segunda-feira, 30 de junho de 2014

Parem de falar dos choros da Seleção Brasileira!

O grande assunto da semana, logo depois do dramático jogo de Brasil e Chile, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo, foi até que bastante estranho: o choro, no intervalo e logo depois do término da prorrogação, de alguns jogadores do Brasil, principalmente do goleiro Júlio César. Mas os comentários foram negativos: a demonstração de desequilíbrio dos jogadores, de demonstrar que a seleção poderia estar eliminada e o fraco controle de emoções dos jogadores.

Mas, convenhamos: o choro dos jogadores não foi uma demonstração de perda de equilibro, de que o choro poderia ser indícios de eliminação, que ficaria mais feio ainda se a seleção realmente não avançasse de fase, esse choro foi um simples ato de emoção a flor da pele que o ambiente do jogo, onde quase toda a torcida pressionava a equipe brasileira pelo gol da classificação. Parem de reclamar que o choro foi uma vergonha (no caso alheia) para o momento do jogo, porque quem está no campo é um ser humano, movido de sensações, emoções, instintos e vontades.

O choro não foi uma demonstração de desequilíbrio, foi um momento de desabafo, que o estádio não trazia. Se querem realmente trazer um culpado ao choro, que dê aos torcedores, pela pressão, os críticos de plantão, que estão preparados para encher a seleção de xingos e reclamações, e nós imprensa, por mostrar aos jogadores que eles têm a obrigação de ganhar a copa. Se não fosse uma copa que gastou-se tanto para realiza-la, duvido que essa pressão seria a mesma.

Reservas do Brasil fazem treino físico. Titulares vão para piscina

Treino na Granja Comary contou com os goleiros Jéfferson, Victor e Júlio César (da esq. para a dir.) e os jogadores que não começaram a partida contra o Chile

Os jogadores reservas da seleção brasileira treinaram, nesta segunda-feira, no campo da Granja Comary, em Teresópolis. Os atletas fizeram um trabalho físico com bola no gramado.

Já os jogadores titulares nem desceram para o campo do gramado do CT da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Segundo a entidade, eles fizeram um trabalho regenerativo na piscina. Jô e Ramires, que entraram no segundo tempo do jogo de sábado, também foram poupados.

Júlio César é a única exceção. O goleiro que defendeu dois pênaltis nas oitavas de final trabalhou com os dois reservas, Victor e Jefferson, e com o preparador Carlos Pracidelli. Os goleiros sofreram com a neblina que tomou conta do gramado da Granja Comary.

A seleção brasileira voltará a treinar nesta terça-feira. Até o jogo de sexta, em Fortaleza, contra a Colômbia, serão mais três trabalhos. Luiz Felipe Scolari terá que fazer pelo menos uma troca em relação ao time que enfrentou o Chile nas oitavas de final. Luiz Gustavo levou dois cartões amarelos, está suspenso e não poderá jogar.

UOL Esporte

Choro do Brasil em campo extrapola e preocupa, dizem psicólogos


Julio Cesar é encorajado por Luiz Gustavo antes dos pênaltis contra o Chile; goleiro também chorou antes dos pênaltis

Decisão por pênaltis e o Brasil se prepara para os chutes que decidirão sua vida na Copa do Mundo. O goleiro do time e o capitão, peças-chave naquele momento, são flagrados pela TV com os olhos marejados. A seleção passou da primeira grande provação no torneio, é verdade, mas psicólogos ouvidos peloUOL Esporte alertam que o choro antes de um momento decisivo extrapola o que se espera de uma boa preparação, e pode ser um mau sinal para os comandados de Felipão.

As lágrimas de Júlio César e Thiago Silva antes da disputa de pênaltis com o Chile, no último sábado, não foram as primeiras da seleção naquele torneio. Não foram as primeiras, na verdade, nem daquela partida, já que David Luiz também não segurou o choro após marcar o gol do Brasil. Depois de errar seu pênalti, foi Willian que não se aguentou. Neymar e Felipão, por último, puxaram a fila de mais uma porção de "chorões" que apareceram depois que a vaga foi garantida.

"Não é uma reação de alta performance. Mostra que o time está dando atenção demais para o ambiente e merece um cuidado por parte da comissão técnica", explica Suzy Fleury, psicóloga esportiva.

"Você tem três zonas na alta performance. Você pode estar desligado, ligado ou pode passar do ponto. A Holanda, por exemplo, entrou desligada contra o México. O Brasil passou do ponto. Quando o time começa a chorar é porque ele perdeu um pouco do controle", diz o psiquiatra Roberto Shinyashiki.

Além de Suzy Fleury e Roberto Shinyashiki, a reportagem também conversou com um outro profissional da área, com larga experiência em psicologia esportiva, que preferiu não se identificar. Todos são unânimes em dizer que o choro é um sinal de desequilíbrio emocional antes de um momento decisivo.

"Não sei se [o choro] chega a atrapalhar, mas é uma coisa que está bem intensa mesmo. Para mim, é tranquilo. E acredito que para todos também. Mas temos que conversar e não deixar isso influenciar. Só não acredito que emoção possa ser uma coisa ruim. É algo normal, por jogar em casa e pela demonstração no hino", disse Willian.

Na visão dos especialistas, porém, o excesso de emoção pode, sim, atrapalhar. Shinyashiki, por exemplo, compara o momento atual com o que ocorreu com a seleção brasileira há quatro anos, sob o comando de Dunga. "A gente viu isso contra a Holanda. Depois do primeiro tempo, ele disse alguma coisa para os jogadores no vestiário que eles voltaram daquele jeito e espanaram", disse o psiquiatra.

A pressão em 2014 não vem só do banco de reservas. A Copa em casa, a perspectiva de um novo Maracanazo e o favoritismo imposto pela comissão técnica pesam. "O hino está sendo um fator de desconcentração. Se você fica prestando atenção no hino, é porque você está sendo afetado demais pelo ambiente", diz Suzy Fleury. Os jogadores não encaram dessa forma.

"As emoções estão cada vez mais fortes. O choro reflete isso. Mas acredito que estaremos mais preparados para essas situações depois de um jogo como esse [contra o Chile]. As coisas serão naturais", disse Fernandinho, após a partida contra o Chile.

Para os psicólogos, a fala dos jogadores é um mau sinal. "A negação de um problema é o principal sintoma de uma patologia. Saber qual é o problema é o primeiro passo para poder resolvê-lo", diz o profissional ouvido pela reportagem que não quis se identificar.

Felipão acompanha os pupilos e não tem se alongado quando é questionado sobre os problemas do time, mas tem reagido às circunstâncias. No início do trabalho, ele e o coordenador-técnico Carlos Alberto Parreira esbanjaram otimismo e chegaram a falar em "uma mão na taça". Nos últimos dias, têm batido na tecla de que uma eliminação não seria o fim do mundo.

"Acho que isso começou como uma estratégia bem intencionada de passar confiança, mas não é muito inteligente. O Felipão não pode garantir o título, como ele chegou a fazer. Não depende só dos jogadores. E não adianta mudar agora, no meio do caminho, porque o jogador percebe que não se sustenta", disse Suzy Fleury. 

A solução, explicam todos, passam por um trabalho intenso com o auxílio psicológos especializados. Na seleção, quem faz, ou deveria fazer, esse papel é Regina Brandão. Profissional de confiança de Felipão, ela foi chamada no início da preparação para traçar o perfil de cada um dos convocados. Depois disso, até onde se sabe, não voltou a ter contato com o elenco. 

A reportagem procurou a psicóloga da seleção no último domingo, para que ela opinasse sobre o choro da seleção brasileira em campo e a opinião de seus colegas da área. "Eu não posso dar entrevistas. É um pedido da comissão técnica da seleção", disse ela.

UOL Esporte

Pesquisão UOL Copa: para imprensa estrangeira, Brasil fez a melhor Copa

O Maracanã será o palco da final da melhor Copa já vista por 38,5% dos jornalistas entrevistados

O Maracanã será o palco da final da melhor Copa já vista por 38,5% dos jornalistas entrevistados

Os jornalistas estrangeiros estão gostando da Copa do Mundo do Brasil. Um pesquisa feita pelo UOL Esporte com 117 profissionais constatou com o Mundial deste ano é o melhor já visto pela maioria deles.

O levantamento ouviu jornalistas na primeira fase e concluiu que 38,5% dos entrevistados consideram o Mundial brasileiro como o melhor já visto. A Copa do Mundo de 2006, que foi realizada na Alemanha, aparece na segunda posição da pesquisa, com 19,7% das respostas. Vale destacar que 16,2% dos jornalistas disseram estar cobrindo sua primeira competição.

O torneio organizado na África do Sul, em 2010, fica em terceiro lugar na lista, com 5,1%. Já o palco do tetracampeonato brasileiro em 1994, nos EUA, foi o quarto melhor mundial na opinião dos profissionais.

Aparecem na sequência Itália-1990 (3,4%), França-1998 (3,4%), Japão e Coreia-2002 (3,4%), México-1986 (1,7%), México-1970 (1,7%) e Alemanha-1974 (0,9%). Entre os entrevistados, 1,7% não respondeu a pesquisa.

Qual a melhor Copa já vista pelos jornalistas estrangeiros

Qual a melhor Copa já vista pelos jornalistas estrangeiros

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1º - Brasil 2014: 38,5%

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2º - Alemanha 2006: 19,7%

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3º - África do Sul 2010: 5,1%

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4º - Estados Unidos 1994: 4,3%

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5º - Itália 1990: 3,4%

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5º - França 1998: 3,4%

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5º - Japão/Coreia 2002: 3,4%

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8º - México 1986: 1,7%

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8º - México 1970: 1,7%

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10º - Alemanha


Veja quem votou:

Inglaterra

Martin Fischer – HBS

Jeff Powell - "Daily Mail"

Peter Staunton - Goal.com

Ben Hayward – Goal.com

Gideon Long – Reuters

Johnatan Mark Lewis - Freelancer - Perform Group

Estados Unidos

Andrew Das - New York Times

Luis Sanches - jornal "El Nuevo Herald"

Richard Adams - Sports Ilustrated (EUA)

Frank Chavez, Revista Centro Deportivo, da Califórnia

Eduard Caiuch - Hoy

Argentina

Emilio Jozami - El Liberal

Carlos Luna – Canal 7

Jeremias Prevosti - La Nacion

Juan Pablo Ferrari – Jornal Hoy

Daniel Ruiz - Repórter freelancer

Sergio Lewinski - Vanguarda

França

Julien Richard – Radio RMC Sport

Johan Maurice – Agência France Presse TV

Thomas Goubin – Sofoot

Lionel Dangoumau - L'Equipe

Alemanha

Christian Ralf Hermentin - Infronts Sport & Media

Holger Schelenz - rádio Baden-Wurttemberg

Raphael Honigstein -Suddeustch Zeitung

Ulrike Weinrich – SID

Maximiliam Haupt - Agência Deutsche Presse

Fabian Henning - ARD/ZDF

Erik Roos - Sport Information Dienst

Elmar Dreher - German Press Agency (DPA)

Christian Ralf Hermentin - Infronts Sport & Media

Suécia

Markus Johannesson – SVT

México

Javier Rojas – Televisa

Marco Antonio Menendez -TV Azteca

Miguel Pardo – Televisa

Enrique Beas - MVS Television

Carlos Herrera - El Economist

Maria Pilar Suárez - Goal.com

China

Lui Ning - Xinhua – Agência de Notícias

Yan Zhao - Xinhua – Agência de Notícias

Xinlu Huang – CCTV

Itália

Jonne Roriz - Foto Arena

Enrico Sisti - La Republica

Gabrielle Marcotti - Corriere Della Sera

Chile

Matías Parker - Jornal La Tercera

Diego Saez - Radio ADN

Victor Cruces - Rádio ADN

Patricio La Barra – Radio Cooperativa

Espanha

Daniel Garcia -Deustche Press

Juan Jose Huerta Conde-Salazar - Agência EFE

German Aranda - diário "El Mundo" e AFP

Juan Bautista Martinez - Jornal La Vanguardia

Alice Lopez -Produtora da SNTV

Pablo San Roman - France Presse

Uruguai

Emilio Villar - Fotógrafo EFE

Juan Gari - El País

Francisco Escordo - Fotógrafo

Grécia

Vassiliki Papahonopoulou - Efimerida ton syntaktan

Costa Rica

Sandoval Pacheco – Rádio Columbia

Cristian Sandoval - Rádio Monumental

Josué Quesada - Rádio Columbia

Guatemala

Carlos Enrique Sagui - Rádio Red Deportiva Guatemala

Costa do Marfim

Oulivier Moussa - National Television

Japão

Hiroshi Hayano - NHK

Daisuke Kono - Diretor da Tokyo TV

Mitsuru Honda - Produtor da TV Asahi

Takashi Yanagisawa - Repórter da Nippon TV

Brasilina Jukio - Coordenadora da TBS TV

Shichino Yoshiaki - Kyodo News

India

Talan Namaskar - jornalista-documentarista independente

Shubfra Mukherjee - Gassashakti

Saumyajit Basu - The Times

Argélia

Temam Kamel - Rádio Algeria

Abdelghani Laieb - Radio Algeria

Mohamed Belarbi - Jornal El Liberté

Nigéria

Coli Udoh - Supersport International TV

Biakpo Timi Edkagboro - Agência Osmi

Escócia

Kieran Canning - France Presse

Matthews Lewis - Getty Images

Andrew Donne - Reuters

Peru

Moises Avila – AFP

Juan Palacios - Peru ATV

Colômbia

Enrique Delgado -Terra (Colômbia)

José Luís Alarcón, RCN Radio (Colômbia)

Juan Pablo Barrientos Hoyos, Apresentador da RCN Radio (Colômbia)

Liliana Salazar, Apresentadora da Win Sports (Colômbia)

Cesar Polonia – El País

Juan Pablo Coronado - Win Sports (Colômbia)

David Sanches - Cinegrafista - Directv/Colômbia

Sara Castro – Radio Caracol

Polônia

Pavel Wilkowicz, polonês - Gazeta Wyborcza

Pawel Kapusta, revista polonesa "Pilka Nozna"

Croácia

Kromac Prnic – TV Kapital Network

Bósnia

Ahmed Radzic - Jornalista independente

Portugal

Manuel Rodrigues – Freelancer

Gustavo Bom - O Jogo

El Salvador

Carlos Lopez Vides – El Diário de Hoy

Suíça

Laurent Ducret – Sportinfrmation

Honduras

Julio Nuñez - Rádio HRN

Jose Luis Barralaga - Diario La pPrensa

Qatar

Ismael Sanchez Cruz - Bein sports

Bassel Tabbal - Bein Sports

Irã

Kaveh Meskat– BBC

Camarões

Simon Lyonga - Cameroon Radio Television

Coreia do Sul

Kim Hyunchul - SBS/MBC

Kim Chong - Ulsam TV

Gana

Michael Oti Adje - All Sports

Egito

Ahmed Zahran - Deursche Presse-Agentur

Holanda

Edwin Cornelissen - Rádio NOS

Turquia

Erdogan Arikan - EBU/TRT

Senegal

Babacar Dit Khalifan Ndiaye - Le Soleil

Bangladesh

Ehson Mohammed - Ekattor TV

Vietnã

Viet Minha Nguyen – Jornal Bond Da

Áustria

Tobias Wimpissinger - Sport Magazin

Indonesia

Latif Syahlevi, Digital Media Asia

Panamá

Juan Eduardo Zamorano – AP

UOL Esporte

Técnico da Suíça diz que sabe como parar Messi e pede apoio dos brasileiros

Técnico da Suíça Ottmar Hitzfeld mostra familiaridade com a bola em treinamento da equipe no Itaquerão

Técnico da Suíça Ottmar Hitzfeld mostra familiaridade com a bola em treinamento da equipe no Itaquerão

Técnico da Suíça, o alemão Ottmar Hitzfeld não se mostrou merecedor da fama suíça de pontualidade. Chegou 15 minutos atrasado à entrevista coletiva. Falou frases curtas e não se alongou nas respostas, mas foi direto quando necessário. "Eu sei como parar Messi. Vou mostrar na hora da partida".

Em seguida, explicou que a missão é dura. "Todos que enfrentam Messi têm problemas. Eu confio em minha defesa e no meu time. Estamos muito concentrados e vamos mostrar como parar Messi. Vejam amanhã".

"Se eu vou me aposentar depois do jogo? Não, eu me vejo nas quartas de final. Não vamos parar por aqui. A vitória contra Honduras nos libertou. Já não pensamos nos cinco gols que sofremos contra a França. Melhoramos muito e podemos vencer a Argentina", afirmou, mostrando confiança na classificação.

Mas em nenhum momento Hitzfeld ironizou ou subestimou a Argentina. "Seja com Aguero ou Lavezzi, eles têm um grande time. Há muitos jogadores bons que se superam quando têm problemas pela frente. Agora é nossa vez de desafiá-los e estou feliz".

Hittzfeld praticamente fez um pedido à torcida brasileira. "Quero que estejam do nosso lado. Seria muito bom".

Gokhan Inler, meio-campisa, também mostrou-se animado com o apoio da torcida, mas ressaltou que isso é importante até certo ponto. "O torcedor não entra em campo, não organiza o time. São os jogadores que decidem uma partida".

Mais confiável é apostar em Shaqiri, o mais habilidoso suíço. "Ele é ótimo. Nós fazemos de tudo para que ele tenha liberdade de criação. É um jogador surpreendente", disse Inler.

Hitzfeld não quis responder se o seu baixinho é melhor que o baixinho da Argentina. "São dois jogadores muito bons. Isso comprova que tamanho não é tão importante no futebol", afirmou.

UOL Esporte

Andy Murray diz sentir menos pressão pelo bi do que por primeiro título

Andy Murray está atrás do bicampeonato

Andy Murray está atrás do bicampeonato

Campeão de Wimbledon na temporada passada, o britânico Andy Murray está em boa campanha pelo bicampeonato em Londres. E diz sentir agora muito menos pressão do que quando lutava para encerrar um longo jejum sem título de tenistas da casa no torneio mais tradicional do calendário profissional.

Murray conquistou Wimbledon na temporada passada, quebrando um jejum de 77 anos sem títulos de tenistas britânicos nas tradicionais quadras do All England Club. O último triunfo local no torneio tinha sido de Fred Perry em 1936. Em 1938 Bunny Austin ainda foi vice-campeão na última final com um tenista da casa antes da ascensão do escocês de Dunblane.

"Depois de ganhar no ano passado, a pressão de querer vencer finalmente foi liberada. Trabalhei muito para chegar a uma posição em que pudesse ser campeão. Obviamente, ainda sinto a pressão e o nervosismo este ano, mas são completamente diferentes. Gosto de ter ansiedade e consigo usá-la de forma positiva", afirmou Murray.

Na tarde desta segunda-feira, o tenista britânico alcançou as quartas de final de Wimbledon, ao derrotar o sul-africano Kevin Anderson por 3 sets a 0, com parciais de 6/4, 6/3 e 7/6 (8-6). O jogo entre eles foi interrompido por causa da chuva, mas retomado depois que o teto retrátil da Quadra Central do All England Club foi acionado.

"Quando estávamos ao ar livre, joguei muito bem. Depois que o teto fechou, ele começou a servir e acertar melhor a bola. Comecei a deixar a bola mais curta e corri um pouco mais no fim. Obviamente é bom passar em sets diretos. Agora posso descansar e ficar pronto para as quartas de final", avaliou o tenista local.

Nas quartas de final, Andy Murray enfrentará o búlgaro Grigor Dimitrov, que passou nesta segunda-feira pelo argentino Leonardo Mayer.

ESPN

domingo, 29 de junho de 2014

Sob forte calor, Holanda sua, faz dois após 40 min do 2º T e elimina México


Jogadores da Holanda posam para foto antes de partida contra o México, na Arena Castelão

Que sufoco! A Holanda suou (literalmente) muito, mas conseguiu passar por cima do México com um gol de pênalti nos acréscimos do segundo tempo. Com o placar de 2 a 1, o time europeu avança às quartas de final da Copa do Mundo e mantém viva a chance de buscar seu primeiro título Mundial. Já os mexicanos seguem eliminados nas oitavas de final como tem sido nas últimas edições.

O jogo foi disputado no Castelão, com um calor de 32ºC, com duas paradas técnicas e dois tempos completamente distintos. No primeiro, o México buscou o gol a todo momento e viu uma Holanda esperar pelos erros. Na etapa final, com o gol logo aos três minutos, os mexicanos recuaram e foram pressionados o tempo inteiro. Ochoa voltou a aparecer, mas não suportou a pressão e foi vazado duas vezes em cinco minutos. Os holandeses, agora, pegam Costa Rica ou Grécia, no próximo sábado, em Salvador, às 17h. 

Fases do jogo: México e Holanda vieram com propostas diferentes para o primeiro tempo. Enquanto a equipe de Van Gaal trocava passes e aguardava um deslize adversário, os mexicanos pegavam a bola e eram incisivos, com um jogo muito mais verticalizado. Não à toa, tiveram boas chances de abrir o placar nos primeiros 45 minutos. Pararam em Cillessen em todas elas. Os holandeses aproveitaram uma falha da zaga mexicana e reclamaram bastante de um pênalti não marcado em cima de Robben.

A busca pelo gol no primeiro tempo foi premiada no início da segunda etapa, com um gol de Giovani dos Santos logo aos 3 minutos. Imediatamente após ficar atrás no placar, os holandeses aceleram o ritmo e passaram a espremer os mexicanos no campo de defesa. Herrera até reforçou o sistema defensivo com Aquino no lugar do autor do gol. A tática deu certo até os 44, quando Sneijder furou a barreira e empatou o placar. Para piorar, com gol de pênalti nos acréscimos, o time da Europa garantiu a vaga.

O melhor: Ochoa. Fez dois milagres e conseguiu segurar os holandeses até os 44 minutos do 2º tempo. O problema é que todo milagre tem limite. O recuo excessivo dos mexicanos acabou punido com dois gols dos holandeses. 

O pior: Herrera.
O treinador preferiu abdicar da estratégia que deu certo nos 50 primeiros minutos de jogo. Depois de abrir o placar, colocou seu time todo atrás e viu a Holanda virar o jogo com dois gols perto do apito final. 

Chave do jogo: A melhor defesa é o ataque. A Holanda optou por trabalhar mais a bola e tentar atacar só na certeza ou no erro mexicano. Quando percebeu que precisaria mudar de estratégia, conseguiu pressionar os mexicanos e marcaram dois gols em cinco minutos. 

Toque dos técnicos: Miguel Herrera manteve seu time com uma pegada ofensiva. O México teve menos a posse de bola, mas criou as melhores chances do jogo. Já Van Gaal orientou seus jogadores a trocarem muitos passes até achar a brecha para finalizar só na hora certa. Com o placar adverso, o mexicano se defendeu, trouxe muito o time adversário para cima. Van Gaal, por sua vez, apostou em Huntelaar, que marcou o gol de pênalti.  

Para lembrar:
Reclamação de pênalti.
Robben e seus companheiros reclamaram bastante de um pênalti não marcado pelo português Pedro Proença. O atacante holandês aproveitou bobeada da zaga adversária e a televisão mostrou que foi tocado por duas vezes e por dois jogadores diferentes antes de cair. Depois, em outro lance, forçou o contato. De tanto insistir, conseguiu o pênalti na terceira tentativa.

Parada técnica.
Desta vez, não teve opção para o árbitro analisar a situação. Agora é obrigação que o jogo seja parado perto dos 30 minutos de cada tempo para que os jogadores se hidratem. São três minutos, e os treinadores aproveitam para passar as ordens e tentar mudar o jogo.

O figura da Copa. Miguel Herrera, técnico do México, tem uma boa chance de ser eleito o figurão da Copa. Ele não esconde suas emoções dentro de campo, dá muito trabalho para o 4º árbitro saindo da área técnica e já tinha avisado que seria assim até o fim!

UOL Esporte

Neymar x James: Brasileiro desarma mais, mas vê colombiano mais decisivo

Os dois são jovens e foram contratados a peso de ouro por seus clubes. Na Copa, vestem camisas amarelas e carregam o número dez nas costas. Juntos, valem mais de 100 milhões de euros.

Apesar do primeiro ser um meia, e o segundo um atacante, James e Rodríguez e Neymar tem números bastante parecidos no Mundial. Por um lado, o brasileiro se movimenta mais e aparece mais para o jogo; o colombiano é mais decisivo, mostram os números da Fifa.

O craque brasileiro, em quatro jogos, já correu praticamente uma maratona na Copa do Mundo: 40,8km. A velocidade máxima atingida foi alta, de 31,8km/h. James se movimentou menos – 36km – e também é mais lento, atingindo no máximo 30,9km/h.

Neymar também ajuda mais na marcação do que o rival colombiano, e recuperou 15 bolas nos quatro jogos do Mundial até agora. Rodriguez contribui bem menos, com apenas sete bolas recuperadas.

Se o atacante é mais participativo, o meia aproveita melhor as chances quando tem a bola nos pés. Ambos deram os mesmos 15 chutes a gol, mas Neymar marcou quatro vezes, uma a menos do que James. O colombiano também acertou mais passes – 130, contra 113 do brasileiro.

Na corrida pelo posto de melhor jogador da Copa, mais do que o gol a mais, pesa em favor de Rodriguez o fato de ter sido decisivo na primeira partida do mata-mata: enquanto os quatro gols de Neymar vieram na primeira fase, seu rival decidiu a partida das oitavas de final da Colômbia diante do Uruguai com dois gols – um deles espetacular. Além dos gols, o maestro colombiano também deu duas assistências na competição, algo que o brasileiro não fez.

Os lances decisivos pesam em favor de James: no site da Fifa, o meia atualmente ocupa o posto de grande jogador da Copa do Mundo, com uma nota média 9,79. Neymar está bem – tem média 9,52 – mas não está, por enquanto, nem na seleção do campeonato, que tem o ataque formado por Robben e Benzema.

Uma atuação de gala com gols decisivos diante da Colômbia na próxima sexta-feira, no Castelão, pode ser duplamente importante para Neymar. Além de classificar o Brasil para as semifinais, o atacante terá a chance de eliminar um concorrente de peso na busca pelo posto de grande nome da Copa de 2014.

UOL Esporte

Fifa evita rebater Felipão sobre arbitragem e atribui críticas à emoção


Júlio César defende cobrança de pênalti do Chile pelas oitavas de final da Copa, no Mineirão

As críticas do técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, e do coordenador técnico, Carlos Alberto Parreira, à arbitragem do jogo com o Chile não geraram reação da Fifa. A entidade preferiu evitar um confronto e não comentou seu desabafo, mas reafirmou a confiança nos seus juízes.

Logo após o jogo, o treinador insinuou um complô contra o Brasil, e reclamou muito da anulação do gol marcado por Hulk. O lance foi invalidado pelo juiz Howard Webb porque o atacante brasileiro dominou a bola com o braço antes de tocar para o gol. Scolari não identificou de onde viria a conspiração contra a seleção.

"Não vamos comentar declarações após os jogos que são feitas ainda com a emoção do jogo. Confiamos nos árbitros. Não vamos comentar essas afirmações emocionais", afirmou a porta-voz da Fifa, Delia Fischer.

Desde o início da Copa, a arbitragem dos jogos do Brasil tem sido uma questão. No primeiro jogo, o árbitro japonês Yiuchi Nishimura apitou pênalti inexistente sobre Fred, que foi classificado pelo presidente da federação internacional, Joseph Blatter, como decisão correta. Mas rivais reclamaram, o que gerou reação dos brasileiros.

UOL Esporte

Presidente do Atlético de Madrid diz que Diego Costa "ainda" não é do Chelsea

O presidente do Atlético de Madrid, Enrique Cerezo garantiu em entrevista a uma emissora de televisão romena que o atacante brasileiro naturalizado espanhol Diego Costa, não foi negociado com o Chelsea.

"Dizem que Diego Costa vai embora, mas ainda não foi", garantiu o dirigente à "Digisport".

Cerezo não deu detalhes sobre a negociação entre o clube espanhol e o inglês. Sem dizer sobre quem se referia, o presidente deu um recado, que pode se enquadrar ao jogador que disputou a Copa do Mundo:

"Se quiserem ir embora e nós recebermos o dinheiro que nos corresponde, não temos nenhum problema (em negociar). Dói, mas não temos problema com isso", garantiu Cerezo.
Sobre o goleiro belga Thibaut Courtois, o presidente do Atlético admitiu que há tentativa do Atlético de mantê-lo para a próxima temporada, apesar da dificuldade.

"É normal que ele se vá, embora estejamos trabalhando para isso não acontecer. Não é um jogador nosso, está emprestado pelo Chelsea, que nos cedeu por três anos. Imagino que o Chelsea que se beneficiar do trabalho de um bom goleiro", disse.

UOL Esporte

sábado, 28 de junho de 2014

Felipão pede seleção mais agressiva: "precisamos voltar ao meu estilo"

Emocionados, Felipão e Neymar se abraçam após a vitória dramática, nos pênaltis, da seleção contra o Chile, avançando às quartas de final

Felipão ficou aliviado com a vaga nas quartas de final da Copa, após a suada vitória sobre o Chile nos pênaltis, mas não está muito satisfeito com o desempenho e comportamento dos jogadores antes e durante as partidas do Mundial. Para o técnico, os brasileiros precisam deixar a cordialidade um pouco de lado e retomar a agressividade.

"Hoje discutimos no vestiário que estamos sendo muito cordiais, educados com as equipes adversárias. Temos que mudar nosso discurso. Não precisamos ser apedrejados todos os dias pelos técnicos e jogadores. Precisamos voltar ao meu estilo. Não sei se conhece, é um pouco agressivo", disse o técnico em entrevista coletiva.

O técnico é conhecido por abraçar e proteger os jogadores de sua seleção, fato criado em 2002, com a família Scolari. Mas com os rivais, o comportamento de Felipão é um pouco diferente, e ele quer agora uma mudança de comportamento dos jogadores. "Não estou conseguindo aguentar mais a educação. Foi uma atmosfera tensa. Era uma guerra e depois participamos de tudo. Se errou, terminamos o assunto", comentou.

Nesta Copa do Mundo, Felipão já fez alertas sobre a atuação dos árbitros em partidas do Brasil e também criticas ao técnico da Holanda, Louis Van Gaal, chamando de forma indireta o treinador de "burro ou mal-intencionado".

UOL Esporte

Técnico da Grécia vê Costa Rica parecida com campeã europeia de 2004

O técnico da Grécia, o português Fernando Santos, afirmou neste sábado que Costa Rica, adversária de sua seleção amanhã nas oitavas de final da Copa do Mundo, lhe lembra a surpreendente Grécia de 2004, quando se sagrou campeã da Eurocopa.

"A Costa Rica me lembra a Grécia em 2004, uma seleção que chega com poucas fases finais (...) É uma das razões para que tentemos ter especial atenção", disse Santos em entrevista coletiva na Arena Pernambuco, palco do duelo.

"Temos que estar atentos ao contra-ataque da Costa Rica", analisou Santos.

O técnico elogiou os costarriquenhos por seu funcionamento "como equipe" e previu uma partida "muito disputada", entre dois oponentes que se sentem "melhor" no contra-ataque.

Sobre Karnezis, goleiro titular da Grécia, Santos disse que ele ainda sente dores nas costas, e só deve jogar se estiver recuperado.
"Ele treinou hoje. Não apresentou dores significativas (...) Só irá a campo se o departamento médico me garantir que está 100%", acrescentou.

"Temos que ser tão bons ou melhores para poder superar um adversário de uma grande força", acrescentou o português.

UOL Esporte

Forlán e Lugano lamentam punição a Suárez, mas evitam usá-la como desculpa


Uruguaio Diego Forlán se joga para arriscar chute durante jogo contra a Colômbia

Dois líderes da seleção uruguaia lamentaram a ausência de Luis Suárez na partida que eliminou a celeste da Copa do Mundo de 2014. Diego Lugano e Diego Forlán criticaram a punição excessiva ao atacante. Para ambos, ele fez falta no jogo contra a Colômbia, no qual o Uruguai perdeu 2 a 0.

"Jogamos contra um time que joga bem, mas a pena (a Suárez) foi excessiva, não tem porque ficar tanto tempo sem jogar. Eles abriram o placar com um golaço. Tentamos, mas ficou difícil. Hoje jogamos contra um time que foi muito bem", afirmou Forlán em entrevista após a partida.

"Suarez é um dos melhores de nosso time. Tem potência, virilidade. Claro que nos fez falta. Mas não podemos usar isso como um desculpa. Não conseguimos substituí-lo e fomos derrotados", complementou Lugano.

Ao SporTV, Lugano chegou a dizer que a falta de Suárez pode ser comparada a falta de Neymar para a seleção brasileira. "Pesou no futebolístico. Psicologicamente foi até bom para nós, motivação extra. Hoje fez falta. Há anos é nosso melhor jogador. É muito mais do que se faltasse Neymar para o Brasil ou Messi para a Argentina."

Luis Suárez foi suspenso pela Fifa por nove jogos e está proibido de participar de qualquer atividade relacionada ao futebol por quatro meses após morder o zagueiro Chiellini no jogo contra a Itália, em Natal.

Para Lugano, a pena é um atropelo. "A punição é um atropelo dos Direitos Humanos. Você proibir um trabalhador de ficar em um hotel em quem estão mais de cem pessoas, a um estádio em que estão mais de 60 mil pessoas, a treinar por quatro meses é um exagero. Qualquer pessoa que tem o mínimo de humanidade pensa assim. Quem não pensa tem que repensar seus conceitos. É uma barbaridade." 

Forlán e Lugano já tiveram passagens pelo futebol brasileiro. Perguntado se irá torcer para o Brasil, Forlán disse ainda não ter escolhido uma seleção, mas lembrou de sua relação com o país: "Vamos ver. Vou torcer mais por um bom futebol. Tenho muito carinho pelos brasileiros, mais do que pelos colombianos. Meu pai jogou aqui, tenho muitos amigos. Vou torcer pelo bom futebol."

UOL Esporte

Júlio César chora depois do jogo e cita pressão de jogar a Copa em casa

Julio Cesar é encorajado por Luiz Gustavo antes dos pênaltis contra o Chile; goleiro chorou durante o intervalo

Herói da classificação do Brasil contra o Chile, o goleiro Júlio César se emocionou ao dar entrevista depois do jogo. Chorando durante a entrevista, como havia feito antes de começo da disputa por pênaltis, o jogador citou a pressão que a seleção brasileira tem sofrido por atuar dentro de casa.

"Olha, esperávamos (essa dificuldade) apesar do primeiro tempo ter sido bem jogado por nós, criamos oportunidades, depois do gol do empate, o Chile se encontrou e dificultou nosso jogo. Mas que agradecer o público que compareceu, meus companheiros, que acreditamos sempre. É complicado psicologicamente e emocionalmente falar, mas para a gente nos representar é uma pressão forte, mas deu tudo certo no final", disse o goleiro em entrevista à Globo.

O goleiro ainda lembrou a entrevista que deu há quatro anos, quando o Brasil foi eliminado pela Holanda nas quartas de final da Copa de 2010.

"Quatro anos atrás eu dei uma entrevista muito triste, chateado. Estou repetindo com você, mas com felicidade. Só Deus e minha família sabem o que eu passei e passo até hoje. Mas eu sei que minha história não acabou. Meus companheiros estão dando força para chegar em campo e dar meu melhor. Faltam três degraus. Espero dar uma entrevista com você, com muita felicidade e o Brasil em uma grande festa. É o meu sonho", completou.

Depois do jogo, o goleiro do Brasil foi eleito o melhor jogador da partida em votação realizada no site da Fifa e comemorou em entrevista à Globo: "Tem que ir até o Maracanã e tenho que beijar aquele troféu. Está chegando, está chegando".

Depois, disse esperar que Galvão Bueno não precise mais gritar o bordão 'vai que é tua, Júlio César': "Seria melhor sem pênaltis, né! Senão minha mãe, minha vó... Minha família toda... Vão todos sofrer do coração".

UOL Esporte

Federer vence com tranquilidade e avança às oitavas de final em Wimbledon

Jogador de futebol inglês David Beckham marca presença em Wimbledon

Roger Federer não deu chance à zebra na tarde desta sábado e venceu com facilidade por 3 a 0 o colombiano Santiago Giraldo com parciais de 6/3, 6/1 e 6/3. Com o resultado, o suíço avança ás oitavas de final e aguardo o vencedor da partida entre Jerzy Janowicz e Tommy Robredo para saber o seu próximo adversário em Londres.

Quarto melhor tenista do mundo, Federer mostrou todo seu potencial desde o início do confronto. Com jogadas de efeitos e pouquíssimos erros, o suíço sequer deu chance de Giraldo sonhar em conquistar uma vitória e avançar às oitavas de final.

Logo no primeiro set, Federer utilizou o saque como uma de suas principais armas para se manter na frente do placar. E foi justamente com essa ferramenta que o suíço conseguiu fechar a primeira parcial. Girardo tentou devolver, mas ele subiu à rede e matou a jogada.

Totalmente soberano no segundo set, Federer deixou evidente toda a diferença entre os dois atletas. Girardo sentiu o momento negativo e passou a cometer erros consecutivos que influenciaram na derrota. E foi dessa forma que o suíço fechou a segunda parcial.

O terceiro set foi mera formalidade. Girardo não demonstrava força para tentar uma virada. Assim era questão de tempo para o suíço conseguir finalizar o duelo. Após mais um 6/3, ele matou o confronto e avançou às oitavas de final em Wimbledon.

UOL Esporte

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Djokovic leva susto com queda, mas avança para as oitavas em Wimbledon

O sérvio sentiu uma dor no ombro esquerdo após queda durante partida em Wimbledon

O sérvio Novak Djokovic deu mais um passo em busca do seu segundo título em Wimbledon. Em mais uma partida equilibrada, o sérvio conseguiu superar o francês Gilles Simon por 3 sets a 0, com parciais de 6-4, 6-2 e 6-4. Só que o vice-campeão do torneio em 2013 levou um susto quando caiu e teve que recorrer ao atendimento médico por causa de uma dor no ombro esquerdo.

Com a vitória, o tenista avança para as oitavas de final e enfrentará o francês Jo-Willfried Tsonga, que derrotou Jimmy Wang por 3 sets a 0.

O primeiro set começou com Djokovic confirmando o saque, só que Simon confirmou o seu serviço e deixou tudo igual. Os tenistas fizeram uma parcial muito equilibrada, até que o sérvio conseguiu pressionar e liderar. Mas o francês voltou a equilibrar e com dificuldade, Novak venceu o set 6-4.

A segunda parcial foi um pouco mais tranquila para Novak Djokovic. O sérvio conseguiu se impor desde o início do set e soube abrir vantagem quando necessário. Novak quebrou o serviço do francês em algumas oportunidades e fechou a parcial em 6-2.

Já o terceiro set foi o mais equilibrado da partida. Simon conseguiu quebrar o serviço de Djokovic e conseguiu abrir 2-0. Mas o sérvio conseguiu se recuperar e assumir a vantagem do game. Só que Novak levou um susto durante a parcial, ele caiu e sentiu uma dor no ombro e por isso a partida teve que ser interrompida para o atendimento médico.

O francês conseguiu encostar no placar e deu trabalho para o sérvio na reta final da parcial. Mas o campeão de Wimbledon em 2011 soube mostrar a tranquilidade para fechar o set em 6-4 e se garantir nas oitavas de final do torneio. 

UOL Esporte

Exame não aponta lesão, mas David Luiz segue em tratamento, diz CBF

David Luiz carrega a bola durante jogo coletivo no treino da seleção brasileira em Teresópolis

David Luiz carrega a bola durante jogo coletivo no treino da seleção brasileira em Teresópolis

Ainda com dores nas costas, David Luiz participou da primeira parte do treino da seleção brasileira desta sexta-feira, o último antes jogo contra o Chile pelas oitavas de final da Copa do Mundo, neste sábado, às 13h, no Mineirão. Após a parte tática, no entanto, ele deixou a atividade para tratar de seu problema no vestiário e foi substituído na atividade recreativa em campo por Anselmo Sbragia, auxiliar de preparação física da equipe.

Depois do treinamento, David Luiz não voltou ao hotel com os demais jogadores da seleção. Ele foi para uma clínica em Belo Horizonte acompanhado do médico Rodrigo Lasmar, onde passou por exame de ressonância.
"David Luiz se queixou de dor na região dorsal após atividade desta manhã. Fez ressonância magnética e nada foi acusado. O atleta segue em tratamento", diz nota divulgada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).  

Segundo a assessoria de imprensa da entidade, a condição do jogador é melhor do que ontem, mas ele ainda não está confirmado para a partida contra os chilenos e a comissão técnica irá esperar até momentos antes do jogo para verificar a situação física do atleta.

David Luiz sofreu uma contratura nas costas no treino da seleção brasileira nesta quinta-feira, na Granja Comary, e teve que deixar o treinamento coletivo. Na entrevista coletiva desta sexta-feira, Luiz Felipe Scolari negou-se a divulgar a escalação da equipe que enfrentará os chilenos. O técnico indicou que problemas físicos podem modificar a equipe titular.

"Não sei o time que vai jogar amanhã. Sempre tem um problema ou outro. Não dá para definir. Não adiante definir antes e depois ter que redefinir. Não é bom para o contato com os jogadores", afirmou o técnico.

Uma mudança, porém, é quase certa na equipe titular. Fernandinho deve começar jogando no lugar que até agora vinha sendo ocupado por Paulinho no meio campo. O jogador do Manchester City entrou no segundo tempo da vitória sobre Camarões e foi testado na função durante o treinamento de sexta-feira, na Granja Comary, em Teresópolis. 

UOL Esporte

Média de gols não mantém ritmo, mas Brasil-14 tem melhor 1ª fase desde 1962


Neymar carregou o time nas costas contra Camarões, balançou as redes duas vezes e já soma quatro gols em sua primeira participação em Mundiais. Com isso, ele superou outros craques do futebol na artilharia em Copas. Veja alguns deles.

O caráter de mata-mata de alguns jogos da última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo teve reflexos na média de gols. As redes balançaram menos nas últimas 16 partidas. A primeira rodada teve média de 3,06 gols por jogo, a melhor desde o Mundial de 1958. Após a segunda rodada, a marca caiu para 2,93 gols por jogo. A tendência de queda se manteve, mas mesmo assim a artilharia pesada de 2014 coloca a Copa do Mundo do Brasil como a melhor primeira fase neste critério desde 1962, quando o torneio foi disputado no Chile.

A média deste Copa é de 2,83 gols por jogo. Na Copa de 1962, quando o Brasil foi bicampeão, saíram 4,33 gols por partida na primeira fase. De lá para cá, a vez em que os torcedores mais gritaram gol em uma fase de grupos foi em 1982, com 2,77.

Outro número que mostra que os atacantes estão mais eficientes é o de chutes a gol. Apesar de ter mais gols, este Mundial tem menos tentativas: Em 2010, foram 28,3tentativas de bater os goleiros por jogo. Em 2014, a média é de 25,8. O líder no quesito é Cristiano Ronaldo, com 23 chutes a gol em três partidas.

A Copa de 2014 é a que tem a menor média de cartões desde 1986, quando foram aplicados 2,8 cartões por jogo. Nesta temporada, o número é de 2,92, considerando os 48 encontros da primeira fase. O pico de punições foi atingido em 2006, na Alemanha, com 5,5 advertências a cada partida.

Por fim, em 2010, a média de passes foi de 353 a cada partida somando os dois times envolvidos. Nesta temporada, o número é de 384, ou seja, uma diferença que chega na casa dos 30.

UOL Esporte

São Paulo entra em acordo com Kaká e envia contrato para fechar negócio

Kaká está muito próximo de ser anunciado como jogador do São Paulo. O clube e o meia entraram em acordo salarial nas últimas horas. A diretoria tricolor enviou uma minuta de contrato para Bosco, o pai do jogador, e aguarda a assinatura para oficializar a contratação.

O jogador será emprestado ao São Paulo por seis meses –até 30 de dezembro. E sua apresentação já está programada para a próxima terça-feira (1).

Kaká acerta hoje seu distrato com o Milan e seu novo vínculo com o Orlando City, dos EUA. Como a equipe norte-americana só inicia a temporada em março de 2015, resolveu emprestá-lo para que ele possa continuar jogando no último semestre de 2014.

O São Paulo, então, fez uma proposta ao Orlando, que foi aceita nas últimas horas.

O São Paulo aguarda agora os documentos oficializando o distrato com o Milan e o acerto com o Orlando. Após essa leva de contratos, restam ainda os documentos acertando o acordo do clube paulista com o time americano e com o jogador.

UOL Esporte

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Alemanha pega Argélia e Bélgica enfrenta EUA nas oitavas

A Alemanha, que venceu os Estados Unidos por 1 a 0 nesta quinta-feira, pegará a Argélia nas oitavas de final da Copa do Mundo, após o empate heróico dos argelinos contra a Rússia, por 1 a 1, na última rodada da fase de grupos do torneio.

Bélgica, que derrotou a Coreia do Sul por 1 a 0, jogará contra os Estados Unidos nas oitavas.

Portugal venceu Gana por 2 a 1 nesta quinta, mas o resultado não foi suficiente para manter os portugueses no Mundial, que voltaram para casa, como ganenses e sul-coreanos.

Com o final da fase de grupos, os confrontos das oitavas serão os seguintes:

Brasil x Chile
Holanda x México
Colômbia x Uruguai
Costa Rica x Grécia
Argentina x Suíça
França x Nigéria
Alemanha x Argélia
Bélgica x Estados Unidos.

UOL Esporte

Uruguai compara agressões de Suárez e Neymar, CBF rebate: ‘É diferente’

A punição a Luis Suárez por mordida – suspenso por nove jogos e banido da Copa- gerou uma discórdia velada entre a Federação Uruguaia e a CBF, que podem se enfrentar no Mundial.

A cúpula do futebol uruguaio compara a sanção ao seu atacante com o fato de Neymar ter levado só um cartão amarelo por cotovelada sobre Mondric, contra a Croácia. Já a confederação brasileira vê os dois lances bem diferentes, e classificou como besteira teorias da conspiração a favor da seleção.

Brasil e Uruguai podem se tornar adversários na quartas-de-final caso passem por Chile e Colômbia. Por isso, o zagueiro Lugano chegou a insinuar um complô da imprensa brasileira para buscar punição a Suárez, e lembrou da falta de Neymar.

O presidente da Federação Uruguaia do Futebol, Wilmar Valdez, afirmou ao blog que houve outras agressões no Mundial que não tiveram punição similar a sofrida por seu atacante.

“Posso lembrar várias jogadas que foram mais violentas'', disse Valdez. Questionado sobre a cotovelada de Neymar, ele deixou claro que esse era um dos lances. “Não só o Neymar. Teve o jogador francês (Sahko) que deu uma cotovelada.'' Em seguida: completou: “Foi uma punição anormal.''

Ao ouvir as comparações entre os lances de Suárez e Neymar, o vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, membro da Fifa, descartou relação entre as jogadas. “São dois lances completamente diferentes'', rebateu.

Ao falar sobre a insinuação de complô, levantada por Lugano, ele foi mais incisivo: “Não vou ficar comentando essas besteiras.''

Chefe da federação uruguai, Valdez teve posição diversa do zagueiro do seu time neste ponto: ele não vê benefícios ao Brasil nas decisões da Fifa. “Não acredito que seja conspiração para favorecer o Brasil. Isso é como se dirigem as coisas na Fifa atualmente'', analisou ele sobre a punição Suárez.

O artigo 48 do código disciplinar da Fifa, no qual foi enquadrado Suárez, fala em agressão por chute, soco ou cotovelada, etc, com pena mínima de dois jogos. A pena máxima é ilimitada.

UOL Esporte

Villeneuve defende Ecclestone e ataca "meninos" no grid da Fórmula 1


Piloto canadense Jacques Villeneuve participa das 500 Milhas de Indianápolis em 2014

O seu currículo diz por si só: o canadense Jacques Villeneuve, 43 anos, forma com o ítalo-americano Mario Andretti e Emerson Fittipaldi o trio dos únicos pilotos da história a serem campeões na F1, na F Indy e vencerem as 500 Milhas de Indianápolis. O máximo no automobilismo.

Mas Jacques traz algo a mais consigo. É filho de Gilles Villeneuve.  Seu pai é ainda hoje um mito, apesar do acidente fatal na classificação do GP da Bélgica de 1982, com Ferrari. Jacques herdou parte daquela gana insaciável de vencer de Gilles.

E fora da pista demonstra o mesmo arrojo. Expressa o que pensa, doa a quem doer. Sua visão de quase tudo é sempre polêmica. Na F1 de hoje, por exemplo, quase nada se salva. E os pilotos são "meninos e não homens". Sua previsão para o futuro é sombria. "Sem Bernie Ecclestone a F1 vai morrer."

Apesar de ter parado de correr na F1 em 2006, depois de 163 GPs, o título de 1997, com Williams-Renault, 11 vitórias e 13 poles, Jacques deixa claro que se lhe chamaram para competir está pronto, seja onde for. "É o que me mantém vivo." No mês passado assumiu todos os riscos ao voltar a disputar as 500 Milhas de Indianápolis, 19 anos depois de tê-la vencido. "Que divertimento!" Acabou em 14.º.

Na Áustria, Jacques conversou durante longo tempo com o UOL Esporte, mais uma conversa que entrevista propriamente. Vai a todas as corridas, por ser comentarista da TV Sky da Itália, além de colaborar com o Canal Plus da França.

UOL - Jacques, você se tornou comentarista de F1 nos últimos dois anos e os telespectadores adoram seu estilo direto e objetivo. Está gostando da experiência?
Jacques Villeneuve (JV) -
É divertido, mas sem dúvida não é como a minha paixão por pilotar. Eu conheço bem o ambiente, as coisas do carro, a F1, portanto é fácil para mim. O que gosto nesse projeto é que tanto na TV italiana quanto na francesa tenho total liberdade. Posso dizer o que penso, basta apenas que os meus comentários sejam claros. Se fosse uma TV muito política, falar só dos franceses, fingir, mentir, não aceitaria o convite.

UOL - Você parece se divertir no paddock.
JV -
Sim, mas se tiver uma opção para pilotar uma temporada inteira, se puder escolher entre estar atrás de um volante ou comentar as corridas certamente vou preferir continuar como piloto. Fiz este ano as 500 Milhas de Indianápolis, participei do Rally Cross, é o que me mantém vivo. Se tiver uma chance nas 24 Horas de Le Mans também vou, mas só se for num carro capaz de me permitir lutar pela vitória. (Villeneuve é comentarista da Sky Itália e do Canal Plus na França.)

UOL - Como foi voltar a correr em Indianápolis 19 anos depois de você vencer a corrida mais famosa do mundo?
JV -
Adorei, que velocidade! Estávamos no limite. Trabalha-se bastante, aqueles carros, o tráfego, os riscos, o coração bate mais forte. Acaba a corrida e você sabe que fez algo especial, isso me agrada muito, realizar uma ação que nem todos conseguiriam. (Este ano Villeneuve aceitou o desafio de, aos 43 anos, voltar a correr em Indianápolis, prova vencida por ele em 1995, quando também foi campeão da Fórmula Indy, pela equipe Green. Largou em 27.º lugar e recebeu a bandeirada em 14.º, pela equipe Schimidt Peterson Motosport.)

UOL - Você se sente ainda um piloto competitivo, em condições de lutar pelas vitórias e disputar títulos?
JV -
Seguramente. A minha vontade de vencer é a mesma de quando eu era menino, com a vantagem de que agora eu tenho experiência. Essa maturidade te ajuda a tomar as decisões certas nos momentos mais difíceis. Quando você é jovem é mais fácil você errar. Os anos a mais te mantêm mais calmo, ajudam entender a hora certa de tomar uma decisão, enquanto no começo você não pensa muito. A experiência, a idade têm papel importante no poder concentração, cresce, as corridas parecem que ficam mais curtas.

UOL - Os carros da F1 de hoje são bastante distintos da Williams-Renault de 1997, quando você foi campeão. Como você acompanha tudo de perto, por estar aqui ainda na F1, qual das competições prefere, a de sua época de sucesso ou a atual?
JV -
Não gosto desse modelo que está aí. Sempre apreciei os aspectos mecânicos da F1. O piloto, a equipe podem dispor dos dados apurados pela telemetria, mas apenas para ver o que fazer, como trabalhar o carro. Para mim isso se faz com uma folha de papel, o engenheiro do lado e muita conversa. O piloto tem de ter olhos para ver como a suspensão está funcionando e saber por qual razão, por exemplo, o carro está saindo de frente. Tem de analisar o movimento da suspensão e ser capaz de associar ao que se passa com o carro. Os pilotos de hoje não aprenderam nada disso. Os mais antigos, como Fernando Alonso, que entendem do funcionamento do carro, conseguem tirar proveito disso.

UOL - Michael Schumacher disse, quando voltou a correr de F1, pela Mercedes, em 2010, que uma dos aspectos que sentia dificuldade era a profunda interação necessária com os vários recursos do carro. Rubens Barrichello comentou sobre isso que a idade é um impedimento quando comparado aos mais jovens.
JV -
Depende de você. Eu sempre gostei bastante de computadores, tenho grande interação, faço programas. O que não gosto na F1 é essa associação excessiva entre as duas coisas, computador e carro, para ajudar o piloto. Os engenheiros de hoje não querem que os pilotos digam como o carro está se comportando, pois os computadores fazem tudo. Não desejam que os pilotos trabalhem como antes. Você não precisa entender o funcionamento do carro para melhorá-lo, é tudo automático. Há sistemas como o hidráulico da Mercedes, responsável pelo controle da altura da frente e traseira, em que os ajustes são contrários à lógica, não intuitivos, você como piloto não pode entender. Eles fazem o acerto e depois te explicam como é.

UOL  - Podemos entender que você seria ainda competitivo mesmo nessa F1 supertecnológica.
JV -
Penso que sim. Mas não posso dizer isso porque vão dizer ah.... Fisicamente esses carros são fáceis de ser pilotados, são mais lentos de quando eu deixei a F1 (no meio da temporada de 2006, GP da Alemanha, quando pilotava para a BMW Sauber), portanto não seria problema. Mas na Europa seria impossível. Se você tem mais de 25 anos já é um velho. Estava em Indianápolis (no mês passado) e as pessoas estavam felizes em me ver assumir os riscos de disputar as 500 Milhas aos 43 anos. Foi tudo bem, fiz tudo certo na corrida e eles te jogam para cima, não para baixo, o ambiente é outro. Aqui na F1 é tudo diferente. Há quem esteja feliz por Sebastian Vettel não ir bem. Ele é o atual tetracampeão do mundo, dizem que ficou lento, é horrível ouvir isso.

UOL - Voltando a atual temporada, você tem sido um crítico das bandeiras levantadas pelo regulamento.
JV -
Sim, apesar de algumas belas corridas, mas não graças ao novo regulamento. O que existe hoje não é a F1. Essa bandeira de preservar o verde, economizar despesas é tudo falso, não funciona. A F1 deve ser extrema, deve ser uma coisa não normal, algo não humana, 1000 cavalos. Lembro do tempo do Senna, em que eu via as provas na TV e dizia a mim mesmo 'Meu Deus, não vou ser capaz de pilotar esses carros'. Quando você chega lá se adapta. Hoje os carros são lentos, sem barulho, ainda que isso seja secundário. E tudo artificial demais, como o DRS (flap móvel para facilitar as ultrapassagens), agora querem introduzir as faíscas, estão tentando se tornar americanos, fazer um show e não privilegiar a competição. Adotaram o DRS e tivemos 50 ultrapassagens numa corrida. Reclamaram que era demais. Quando você começa com esses artificialismos não pode voltar mais atrás, quer dizer que você está morrendo, acabou. Não pode mais fazer corrida de verdade.

UOL - Como seria, então, a sua F1?
JV -
A primeira providência seria proibir toda telemetria. A F1 seria homem, carro, equipe e trabalho. Daria muito mais liberdade, em especial quanto aos motores. Ok, limitar o consumo de combustível é algo interessante, algo bom, então estabeleceria um limite de gasolina, digamos 60 quilos, e diria veja o que você faz com isso. Se for capaz de produzir um motor de 1.400 cavalos, ótimo para você. Essa seria uma competição real, haveria desenvolvimento tecnológico, cada concorrente apresentaria o seu projeto. Hoje é tudo igual, arquitetura fixa (V-6 a 90 graus), onde está o desenvolvimento? E não custa menos, mas igual. Outra medida que tomaria seria reintroduzir a guerra entre fabricantes de pneus, não haveria um fornecedor apenas. (Todos competem com pneus Pirelli desde 2011.)

UOL - Apesar de todas as limitações citadas por você, algum piloto o impressiona?
JV -
E eles podem dizer o que pensam? Parecem meninos e não homens, para quem está de fora é difícil entendê-los e não é por causa da idade. Talvez a culpa seja de suas equipes que não lhes dá liberdade. O que vejo de fora é que os que aprenderam a trabalhar o carro conseguem fazer algo a mais. Depois da primeira corrida disseram que Magnussen era o novo gênio. Depois de duas corridas passou a ficar atrás do companheiro, Jenson Button. É preciso ter mais calma antes da falar. (O dinamarquês Kevin Magnussen, de 21 anos, foi segundo colocado na estreia na F1, pela McLaren, este ano, na abertura do campeonato, na Austrália.)

UOL - Há falhas importantes na formação dos pilotos, pelo que podemos entender pela sua explicação.
JV -
Se hoje um piloto jovem e seu pai vierem falar comigo, perguntando o que fazer, pedir uma orientação, responderei para procurar outra coisa. Hoje, para ser piloto, ou você tem alguns milhões de dólares no banco ou alguém te sustenta por prazer. Não sei como conseguem seguir adiante com a carreira. Outra possibilidade é entrar na família Red Bull porque Helmut Marko gostou de você. Não há outra maneira além dessas. É melhor jogar futebol, as chances serão maiores. Mesmo você sendo veloz, jovem ninguém vai se interessar por você. Querem saber o quanto de dinheiro você pode levar para eles.

UOL - O suíço Fabio Leimer, campeão da GP2 no ano passado, veio a público dizer que mesmo com o título da GP2 e US$ 14 milhões não conseguiu vaga na F1. Houve quem pagou mais.
JV -
No paddock ninguém olha para a GP2, não é importante. Os homens da F1 não olham também para as demais categorias, não têm nenhuma importância. A GP2 não seleciona quem tem talento, os carros são estranhos e no passado seus pilotos não iam bem na F1. Ou você tem muito dinheiro para chegar na F1 ou não há como. É terrível o que está acontecendo, não estão selecionado talento. A McLaren resolveu assumir riscos ao contratar Magnussen.

UOL - Você é casado com um brasileira, Camila.
JV -
Sim, de São Paulo. Temos dois filhos, dois meninos, um de 17 meses e um de 5 meses. Mas moram conosco também os meus outros dois filhos, dois meninos, de 7 e 6 anos. São quatro homens lá em casa, na Suíça. Foi uma mudança grande para a Camila, nada fácil, é muito trabalho, mas ela é bastante responsável.

UOL - Se alguns dos seus meninos decidir ser piloto, como reagirá?
JV -
Vai, tchau. Se desejar saber alguma coisa de mim, claro, vou ajudar, mas se eu tiver de pagar sua carreira não. Não creio nessa história de dar uma chance aos jovens só por ser jovem e a vida é difícil. Damos chance a quem merece ter chance, o que é diferente.  Se ele se mostrar de verdade interessado, estiver disposto a correr os riscos, acordar cedo, submeter-se aos sacrifícios de ser piloto, sim. É legal pensar na F1 como algo onde há muito dinheiro, jet set, mas o desafio para chegar lá é grande. É preciso paixão, abrir mão de muita coisa e viver em função disso.

UOL - Uma vez que seu filho atendesse a esses pré-requisitos, o ajudaria, então por exemplo a correr de kart?
JV -
Iria primeiro disputar corridas de esqui, como eu fiz, é suficiente. Ali poderia entender sua mentalidade como enfrentar os problemas para se tornar mais rápido. Eu praticamente não competi de kart. No esqui você pode desenvolver essa filosofia do que é preciso para ser mais eficiente e depois transportá-la para o carro. Ele vai sentar e começar a descobrir como ser veloz, como fez no esqui. Se for capaz no esqui será no carro e em outros esportes. Se quiser, poderá fazer a escola de pilotagem.

UOL - Por que você nunca gostou de falar de seu pai?
JV -
Gosto, sim. O que acontece é que quando comecei todos me perguntavam se eu desejava dar sequência ao que o meu pai fazia, continuar sua história. Não queriam me ver, mas tinham o sonho de ver Gilles Villeneuve. E não era o caso. Eu respondia que estava lá em razão de eu gostar do automobilismo e não por causa de meu pai. Para evitar discutir com alguém parei de falar nele.

UOL - Como o vê hoje?
JV -
Seguramente era muito talentoso.  Ter sido piloto me despertou o gosto pelo automobilismo, mas mais do que isso foi a forma como cresci. Aos 4 anos eu já brincava de motocross, fazia saltos. E o fato de meu pai ter morrido me ajudou a crescer como homem, tinha 13 anos. Se estivesse vivo, conviver com o que ele representava seria pesado demais para mim, não teria funcionado, eu teria continuado sendo um menino. Todas as coisas que te acontecem na vida acabam por te ajudar.

UOL - O quanto de Gilles Villeneuve há em você, era um piloto que assumia elevados riscos.
JV -
É interessante. Às vezes digo algo e depois leio o que meu pai disse a respeito do mesmo tema, algo que eu não poderia saber que ele comentou, e há similaridades importantes. Existe alguma coisa, sim, que passa no sangue. E há a questão da educação, o que você aprende até os 8, 10 anos de idade.  Se eu não tivesse ganhado a minha moto aos 4 anos e não tivesse visto o respeito que os outros tinham pelo meu pai... o que também foi importante na minha escolha. Trouxe dele essa gana de buscar o limite, usei no esqui e levei para o automobilismo. Mas há uma diferença. Eu também corria elevados riscos, mas penso que pensava um pouco a mais antes que o meu pai. Quando batia forte (por duas vezes na temida curva Eau Rouge, em Spa-Francorchamps, na Bélgica), me sentia atingido não poder ter me ferido, mas de vergonha de entregar à equipe um carro destruído. Porém penso que se corresse na época do meu pai eu também teria morrido.

UOL - Quando assisti a imagens de seu pai correndo, com aquele estilo único, agressivo, corajoso, o que sente?
JV -
Acho fascinante. As pessoas têm um amor por ele que vai além dos resultados que conquistava. As pessoas entendiam que fazia aquilo por paixão, isso era a coisa mais importante para ele. Meu pai fazia os torcedores sonharem, era uma época de heróis, assistiam à corrida e diziam a si próprios que não poderiam fazer aquilo, não poderiam assumir aqueles riscos. Hoje, no entanto, olha esses pilotos, são meninos. As pessoas pensam consigo 'Ah, eu posso jogar play station então posso pilotar um F1', não existe mais fascínio. O que é fascinante hoje é o dinheiro, o jet set, as mulheres. Meu pai fez muita gente sonhar e não tinha filtro, era espontâneo, natural.

UOL - A geração de seu pai, o companheiro de Ferrari, Jody Scheckter, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alan Jones, dentre outros, faria sucesso hoje na F1?
JV -
Seguramente. Corriam com o que tinham, com o que conheciam. Se corressem hoje, com a idade daquela época, depois de dois anos andariam junto com os pilotos de hoje, talvez até melhor porque eram homens. Aprender (os recursos de hoje) não é segredo, tem gente com 60 anos que nunca viu computador e de repente se mostra capaz. O problema daquela geração é que não treinavam fisicamente, não seguiam nenhuma dieta e aos 40 anos eram já velhos para a F1. Isso mudou muito.

UOL - Como será a F1 depois de Bernie Ecclestone? (O homem que comanda a competição fará 84 anos dia 28 de outubro).
JV -
Para mim a F1 vai morrer. Não sobreviverá. Não vejo como pode sobreviver sem ele. A F1 não é uma democracia. Se fosse não teria chegado onde chegou. Quando as decisões terão de ser tomadas pelos representantes das dez equipes não vai funcionar, cada um vai querer uma coisa diferente. Bernie é capaz de falar com os governos, fazer as coisas mais difíceis. Ele decide.

UOL - Já se fala em contratar uma empresa especializada em criar espetáculos para ajudar a F1.
JV -
Estão tentando fazer da F1 um show, mas é um esporte. Se eles se limitarem a fazer da F1 apenas um show, as pessoas vão assistir a um circo, não a um esporte. Os pilotos não são mais heróis, que é o que as pessoas desejam ver. Chegam aqui na Áustria e dizem que a pista é perigosa, o que é isso? Perderam a referência.

UOL Esporte

Argélia conta com falha do goleiro russo e arranca vaga inédita nas oitavas


Islam Slimani, da Argélia, comemora o empate de sua seleção contra a Rússia, na Arena da Baixada

A Argélia estreou em Mundiais em 1982, ganhando da então Alemanha Ocidental por 2 a 1, mas sem passar de fase porque a mesma Alemanha fez "jogo de compadres" com a Áustria, vencendo jogo por 1 a 0 de maneira vergonhosa - como o resultado servia para ambos os times, tocaram a bola até o apito final. Desde então, os argelinos nunca haviam conseguido avançar. A "maldição" acabou nesta quinta-feira: em Curitiba, jogando futebol ofensivo, como aquela seleção de 32 anos atrás, a Argélia está nas oitavas de final da Copa do Mundo. O empate por 1 a 1 com a Rússia foi o suficiente para a conquista da vaga no Grupo H, atrás da Bélgica.

A falha do goleiro Akinfeev em cruzamento deu a vaga aos africanos, quando a bola sobrou na cabeça de Slimani, o melhor jogador do time. Os argelinos podem não ter triunfado, mas jogaram como poucas vezes é visto em duelos entre africanos e europeus: pressionando, sem medo de uma equipe, supostamente, mais tradicional. O prêmio é enfrentar a Alemanha nas oitavas. Como em 1982, por que não acreditar que é possível vencer?

Fases do jogo: A Rússia precisava da vitória para avançar, e apostou em colocar Kerzhakov como titular pela primeira vez na Copa. A presença do atacante deu espaço para Kokorin, seu companheiro, que logo aos 10 minutos abriu o placar de cabeça. O problema russo foi que o time sentiu que só esse gol seria suficiente, recuando. A Argélia aproveitou.

Apesar do empate só ter saído com falha de Akinfeev e na segunda etapa, os argelinos pressionaram durante todo o tempo, acuando os rivais. Os meias e atacantes mostraram habilidade, fazendo os russos perderem a cabeça - não à toa, o gol saiu após falta dura na ponta esquerda. No final do jogo, por necessidade, a Rússia tentou avançar, mas mostrou por que foi incapaz de bater a Coreia ou de assustar a Bélgica: muito abafa, poucos chutes. Eliminação.

O melhor: Slimani - O atacante do Sporting, de Portugal, foi reserva na estreia argelina, na derrota para a Bélgica. Quando foi o melhor do time na vitória sobre a Coreia do Sul, por 4 a 2, provou que sua presença no banco havia sido um erro. De novo foi decisivo, agora contra a Rússia, e foi o principal jogador  na conquista da vaga - não só pelo gol, mas pela segurança mostrada no ataque e transmitida aos companheiros. Falando em segurança, válido lembrar do goleiro M'Bolhi. Espalhafatoso no estilo, seguro quando interessa.

O pior: Akinfeev - O goleiro russo novamente falhou feio, como já havia feito contra a Coreia do Sul, e prejudicou sua seleção. Não, a Rússia não apresentou em nenhum momento da Copa futebol que a fizesse merecedora de uma vaga nas oitavas, mas com o goleiro falhando assim, talvez não houvesse bom futebol que resolvesse.

Chave do jogo: A ofensividade argelina. Quando o técnico Vahid Halilhodzic trocou metade do time do 1° para o 2° jogo, mostrou que errou ao apostar na defesa contra a Bélgica. O ponto forte argelino é o ataque, com a velocidade e habilidade de Brahimi, Djabou e Feghouli, e o espírito matador de Slimani.

Quando todos esses jogadores foram colocados juntos em campo e livres para criar, deu certo. A Argélia, talvez daquela que menos se esperasse futebol bonito entre as africanas, mostrou o contrário: o ataque, é sim, a melhor defesa, quando feito com qualidade.

Toque dos técnicos: O medo de Fabio Capello em atacar custou caro à Rússia. Apesar de ter esbravejado durante a semana que não era "retranqueiro", não mostrou isso ao colocar o time da Rússia em campo. Diferentemente de Vahid Halilhodzic, técnico da Argélia, que sentiu que poderia jogar no ataque para conseguir o resultado que lhe dava a vaga. A aposta ofensiva deu certo. A defensiva, não.

Para lembrar:

É a primeira vez que mais de uma seleção africana passa às oitavas de final de uma Copa. Nigéria, no Grupo F, e Argélia, no Grupo H, fizeram história. Entre 1986 e 2010, sempre uma seleção africana esteve entre as 16 melhores - mas sempre sozinha, sem companheiras continentais. 

No lance do gol de Slimani para a Argélia, as câmeras de televisão flagraram o goleiro Akinfeev, da Rússia, sendo alvo de um laser verde. Não é possível afirmar que o laser atrapalhou o arqueiro, mas ele saiu muito mal no cruzamento, em sua segunda falha na Copa. Na estreia, deixou a bola entrar em chute da Coreia do Sul que estava em suas mãos.

A Bósnia pode ter sido eliminada na primeira fase, mas os bósnios ainda têm para quem torcer: Vahid Halilhodzic, o técnico argelino, nasceu no país europeu e levará o nome da Bósnia e Herzegovina para as oitavas de final.

UOL Esporte

Palmeiras confirma contratação de argentino Tobio

O zagueiro Tobio foi anunciado pelo Palmeiras.

O Palmeiras confirmou, nesta quinta-feira, a contratação de mais um estrangeiro para o seu elenco. O novo reforço alviverde é o zagueiro argentino Fernando Tobio, de 24 anos, que estava no Vélez Sarsfield. O jogador chega por indicação do técnico Ricardo Gareca, que também é argentino o revelou.

"Este é um momento que eu estava esperando havia muito tempo. O Palmeiras é um grande clube, um dos mais importantes do Brasil, e estou muito contente por estar aqui. Fiz mais de 100 jogos defendendo o Vélez e agora é uma grande emoção vestir essa camisa. Espero estar às ordens do treinador o quanto antes”, comentou o jogador, que assinou com o Palmeiras por cinco anos.

O time argentino tentou a renovação de contrato, mas o zagueiro não aceitou, ficando livre para acertar com o Palmeiras. Apesar de ter contrato até o dia 1.º de julho com o Vélez, ele já se junta ao elenco alviverde que faz intertemporada na cidade de Atibaia, no interior de São Paulo.

Tobio chega para ser o sexto estrangeiro do elenco do Palmeiras, que ainda tem o paraguaio Mendieta, o chileno Valdivia, os uruguaios Eguren e Victorino e o argentino Mouche. Este último atacante, ainda não foi confirmado como reforço pelo clube paulista, mas o antigo time dele, da Turquia, já anunciou a venda para o Palmeiras.

Reforço para a zaga, Tobio deve chegar para ser titular ao lado de Lúcio. As demais opções para o técnico Gareca são Victorino, Wellington, Tiago Alves, Thiago Martins e Gabriel Dias.

“Sou um defensor forte e me destaco por ter boa técnica, mas o mais importante é entrar em campo para correr, lutar muito e sempre tentar acertar o melhor. Estou bem fisicamente e espero estar à disposição do técnico já para o primeiro jogo da volta do Campeonato Brasileiro”, garantiu. O Palmeiras tem jogo programado para o dia 17 de julho, contra o Santos.

Yahoo Brasil

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Resumão da Copa

E o Blog do Esporte vem com mais novidades e fatos sobre a Copa do Mundo, sempre, claro, com os comentários mais precisos e diferentes de cada assunto. Acompanhe nosso especial:

Itália acompanha Inglaterra e Espanha na eliminação

Não é de hoje que vemos a seleção da Itália se despedir de uma copa. A de 2010 não foi tão boa assim, sendo que, quatro anos antes, a mesma Itália foi campeã na Alemanha. O que acontece com o novo padrão italiano? Se quiser uma diferente comparação, o cenário mundial do futebol italiano, com Milan, Juventus e Inter de Milão, já não é mais o mesmo há muito tempo. Era inevitável a eliminação.

Quando um úncio jogador é que resolve

Já estamos acostumados, pelo menos na seleção brasileira, de que o único alvo prioritário dos sucesso ao gol é no atacante Neymar. Sentimos isso a cada jogo, o que pode ser um risco se um dia o jogador for bem marcado pela defesa adversária. No mesmo patamar, Argentina vem com seu futebol a lá Messidependência e Portugal com Cristiano Ronaldo. Essa última, jogando um futebol modesto e sem brilho, com chances claras de não avançar as oitavas. É o preço que se paga pelos jogadores que não acompanham o ritmo das “estrelas”.

O “feroz” Suárez

O melhor estilo vampiro, Luís Suárez roubou a cena ao morder um jogador italiano, no meio da partida, em lance na área uruguaia. E é claro que estudiosos (e curiosos) querem entender, a todo custo, porque o jogador faz isso em campo. Uma reportagem apontou que Suárez fica “sob pressão e acaba por descontar esse estresse em mordidas, instinto primitivo do homem”. Na minha opinião, do jeito que está sendo tratado o assunto, irão descobrir diversas coisas na vida do jogador, traumas do passado, história da família e a Fifa colocando panos quentes no assunto.

E você, o que acha que é destaque na copa? Conta para nós que iremos trazer nossa análise!

Em jogo fraco, 0 a 0 coloca França nas oitavas e elimina Equador


Benzema, artilheiro da França na Copa, reclama na partida contra o Equador, no Maracanã

Dizem que Irã e Nigéria (0 a 0) foi um jogo chato. Assim como Japão contra Grécia, que também não teve gols. Mas ambos em nada deveram para França e Equador, que fizeram partida modorrenta no Maracanã nesta quarta-feira: outro 0 a 0. Com um fator que piora a situação: o Equador jogava por uma vaga nas oitavas, nem assim conseguiu produzir algo de útil. Acabou eliminado. A França avança na liderança do Grupo E e encara a Nigéria nas oitavas de final.

Foi o pior jogo da França na Copa, após duas ótimas vitórias sobre Honduras (3 a 0) e Suíça (5 a 2). Com vários titulares poupados no primeiro tempo (Débuchy, Varane, Evra, Valbuena e Giroud), além de um suspenso (Cabaye), o time não mostrou a mesma força ofensiva anterior. O suficiente para garantir a viagem a Brasília, onde enfrentará a Nigéria no próximo sábado. Ao Equador, resta a viagem, curta, de volta para casa.

Fases do jogo: O Equador apostou todas suas fichas em contra-ataques. Com a Suíça derrotando Honduras no outro jogo da última rodada do Grupo E, restou ao time sul-americano derrotar a líder França. Mas só uma chance foi criada na tática escolhida pelos equatorianos: aos 8 minutos do segundo tempo, quando Noboa, sozinho, chutou torto. A França, por sua vez, jogou solta, sem responsabilidade - só seria eliminada em caso de goleada contra e com a Suíça também goleando na outra partida.

Como isso não ocorreu, o time jogou "com sono" a primeira etapa, e só cresceu no segundo, quando Antonio Valencia foi expulso, após acertar a sola da chuteira na perna de Digne - no lance, porém, foi o francês quem deu carrinho no equatoriano, dificultando que Valencia conseguisse desviar a perna. Mesmo assim o gol não saiu em nenhum dos lados. Melhor para a França - apesar de que seu poderio ofensivo pode passar a ser contestado.

O melhor: Dominguez - O goleiro equatoriano, inseguro nas rodadas iniciais, desta vez foi capaz de parar o ataque francês. Defesas de qualidade, apesar do jeito espalhafatoso, com destaque para a intervenção em chute a queima-roupa de Benzema, já no final do duelo.

O pior: Benzema - Candidato a artilheiro e a melhor jogador da primeira fase da Copa após dois jogos, Benzema sumiu na terceira rodada, mesmo sendo um dos poucos que não foram poupados pelo técnico Didier Deschamps. Além de chutes tortos, quando acertou foi parado por Dominguez. 

Chave do jogo: A falta de vontade da França, desde o início com o resultado que precisava, com a falta de qualidade do Equador. O resultado? Um jogo fraquíssimo tecnicamente. Nem lances individuais surgiram - pelo contrário, os lances mais feios da partida surgiram em chutes tortos de Pogba e Benzema.

Toque dos técnicos: Tudo bem, o time havia acabado de perder o craque por expulsão, mas quando Reinaldo Rueda trocou o volante Montero pelo também volante Ibarra ficou claro que o Equador não tentaria nada de novo para conseguir a milagrosa vitória e a vaga. Toque, portanto, negativo.

Para lembrar:

A França não perde em Copas para uma seleção sul-americana há sete jogos: 0 a 0 com o Uruguai (2010), 1 a 0 no Brasil (2006), 0 a 0 com o Uruguai (2002), 3 a 0 no Brasil e 1 a 0 no Paraguai (1998), e 1 a 1 com o Brasil(1986) - além do duelo desta quarta. A última derrota foi para a Argentina, em 1978: 2 a 1.

O Equador segue com a Copa de 2006 como a que foi mais longe: naquela ocasião o time avançou até as oitavas de final, quando perdeu para a Inglaterra. em 2002 e em 2014, o time caiu na fase de grupos.

A seleção equatoriana também é a única sul-americana a cair na primeira fase. Brasil, Chile, Argentina, Uruguai e Colômbia estarão nas oitavas.

UOL Esporte

Djokovic faz duelo eletrizante com Stepanek, sofre, mas avança em Wimbledon


O sérvio Novak Djokovic devolve uma bola durante a partida contra Radek Stepanek

Novak Djokovic e Radek Stepanek fizeram uma grande partida nesta quarta-feira, na quadra principal do Grand Slam de Wimbledon. Em um jogo mais complicado que o esperado, o sérvio teve que se superar para garantir a vitória por 3 sets a 1, com parciais de 6-4, 6-3, 6-7 (5-7) e 7-6 (7-5).

O duelo, que durou mais de três horas e ficou complicado para o favorito nos dois últimos sets, garantiu o sérvio na próxima fase de Wimbledon. Agora, ele enfrenta Gilles Simon, que venceu Robin Haase por tranquilos 3 sets a 0.

O primeiro set começou com Djokovic acertando dois aces no game e confirmando o saque. Porém, o tcheco Radek Stepanek não facilitou e equilibrou a parcial até o final. Mas com uma devolução na paralela, o sérvio quebrou o serviço do adversário e fechou em 6-4.

A segunda parcial foi um pouco mais tranquila para Novak Djokovic. O sérvio não deu muitas chances para o tcheco e conseguiu quebrar o serviço rival, o que acabou facilitando na hora de fechar o set em 6-3.

Radek Stepanek fez um terceiro set quase perfeito e dificultou muito a vida de Djokovic. O tcheco liderou praticamente toda a parcial e se destacou no saque. O sérvio pressionou bastante o adversário, mas Stepanek não cedia. A parcial durou pouco mais de 1h e foi vencida no tie-break pela "zebra" por 7-6.

O último set foi bastante equilibrado entre os tenistas. O sérvio e o tcheco se revezam na liderança do placar e os erros quase não aconteceram. Novak Djokovic conseguiu se impor na parte final da parcial e garantir a vitória do set por 7-5.

UOL Esporte

Um dia após a eliminação, técnico italiano do Japão pede demissão

 

Mais um treinador italiano perdeu o emprego na Copa do Mundo. Depois de Cesare Prandelli, que comandada a própria equipe da Itália, Alberto Zaccheroni, que estava à frente do Japão, pediu demissão nesta quarta-feira, um dia depois que sua equipe foi eliminada do Mundial. 

Quatro anos após chegaram às oitavas-de-final na Àfrica do Sul, os japoneses não conseguiram repetir a campanha no Brasil e foram eliminados na última terça-feira, com duas derrotas e um empate e a última colocação do Grupo C, que teve Colômbia e Grécia como classificados. 

"Sou eu quem decide a tática e como jogamos e quero assumir total responsabilidade. Todos estiveram juntos no almoço hoje e eu agradeci a todos que apoiaram a equipe. Eu chamaria o mesmo grupo de jogadores e equipe se tivesse outra chance", declarou Zaccheroni após entregar seu cargo. 

Além de Zaccheroni e Prandelli, Sabri Lamouchi, da Costa do Marfim, e Carlos Queiroz, do Irã, também deixaram seus cargos de técnicos após as eliminações de suas equipes nesta terça e quarta-feira. 

UOL Esporte

"Nunca joguei à 1h (da tarde) como profissional", diz Luiz Gustavo

Depois de alternar entre partidas às 17h ou às 16h, o Brasil atuará pela primeira vez às 13h no sábado, contra o Chile, pelas oitavas de final dem Belo Horizonte. Luiz Gustavo revela que nunca jogou nesse horário em sua carreira profissional,e o considera atípico.

"Eu nunca joguei nenhuma à 1h, pelo menos meu tempo de profissional. No meu caso costumo acordar cedo mesmo, não foi a maior dificuldade. É um horário meio atípico pra uma partida, vamos procurar nos adaptar melhor possível pra estar 100%", afirmou.

"É um horário diferente, que nós vamos jogar. Vamos procurar nos adaptar o mais rápido possível, vai estar bem quente, já sentimos um pouco aqui. Vamos procurar procurar adaptar bem", disse Willian, outro que falou sobre o assunto.

A mudança, segundo o médico José Luiz Runco, é basicamente alimentar. Em entrevista coletiva, o doutor da seleção falou sobre os efeitos que a mudança deve ter na rotina dos jogadores. 

"Os atletas vão fazer uma refeição pela manhã, um café mais reforçado, às 10h. E depois do trabalho teremos o almoço. A rotina do jantar e do lance, que já é nossa, só é atrasada, das 19h pras 20h e de 22h30 para 23h', disse Runco, acrescentando mais detalhes sobre o cardápio. 

"Nesses cenários é importante a ingestão de muito carboidrato, especialmente massas e batatas, além de uma carne branca. É o que precisa para a pessoas, como se diz no popular, encher o tanque", completou.

UOL Esporte

Fifa diz que caso Suárez é urgente, mas estende novela


Mordida de Suárez arrancou um pedaço da figurinha do italiano

A Fifa informou que trata como urgente uma solução para o caso de Luis Suárez ter mordido o italiano Chiellini. Isso porque, no sábado, o Uruguai enfrenta a Colômbia no Maracanã pelas oitavas-de-final. Mas não há uma garantia de que o caso será julgado antes da partida.

"A Fifa entende a urgência do assunto por conta do jogo do Uruguai"; afirmou a porta-voz da Fifa, Delia Fischer. Foi aberto um procedimento disciplinar contra o jogador na noite de quarta-feira, e sua defesa terá de ser feita até as 17 horas. O comitê disciplinar vai julgar o jogador e decidir se ele deve levar uma pena e qual o tamanho.

"O procedimento está no início. O comitê disciplinar terá o seu tempo para definir. Não podemos falar sobre o que pode acontecer. Eles estão trabalhando juntos, antes de ter uma posição. É com eles vão interpretar o ato e incluir no artigo. Primeiro, precisam saber quais as provisões foram quebradas. Depois, vamos deixar eles fazer o trabalho", explicou Fischer. Ainda não se sabe quantas pessoas vão julgar, e a sua nacionalidade, além do suìço Claidio Sulser, presidente da comissão.

UOL Esporte

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Com Neymar decisivo, Brasil bate Camarões e reencontra Chile

Atacante se ajoelha no gramado para celebrar seus egundo gol na partida contra Camarões

Com dois de Neymar e o fim do jejum de Fred, o Brasil confirmou a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo nesta segunda-feira. No Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a Seleção Brasileira chegou a sofrer contra o já eliminado Camarões, mas contou com grande desempenho de seu camisa 10 para fazer 4 a 1 e confirmar a liderança do Grupo A e o reencontro com o antigo rival Chile.

Os chilenos serão os adversários porque, no Grupo B, perderam por 2 a 0 para a Holanda mais cedo, na Arena Corinthians, e ficaram com a segunda posição. Trata-se de um antigo rival e um bom freguês. Em Copas recentes, por exemplo, perdeu para o Brasil também nas oitavas de 2010, na África do Sul, e de 1998, na França. Em 1962, os chilenos foram adversários na semifinal, quando jogaram em casa, e foram derrotados.

O confronto será realizado no sábado, às 13h (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte. A outra oitava de final já decidida será disputada entre a líder do Grupo B, Holanda, e o México, que fez 3 a 1 na Croácia, na Arena Pernambuco, e ficou com a segunda vaga do Grupo A. O jogo será disputado no domingo, às 13h, no Castelão, em Fortaleza (CE).

Neymar decisivo e problema na defesa

A Seleção Brasileira começou o jogo em Brasília atendendo às cobranças de Felipão durante a semana: apertou a marcação e pressionou Camarões sempre que estava sem a bola. Os laterais Daniel Alves e Marcelo se mantiveram na frente, e na primeira etapa inteira a equipe apostou na ligação direta com o ataque. Atrás, no entanto, foi constantemente ameaçada pelos camaroneses, que jogavam sem obrigação por já estarem eliminados.

Marcelo lança, Neymar faz a finta na entrada da área e chuta para marcar o segundo gol brasileiro

O Brasil quase abriu o placar aos 3min, quando Daniel Alves recebeu passe pela direita e cruzou rasteiro para o meio da área, onde Paulinho apareceu livre para tocar para o gol, mas acabou travado no último momento. Aos 16min, a pressão funcionou: Luiz Gustavo roubou bola pela esquerda, carregou no ataque e cruzou rasteiro para Neymar pegar de primeira e mandar a bola no canto direito, marcando o primeiro gol brasileiro.

O gol fez os camaroneses saírem mais ao ataque, e aí começaram as dificuldades. A marcação deu espaço e, com passes curtos, o time africano ameaçou. Aos 25min, Moukandjo cobrou escanteio, e Matip mandou a bola no travessão ao cabecear. Após sequência de escanteios, aconteceu o empate. Aos 26min, na sobre de um deles, Nyom passou por Daniel Alves na esquerda e cruzou para Matip, na cara do gol, mandar a bola para dentro.

As dificuldades brasileiras só acabaram aliviadas em duas válvulas de escape muito usadas no primeiro tempo: a bola longa e Neymar. Aos 34min, o jogador recebeu passe distante de Marcelo pela esquerda, avançou levando a marcação, cortou para o meio e bateu no contrapé do goleiro para retomar a frente no marcador. A equipe ainda quase fez o terceiro aos 45min, em grande troca de passes que terminou Hulk travado dentro da área.

Fred desencanta e vitória vira goleada

Para o segundo tempo, Luiz Felipe Scolari trocou: tirou Paulinho, apagado pela terceira partida consecutiva, e colocou Fernandinho. O time voltou pressionando Camarões e logo criou boa chance com Hulk, que mais uma vez foi travado dentro da área aos 2min, e em cobrança de falta de Neymar, aos 4min. No lance seguinte, David Luiz recebeu passe de Fernandinho na ponta esquerda e cruzou para Fred, de cabeça, completar para as redes e marcar seu primeiro gol na Copa do Mundo.

David Luiz recebe pelo lado esquerdo da área, cruza fechado e Fred manda pra rede pra marcar de cabeça o terceiro brasileiro contra Camarões

Hulk irritou o torcedor ao receber bom passe no ataque, aos 13min, e não enxergar Neymar livre correndo paralelamente. A jogada terminou com finalização bloqueada já dentro da área. Aos 18min, Felipão tirou o atacante para reforçar o meio-campo com Ramires. A partida passou a ter ritmo mais lento, e a Seleção Brasileira segurou mais a bola, contando com distribuição de chapéus e dribles de Neymar.

Pendurado com cartão amarelo e alvo das faltas dos camaroneses, o camisa 10 brasileiro deixou o gramado aos 25min para dar lugar a Willian – a alteração original seria a saída de Oscar, mas Felipão mudou de ideia ao ver Neymar ser acertado por trás em arrancada, em jogada que o árbitro sequer deu falta. O Brasil manteve o ritmo de jogo, deixando para atacar mais em contra-ataques, e os Camarões aos poucos passou a abusar da truculência.

O último gol brasileiro serviu para confirmar a liderança, já que, simultaneamente, o México abria vantagem contra a Croácia e ameaçava ficar com a liderança pelo saldo de gols. Aos 38min, Fernandinho aproveitou sobra na entrada da área, pela esquerda, para tabelar com Fred e chutar cruzado, transformando a vitória em goleada, para festa do torcedor que lotou o Estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Terra

Piqué, Fàbregas e Diego Costa tiram férias no Brasil após eliminação

David Villa tenta criar jogada na última partida da Espanha na Copa. Sua seleção venceu a Austrália por 3 a 0 na Arena da Baixada

A Espanha sai de Curitiba eliminada da Copa do Mundo e já voltará para casa para tentar se consolar do péssimo desempenho na competição. A exceção ficará por conta de Piqué, Fàbregas e Diego Costa.

O trio optou por permanecer no Brasil e já até deixou a Arena da Baixada sem a camisa da Espanha para curtir férias no país enquanto o Mundial continuará a ser disputado.

Diego é natural de Sergipe e foi naturalizado pela Espanha para disputa desta competição.

Já Piqué deve encontrar sua mulher, a cantora colombiana Shakira, em Cuiabá. Fàbregas, por sua vez, não tem destino certo no país.

A Copa do Mundo no Brasil termina no dia 13 de julho e terá a sua final disputada no Estádio do Maracanã. Só depois disso, os clubes europeus devem começar a suas pré-temporadas.

UOL Esporte

Nem só de críticas vive o Brasil, mas destaques precisam contagiar o time

Neymar e Dante disputam bola na corrida no último trabalho do Brasil antes do jogo contra Camarões, em Brasília

O Brasil das duas primeiras rodadas da Copa do Mundo foi criticado em vários aspectos ao longo dos últimos dias, mas nem só de maus momentos viveu a seleção contra Croácia e México. Destaques positivos do time, Neymar, Thiago Silva, David Luiz e Luiz Gustavo chegam ilesos ao terceiro jogo, mas precisam contagiar os colegas para não morrerem abraçados.

Os quatro são as únicas unanimidades da seleção brasileira até agora na Copa. Enquanto os demais oscilam ou simplesmente não vão bem, eles se destacam até em relação às demais seleções.

Neymar é o mais indiscutível de todos. O camisa 10 do Brasil, além de ter marcado dois gols, é quem mais chuta (7), quem mais cruza (13) e quem mais recebe na área adversária pela seleção (5). Contra o México, especialmente, a falta de companhia fez com que o atacante tentasse muitas jogadas sozinho. Não por acaso, ele também é quem sofre mais desarmes (13).

Dos seus companheiros de criação, só Oscar não foi uma decepção, e mesmo assim apenas na estreia contra a Croácia. Paulinho errou passes demais, Hulk ficou apagado em uma função defensiva quando esteve em campo e Ramires não agradou Felipão, que o sacou no intervalo contra o México.

Esse acúmulo de jogadores que não brilham atrapalha, além de Neymar, Luiz Gustavo. O volante, quase o oposto do camisa 10 pelo estilo discreto e voltado à marcação, é o jogador do Brasil que mais fica com a bola no pé. Foram 8 km percorridos com a posse durante dois jogos e outros 7,2 km sem ela, com o mapa de calor mostrando o quanto o volante se desdobra na cobertura dos laterais.

Por fim, se salvam também os dois zagueiros. O Brasil recuperou, ao todo 76 bolas durante os dois jogos, enquanto a média de todo o torneio é de 57,3. Só Thiago Silva e David Luiz, juntos, são responsáveis por 26 dessas roubadas, ou mais de um terço do total.

Só que todos esses números não garantiram, ao menos até agora, resultados melhores para o Brasil. O trio defensivo, com uma ajuda relevante de Júlio César, contentou-se em não deixar a seleção ser vazada. Neymar, por sua vez, não conseguiu furar o bloqueio do México sozinho.

Nesta segunda, os quatro precisam mais do que nunca da ajuda dos companheiros. Uma derrota, dependendo da combinação de resultados, pode tirar a seleção de maneira vexatória ainda na primeira fase. Para vencer sem problemas, porém, o Brasil provavelmente precisará de mais do que quatro destaques. 

UOL Esporte

No DF, Aidar diz faltar pouco para SPFC ter Kaká. Mas não é bem assim

Em rápida conversa com o blog, em Brasília, Carlos Miguel Aidar, presidente do São Paulo, esbanjou otimismo ao falar sobre a chance de ter Kaká por empréstimo. “Falta pouco”, disse o dirigente.

Porém, o desenrolar do papo mostrou que não é bem assim. “Só falta um acerto com os americanos [Orlando City]. Eles já têm vínculo com o Kaká. Então, só falta um acordo com eles'', contou o cartola.

Mas o que precisa ser acertado? “Eles querem que a gente pague o salário integral do Kaká, e nós queremos pagar um terço”, explicou Aidar.

Apesar de a diferença ser grande, ele afirmou, sem revelar valores, que acredita no acordo.

Aidar trabalha com a informação de que o Orlando City já comprou Kaká do Milan. Mas, o time dos Estados Unidos só volta a jogar em 2015, o que permite o empréstimo para o São Paulo.

Convidado da Ambev para assistir ao jogo entre Brasil e Camarões, o presidente são-paulino falou também sobre sua experiência na arena do Corinthians, na abertura da Copa. “Gostei, o estádio está bom, mas vai ficar melhor em três anos. Só o serviço [de responsabilidade da Fifa] é que estava ruim. Faltou comida na área de hospitalidade”, opinou.

UOL Esporte