo em 2012.

UOL Esporte

Após vitória contra o líder, Marcus Winícius quer equipe com a mesma determinação

Na penúltima rodada da Série B, antes da pausa para a Copa do Mundo, o Atlético Goianiense recebeu, nesta terça-feira (27), o América Mineiro no estádio Serra Dourada. Apesar de enfrentar o líder da competição, o Dragão venceu com autoridade o Coelho, pelo placar de 3 a 0.

Marcus Winícius, títular da equipe goiana, enaltece o resultado, mas já pensa na próxima partida, no dia 31, sábado, contra o Icasa, em Juazeiro do Norte. O volante quer a mesma determinação em campo, assim como foi na partida com o clube mineiro. "Conquistamos uma vitória importante contra o líder. Mas isso já é passado, e não garante nada para o jogo de sábado. Acho que nossa equipe precisa entrar com o mesmo empenho e foco desse jogo. Será uma partida muito difícil, mas vamos em busca do resultado", declarou o atleta que, dos oito jogos disputados na série B pelo Atlético, esteve presente em sete.

Com apenas mais uma partida antes da parada, o jogador aproveitou para avaliar o desempenho do time nessa primeira etapa do campeonato. "Acho que poderíamos ter somado mais pontos na tabela. Mas agora não dá para lamentar. Temos que pensar no jogo do final de semana e fechar esse período com boa pontuação na tabela, para poder folgar com tranquilidade no período da Copa do Mundo", finalizou.

AV Assessoria

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Serena é arrasada por revelação espanhola

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Muguruza disputa apenas seu terceiro Grand Slam

A espanhola Garbine Muguruza, de apenas 20 anos e atual 35ª do ranking, causou uma das maiores surpresas nos recentes torneios de Grand Slam, ao derrotar com facilidade a número 1 do mundo Serena Williams ainda na segunda rodada de Roland Garros. Com grande consistência e ousadia, Muguruza anotou 6/2 e 6/2, em apenas 66 minutos.

Esta será a primeira vez, em 13 Grand Slam em que entrou como cabeça 1, que Serena não chegará à segunda semana de um torneio essa envergadura. Mas não chega a ser uma novidade para ela em Paris. Há dois anos, ela sofreu uma incrível derrota logo na estreia para a veterana francesa Virginie Razzano, então 111ª do ranking. No Australian Open de 2012, também foi batida por placar dilatado nas oitavas, levando 6/2 e 6/3 da russa Ekaterina Makarova.

Muguruza, que nasceu em Caracas mas está radicada em Barcelona, impôs seu jogo de bolas profundas e bem direcionadas desde o primeiro game, contando também com sucessivos erros da líder do ranking, que parecia incomodada pelo vento e jamais achou seu melhor ritmo. A espanhola havia perdido os cinco jogos anteriores diante de adversários de nível top 5. Mais incrível ainda, este é apenas seu terceiro torneio de Grand Slam e o segundo Roland Garros.

Considerada uma das revelações do circuito feminino, Muguruza entrou para o top 100 no final do ano passado e tem tido ascensão fulminante. Logo em janeiro de 2014, faturou seu primeiro WTA, no piso sintético de Hobart, e foi finalista do WTA de Florianópolis no mês seguinte. Seu mais alto ranking foi o 32º posto.

Em busca de vaga nas oitavas de final, ela enfrentará a eslovaca Anna Schmiedlova, que pouco antes havia virado a partida em cima de Venus Williams, por 2/6, 6/3 e 6/4. A espanhola ganhou o único duelo já disputado entre elas, no Australian Open deste ano, por duplo 6/3.

Serena, que tentava o tricampeonato em Paris, é derrotada apenas pela segunda vez antes da terceira rodada em 13 participações. Nesta temporada, já havia sofrido duas quedas inesperadas diante de Alizé Cornet, então 26ª, e de Jelena Cepelova, 78ª.

Roland Garros perde assim suas duas principais cabeças de chave logo de início, já que a chinesa Na Li, campeã de 2011, também foi surpreendida na terça-feira pela francesa Kristina Mladenovic. Esta é a primeira vez na Era Profissional que isso acontece antes da terceira rodada de qualquer Grand Slam.

UOL Esporte

Barça, United e Chelsea. Tá uma briga pra ver quem tira Miranda do Atlético


Miranda comemora gol do Atletico de Madri sobre o Zenit em jogo pela fase de grupos da Liga dos Campeões

 

Após o Chelsea demonstrar grande interesse em tirar Miranda do Atlético de Madri, agora é a vez de dois outros gigantes europeus entrarem na briga. De acordo com informações da imprensa europeia, Barcelona e Manchester United também querem o brasileiro para a próxima temporada. E estariam dispostos a pagar bastante por isso.

Segundo o jornal inglês Express, fontes espanholas disseram que os Diabos Vermelhos pagariam até R$ 90 milhões pelo zagueiro vice-campeão da Liga dos Campeões.

Os jornais espanhóis, por outro lado, dizem que o Barcelona gostaria de investir um pouco menos no jogador porque ele já tem quase 30 anos e o não traria um grande retorno financeiro. O clube catalão disponibilizaria até 60 milhões para viabilizar tal transferência.

Miranda está na lista de suplentes de Felipão para a Copa do Mundo. Ele não entrou nos 23 convocados, mas poderá integrar o elenco da seleção brasileira caso aconteça algum problema com outro jogador.

UOL Esporte

'Novela Cícero' mexe com elenco do Santos, que espera decisão da diretoria

Meia Cícero, do Santos, se prepara para cobrar pênalti na decisão contra o Ituano; Jogador desperdiçou a penalidade

A situação do volante Cícero mexe com todo o elenco do Santos. O camisa 8 treinou normalmente nesta semana, mas ninguém sabe afirmar no clube se ele estará em campo contra o Bahia nesta quinta-feira, às 21h (de Brasília), no estádio Joia da Princesa, em Feira de Santana-BA, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro.

O volante Renato, atleta mais experiente do elenco, não pôde confirmar a escalação do Santos devido o problema de Cícero, que pediu para não atuar contra o Flamengo no último domingo, pois completaria o sétimo jogo no torneio nacional e não poderia mais se transferir para outra equipe no Brasil.

Renato, que vê o amigo manter a rotina de trabalho, torce pela permanência de Cícero, mas prefere aguardar uma decisão da diretoria.

"Isso quem vai decidir é a diretoria, a comissão. A gente sabe que é um jogador importante, mas isso cabe a diretoria decidir. Independente de quem entrar em campo a gente sabe que é um jogo (Bahia) difícil e vamos em busca da vitória", afirmou Renato.

"Comigo foi normal, chegou, se trocou, treinou, está uma rotina normal, brincando, ele está normal no dia a dia. É uma coisa particular dele, a gente respeita e espera que se resolva para a gente saber se pode contar com ele ou não", completou.

Cícero treinou nesta terça e quarta-feira, no CT Rei Pelé, mas não confirmou sua presença no jogo contra o Bahia, pois negocia com o Fluminense e outros clubes do futebol brasileiro. O Santos alega que não recebeu nenhuma proposta oficial pelo jogador.

"A gente sabe que é um grande profissional, vem treinando, o grupo gosta dele, mas a partir do momento que o Oswaldo falar 'O Cícero não joga amanhã', o grupo está focado para conseguir a vitória, a gente sabe que é assim, mas a gente gostaria que ele ficasse até o final do ano", disse Renato.

Cícero quer ser valorizado pela diretoria. No entanto, o camisa 8 rejeitou um aumento oferecido pelo Comitê Gestor de R$ 50 mil, pois não abre mão de receber "meio milhão" por mês (R$ 500 mil). Cícero ganha atualmente R$ 350 mil mensais e passaria a receber R$ 400 mil.

Além dos R$ 500 mil mensais, o meia pretende estender seu contrato e, principalmente, vender parte de seus direitos econômicos ao Santos. Ano passado, Cícero recebeu um reajuste de 25% no seu ordenado após receber uma proposta do Internacional.

Cícero tem contrato com o Santos até dezembro deste ano e poderá assinar um pré-contrato com qualquer equipe a partir de junho. O atleta tem os direitos federativos vinculados ao Tombense, clube que pertence ao empresário Eduardo Uram.

UOL Esporte

Na periferia de Buenos Aires, Tevez é ídolo e Messi, 'só mais um jogador'


Apesar do descontentamento com a convocação sem Tevez, as casas do Forte Apache estenderam a bandeira argentina para apoiar a seleção

"Por favor, qual a saída para chegar ao Forte Apache", pergunto à cobradora do pedágio da estrada que vem do centro de treinamento de Ezeiza, onde a seleção da Argentina se prepara para a Copa. "Você quer ir ao Forte Apache? Não recomendo, não se entra ali. Quando seus moradores resolvem protestar fechando a rodovia, vemos todos armados", diz a mulher.

Quando insisto em pedir a informação dizendo que sou jornalista e quero conversar com os moradores sobre o jogador Carlito Tevez, que nasceu no bairro, se tornou ídolo dos argentinos e não foi convocado para a seleção, e que quero saber o que pensam os moradores sobre isso, ela então me diz, resignada: "Bom, se você insiste, pegue a próxima saída e cruze pela segunda ponte, mas depois não diga que não a avisei. Eu não entro lá nem que me pague."

O tão temido bairro do Forte Apache tem tudo a ver com futebol e não só porque foi lá que nasceu Tevez, mas também porque ele só existe por causa da Copa do Mundo da Argentina. O bairro chama-se Complexo Habitacional dos Andes e nasceu em 1978 para abrigar famílias desalojadas pela construção dos estádios para a Copa que seria realizada no país naquele ano.

Acabou ganhando o apelido de Forte Apache porque, com o tempo, foi cercado por dezenas de prédios altos e transformou-se em um dos bairros mais violentos de Buenos Aires, com altos índices de criminalidade. É realmente arriscado entrar ali. Equipes de reportagem que já visitaram o local em busca das origens de Tevez foram escoltadas por policiais. Mas o UOL Esporte resolveu dar uma volta pelas cercanias e ver como seria a reação dos ex-vizinhos do jogador quando questionados sobre a ausência do atacante na seleção.

Em defesa de Maradona

Depois de algumas voltas, arriscamos uma abordagem, abaixando o vidro, mas sem descer do carro, a um morador que assava carne na calçada de sua casa. Quando ele entendeu que estávamos ali por causa de Tevez, largou tudo o que estava fazendo para nos receber e desabafar. "É uma lástima Carlitos não estar entre os 23 do Sabella", disse Juan Caamaño, espanhol de 48 anos que chegou à Argentina com apenas um ano de idade, se nacionalizou e afirma que nunca mais se lembrou que era espanhol.

"Tevez não está nessa seleção porque foi o único que saiu em defesa de Diego Maradona quando ele foi demitido da seleção", continua ele. "Essa seleção que começou a treinar não vai ganhar nada. Eu torço por ela porque sou argentino e, antes de qualquer outro clube, eu torço pela Argentina, mas não acredito que levemos nada na Copa do Brasil", completou Caamaño.

"Carlitos é um jogador do povo, representa a Argentina e, o que é mais importante, joga muita bola", diz Jorge Aguirre, 42 anos. "Ele ainda vem aqui ao Apache, é simples, joga bola com os meninos, só temos a lamentar que não esteja na seleção até porque seria a última Copa dele."

Caamaño tem ainda outra explicação para o técnico Alejandro Sabella não ter convocado Tevez. "São cartas marcadas, dos 23 convocados pelo menos a metade é jogador do Sabella, são empresariados por ele. Soma-se a eles o Messi, que tem que estar porque é queridinho no mundo todo, e não sobra mais lugar para ninguém."

Messi é só mais um jogador

Moradores do Apache chegaram a fazer uma campanha, antes da convocação da seleção, pela escolha de Tevez. Um muro do clube de futebol infantil Santa Clara foi pintado com as cores da bandeira argentina com o slogan "Tevez 11 para a seleção – Brasil 2014". Mas para os moradores do bairro, Sabella não deve ter visto.

Juan Pablo Perez, 32 anos, é direto: "É óbvio que Carlitos tinha que estar na seleção, só Sabella não pensa assim. Tevez é um ídolo, é argentino, joga pela camisa, com orgulho, raça, nos representa e trabalhou muito todo esse tempo, vem sempre jogando bem. É absurdo que não tenha sido convocado." E Messi? "Messi está porque tem que estar, mas é só mais um jogador, não sua a camisa pela Argentina."

Que Tevez na seleção é um assunto delicado não se discute. O técnico Alejandro Sabella se irrita quando se toca no assunto e diz que não tem nada a comentar, limitando-se a dizer que não pode levar todos os jogadores para a Copa, apenas 23. Mas uma das especulações sobre o afastamento de Tevez é porque ele é "bocudo", fala demais. "Isso é simplesmente ridículo porque se jogador que fala demais não pudesse jogar na seleção, nunca teríamos Diego Maradona", diz José Luis Gramajo, 44 anos. "Jogador tem que jogar, não importa o que fale."

Segundo os moradores entrevistados pelo UOL Esporte, é unânime o descontentamento do Apache com a seleção de Sabella, mas como o fanatismo fala mais alto, mesmo descrentes e descontentes com a escolha dos jogadores, todos prometem torcer para a Argentina. "Já coloquei bandeiras em três casas, na minha e na de dois vizinhos", diz Caamaño. "Não vai ter o mesmo gosto sem Carlitos, mas não podemos abandonar a Argentina."

UOL Esporte

terça-feira, 27 de maio de 2014

Exame constata lesão no joelho, e Cássio só volta após a Copa

Goleiro Cássio agarra a bola após lance ofensivo do Emelec, em partida no Pacaembu, pela Libertadores

 

O exame realizado pelo goleiro Cássio, do Corinthians, após ter de ser substituído por lesão no joelho esquerdo no início do jogo contra o Sport, na Ilha do Retiro, no último domingo, constatou lesão no ligamento colateral medial e deu previsão pouco otimista para o goleiro, apesar do problema não ser grave: é praticamente certo que ele não participe das duas próximas partidas do Corinthians e que só volte a jogar após a Copa do Mundo.

"Ele teve um estiramento do ligamento colateral medial do joelho esquerdo, lesão bastante simples, prazo de recuperação não é longo, mas como só tem uma semana agora, é quase certo que ele só jogue depois da Copa do Mundo. Ele se recuperaria entre duas ou três semanas, mas agora não faz diferença. Ele provavelmente se reapresenta após a Copa já treinando. Vai ter duas semanas de folga, vamos ver a fisioterapia para tratar", disse Guilherme Runco, um dos médicos do clube, ao UOL Esporte.

Assim como aconteceu durante o jogo contra o Sport, o substituto de Cássio deverá ser Walter. Antes da pausa para a Copa do Mundo o Corinthians ainda joga contra Cruzeiro e Botafogo, na próxima quarta-feira e no domingo.

UOL Esporte

Chelsea quer tirar três brasileiros do Atlético de Madri, diz jornal


O Chelsea parece ter ampliado o seu radar e não ficará satisfeito em tirar apenas Diego Costa do Atlético de Madri para a próxima temporada. Após a imprensa inglesa ter confirmado a contratação do atacante por R$ 123 mi, o jornal britânico The Telegraph disse, nesta terça-feira, que os Blues querem também contar com o zagueiro Miranda e com o lateral Filipe Luís após a Copa do Mundo.

Os três jogadores foram de fundamental importância para a vitoriosa temporada Atlético de Madri. Eles foram titulares na campanha do título do Campeonato Espanhol e também do vice da Liga dos Campeões.

Tanto Miranda como Filipe Luís estão na lista de reservas de Felipão para a Copa do Mundo. Eles não entraram nos 23 convocados, mas poderão integrar o elenco da seleção brasileira caso aconteça algum problema com outro jogador.

Diego Costa, por outro lado, é natural de Sergipe, mas foi convocado para defender a seleção espanhola. Apesar de seu nome ser dado como certo, a sua lesão na coxa direita poderá tirá-lo do Mundial.

UOL Esporte

Hélio recebe quase R$ 1,8 mi por 2º lugar na Indy 500. Hunter-Reay ganha R$ 5,5 milhões

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Ryan Hunter-Reay, vencedor da edição 2014 das 500 Milhas de Indianápolis, no último domingo, faturou nada menos do que US$ 2.491.194,00 por sua eletrizante vitória numa das mais importantes corridas do mundo. Ou seja, o norte-americano receberá mais de 5,5 milhões em reais. Parte desse prêmio fica com a receita federal americana. O restante será dividido entre o piloto e a equipe.

O brasileiro Hélio Castroneves, segundo colocado na etapa, que cruzou a linha de chegada a mínimos 0s060 do carro de Hunter-Reay, embolsará US$ 785.194,00 (algo próximo de R$ 1.746.000,00). Marco Andretti, terceiro colocado na disputa, ganhará um prêmio em dinheiro superior a US$ 585 mil — mais de R$ 1,3 milhões. A Indy 500 nessa temporada distribuiu nada menos do que US$ 14,2 milhões em premiação.

Trinta e três – Tony Kanaan, vencedor da edição 2013 da Indy 500, enfrentou problemas na prova desse ano e ficou apenas em 26º lugar na classificação final. Kanaan faturou um prêmio de US$ 343.194,00 – cerca de 763 mil reais.

Dos 33 pilotos que alinharam no grid de largada da 98ª edição das 500 Milhas, Buddy Lazier foi o piloto que recebeu menos dinheiro em prêmios. No total, o piloto ganhou US$ 225.305,00 (mais ou menos R$ 500 mil). Lazier, de 46 anos de idade, venceu a corrida na temporada de 1996.

Premiação 2014:

1. Ryan Hunter-Reay – US$ 2.491.194,00
2. Hélio Castroneves – US$ 785.194,00
3. Marco Andretti – US$ 585.194,00
4. Carlos Muñoz – US$ 449.194,00
5. Juan Pablo Montoya – US$ 441.944,00
6. Kurt Busch – US$ 423.889,00
7. Sébastien Bourdais – US$ 384.194,00
8. Will Power – US$ 442.194,00
9. Sage Karam – US$ 270.305,00
10. JR Hildebrand – US$ 366.194,00
11. Oriol Servià – US$ 247.305,00
12. Simon Pagenaud – US$ 374.444,00
13. Alex Tagliani – US$ 368.694,00
14. Jacques Villenueve – US$ 354.194,00
15. Sebastian Saavedra – US$ 349.194,00
16. James Davison – US$ 341.194,00
17. Carlos Huertas – US$ 339.694,00
18. Ryan Briscoe – US$ 344.444,00
19. Takuma Sato – US$ 342.444,00
20. Jack Hawksworth – US$ 346.194,00
21. Mikhail Aleshin – US$ 340.194,00
22. Justin Wilson – US$ 339.194,00
23. Martin Plowman – US$ 225.805,00
24. Pippa Mann – US$ 226.805,00
25. Townsend Bell – US$ 226.805,00
26. Tony Kanaan – US$ 343.194,00
27. Ed Carpenter – US$ 463.694,00
28. James Hinchcliffe – US$ 376.194,00
29. Scott Dixon – US$ 390.694,00
30. Josef Newgarden – US$ 344.194,00
31. Charlie Kimball – US$ 341.194,00
32. Buddy Lazier – US$ 225.305,00
33. Graham Rahal – US$ 341.194,00

UOL Esporte

Teliana vira e quebra jejum de 25 anos em Paris

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Teliana ganha seu primeiro jogo de nível Grand Slam

Exatos 25 anos depois da última vitória de uma tenista brasileira na chave de simples de Roland Garros, a pernambucana Teliana Pereira conseguiu virar sua partida de estreia e marcou a primeira vitória em torneios de nível Grand Slam. A número 94 do ranking chegou a estar atrás por 0/5 no set inicial, mas avançou com parciais de 4/6, 6/1 e 6/1 sobre a tailandesa Luksika Kumkhum.

A última vez que o Brasil havia marcado vitórias no feminino de Paris foi em 1989, quando a paulista Andrea Vieira e a gaúcha Niege Dias atingiram a terceira rodada. Teliana terá essa mesma oportunidade na quinta-feira quando enfrentará a romena e cabeça 26 Sorana Cirstea, que virou contra a canadense Aleksandra Wozniak, por 6/7 (3-7), 7/5 e 6/2. No geral dos Slam, a última vitória brasileira nesse nível cabia à paranaense Gisele Miró, em Wimbledon de 1989.

A primeira participação de Teliana em Roland Garros começou de forma tenebrosa. A desconhecida adversária, número 114 do ranking aos 20 anos, entrou muito solta em quadra e conseguiu incrível eficiência na sua tática de atacar o tempo todo, aproveitando principalmente o frágil segundo serviço da brasileira. Assim, saltou para 5/0 com Teliana vencendo apenas 14% dos pontos com o segundo saque. Mas aí se afobou e pouco a pouco Pereira foi entrando em ritmo. Conseguiu diminuir para 4/5, mas não evitou que a tailandesa fechasse o set.

Mais firme no fundo de quadra e procurando aprofundar as bolas, Teliana mudou de vez o panorama da partida e ganhou nove dos dez games seguintes, chegando a ter 6/1 e 3/0. Ainda cedeu outro game de serviço, porém a tailandesa já não tinha a mesma precisão. A brasileira obteve outra quebra e controlou os nervos para completar a excepcional virada. Na estatística, ela obteve 15 winners contra 32, mas errou apenas 10 vezes diante de 43. A tailandesa cometeu 12 duplas faltas.

Com a vitória, Teliana pode retornar ao grupo das top 90 do ranking e se aproximar de seu recorde pessoal, que foi o 88º posto em outubro do ano passado. De quebra, garante o prêmio de 42 mil euros, o maior de sua carreira.

UOL Esporte

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Tsonga derrota 'freguês', americanos sobrevivem

Nada mais apropriado do que um velho 'freguês' quando não se vive a melhor fase técnica. O francês Jo-Wilfried Tsonga voltou a ter altos e baixos, mas derrotou o compatriota Edouard Roger-Vasselin em sua estreia de Roland Garros, ao anotar as parciais de 7/6 (7-4), 7/5 e 6/2. Rebaixado ao 14º posto do ranking por uma temporada ainda fraca, ele aguarda agora o vencedor da partida desta tarde entre o belga David Goffin e o canhoto austríaco Jurgen Melzer.

Tsonga anotou a sétima vitória em cima do amigo e a terceira somente nesta temporada. Para não correr risco de deixar até mesmo a faixa dos top 20, ele tem a difícil missão de repetir a semifinal do ano passado em Paris, quando só parou diante do espanhol David Ferrer. Caso avance à terceira rodada, ele cruzará com outro grande sacador, que vai sair do duelo entre o polonês Jerzy Janowicz e o canhoto dinamarquês Jarkko Nieminen. Em fase ruim no circuito, Janowicz derrotou o dominicano Victor Estrella, por 6/1, 6/4, 6/7 (6-8) e 6/4, enquanto Nieminen lutou cinco sets contra  o também polonês Michal Przysiezny, parciais de 6/7 (7-9), 6/4, 6/7 (3-7), 6/3 e 6/4.

Com desempenho fraco em Paris nos últimos anos, o tênis norte-americano sobreviveu à primeira rodada com John Isner e Sam Querrey, que não perderam sets neste domingo mas tiveram de jogar um total de três tiebreaks. Ainda assim, os EUA podem ter uma campanha ainda pior do que em 2013, quando apenas quatro dos 10 jogadores que iniciaram o torneio conseguiram vencer na estreia.
Cabeça 10, Isner superou a torcida e o desconhecido Pierre-Hugues Herbert (FRA), apenas 133º do ranking, por 7/6 (7-5), 7/6 (7-4) e 7/5.

Foi apenas sua sexta vitória em 11 jogos no torneio e ao menos ele iguala agora seu recorde pessoal sobre o saibro, com 37 triunfos e 37 derrotas. Fato curioso é que Isner poderá reencontrar agora o também francês Nicolas Mahut, contra quem fez a mais longa partida da história do tênis, em Wimbledon de 2011, que levou 11h08. Mahut jogará na segunda-feira contra o cazaque Mikhail Kukushkin. Vale lembrar que Isner já detém recordes em Roland Garros, ao anotar o jogo com mais games (66) e o quinto set mais extenso (18-16) na derrota para Paul-Henri Mathieu, há dois anos. O duelo demorou 5h41 e é o segundo mais demorado da Era Aberta no torneio.

Querrey, por sua vez, jogará contra o russo Dmitry Tursunov depois que ambos eliminaram adversários italianos. O americano derrotou o veterano Filippo Volandri,por 7/6 (7-3), 6/4 e 6/3, e Tursunov confirmou a condição de cabeça 31 em cima do qualificado Potito Starace, por 6/1, 7/5 e 6/2.

UOL Esporte

Seleção tenta equilíbrio entre exposição de Weggis e blindagem de Dunga

Felipão embarca para o Rio de Janeiro para comandar os treinos da seleção brasileira a partir desta segunda-feira, quando os atletas irão se apresentar visando a preparação para a Copa do Mundo de 2014

Com certeza sem a liberdade de Weggis, em 2006, mas também não com a blindagem de Dunga, de 2010. Assim, com equilíbrio, a seleção brasileira de Luiz Felipe Scolari tentará trabalhar para a Copa do Mundo de 2014, a primeira em 64 anos disputada no Brasil. Nesta segunda-feira, o time se apresenta em Teresópolis, numa Granja Comary remodelada, que não recebe a equipe nacional desde 2009.

Comandante da campanha vitoriosa de 2002, Felipão usou os exemplos das últimas duas preparações de Copa para planejar o trabalho que será executado para este Mundial. Da experiência de 2006, considerada desastrosa por quem esteve lá, o treinador pode ouvir relatos do técnico da época, Carlos Alberto Parreira, atual coordenador técnico da seleção.

A exposição exagerada do jogadores durante o trabalho, como ocorreu em Weggis, na Suíça, sede da equipe antes da Copa da Alemanha, não será repetida. Na ocasião, os treinos tinham público que pagava para assistir. Agora, a equipe terá apenas um trabalho aberto para a torcida, antes do amistoso contra o Panamá, em Goiânia, no dia 3 de junho.

"Esse é um momento de focar na seleção, esperao que todos tenham esse respeito. Os treinos, por exemplo, não podem ser com portões abertos, a Fifa mesmo não permite isso. Não somos nós apenas que pretendemos ficar um pouco mais resguardados. Às vezes somos obrigados", afirmou Scolari no dia da convocação dos jogadores.

Em 2010, o exemplo da Copa anterior serviu para Dunga executar uma preparação com o time completamente blindado. Na África do Sul, o técnico cortou até mesmo o atendimento exclusivo dos seus jogadores à TV Globo, detentora dos direitos de transmissão dos amistosos da seleção e das competições da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

O trabalho de 2010 foi elogiado pelos jogadores que estiveram com Dunga no Mundial. Mas a imagem de um time fechado demais atrapalhou a imagem da seleção e os interesses comerciais da CBF, que conta com mais de 14 patrocinadores.

Preocupado com o time, mas também atento à imagem, Felipão espera atingir um equilíbrio. Quer um time focado e com condições ideias de trabalho, mas sabe da importância da exposição positiva para conquistar o apoio do público.

Nova casa

Reformada, a Granja Comary receberá uma seleção brasileira principal pela primeira vez desde 2009. Após 10 meses de obras, a sede foi reinaugurada em março. O centro de treinamento tem 8.500 m² de área construída num terreno de 149 mil m².

A nova Granja foi um pedido da dupla Scolari e Parreira para a preparação do time na Copa do Mundo. Em 2013, a equipe treinou em CT's emprestados no Rio de Janeiro e em Goiânia antes de estrear contra o Japão, em Brasília.

UOL Esporte

Sharapova se livra da chuva e vai à segunda fase

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Estreia de Sharapova atrasou mais de 1h pela chuva

A segunda-feira começou chuvosa em Roland Garros e por conta disso o início das partidas foi atrasado. Ainda com boa chance de voltar a chover, a russa Maria Sharapova tratou de acelerar contra a compatriota Ksenia Pervak e encerrou a partida em apenas 61 minutos, aplicando parciais de 6/1 e 6/2.

Na próxima rodada, a russa terá pela frente a búlgara Tsvetana Pironkova, que no dia anterior bateu a alemã Annika Beck de virada. Será a quinta vez que as duas irão se enfrentar e Sharapova levou a melhor nas outras quatro, uma no saibro, duas em quadras duras e outra uma na grama, no embate mais recente, pela segunda rodada de Wimbledon e 2012.

Também foi rapidinha a estreia da italiana Flavia Pennetta, que bateu a austríaca Patricia Mayr-Achleitner com duplo 6/2, com os mesmos 61 minutos de Sharapova. Pela segunda rodada, a italiana cabeça de chave 12 vai medir forças com a sueca Johanna Larsson, contra quem já jogou duas vezes, ambos no ano passado, com um triunfo para cada lado.

Para conquistar sua primeira vitória nesta edição de Roland Garros, Sharapova mostrou sua costumeira agressividade, acertando 17 bolas vencedoras. Em contrapartida, a russa também jogou fora 17 bolas em erros não forçados, ao passo que Pervak errou duas a menos, mas também somou apenas quatro winners em toda a partida.

Outro ponto positivo para a ex-número 1 do mundo foi o aproveitamento com o saque, que lhe deu 74% dos pontos disputados. Mesmo assim ela foi quebrada uma vez, no único break-point que cedeu à rival. Mas Sharapova pressionou bastante o serviço da compatriota, que faturou só 44% dos pontos de saque e foi quebrada cinco vezes, em nove chances cedidas.

Assim como a russa, Pennetta também foi agressiva e acertou mais a mão do que Sharapova. A italiana fechou sua vitória com 25 bolas vencedoras e apenas seis erros não forçados, ao passo que a rival austríaca anotou oito winners e cometeu 14 erros. A tenista de Brindisi não foi quebrada uma vez sequer e concretizou quatro dos sets que teve a favor.

UOL Esporte

Polícia vai abrir inquérito para apurar morte do ex-atacante Washington

Washington (esq), ao lado de Assis, com quem formou dupla antológica no Fluminense

Washington (esq), ao lado de Assis, com quem formou dupla antológica no Fluminense

A Polícia Civil de Curitiba vai abrir inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte do ex-atacante Washington, 54, campeão brasileiro em 1984 pelo Fluminense. De acordo com o delegado Fábio Amaro, da 2ª DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), é preciso apurar o que aconteceu, já que ele a família considera as circunstâncias da morte estranhas.

"A família alega que havia um enfermeiro que cuidava dele na casa e que supostamente ele teria agido com negligência. O Washington respirava com a ajuda de aparelhos. Em um certo momento da madrugada, ele pode ter tirado o aparelho por alguma circunstância. Havia a necessidade do acompanhamento do enfermeiro, que recolocaria o aparelho nele. Nós chamamos o IML (Instituto Médico Legal) para verificar a causa da morte", disse.

Segundo o delegado, o enfermeiro será ouvido e com base nos laudos periciais, será informado o que realmente aconteceu. "Em princípio, a gente não considera homicídio, mas é preciso que a apuração seja completa", disse.

Os laudos devem ficar prontos em 30 dias, tempo suficiente para que as testemunhas sejam ouvidas. "Somente aí é que tomaremos providência em relação ao caso", disse ele.

Mariliz, cuidadora do Washington, disse que o enfermeiro pode ter adormecido. "Foi muito horrível o que aconteceu. O enfermeiro dele  dormiu e quando o Washington precisou fazer o procedimento, ele acabou não atendendo o Washington", disse.

Washington Júnior, filho do ex-jogador, disse ainda não acreditar no que aconteceu. "Meu pai foi uma pessoa muito boa para todo mundo. Tem muita coisa para acontecer. Eu fiz um boletim de ocorrência porque a cuidadora culpa o enfermeiro e ele diz que não foi bem assim. Não sei se foi negligência do enfermeiro. O aparelho ficou apitando o enfermeiro não estava dentro do quarto", disse. Quando precisava de ajuda, Washington apertava um alarme, que ficava ao lado da cama.

O filho conta que Washington convivia com uma esclerose lateral amiotrófica, que atrofiava os nervos do corpo, mas que seu pai estava lúcido, conversando normalmente. Segundo ele, o enterro será na Bahia, no local em que o ex-jogador nasceu, Valença.

Carreira

Washington César Santos foi ídolo de várias torcidas. Pelo Internacional, esteve no grupo campeão gaúcho de 1981. No ano seguinte, foi campeão paranaense pelo Atlético-PR, venceu o campeonato carioca pelo Botafogo em 1990, o capixaba em 1992 pela Desportiva Ferroviária e o campeonato pernambucano pelo Santa Cruz em 1993.

Mas foi jogando pelo Fluminense que ficou conhecido em todo o Brasil. Foram três títulos estaduais, em 1983, 1984 e 1985, e um título brasileiro em 1984.

No final de 2009, Washington recebeu uma homenagem. O jogo entre Fluminense e Atlético-PR pelo Campeonato Brasileiro da Série A, realizado no Maracanã, foi chamado de "Washington Day" e foram arrecadadas contribuições destinadas ao pagamento de seu tratamento.

O atacante Fred também participou da campanha.Ele chegou a fazer um leilão de camisa autografada com renda revertida para o tratamento do ex-ídolo tricolor. A vitória por 2 a 1, Fred também dedicou ao ex-atacante. Washington também teve passagem pelas seleções brasileiras principal e olímpica.

UOL Esporte

domingo, 25 de maio de 2014

Primeiros pontos de time russo têm hino francês e parabéns da Red Bull

 

Enquanto de um lado do paddock do Circuito de Monte Carlo, em Mônaco, Nico Rosberg, engenheiros e dirigentes da Mercedes festejavam a quinta dobradinha seguida, impondo uma hegemonia na F1 bem poucas vezes vista na sua história, do outro, já quase na saída do porto, os cerca de 50 integrantes da pequena equipe Marussia celebravam ainda mais o oitavo lugar do seu piloto Jules Bianchi.

Foram os primeiros pontos não apenas de Bianchi e da Marussia, mas de um time dentre os inspirados pelo ex-presidente da FIA, Max Mosley, criados para disputar a temporada de 2010. O inglês lhes garantiu que haveria um limite orçamentário de 40 milhões de libras (R$ 170 milhões) por ano para todos na F1.

A imposição de Mosley não só não foi aceita como as escuderias da F1 exigiram sua saída da presidência da FIA. Jean Todt o substituiu. E as três equipes criadas por iniciativa de Mosley tiveram de fazer de tudo para conseguir um orçamento minimamente decente. Duas sobreviveram, mas com desempenho muito aquém das demais. A outra é a atual Caterham.

Bianchi tinha tudo para, hoje, mais uma vez ficar muito distante de quase todos os adversários. A substituição do câmbio o fez cair do 19º lugar no grid para o 21º e no fim da volta de apresentação cometeu um erro ao alinhar seu carro.

Sorrindo, feliz, disponível para todos, Bianchi contou sobre o ocorrido: "Maldonado (Pastor Maldonado, da Lotus) não alinhou o carro (era o 15º no grid). Gutierrez (Steban Gutierrez, da Sauber), avançou seu carro para ocupar a posição do Maldonado. Max Chilton (companheiro de Marussia) fez o mesmo. E eu, atrás deles, pensei que era para ocupar o espaço na minha frente e coloquei o carro lá".

Jornalistas franceses comemoram com Jules Bianchi os primeiros pontos da história da Marussia. E de um jeito curioso, considerando que a equipe é russa: eles cantaram juntos o hino francês. A Marussia também recebeu os parabéns de Christian Horner, chefe da Red Bull, atual campeã do Mundial de Construtores.

Deu mais detalhes: "Quando entendi que deveria manter minha posição original, tentei dar marcha a ré, mas estávamos a instantes da largada e fiquei lá mesmo, paralelo ao Caterham de Kamui Kobayashi", explicou Bianchi. A impressionante sucessão de erros levou os três a serem punidos com um stop and go de 5 segundos no box.

"Acabamos punidos de novo porque cumprimos a punição quando o safety car estava na pista (entre a volta 25 e 29." Bianchi teve 5 segundos acrescentados ao seu tempo de corrida, o que o fez cair de oitavo para nono. Romain Grosjean, da Lotus, subiu uma posição.

"Com tudo isso, ainda marcamos pontos. O mais importante foi o nosso ritmo de corrida. Claro, tivemos sorte com o safety car, os abandonos, mas desde os testes de Barcelona nosso carro melhorou bastante", disse Bianchi. "Jean-Eric Vergne, com a Toro Rosso, e depois Romain Grosjean não conseguiam me passar", explicou, com orgulho, o francês. "Não posso dizer que a partir de agora vou marcar pontos, mas acredito que atingimos o nível da Sauber."

Enquanto recebia abraços de todos na equipe, Bianchi disse que precisava de um resultado desses, há anos. O GP de Mônaco foi o 25.º dele na F1. "Esse ponto e essa performance podem ser importantes para a minha carreira." A Ferrari o tem sob contrato e o ajudou a competir da Marussia, estabelecendo um acordo bastante favorável ao time para usar sua unidade motriz, motor turbo e sistemas de recuperação de energia.

O empresário de Bianchi, o francês Nicolas Todt, filho do atual presidente da FIA, comentou: "Ser oitavo, depois nono, numa pista onde o piloto conta tanto, é extraordinário. Estou contente por Jules e pela equipe, por conquistar o primeiro ponto da sua história, equivale a uma vitória".

Falou, ainda: "Jules fez uma grande ultrapassagem em Kamui Kobayashi (Caterham) e seu ritmo de corrida foi excelente". No fim, disse o que espera do resultado: "Que os responsáveis pelas demais equipes vejam que podem contar com ele no futuro".

Não distante do motorhome da Marussia estava o da Sauber. A organização suíça ficou bastante desgastada com a classificação do GP de Mônaco. A Marussia a ultrapassou entre os Construtores. Depois de seis etapas, apenas Sauber e Caterham não marcaram pontos ainda. A Marussia é a nona, com dois.

Monisha Kalterburn, sócia e diretora da Sauber, falou com o UOL Esporte. "Estou decepcionada, mas há algo positivo no fim de semana, que foi a velocidade de nossos carros. Estávamos na corrida." E não deixou de criticar seus pilotos, o alemão Adrian Sutil e o mexicano Steban Gutierrez. "Foram erros que não podem acontecer. Estávamos muito próximos de marcar pontos."

Sutil perdeu o controle do carro na freada depois do túnel, na 23.ª volta de um total de 78, e Gutierrez bateu no guardrail da curva Rascasse, na 59.ª, quando era oitavo. O próximo GP será o do Canadá, dia 8, no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal.

UOL Esporte

Em guerra fria com Hamilton, Rosberg vence em Mônaco e é líder; Massa é 7º

Nico Rosberg liderou a prova em Mônaco e reassumiu a liderança do Campeonato Mundial de F1

A 'guerra fria' entre os companheiros de Mercedes Nico Rosberg e Lewis Hamilton está esquentando. E com Mônaco como campo de batalha, o alemão levou a melhor sobre o inglês, em uma corrida em que dominou as ações desde a largada. Rosberg não apenas garantiu sua segunda vitória na temporada 2014, como assumiu a liderança do Mundial, em uma etapa que no futuro poderá ser lembrada como a que marcou o começo da disputa aberta entre eles - lembrando, por exemplo, o que foi o GP de San Marino de 1989 para Senna e Prost.

A rivalidade que vem marcando o campeonato teve seu capítulo mais quente no sábado, quando Rosberg se acidentou no finzinho da sessão que definiu o grid de largada. O problema com o alemão impediu Hamilton de realizar outra volta e gerou uma acusação séria de trapaça. Os comissários de prova investigaram o caso, que terminou sem punição, mas com o inglês de cara amarrada pelo resto do fim de semana.

Neste domingo, eles pouco chegaram a mostrar as armas um para o outro. Rosberg conseguiu manter sua primeira posição da largada e por boa parte da prova esteve tranquilo em primeiro, sofrendo apenas com alguns períodos de economia combustível. Foi o suficiente para vencer a prova, seguido por Lewis Hamilton – que superou um inusitado "cisco" no olho, que o atrapalhou nas voltas finais. Daniel Ricciardo pressionou atéo fim, mas acabou em terceiro.

O brasileiro Felipe Massa viu o companheiro Valtteri Bottas ter problemas e abandonar a prova, e pôde comemorar encerrar o GP na zona de pontuação. Depois de largar em 16º, ele terminou em uma boa sétima colocação.

A sexta etapa do Mundial de Fórmula 1 tem mudança de continente e acontece no dia 8 de junho. Os pilotos vão a Montreal disputar o GP do Canadá – que teve Vettel como vencedor em 2013. A prova será às 15h, pelo horário de Brasília.

A prova

A largada aconteceu sem grandes problemas. Os primeiros colocados conservaram suas posições e Fernando Alonso se destacou, passa. Perez se envolveu em um acidente e a corrida foi colocada em bandeira amarela, causando as primeiras paradas nos boxes.

Quem se deu mal rapidamente foi Sebastian Vettel, que teve problemas no carro, chegou a tentar resolver nos boxes, mas acabou abandonando, dando um triste adeus ao seu 100º GP na Red Bull.

Com Rosberg na ponta com folga e ampliando sobre Hamilton, as emoções esfriaram. Massa, que largou em 16º, continuava sua briga para chegar aos pontos. Contando com desistências, chegou ao 11º lugar, logo atrás do companheiro Bottas.

Felipe Massa deixou para fazer seu pit stop para um momento mais tarde na prova e chegou a ocupar a quinta posição quando outros pilotos voltaram de suas paradas. O brasileiro parou na volta 46 e voltou à figurar em 11º. Ele acabou favorecido por uma quebra do companheiro Bottas, no duelo interno da Williams e pontuou, chegando numa boa sétima posição.

Nico Rosberg parecia ter uma corrida tranquila, mas a metade final da prova reservou muito trabalho. O alemão teve problemas na economia de combustível e precisou segurar o ritmo, permitindo uma aproximação de Hamilton.

Depois, foi Hamilton quem teve um problema inusitado. Ele reclamou à equipe de estar com um "cisco" no olho, o que estaria prejudicando sua performance, com menos de dez voltas para o fim – e Ricciardo já encostando para tentar tomar a vice-liderança. No final, as posições ficaram inalteradas.

UOL Esporte

Campeão, Bale justifica preço e supera Neymar com 2 títulos na temporada

Gareth Bale comemora virada do Real Madrid sobre o Atlético de Madri na final da Liga dos Campeões

Desde que chegou ao Real Madrid por mais de R$ 300 milhões, Gareth Bale passou a ser pressionado por resultados. Mais do que isso, foi diretamente comparado a Neymar, principal contratação do Barcelona para 2013/14. No entanto, o fim da temporada europeia mostrou que o galês justificou o valor pago por seu futebol e levou vantagem em relação ao brasileiro no primeiro ano de futebol espanhol.

Enquanto o camisa 10 da seleção brasileira teve um ano de adaptação, lesões, polêmicas por conta do custo total de sua contratação, um título da Supercopa e um vice no Campeonato Espanhol, Bale encerra com dois títulos, sendo um deles o da Liga dos Campeões da Europa.

A "vitória" de Bale em uma comparação direta ainda veio de virada. Neymar começou a temporada melhor, fazendo o gol que rendeu o título da Supercopa da Espanha e realizando bons jogos, principalmente quando Lionel Messi se lesionou e o ex-Santos teve a chance de jogar com mais liberdade pelo meio. Já Bale demorou um pouco mais para se adaptar, chegando a ser vaiado pela torcida do Real Madrid.

Porém, a situação se inverteu no começo de 2014. O brasileiro teve que enfrentar uma lesão no tornozelo e, logo em seguida, acabou envolvido na polêmica sobre o valor de sua ida para a Espanha. Enquanto isso, o galês passou a despontar com gols importantes no aclamado ataque BBC (Bale, Benzema e Cristiano).

A situação começou a ficar favorável de vez a Bale na final da Copa do Rei, entre Real Madrid e Barcelona. Em crise por conta dos maus resultados no Espanhol, o time catalão foi derrotado pelo principal rival por 2 a 1. O gol do título foi marcado exatamente pelo galês, que arrancou de trás do meio de campo e só parou nas redes.

A coroação do camisa 11 do Real em relação a Neymar veio neste sábado. Bale marcou o gol da virada do time merengue sobre o rival Atlético de Madri e levou o segundo título na temporada.

Mas não foi apenas no momento e nos títulos que o galês levou a melhor. Nos números também. Gareth Bale jogou 44 vezes na temporada e marcou 22 gols, sendo 15 no Espanhol, um na Copa do Rei e seis na Liga dos Campeões. 

Enquanto isso, Neymar jogou 39 vezes e anotou 15 gols. Foram nove no nacional, um na Supercopa da Espanha, um na Copa do Rei e quatro na Liga dos Campeões. 

UOL Esporte

Nem suou! Federer estreia com vitória relâmpago em R. Garros


Roger Federer saca no eslovaco Lukas Lacko em Roland Garros

O suíço Roger Federer venceu na manhã deste domingo a partida que abriu o torneio masculino de Roland Garros, na quadra principal do torneio, Philippe Chatrier. Ele bateu o eslovaco Lukas Lacko, de 26 anos, por 3 sets a 0 com parciais de 6/2, 6/4 e 6/2 em uma partida que durou uma hora e 25 minutos.

Federer dominou os sets com tranquilidade, embora Lacko tenha se mantido firme durante todo o jogo. Em nenhum momento, Lacko esteve à frente de Federer, no entanto. 

Esta foi a 59ª vitória de Federer, 4° no ranking, em Roland Garros, recorde que divide agora com Rafael Nadal. 

Ao fim da partida, Federer se disse muito satisfeito com o resultado. Agora, ele aguarda o vencedor da partida entre o argentino Diego Schwartzman e Gastão Elias, português.

UOL Esporte

Espanha desiste dos 23 da Copa e confusão cria mistério para lista final

Xavi, volante da Espanha

Toda a imprensa espanhola aguardava ansiosamente pela coletiva de Vicente Del Bosque, que anunciaria neste domingo os 23 convocados que jogariam o amistoso contra a Bolívia e - consequentemente - a Copa do Mundo. Só que o técnico surpreendeu e chamou 19 atletas, sendo que um deles, Deulofeu, sequer consta na pré-lista enviada a Fifa no último dia 13.

Entre os chamados, não há nenhum jogador de Real Madrid ou Atlético de Madri, que fizeram no último sábado a final da Liga dos Campeões. Pré-convocado, Diego Costa deixou o jogo machucado e é a principal dúvida da lista - além das questões físicas, pela disputa com Fernando Torres, Negredo, Llorente e Villa.

"Temos até o dia 2 para enviar a lista definitiva para a Fifa. Por que vamos fazer isso antes do tempo?", questionou Del Bosque, na coletiva. "Temos oito potenciais jogadores que se unirão a esta lista. Ficaremos com 26 e descartaremos três depois do jogo com a Bolívia", tentou explicar.

"Não há nenhum jogador descartado", completou, enigmático, ao ser indagado sobre as ausências de Negredo e Navas, astros do Manchester City e presenças frequentes nas listas anteriores.

A Espanha enfrenta a Bolívia no próximo dia 30, teste que deve ser definitivo para alguns jogadores novatos - casos de Iturraspe e Moreno. Depois, está marcado um jogo contra El Salvador dia 7 de junho e contra França dia 4 de junho, ambos já com a lista final de 23.

Sobre a presença de Deulofeu - promessa do Barcelona que fez grande temporada emprestado no Everton - Del Bosque foi vago ao justificar sua presença entre os selecionáveis. "Temos confiança nele. Se amanhã tivermos que tirar de alguém, estaria entre os primeiros da lista", explicou.

Vale ressaltar que após o envio da convocação final para Fifa (no dia 2 de junho) se algum jogador precisar ser cortado - por motivo de lesão - o substituto não precisa estar na lista dos pré-convocados: pode ser qualquer jogador a escolha do técnico.

Veja os convocados da Espanha para o amistoso contra a Bolívia:

Goleiros: Reina (Napoli-ITA) e De Gea (Manchester United-ING)

Zagueiros: Piqué (Barcelona-ESP), Albiol (Napoli-ITA), 

Laterais: Alba (Barcelona-ESP), Azpilicueta (Chelsea-ING) e Moreno (Sevilla-ESP)

Volantes: Javi Martinez (Bayern de Munique-ALE), Busquets (Barcelona-ESP) e Iturraspe (Athletic Bilbao-ESP)

Meias: Deulofeu (Everton-ING), Xavi (Barcelona-ESP), Iniesta (Barcelona-ESP), Cazorla (Arsenal-ING), Fabregas (Barcelona-ESP), Mata (Manchester United-ING) e David Silva (Manchester City-ING)

Atacantes: Pedro (Barcelona-ESP) e Fernando Torres (Chelsea-ING)

UOL Esporte

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Nadal tem caminho complicado em Roland Garros; brasileiros evitam cabeças de chave

O espanhol Rafael Nadal, número um do mundo, não terá vida fácil na busca do seu nono título em Roland Garros, enquanto Thomaz Bellucci e Teliana Pereira, representantes do Brasil na competição, escaparam de enfrentar cabeças de chave logo na estreia.

De acordo com o sorteio realizado nesta sexta-feira, 'Rafa' vai iniciar sua campanha contra o experiente Robby Ginepri e poderá enfrentar antes da final Nicolás Almagro (N.9) nas oitavas, David Ferrer (N.5) nas quartas, além de Andy Murray (N.7) ou Stanislas Wawrinka (N.3) nas semifinais.

Apesar do caminho complicado, Nadal pode enfrentar apenas na final seu adversário mais temido, o sérvio Novak Djokovic, vice-líder do ranking mundial, que o derrotou na semana retrasada na final do Masters 1000 de Roma.

'Nole' fará sua estreia contra o português João Sousa e foi beneficiado pelo sorteio, já que, do seu lado tabela, tem como único adversário realmente complicado o suíço Roger Federer (N.4). Os dois podem se cruzar apenas nas semifinais.

"Nos últimos anos, tive muitos êxitos em Roland Garros, mas perdi para Nadal nas semifinais e na final. É o favorito novamente este ano, mas já tive duelos épicos com ele. O título conquistado em Roma me deu confiança", comentou Djokovic.

Apesar da derrota para o rival, o espanhol esbanjou confiança. "Estou me sentindo cada vez melhor. Na semana passada, em Roma, joguei muitos minutos e isso é positivo. Joguei bem na semifinal e na final. Agora estou em Roland garros e desfrutando meus primeiros dias aqui", afirmou Nadal.

Já Thomaz Bellucci, que ocupa a 108ª posição do ranking da ATP, fará sua estreia contra o alemão Benjamin Becker, 76º colocado. Se avançar, deve ter um adversário bem complicado pela frente, o italiano Fabio Fognini, 14º cabeça de chave. Fognini enfrentará na primeira rodada um tenista ainda não definido, saído qualifying (pré-torneio que define parte dos classificados para a tabela principal).

No feminino, a número um do mundo, a americana Serena Williams, que assim como Federer soma 17 títulos em Grand Slams fará sua estreia diante de uma tenista da casa, a francesa Alize Lim.

"Roland Garros é um torneio importante, é o único Grand Slam que ganhei apenas duas vezes. Quero conquistar o terceiro agora", declarou a líder do ranking da WTA, que pode enfrentar a russa Maria Sharapova nas quartas de final.

A representante brasileira Teliana Pereira, 95ª do mundo, fará a primeira partida da sua carreira no Grand Slam parisiense contra uma adversária que está abaixo dela no ranking WTA, a tailandesa Luksika Kumkhum, de apenas 20 anos, na 115ª posição.

Se chegar à segunda rodada, Teliana tem boas chances de enfrentar a romena Sorana Cirstea, 24ª cabeça de chave, que estreia contra uma tenista do qualifying.

-Tabela masculina:

1º Quarto
Rafael Nadal (ESP/N.1) - Robby Ginepri (EUA/W)
Paul-Henri Mathieu (FRA/W) - Dominic Thiem (AUT)
Qualifying - Leonardo Mayer (ARG)
Teymuraz Gabashvili (RUS) - Vasek Pospisil (CAN/N.30)
Nicolas Almagro (ESP/N.21) - Jack Sock (EUA)
Steve Johnson (EUA) - Qualifying
Dusan Lajovic (SRV) - Federico Delbonis (ARG)
Jurgen Zopp (EST) - Tommy Haas (ALE/N.16)
Grigor Dimitrov (BUL/N.11) - Ivo Karlovic (CRO)
Qualifying - Daniel Brands (ALE)
Axel Michon (FRA/W) - Bradley Klahn (USA)
Stéphane Robert (FRA) - Kevin Anderson (RSA/N.19)
Andreas Seppi (ITA/N.32) - Santiago Giraldo (COL)
Juan Monaco (ARG) - Lucas Pouille (FRA/W)
Qualifying - Qualifying
Igor Sijsling (HOL) - David Ferrer (ESP/N.5)

2º quarto
Stan Wawrinka (SUI/N.3) - Guillermo Garcia-Lopez (ESP)
Adrian Mannarino (FRA) - Lu Yen-Hsun (TPE)
Donald Young (EUA) - Dudi Sela (ISR)
Qualifying - Feliciano Lopez (ESP/N.26)
Gaël Monfils (FRA/N.23) - Victor Hanescu (ROU)
Albano Olivetti (FRA/W) - Jan-Lennard Struff (GER)
Benjamin Becker (GER) - Thomaz Bellucci (BRA)
Qualifying - Fabio Fognini (ITA/N.14)
Richard Gasquet (FRA/N.12) - Bernard Tomic (AUS)
Lleyton Hewitt (AUS) - Carlos Berlocq (ARG)
Matthew Ebden (AUS) - Pablo Cuevas (URU)
Michaël Llodra (FRA/W) - Fernando Verdasco (ESP/N.24)
Philipp Kohlschreiber (ALE/N.28) - Pere RIBA (ESP)
Sergiy Stakhovsky (UCR) - Denis Istomin (UZB)
Marinko Matosevic (AUS) - Dustin Brown (ALE)
Andrey Golubev (CAZ) - Andy Murray (GBR/N.7)

3ª quarto
Tomas Berdych (RTC/N.6) - Qualifying
Somdev Devvarman (IND) - Aleksandr Nedovyesov (CAZ)
Alejandro Falla (COL) - Benoît Paire (FRA)
Qualifying - Roberto Bautista Agut (ESP/N.27)
Tommy Robredo (ESP) - Qualifying
Albert Montanes (ESP) - Kenny De Schepper (FRA)
Nicolas Mahut (FRA) - Mikhail Kukushkin (CAZ)
Pierre-Hugues Herbert (FRA/W) - John Isner (EUA/N.10)
Mikhail Youzhny (RUS/N.15) - Pablo Carreno Busta (ESP)
Radek Stepanek (RTC) - Facundo Arguello (ARG)
Qualifying - Julien Benneteau (FRA)
Lukasz Kubot (POL) - Ernests Gulbis (LAT/N.18)
Dmitry Tursunov (RUS/N.31) - Qualifying
Filippo Volandri (ITA) - Sam Querrey (EUA)
Qualifying - Qualifying
Lukas Lacko (SVQ) - Roger Federer (SUI/N.4)

4º quarto
Milos Raonic (CAN/N.8) - Nick Kyrgios (AUS/W)
Lukas Rosol (RTC) - Jiri Vesely (RTC)
Michael Russell (EUA) - Alejandro Gonzalez (COL)
Qualifying - Gilles Simon (FRA/N.29)
Alexandr Dolgopolov (UCR/N.20) - Albert Ramos (ESP)
Ivan Dodig (CRO) - Marcel Granollers (ESP)
Robin Haase (HOL) - Nikolay Davydenko (RUS)
Martin Klizan (SVQ) - Kei Nishikori (JAP/N.9)
Jo-Wilfried Tsonga (FRA/N.13) - Edouard Roger-Vasselin (FRA)
David Goffin (BEL) - Jurgen Melzer (AUT)
Jarkko Nieminen (FIN) - Michal Przysiezny (POL)
Victor Estrella (DOM) - Jerzy Janowicz (POL/N.22)
Marin Cilic (CRO/N.25) - Pablo Andujar (ESP)
Qualifying - Tobias Kamke (ALE)
Jérémy Chardy (FRA) - Daniel Gimeno-Traver (ESP)
João Sousa (POR) - Novak Djokovic (SRV/N.2)

-Tabela feminina:

1ª quarto
Serena Williams (EUA/N.1) - Alizé Lim (FRA/w)
Qualifying - Garbine Muguruza (ESP)
Anna Schmiedlova (SVK) - Jie Zheng (CHN)
Belinda Bencic (SUI) - Venus WILLIAMS (USA/N.29)
Roberta Vinci (ITA/N.17) - Pauline Parmentier (FRA/w)
Yaroslava Shvedova (KAZ) - Lauren Davis (USA)
Karin Knapp (ITA) - Mona Barthel (ALE)
Fiona Ferro (FRA/w) - Sabine Lisicki (ALE/N.16)
Dominika Cibulkova (SVK/N.9) - Virginie Razzano (FRA)
Qualifying - Alison Van Uytvanck (BEL) -
Amandine Hesse (FRA/w) - Yvonne Meusburger (AUT)
Monica Puig (PUR) - Samantha Stosur (AUS/N.19)
Kaia Kanepi (EST/N.25) - Monica Niculescu (ROM)
Romina Oprandi (SUI) - Paula Ormaechea (ARG)
Annika Beck (ALE) - Tsvetana Pironkova (BUL)
Qualifying - Maria Sharapova (RUS/N.7)

2º Quarto
Agnieszka Radwanska (POL/N.3) - Shuai Zhang (CHN)
Mathilde Johansson (FRA/w) - Karolina Pliskova (RTC)
Ajla Tomljanovic (CRO) - Francesca Schiavone (ITA)
Christina McHale (EUA) - Elena Vesnina (RUS/N.32)
Alize Cornet (FRA/N.20) - Ashleigh BARTY (AUS/w)
Taylor TOWNSEND (EUA/w) - Vania King (EUA)
Qualifying - Qualifying
Qualifying - Carla Suarez Navarro (ESP/N.14)
Flavia Pennetta (ITA/N.12) - Patricia Mayr-Achleitner (AUT)
Maria Kirilenko (RUS) - Johanna Larsson (SUE)
Qualifying - Julia Goerges (ALE)
Shahar Peer (ISR) - Eugénie Bouchard (CAN/N.18)
Daniela Hantuchova (SVQ/N.31) - Jovana Jaksic (SRV)
Claire Feuerstein (FRA/w) - Olga Govortsova (BLR)
Petra Cetkovska (RTC) - Varvara Lepchenko (EUA)
Katarzyna Piter (POL) - Angelique Kerber (ALE/N.8)

3º quarto
Petra Kvitova (RTC/N.5) - Zarina Diyas (CAZ)
Marina Erakovic (NZL) - Nadiya Kichenok (UKR)
Bojana Jovanovski (SRV) - Camila Giorgi (ITA)
Qualifying - Svetlana Kuznetsova (RUS/N.27)
Lucie Safarova (RTC/N.23) - Mandy Minella (LUX)
Casey Dellacqua (AUS) - Lourdes Dominguez Lino (ESP)
Elina Svitolina (UKR) - Petra Martic (CRO)
Caroline Garcia (FRA) - Ana Ivanovic (SRV/N.11)
Sloane Stephens (EUA/N.15) - Shuai Peng (CHN)
Polona Hercog (SLO) - Jana Cepelova (SVQ)
Iveta Benesova (RTC) - Coco Vandeweghe (EUA)
Shelby Rogers (USA) - Ekaterina Makarova (RUS/N.22)
Klara Koukalova (RTC) - Maria-Teresa Torro-Flor (ESP)
Magdalena Rybarikova (SVK) - Urszula Radwanska (POL)
Qualifying - Barbora Zahlavova Strycova (CZE)
Alisa Kleybanova (RUS) - Simona Halep (ROU/N.4)

4º quarto
Jelena Jankovic (SRV/N.6) - Sharon Fichman (CAN)
Anna Tatishvili (GEO) - Kurumi Nara (JPN)
Teliana Pereira (BRA) - Luksika Kumkhum (THA)
Qualifying - Sorana Cirstea (ROU/N.26)
Kirsten Flipkens (BEL/N.21) - Qualifying
Donna Vekic (CRO) - Julia Glushko (ISR)
Estrella Cabeza Candela (ESP) - Dinah Pfizenmaier (GER)
Madison Keys (USA) - Sara Errani (ITA/N.10)
Caroline Wozniacki (DEN/N.13) - Yanina Wickmayer (BEL)
Silvia Soler-Espinosa (ESP) - Chanelle Scheepers (RSA)
Alexandra Cadantu (ROU) - Qualifying
Kimiko Date-Krumm (JPN) - Anastasia Pavlyuchenkova (RUS/N.24)
Andrea Petkovic (GER/N.28) - Misaki Doi (JPN)
Anna-Lena Friedsam (GER) - Stefanie Voegele (SUI)
Alison Riske (USA) - Mirjana Lucic-Baroni (CRO)
Kristina Mladenovic (FRA) - Li Na (CHN/N.2).