quinta-feira, 31 de julho de 2014

RJ não cumprirá promessa de despoluir Baía de Guanabara para a Rio-2016

Bimba, atleta brasileiro da vela, expõe lixo na Baía de Guanabara

Bimba, atleta brasileiro da vela, expõe lixo na Baía de Guanabara

A promessa do governo do estado do Rio de despoluir 80% da Baía de Guanabara até 2016, conforme compromisso assumido com o Comitê Olímpico Internacional para sediar as Olimpíadas, não vai ser cumprida. A nova previsão é atingir a meta de 80% da população fluminense com  acesso a serviços de saneamento básico em 2018 -  o esgoto doméstico é a principal fonte de poluição da baía.

Outras medidas estão sendo tomadas para melhorar os índices de qualidade das águas da Baía de Guanabara. Mas, para o secretário-executivo do Comitê de Bacia da Baía de Guanabara, Alexandre Braga, a despoluição completa vai levar pelo menos 15 anos e depende de um trabalho conjunto da sociedade com os três níveis de governo.  O comitê foi criado em 2006, por decreto estadual, com a missão de "integrar os esforços do Poder Público, dos usuários e da sociedade civil, para soluções regionais de proteção, conservação e recuperação dos corpos de água, viabilizando o uso sustentado dos recursos naturais, a recuperação ambiental e a conservação".

"O esgoto, a gente quer longe da nossa casa, e ele acaba dentro da Baía de Guanabara. O nosso lixo, a gente quer que ele saia de perto da nossa casa, então ele acaba indo para um corpo receptor final. Então o nosso grande desafio é pensar na coletividade. Não é uma coisa simples, temos que sair do quadrado, o problema não está nos governantes, está em cada um de nós", avalia.

De acordo com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), todos os lixões em torno da Baía de Guanabara já foram fechados. Segundo o órgão, o chorume que deixou de ir para a água corresponde ao volume de "um Maracanã por semana". Outra iniciativa visa a recolher o lixo flutuante nas águas. Nos primeiros dias de 2014, começaram a atuar os três primeiros ecobarcos das dez unidades previstas até o fim do ano.

O diretor de operações da empresa Ecoboat, Lourenço Ravazzano, explica que cada embarcação recolhe, em média, 300 quilos de lixo por dia. "O lixo flutuante, em geral, aporta próximo a um entorno, que pode ser uma marina, uma murada, um cais de porto ou um iate clube. Portanto, precisa de uma embarcação de pequeno porte para penetrar nos locais de difícil acesso."

Ecobarreiras também foram instaladas na foz de rios, para reforçar a limpeza. A expectativa é que sejam recolhidas das águas da Baía de Guanabara 15 toneladas de lixo flutuante por mês.

Outro avanço é o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), assinado em 2011 e com 24 ações previstas até 2017. É o maior TAC assinado na área ambiental no país e prevê o investimento, pela Petrobras, de R$ 1 bilhão para reduzir as emissões de poluentes e tratar 48 milhões de litros de efluentes industriais. Com isso, mais de 40% da poluição da Reduc na Baía de Guanabara, tanto a química, a orgânica e a oleosa, foram eliminadas.

Este ano, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) começou a divulgar boletins trimestrais da qualidade das águas dos rios. Dos 50 afluentes que fazem parte da Baía de Guanabara, apenas um está com as águas em boas condições e seis aparecem com qualidade média, segundo o último documento, apresentado em março com dados de janeiro e fevereiro. O monitoramento é feito em 62 pontos.

Apesar da questionável qualidade das águas na Baía de Guanabara, houve melhora dos índices na última década. De acordo com o professor de recursos hídricos Paulo Canedo, do Instituto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe-UFRJ), o pico de poluição foi há cerca de 15 anos.

"Nós já passamos pelo pior. A qualidade da água está melhorando porque algum tratamento está ocorrendo nos rios, pouquíssimo, muito aquém do que deveria, mas alguma coisa ocorre e essa melhora se reflete na Baía de Guanabara."

O professor, que também integra a Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), explica que o formato da baía, com uma entrada mais fechada, dificulta a circulação da água e, portanto, a renovação e limpeza da área.

Outras ações do governo dentro do Plano Guanabara Limpa envolvem o plantio de manguezais e mudas de árvores nativas da Mata Atlântica, limpeza de praias e recuperação de canais.

Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o problema só será resolvido se a questão entrar na agenda de todos os governos pelos próximos 20 anos, com a cobrança da sociedade para que isso ocorra. "Não é trivial, nenhum país do mundo que resolveu o problema de poluição de baías ou de rios fez isso da noite para o dia. E tem que ter uma pactuação que transcenda os governos, tem que ter uma visão que transcenda quatro anos, e tem que ter uma determinação da sociedade de que isso esteja na agenda de todos os governantes nos próximos 20 anos, não pode fazer disso um assunto que para e começa, que vai e volta."

Em dezembro, o governo do Rio de Janeiro assinou um termo de cooperação técnica com o estado de Maryland, nos Estados Unidos, para melhorar a governança do programa de despoluição da Baía de Guanabara. De acordo com a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) o sucesso alcançado na Baía de Chesapeake, no Nordeste dos Estados Unidos, vai servir de inspiração para o trabalho no Brasil. Além disso, haverá troca de experiência em sistemas de monitoramento para parâmetros como a água, a terra e o ar.

Os primeiros sinais da poluição da Baía de Guanabara surgiram na década de 1960, fruto do desgaste ambiental causado pela ocupação desordenada do entorno do espelho d'água, com manchas de óleos nas praias.

UOL Esporte

STJD denuncia, e Palmeiras já espera perder mandos por danos ao Itaquerão

Itaquerão já teve mais de 800 cadeiras quebradas desde a inauguração

Itaquerão já teve mais de 800 cadeiras quebradas desde a inauguração

A procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) denunciou Corinthians e Palmeiras nesta quinta-feira (31) por causa das cadeiras quebradas em clássico disputado no domingo passado (27), no Itaquerão. As equipes podem perder até dez mandos de campo, e a diretoria alviverde já dá uma punição como certa.

O Palmeiras ainda não foi notificado pelo STJD sobre a denúncia. Quando isso acontecer, a diretoria alegará que assumiu os custos e que está tentando identificar os torcedores responsáveis. No entanto, a cúpula alviverde já conta com perda de mando de campo em partidas do Campeonato Brasileiro de 2014.

De acordo com comunicado oficial do STJD, Corinthians e Palmeiras foram denunciados pelas 258 cadeiras quebradas no setor de visitantes do Itaquerão. A procuradoria viu infração do artigo 213 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

Ainda segundo o STJD, houve mais cadeiras quebradas enquanto os torcedores palmeirenses esperavam escolta policial para deixar o estádio. Eles foram acompanhados até a estação Dom Bosco da CPTM, de onde seguiram para a Barra Funda.

O STJD ainda se balizou em manifestações de torcedores palmeirenses em redes sociais. Comunicado oficial do tribunal lembrou que alguns se vangloriaram da depredação e pediu que a conta fosse passada a Paulo Nobre, presidente alviverde – por um acordo de cavalheiros, o Palmeiras havia se comprometido a bancar custos de itens quebrados pela torcida visitante no Itaquerão.

Além das 258 cadeiras, a torcida do Palmeiras quebrou um secador de mãos de um banheiro do Itaquerão. A lista foi aferida em vistoria na última segunda-feira, e a diretoria alviverde terá de desembolsar algo entre R$ 45 mil e R$ 50 mil.

O Palmeiras já começou a buscar os torcedores responsáveis pelos itens quebrados. Em nota oficial, a diretoria avisou que pretenderá cobrar deles os gastos pela depredação ao Itaquerão.

UOL Esporte

Ferrari segue com reformulação e demite chefe do departamento de motores


Fernando Alonso pilota sua Ferrari pelo circuito de Hungaroring durante o GP da Hungria

Diante do desempenho ruim na temporada de 2014, a Ferrari mostra que já está mesmo pensando no próximo ano e segue com sua reformulação no corpo técnico. A equipe anunciou nesta quinta-feira a demissão do chefe de seu departamento de motores, Luca Marmorini. 

A mudança já vinha sendo especulada há algumas semanas na imprensa internacional. Mattia Binotto assume a posição. 

Marmorini, que trabalhou na Ferrari entre 1990 e 99 e depois voltou em 2009, foi o responsável pelo desenvolvimento do novo propulsor V6 turbo da equipe italiana, introduzido pelo novo regulamento da Fórmula 1 nesta temporada. Só que o motor tem se mostrado bastante inferior ao da Mercedes e até mesmo que o da Renault e seu desenho também vem sendo apontado como um dos fatores para os problemas de aerodinâmica e balanço do chassi. 

E parece que as mudanças não devem parar por aí, pois o chefe do time, Marco Mattiacci, que assumiu em abril no lugar de Stefano Domenicali, não esconde a intenção de mexer bastante em sua estrutura, o que já vem acontecendo nas últimas semanas. 

No comunicado em que divulgou o desligamento de Marmorino, a equipe explica que "James Allison, diretor técnico, continua responsável por todo projeto do carro, com a ajuda de Nikolas Tombazis, chefe de projeto do chassi, e Lorenzo Sassi, projetista de motores", ignorando o diretor de engenharia, Pat Fry, que liderou o desenvolvimento do atual carro. 

Diversos veículos da imprensa internacional já especulam que o inglês deve ser o próximo a deixar o time de Maranello, abrindo espaço para Allison, que chegou à Ferrari em 2013 depois de um bom trabalho na Lotus, entre 2009 (quando a equipe ainda se chamava Renault) e 2012. 

UOL Esporte

Depois de um ano, zagueiro deixa o Corinthians sem entrar em campo

Wanderson (à esq.) é apresentado no início de 2014, 4 meses depois de assinar

Wanderson (à esq.) é apresentado no início de 2014, 4 meses depois de assinar

Wanderson está de saída do Corinthians. Não sabe quem é? Tudo bem, você não deve ser o único. Contratado em setembro do ano passado, o zagueiro que veio do Sertãozinho sofreu com lesões, nunca agradou e deixa o clube sem ter entrado em campo uma vez sequer.

Aos 23 anos, Wanderson não jogou por questões técnicas. Na avaliação de Mano Menezes, o zagueiro não reunia condições técnicas de fazer frente a qualquer outro do elenco. Última opção do elenco em relação a Paulo André, Gil, Cleber, Felipe, Pedro Henrique ou Anderson Martins, ele muitas vezes nem era aproveitado no time dos reservas.

Sem espaço, o zagueiro cumpre seu último dia de contrato nesta quarta, longe do clube. Desde a semana passada Wanderson sequer ia ao gramado do CT Joaquim Grava. Nos últimos dois dias, ciente de que não iria continuar no clube, ele foi liberado pela diretoria.

Wanderson ganhava pouco (cerca de R$ 20 mil) e teve pouca relevância futebolística no período em que esteve no Corinthians, mas sua passagem é simbólica. Ele é o menos utilizado de uma leva de jogadores que entraram no clube sem alarde e saíram pela porta dos fundos.

Como ele, outros tantos apareceram de forma inesperada no meio de 2013, não conquistaram seu espaço e foram liberados ou negociados sem deixar saudade. Estão nessa lista Ibson, Maldonado, Diego Macedo, Rodriguinho, Jocinei e o próprio Wanderson, que demorou dois meses para assinar contrato e seis para ser apresentado.

A enrolação para colocar o zagueiro ajudou a fazer dele um caso especial. Wanderson se destacou pelo Sertãozinho, na Série A3 do Paulista, em 2013. Em maio, o Corinthians iniciou as conversas com o zagueiro, que ficaria sem contrato e chegaria sem custos.

Quando chegou, em junho, foi constatada uma lesão no joelho direito de Wanderson, que foi operado por Joaquim Grava, consultor médico do Corinthians. Quando voltou aos gramados parcialmente, em setembro, já assinou com o clube do Parque São Jorge por dez meses.

Só que a recuperação só ficaria completa no fim do ano. Por isso, Wanderson só foi apresentado à imprensa em janeiro de 2014, já na gestão de Mano Menezes. À disposição, nunca entrou em campo e muitas vezes sequer era relacionada. Nesta quinta, com o fim do contrato do zagueiro, o Corinthians termina a limpeza iniciada no começo do ano, quando esse grupo de atletas começou a deixar o clube. 

UOL Esporte

Ronaldinho está perto de assinar com NY Red Bulls, mas irmão mantém sigilo

Ronaldinho Gaúcho treina no Atlético-MG à espera de reencontro com estádio onde fez primeiro gol pelo Brasil

O destino de Ronaldinho Gaúcho após a saída do Atlético-MG deve ser o time norte-americano New York Red Bulls. Representantes do jogador já teriam se reunido com a diretoria do clube e os altos salários da MLS (Liga de futebol dos EUA) devem ser determinantes para a ida do meia para Nova York.

Assis, irmão e empresário do jogador, porém, opta por não falar sobre negociações de Ronaldinho por enquanto. Mesmo assim, Ronaldinho já disse que o anúncio de seu novo clube está próximo.

A ida do brasileiro para o time norte-americano seria benéfica tanto para o clube quanto para o jogador, já que nos EUA ele ganharia bem e teria prestígio. Já o NY Red Bulls poderia usar a presença de Ronaldinho no time como argumento para convencer Thierry Henry a não sair no fim do ano. Os dois jogaram juntos pelo Barcelona na temporada 2007-08. Mas, caso o francês saia mesmo do clube norte-americano, o time também sairia ganhando, pois a chegada Gaúcho supriria a necessidade de um meia-atacante na equipe.

O salário de Ronaldinho nos EUA seria acima do teto determinado pela MLS, de 2,25 milhões de euros (R$ 6,75 milhões), já que a liga permite que cada time tenha três jogadores com salários acima do piso e o NY Red Bulls tem apenas dois atletas nesta dituação, Henry e o australiano Tim Cahill.

UOL Esporte

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Líder do ranking brasileiro dá lição de perseverança no Brazil Run Series/Circuito de Corridas Caixa

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Valdir Oliveira, Top 5 em três edições da prova cearense, quer celebrar melhor momento da carreira com a vitória neste domingo (3/8)

O momento não poderia ser melhor para Valdir Oliveira, atual líder do Ranking CBAt/CAIXA de corrida de rua. O goiano radicado em Inhaúma, Minas Gerais, foi ao pódio em oito das dez provas que disputou, duas delas com vitória, e está 15 pontos à frente do vice-líder brasileiro, Sivaldo Viana. Para celebrar a boa fase, Valdir quer sua primeira vitória na etapa de Fortaleza do Brazil Run Series/Circuito de Corridas CAIXA, neste domingo (3/8), e mostra o quanto a perseverança pode fazer a diferença.

"Em Fortaleza, tem muitos fatores que pesam contra o atleta, como o calor e o vento. Mesmo assim, eu fui ao pódio nas três vezes em que disputei a prova", lembra Valdir, segundo colocado em 2010 e terceiro colocado em 2012 e 2013. "A última edição foi frustrante, porque eu tinha tudo para ganhar, mas fui ultrapassado no final pelo Joilson Bernardo, que é de lá, e pelo Giomar Pereira. Isso acontece com qualquer atleta, e não adianta ficar remoendo algo que já passou. Tem que levantar e seguir em frente. Eu costumo assimilar bem rápido essas frustrações. Em 2013, logo depois de Fortaleza eu disputei a etapa de Recife e quase fui ultrapassado novamente no final. Mas pensei "de novo, não", dei um sprint e venci a prova."

Campeão brasileiro em 2010, Valdir confia nos bons resultados que vem apresentando para chegar à vitória em Fortaleza, como o quarto lugar em três etapas do Brazil Run Series/Circuito de Corridas CAIXA (Uberlândia, Campo Grande e Belo Horizonte), o terceiro lugar em Goiânia e a vitória na Corrida Internacional 9 de Julho.

"Em 2010 eu era uma aposta, ninguém acreditava que eu chegaria à liderança do ranking. Eu vinha como franco atirador. O Giomar Pereira (hoje hexacampeão brasileiro) era o grande favorito. Agora eu já sou mais conhecido, estou entre os favoritos, e com certeza serei bem mais caçado nas provas", compara o fundista. "Estou bem mais adaptado ao treinamento com o Gilmário (Mendes Madureira, técnico da maratonista olímpica Marily dos Santos), que já venho fazendo há um ano e meio, e ao meu novo patrocínio".

Local Comunicação

Com virada de mesa, Paysandu rivaliza com Fluminense como 'rei do tapetão'

Brasília ganhou a Copa Verde em 2014, mas a perdeu no tribunal; cabe recurso

Brasília ganhou a Copa Verde em 2014, mas a perdeu no tribunal; cabe recurso

O hino informal do Paysandu diz que o time "quando perde é por descuido, mas depois vem a virada". O verso nunca fez tanto sentido nesse último ano, quando a equipe conseguiu reverter no tapetão duas derrotas inquestionáveis em campo. As vitórias fora de campo do Paysandu lembram a atuação do Fluminense, que no ano passado conseguiu evitar um rebaixamento à Série B nos tribunais.

A última conquista paraense, o título da Copa Verde e a vaga na Sul-americana de 2015, veio depois que o clube percebeu a escalação irregular de atletas do Brasília, notificou o tribunal desportivo e conseguiu a virada de mesa em primeira instância. O clube candango vai recorrer ao pleno do STJD, já que a própria CBF admitiu sua responsabilidade no caso.

No campo, no Estádio Mané Garrincha, o Paysandu havia perdido a final nos pênaltis.

O clube viveu situação semelhante no ano passado, quando foi eliminado em casa da Copa do Brasil pelo modesto Naviraiense (MS). Após a derrota, a diretoria paraense entrou na Justiça apontando, outra vez, a escalação irregular de jogadores rivais. Conseguiu voltar à competição.

O presidente Vandick Lima, que comandou as manobras jurídicas nos dois casos, explica que o clube está sempre atento a brechas legais que possam beneficiá-lo. "Temos três pessoas aqui que ficam de olho tanto na situação dos nossos jogadores como na dos nossos adversários. Se detectarem qualquer problema, eles nos avisam e nós vamos atrás de nossos direitos", afirmou o cartola, que também estava no clube no episódio que iniciou essa tradição.

Foi em 2003, o ano dourado do Paysandu, logo após a participação na Libertadores e uma vitória sobre o Boca Juniors, na Bombonera. No Brasileiro que inaugurou a era dos pontos corridos, o time paraense foi um dos primeiros do país a serem punidos com a perda de pontos por escalação irregular de jogadores.

Foram ao todo oito pontos perdidos porque três atletas foram contratados e tiveram seus contratos assinados pelo então presidente do time, Arthur Tourinho, que estava suspenso do futebol por ter ofendido em público o chefe da federação paraense. Um dos beneficiados pela punição ao Paysandu foi, curiosamente, o Fluminense, que lutava contra o rebaixamento na ocasião. Onze anos depois, o tricolor se salvaria da queda pela virada de mesa do "caso Héverton".

No fim do campeonato de 2003, Paysandu e Fluminense escaparam da degola.

"O episódio nos ensinou uma lição e nós nunca mais descuidamos dessa questão dos regulamentos", afirma Vandick, que era coordenador técnico na época. "O Paysandu foi beneficiado agora, mas prejudicado lá atrás. Isso faz parte das regras, é do jogo."

O presidente não considera que tenha havido injustiça em relação ao Brasília, o campeão em campo da Copa Verde. O time renovou o contrato de seus jogadores no tempo regulamentar e foi prejudicado por uma falha no sistema de informática da CBF, que não publicou as renovações.

"Não vejo injustiça. O que vejo é que o clube tem obrigação de esperar o nome de todo jogador sair no BID [Boletim Informativo Diário, o documento eletrônico que oficializa a situação dos atletas]. Enquanto não sair, nenhum clube escala jogador. O Brasília escalou, não entendo por quê. Isso não pode, e nós fomos atrás do nosso direito."

Ele também não acredita que a imagem do clube possa sair arranhada por ser associada a mais um episódio de virada de mesa.

"Existe o jogo para ser jogado, e existe um regulamento para ser cumprido. Quem não cumpre tem que ser punido, simples."

Se fora de campo a diretoria jurídica está atenta, dentro dele o time não anda. No último domingo, o Paysandu completou uma sequência de três derrotas, com o revés para o Treze, na Paraíba, pela Série C. Recém-rebaixado da Série B, o clube está perto da zona da degola também da terceira divisão. Tudo isso, no ano de seu centenário.

O presidente Vandick, considerado por parte da torcida um ídolo (ele marcou três gols na final da Copa dos Campeões em 2002, contra o Cruzeiro, o maior título da história do clube), já enfrenta pressão para deixar o cargo. Ele não deve concorrer à reeleição.

O PAYSANDU NOS TRIBUNAIS:

JÁ SE DISSE VÍTIMA DE UM COMPLÔ

O presidente Arthur Tourinho pegou três meses de suspensão por ofender o presidente da federação local (Antônio Carlos Nunes, que continua no cargo). Mesmo suspenso, ele assinou o contrato de três reforços. Nunes alertou a Justiça desportiva sobre a irregularidade, o Paysandu perdeu oito pontos e ficou seriamente ameaçado de rebaixamento.

O curioso é que Tourinho, mesmo suspenso e sem poder assinar contratos, pôde votar na eleição que manteve Ricardo Teixeira à frente da CBF. Auditores do STJD disseram na ocasião que foi um caso de "dois pesos e duas medidas". Tourinho alegou que seu clube só perdeu os pontos porque estaria havendo um complô dos times do Rio e de São Paulo para prejudicá-lo. O Fluminense e a Ponte Preta, por exemplo, estavam na disputa para fugir da degola.

No ano seguinte, o Paysandu foi novamente acusado de escalar irregularmente um atleta, no caso, o atacante Adrianinho. Mas conseguiu provar que não havia problemas, e o tribunal acabou arquivando a denúncia.

POR POUCO NÃO CAIU POR ESCALAR MARCELINHO PARAÍBA

Depois do trauma de 2003, a diretoria do clube contratou "especialistas em BID" e evitou ser punido por escalação irregular de atletas em algumas ocasiões. Na reta final da Série C de 2012, o atacante Marcelinho Paraíba foi contratado e apresentado com pompa para ser a grande arma do acesso.

Mas nas vésperas de sua estreia, a diretoria jurídica resolveu consultar a CBF sobre a situação do jogador e descobriu que poderia ser punida até com rebaixamento caso o escalasse. O motivo é que Paraíba já havia defendido dois outros clubes naquela temporada e não poderia jogar por um terceiro. O contrato foi rescindido, e o Paysandu subiria mesmo sem o atacante. "Escapamos por muito, muito pouco", disse Fred Carvalho, então diretor de futebol do clube.

No ano seguinte, já na segunda divisão, os paraenses tentaram usar o mesmo argumento para tirar pontos do São Caetano, que teria posto em campo o lateral Renan de modo irregular. O clube paulista conseguiu provar que estava correto; o Paysandu acabaria rebaixado.

VOLTOU PARA A COPA DO BRASIL DEPOIS DE VEXAME EM CASA

Uma derrota de 2 a 0 para o Naviraiense (MS) em Belém foi revertida no tribunal depois que a diretoria descobriu dois jogadores rivais que jogaram sem contrato. Nas primeiras instâncias, o clube sul-mato-grossense venceu, alegando que o regulamento da CBF permite que contratos sejam renovados até 15 dias depois da realização da partida em que um atleta atuou.

Mas os auditores do pleno não compraram essa versão, e o Paysandu voltou à Copa do Brasil e ainda ganhou R$ 400 mil, o prêmio por avançar de fase.   

UOL Esporte

Oswaldo teme briga política no Santos e faz apelo: "olhem para o time"

O técnico Oswaldo de Oliveira está preocupado com o ano eleitoral do Santos

O técnico Oswaldo de Oliveira está preocupado com o ano eleitoral do Santos

O técnico Oswaldo de Oliveira está preocupado com o ano eleitoral do Santos e ressaltou que o escândalo envolvendo os sócios fantasmas chegou à comissão técnica e jogadores. Por conta disso, o técnico santista fez um apelo aos grupos de situação e oposição do clube. O treinador pediu para que eles não atrapalhem o time dentro de campo.

"Claro que tenho a preocupação. Fiz referência a isso na ultima coletiva, espero que não interfira no nosso trabalho. Claro que tudo o que está relacionado ao Santos é importante para nós, sempre tem interferência no nosso trabalho, espero que não ocorra", afirmou Oswaldo de Oliveira.

"Até o momento não senti nada. Acho até que nós temos tido, não sei se foi pela parada na Copa, pouca preocupação aqui, tranquilidade para trabalhar, espero que isso continue, que as pessoas que estão em disputa eleitoral tenham essa compreensão e olhem para o lado do time, daquilo que representa o Santos", completou.

O Santos confirmou que existia irregularidades em seis mil carteiras de associados e que mil delas ainda passam por investigação. 49 sócios investigados possuem nomes fictícios que causaram espanto em oposicionistas, conselheiros e torcedores do clube. Isso porque existem carteirinhas registradas em nome de Don Corleone, mafioso do filme o "Poderoso Chefão", o ditador chileno Augusto Pinochet, o gângster Al Capone, de Alexandre Nardoni, preso por matar a filha Isabella, e até de Edgar Baez, atacante argentino que atuou no Santos no fim dos anos 90.

A diretoria do Santos afirma ter investigado a fundo o caso dos sócios fantasmas após a denúncia feita pelos grupos oposicionistas do clube na semana passada e divulgou que a criação das carteirinhas com nomes pitorescos, entre eles Al Capone e Alexandre Nardoni, estão ligadas a membros da oposição à atual gestão do clube.

A cúpula santista reuniu a imprensa na sala do presidente Odílio Rodrigues e apresentou um vídeo que mostra que o endereço de duas pessoas, onde foram entregues as carteirinhas de Al Capone e Alexandre Nardoni, tem ligações com dois movimentos de oposição do Santos.

A Terceira Via alega que o Santos está manipulando as informações do caso para incriminar os grupos oposicionistas e ressalta que as carteirinhas são criadas pelo clube e não pela oposição.

"Eles devem estar manipulando para incriminar algumas lideranças da oposição. Isso é banal, eles estão fazendo assim: 'pegaram a mulher traindo o marido no sofá e querem culpar o sofá'. Quem faz as carteirinhas é a situação, não a oposição. Quem faz as carteirinhas é quem está no comando do Santos", afirmou Orlando Rollo, presidente do Conselho Deliberativo da Terceira Via.

O Santos afirma que já bloqueou a carteirinha dos sócios com nomes fictícios, casos de Corleone, Al Capone e companhia, pois identificou irregularidades no CPF.

Segundo a Terceira Via Santista, grupo de oposição do Santos, eles receberam a denuncia pelo correio. Além das carteirinhas, chegou à sede dos oposicionistas uma carta anônima. A pessoa misteriosa alega ser ex-funcionário da CSU CardSystem, processadora e administradora independente de cartões de credito e débito, responsável pelo gerenciamento do programa de sócios do clube.

UOL Esporte

'Bom Senso' do basquete argentino derruba cartolas e dá lição ao Brasil

Astros da Argentina lideram movimento para mudar situação do basquete no país

Astros da Argentina lideram movimento para mudar situação do basquete no país

Vitorioso na última década, o basquete argentino foi sacudido por uma crise financeira e política que colocou em xeque até mesmo sua participação no Mundial 2014, a ser disputado entre agosto e setembro na Espanha. Situação que fez com que astros consagrados da 'Geração Dourada' dessem início a uma espécie bem sucedida de 'Bom Senso' na modalidade, provocando a renúncia de dirigentes por má gestão e exigindo mudanças na estrutura do esporte do país através de uma ativa atuação nos bastidores. 

A crise argentina teve início em abril, com a renúncia do presidente da Federação, Germán Vaccaro, devido ao desequilíbrio financeiro da entidade e denúncias de corrupção. Desde então, outros dois nomes assumiram e deixaram o posto logo em seguida após pressão dos atletas. Eleito no começo de julho, Daniel Zanni pediu para sair em menos de um mês. Seu substituto, Ricardo Siri, também renunciou, assim como todos os comandantes das federações regionais.

A dívida admitida pela Federação Argentina está na casa de 20 milhões de pesos (cerca de R$ 5,4 milhões), mas os atletas cobram uma auditoria externa por temerem que o valor possa ser muito maior. Deste montante, 5 milhões de pesos (R$ 1,3 milhão) são premiações e diárias atrasadas dos jogadores da seleção principal.

Diante da situação caótica, a 'Geração Dourada' da Argentina endureceu as cobranças por mudanças. Nomes como Manu Ginobili, Luis Scola e Andrés Nocioni se reuniram com dirigentes e cobraram a adoção de um modelo de gestão profissional, com afastamento dos atuais cartolas. Até mesmo um boicote ao Mundial foi cogitado.

"Para nós, seria muito mais fácil ir ao Mundial ou permanecermos em casa. Mas queremos mudanças profundas na CABB. Isto pode chegar a criar um legado mais importante do que o conquistado em quadra. Queremos saber onde foi parar tudo o que se gerou nestes anos", disse Ginobili. "Nós [da NBA] jogamos uma competição e nos vamos. Mas atrás há milhares de jogadores na Argentina que merecem transparência e respeito".

O movimento atinge toda a seleção argentina. No início da preparação para o Mundial, a delegação inteira, incluindo a comissão técnica, concedeu entrevista coletiva para reforçar as cobranças. Pressão que chamou a atenção do governo local. Secretário do esporte, Camau Espínola enviou inspetores à sede da federação e já fala em uma intervenção.

"Só sabemos que nossa seleção esteve 10 anos no topo do mundo e nada disso se vê refletido. Estamos exatamente iguais, ou piores, do que quando começamos. (...) Não queremos deixar só resultados e medalhas. Temos amor pela camisa, pelo basquete, e pretendemos algo mais", afirmou Nocioni ao jornal Olé.

"Eles são a verdadeira matéria prima do basquete", defendeu o técnico da seleção brasileira, Rubén Magnano, ao UOL Esporte. "São caras que têm muito peso, se falaram é porque alguma coisa aconteceu. Assim como o técnico precisa ouvi-los dentro de quadra, os dirigentes têm que escuta-los fora dela. Estão pedindo o que acham necessário para a melhora do basquete argentino, não têm ligações políticas", completou o treinador, que dirigiu seus compatriotas na conquista do ouro olímpico.

E no Brasil?

O ativismo e a postura crítica dos jogadores argentinos contrastam com o pouco envolvimento dos atletas brasileiros com a atual situação da CBB, que também se encontra em uma delicada situação financeira após déficits consecutivos nos últimos cinco anos. De acordo com os balanços emitidos pela entidade, as dívidas da confederação subiram de R$ 800 mil em 2009 para R$ 9,5 milhões no fim do ano passado (crescimento de 1.088%).

Dentre as dívidas, R$ 1,9 milhão ao INSS e mais R$ 4,4 milhões em empréstimos bancários. Em análise feita ao blog Bala na Cesta, o professor Jorge Eduardo Scarpin, docente do Mestrado em Ciências Contábeis da Universidade Federal do Paraná, classificou a entidade como 'falida'. O déficit constante tem ocorrido apesar do aumento de receitas da entidade. No último ano, houve arrecadação recorde de R$ 27,4 milhões, impulsionada pelo aporte de R$ 14 milhões do Ministério do Esporte.

Assim como na Argentina, os problemas financeiros também atingiram a seleção principal. Em 2013, o presidente da CBB Carlos Nunes admitiu ter atrasado o pagamento das diárias a jogadores das seleções masculinas e femininas que disputaram a Copa América. As comissões técnicas também receberam seus rendimentos com atraso.

A situação fez com que a gestão de Nunes à frente da CBB fosse duramente criticada pelo presidente da Fiba Américas, Alberto Garcia, e pelo secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, em fevereiro. O Ministério do Esporte, porém, aumentou seu aporte a entidade, que receberá um total de R$ 58 milhões em convênios até 2016.

Contestar a situação financeira da CBB, porém, parece não passar pela cabeça dos principais jogadores do país. Questionados sobre o assunto, alguns dos atletas da seleção brasileira que se prepara para o Mundial da modalidade afirmaram estar atentos à situação do basquete nacional, mas evitaram entrar em atrito e ressaltaram o bom relacionamento com dirigentes.

"É uma questão complicada. Eles [na Argentina] realmente tiveram muitos problemas com a confederação, não tem a fiscalização que temos aqui na CBB, que é toda auditada", disse o pivô Tiago Splitter. "É uma situação totalmente diferente. Temos a nossa confederação muito mais analisada do que a deles".

Membro da comissão de atletas do Comitê Olímpico Brasileiro, o ala Marcelinho Machado acredita que existe uma boa participação dos jogadores nacionais, que passaram a ter direito a voto nas reuniões da CBB. O veterano, porém, admitiu desconhecer os atuais números financeiros da entidade.

"Para fazer esse julgamento teria que ter acesso a todos os dados, não tenho acesso a isso. A gente conversa, o Guilherme [Giovannoni] é o presidente da associação de jogadores. Mas entendemos que a Eletrobrás saiu [como patrocinadora] da confederação e isso foi uma situação complicada de se administrar", afirmou Machado.

Recém-criada, a Associação de Atletas Profissionais de Basquetebol do Brasil (AAPB) até agora tem evitado entrar em rota de colisão com os cartolas nacionais. Convidada para participar da última assembléia geral da CBB, a entidade deu seu aval na prestação de contas da CBB, aprovadas por unanimidade na reunião pelos presidentes de federações.

"Estou olhando meio por cima o que está acontecendo [na Argentina]", comentou Giovannoni. "Provavelmente neste fim de semana eu terei um encontro com o presidente da associação de atletas deles no Rio. Nós nos encontraríamos por outros motivos, mas vou aproveitar para saber mais a fundo o que está acontecendo. Acho importante que os atletas [da Argentina] estejam tentando melhorar a modalidade, assim como estamos tentando fazer a mesma coisa por aqui".

Curiosamente, o último jogador de peso a contestar cartolas da CBB faz parte da atual seleção brasileira. O pivô Nenê Hilário passou dois anos afastado da equipe nacional por divergir da gestão do então presidente da entidade, Gerasime Bozikis, conhecido como Grego, no início dos anos 2000.

UOL Esporte

Ricciardo: impedido de surfar, mas o único da F1 a tirar onda da Mercedes


Daniel Ricciardo assinou contrato com a Red Bull em que fica impedido de surfar. Escuderia teme lesões e ataques de tubarão

Daniel Ricciardo ouviu no início do ano a seguinte ordem da Red Bull: de agora em diante ele não poderia mais surfar, hobby preferido do australiano de 25 anos. A equipe colocou em contrato que seus pilotos não seriam expostos a "desastres naturais". Resumindo: Ricciardo poderia sofrer ataque de tubarões caso continuasse surfando, daí o veto.

Longe do mar, Ricciardo desafiou outros "tubarões" nas pistas e pode bater com orgulho no peito e dizer que é o único que conseguiu tirar onda da Mercedes.

O novato da Red Bull soma duas vitórias no ano, a última delas conquistada no domingo passado, na Hungria. Os outros nove GPs disputados tiveram domínio absoluto da Mercedes (Hamilton venceu 5 vezes e Rosberg venceu 4).  

A presença do "intruso" Ricciardo entre as Mercedes ofusca outra marca expressiva: o australiano tem desbancado Sebastian Vettel, piloto 1 da Red Bull, e campeão das últimas quatro temporadas.

Ricciardo é o 3º na classificação, com 131 pontos; Vettel é o 6º, com 88 pontos. Vale lembrar que foi invalidada a 2ª colocação de Ricciardo no GP da Austrália (que daria mais 18 pontos).

Namorada bela e avessa à mídia

Ricciardo tem relacionamento longo com Jemma Boskovich. O piloto mantém a imprensa afastada das notícias sobre o namoro com a bela jovem. Sabe-se que os dois estão juntos há mais de três anos e que teriam brigado e voltado às pazes. Jemma trabalha com vendas e evita exposição na mídia. É uma raridade encontrar fotos de ambos juntos.

Sorridente

É comum ver Ricciardo sorridente, seja em entrevistas ou no pódio. O australiano não alimenta intrigas com rivais na Fórmula 1 e está sempre de bom humor. Gosta de fazer piadas.

Então piloto da Fórmula BMW, Ricciardo conversa com o então terceiro piloto da Sauber Sebastian Vettel, em 2006. Oito anos depois os dois integrariam juntos a equipe Red Bull

Carreira

Ricciardo começou no kart aos 9 anos. Ele ficou na categoria até os 16 anos. Ainda adolescente, o australiano integrou programa de desenvolvimento de pilotos coordenado pela Red Bull. Entre as várias categorias que disputou, Ricciardo teve Sebastian Vettel como concorrente em 2006, pela Fórmula BMW.

Seu debute na Fórmula 1 ocorreu em 2011, pilotando uma HRT. Em 2012, ele foi chamado para guiar uma Toro Rosso. Foram duas temporadas na escuderia. Em 2014 veio o grande presente: pilotar uma Red Bull.

Break

Em suas ações promocionais pela Red Bull, Daniel Ricciardo mostrou habilidade na dança. O australiano arriscou passos do break, dança surgida nos guetos norte-americanos. O resultado você vê abaixo.

Fã de futebol...australiano

Quando criança, Ricciardo sonhava ser jogador de futebol australiano, chamado de Australian Rules e que não tem nada a ver com o futebol de que conhecemos. A modalidade tem características do rúgbi, com os jogadores carregando a bola na mão.

Ricciardo disse que desistiu de jogar futebol australiano porque não tinha vigor físico. Ele também jogou tênis, mas preferiu o automobilismo. 

Punk rock

Minutos antes de entrar no cockpit, Ricciardo ouve punk rock para energizar. Fora das pistas, o australiano gosta de assistir a seriados. Seu preferido é o seriado adolescente One Tree Hill (no Brasil chamado Lances da Vida).   

UOL Esporte

Acordo vai regular relação de Dunga, desafeto da Globo, com imprensa

Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, planeja encontros com representantes de diferentes veículos de comunicação para definir regras de convivência entre jornalistas e a nova comissão técnica. O objetivo é evitar desgastes, como o ocorrido entre Dunga e a Globo durante a Copa de 2010.

O dirigente afirma ter ouvido de jornalistas que Dunga cumpriu tudo o que foi combinado na África do Sul e que os problemas ocorreram em situações que não foram discutidas com antecedência. Por isso, ele quer definir um amplo leque de regras, mas assegura que será tudo negociado entre as partes.

Também a fim de evitar a repetição de conflitos como o que Dunga teve com Alex Escobar, da Globo, em 2010, Rinaldi pediu para agora o treinador procurar manter relações “equilibradas” com todos os veículos. Na África do Sul, Dunga chegou a ofender Escobar numa entrevista coletiva ao perceber que ele se queixava com sua equipe por não conseguir entrevistas exclusivas com jogadores.

Para retornar à seleção, Dunga pediu que todos os órgãos de imprensa recebessem tratamento igual. Isso e o histórico de rusgas não o impediram de dar entrevista exclusiva para o “Fantástico” no último domingo.

Em relação às novas regras de convivência, Rinaldi só tem uma certeza por enquanto: nenhum treinamento do time nacional será interrompido para a gravação de programas de TV. Pelo menos essa é a promessa. Na Copa de 2014, Felipão, agora treinador do Grêmio, permitiu que um treino fosse interrompido após o aquecimento para o apresentador da Globo Luciano Huck gravar quadro de seu programa no centro de um dos gramados da Granja Comary com a participação dos jogadores da seleção brasileira.

UOL Esporte – Blog do Perrone

terça-feira, 29 de julho de 2014

Gallo diz ser impossível copiar trabalho alemão: "Tem o tamanho de SP"


Alexandre Gallo, coordenador de base da CBF. Gilmar Rinaldi, coordenador geral da entidade, e Dunga, técnico da seleção brasileira

Copiar o trabalho realizado pela Alemanha na formação de jogadores não passa pela cabeça de Alexandre Gallo, coordenador das seleções de base da CBF. O dirigente acredita ser impossível implementar no Brasil o sistema utilizado pelo país europeu e que resultou na formação da equipe que conquistou o título da Copa do Mundo.

"A Alemanha é do tamanho do estado de São Paulo. Eu tive contato com o pessoal que está fazendo o trabalho na Suíça, que é menos ainda, e eles dividiram o país em três. É impossível [apenas copiar o sistema], pois nossa estrutura é outra, nosso calendário é outro", disse Gallo, em entrevista a TV Bandeirantes.

O sistema de formação de novos talentos implementado pela Alemanha a partir de 2002 tem recebido diversos elogios desde a conquista do título mundial. O trabalho foi responsável pelo surgimento de jogadores como os meias Kroos e Götze, o volante Schweinsteiger e o goleio Neuer, entre outros.

"Temos que entender que a Alemanha pegou uma geração muito boa de atletas. Perderam algumas competições, mas é uma geração muito boa. O Brasil também tem trabalhos muitos bons na base, em grandes clubes. E é importante que os clubes invistam neste trabalho, coloquem profissionais capacitados. E precisamos de atletas que sejam bons tecnicamente e que também sejam comprometidos", comentou Gallo.

Apesar das derrotas para Alemanha e Holanda na reta final da Copa do Mundo, Gallo não crê que o Brasil tenha material humano pior que o dos rivais. Segundo o dirigente da CBF, o país continua revelando jogadores talentosos, que fazem a diferença no futebol internacional.

"Quando você viaja, como eu fiz, para a Europa, vai ver que os expoentes são brasileiros, argentinos, colombianos. Ainda temos o talento. E o talento sempre vai estar um passinho à frente. Antes, eram seis, mas ainda fica um", afirmou.

Gallo ainda comentou sobre sua relação com Dunga, novo técnico da seleção principal. O dirigente se colocou à disposição para ajudar no processo de renovação da equipe, mas afirmou que seu trabalho é mais focado na melhora das categorias de base.

"Tem que existir uma relação clara e aberta [com o Dunga]. Tenho que servir o Dunga quando ele achar importante. Mas eu tenho que fazer um trabalho importante, de grão de areia, para formar os atletas", disse Gallo.

UOL Esporte

Perda de espaço e falta de motivação ajudam a explicar saída de Ronaldinho

Ronaldinho saúda torcida do Atlético-MG antes do jogo contra o Vasco

O acerto para a rescisão amigável entre Atlético-MG e Ronaldinho Gaúcho foi selado na segunda-feira, em reunião entre Alexandre Kalil e o irmão e empresário do atleta, Roberto Assis, na capital mineira. Uma série de motivos fez o contrato do jogador ser encerrado antes de dezembro. De falta de motivação a perda de espaço no elenco rondaram os últimos dias do armador no alvinegro mineiro.

As cobranças de Levir Culpi a Ronaldinho Gaúcho dificultaram a permanência de Ronaldinho Gaúcho. O treinador chegou com a orientação da diretoria para reorganizar o futebol da equipe e fazer os principais jogadores voltarem a render em campo. E para isso, fechou o cerco sobre muitos atletas, inclusive a estrela da companhia.

O camisa 10 não correspondeu em campo e também no dia a dia, o que não deixou o comandante satisfeito. Com Levir, o atleta disputou apenas quatro jogos oficiais, sete contando as três partidas na China e somente em um Ronaldinho Gaúcho atuou por 90 minutos, na eliminação nas oitavas de final da Libertadores, para o Atlético Nacional, no Independência.

As substituições durante os jogos viraram rotina para o meia-atacante. O desgaste já ficou comprovado no último amistoso na China, contra o Guanghzou Evergrande, quando Ronaldinho admitiu insatisfação por ter sido substituído no segundo tempo. "Claro que não (ser substituído), preciso me preparar", afirmou o jogador, na ocasião.

Levir Culpi não poupou na resposta e afirmou que estava ainda insatisfeito com o condicionamento físico do atleta. "Ele (Ronaldinho Gaúcho) teve bons momentos, participou de boas jogadas, está evoluindo, mas no meu modo de entender, ainda muito abaixo do que pode fazer na parte física", comentou.

Novo atrito aconteceu já no jogo seguinte, na primeira partida da final da Recopa, contra o Lanús, na Argentina. Ronaldinho foi titular, mas acabou sendo substituído no intervalo do confronto. O atleta ficou nos vestiários e não viu a vitória alvinegra por 1 a 0. Na última quarta-feira, o armador mais uma vez não atuou por 90 minutos, sendo trocado por Luan no segundo tempo. Na saída, o jogador se despediu dos companheiros e da torcida, sendo que menos de uma semana depois se confirmou que aquele foi o seu último jogo.

A falta de motivação do armador também foi determinante para a queda de rendimento do atleta que culminou com a sua saída do Atlético. Após bom 2013, onde foi campeão inédito da Libertadores, o fracasso no Mundial de Clubes, onde o Atlético ficou em terceiro lugar e, principalmente, a falta de perspectiva em disputar a Copa do Mundo de 2014 pela seleção brasileira, fizera o atleta perder o foco.

A temporada, que para o meia terminou no final de julho, foram 18 partidas somente, com a maior sequência de jogos acontecendo nas finais do Mineiro e da Libertadores, quando Ronaldinho fez cinco partidas seguidas. Nos demais momentos, o atleta acabou sendo poupado frequentemente. Além disso, o craque conviveu com lesões musculares que atrapalharam maior continuidade.

A pouca assiduidade em campo, principalmente em sequência, comprovou outro fato determinante para a sua queda de rendimento. Ronaldinho conviveu com problemas físicos. O fato foi frequentemente dito por Paulo Autuori, durante o tempo que esteve no comando do time e agora por Levir Culpi. "Eu não substituo o Ronaldinho pela parte técnica, a qualidade é indiscutível, mas temos de analisar o condicionamento físico dele durante os jogos, futebol hoje é muito força, velocidade", comentou.

A partida de despedida do atleta não foi escolhida por acaso pelo atleta. Com o título inédito da Recopa conquistado no Mineirão, diante do Lanús, por 4 a 3, (2 a 0 na prorrogação, depois de perder no tempo normal, por 3 a 2), o camisa dez viu a oportunidade de se despedir dos companheiros e da torcida em alta, com uma conquista, evitando, assim, sair em um momento mais conturbado do clube. O fato, fez a decisão da rescisão contratual ser planejada por Ronaldinho e Assis para o final de julho.

UOL Esporte

Real Madrid e Manchester United podem bater recorde de público nos EUA

Michigan State x Michigan, no Michigan Stadium, quebrou recorde de público nos EUA

Michigan State x Michigan, no Michigan Stadium, quebrou recorde de público nos EUA

No próximo sábado, dia 2 de agosto, Real Madrid e Manchester United se enfrentam no quarto maior estádio do mundo, em Michigan nos Estados Unidos. A partida, válida por um torneio amistoso, deve quebrar o recorde de público no país, que é de 105.591 pessoas.

A atual marca foi alcançada no clássico de hóquei universitário entre os times Michigan e Michigan State, em dezembro de 2010. A expectativa dos organizadores do evento nos EUA é de que o duelo entre os times europeus supere o recorde do Estádio da Universidade de Michigan. A capacidade total do estádio é de 109.901 pessoas.

Segundo os responsáveis pela organização da partida, o Real Madrid, time que mais desperta o interesse durante o torneio nos EUA, entrará para a história com a marca.

Não foi divulgado, no entanto, nenhum número de venda de ingressos para o jogo.

UOL Esporte

Presidente do Grêmio viaja para tentar persuadir Felipão a assumir o time

Fabio Koff (d) viajou para São Paulo para convencer Felipão a assumir o Grêmio

Fabio Koff (d) viajou para São Paulo para convencer Felipão a assumir o Grêmio

O presidente do Grêmio, Fábio Koff, embarcou para São Paulo na manhã desta terça-feira. O objetivo do mandatário é convencer o técnico Luiz Felipe Scolari a aceitar o convite para assumir o time. Após a recusa de Tite, o ex-técnico da seleção brasileira virou predileto para comandar o time. A sinalização foi positiva e o acerto pode acontecer em breve.

Felipão havia informado que não comandaria qualquer equipe até dezembro. Os planos do técnico após a saída da seleção eram descansar e acompanhar o nascimento do neto, que ocorrerá em Portugal.

Porém, o poder de convencimento do presidente será testado. Foi Koff que contratou Felipão na passagem vitoriosa dele pelo comando do time, com as conquistas da Copa do Brasil de 94, Libertadores de 95, da Recopa e do Brasileirão de 96.

Além disso, a direção gremista vê em Felipão um treinador capacitado para aguentar o momento de pressão e especialista no torneio que irá se tornar prioridade a partir de agora: a Copa do Brasil.

Outro argumento que pesa para escolha de Felipão é a boa relação com a torcida gremista. Com eleições marcadas para setembro e outubro, a chegada do ídolo da torcida poderia encaminhar sequência da atual gestão, ainda mais se os resultados forem positivos logo de cara.

O diretor jurídico do Grêmio, Gabriel Vieira, acompanhou o presidente na viagem. Além de Felipão, o auxiliar Flávio Murtosa também seria contratado.

Nesta terça-feira, o interino André Jardine comanda trabalho com os jogadores no campo suplementar. A ideia é oficializar a chegada de Felipão o quanto antes para estreia ocorrer no sábado, contra o Vitória, em Salvador.

UOL Esporte

Empréstimos de Nobre a Palmeiras passam R$ 100 mi e têm plano de pagamento


José Carlos Brunoro e Paulo Nobre, dirigentes do Palmeiras

Na última semana, o Conselho de Orientação e Fiscalização do Palmeiras (COF) registrou um novo empréstimo do presidente Paulo Nobre ao Palmeiras, no valor de cerca de R$ 7 milhões. Segundo membros do órgão, com o repasse, a quantia total emprestada pelo mandatário ao clube ultrapassou a barreira dos R$ 100 milhões – está em torno de R$ 105 milhões.

O presidente alviverde, desde o meio do ano passado, tem tomado empréstimos junto a bancos, oferecendo garantias e repassando os valores ao Palmeiras, com juros menores do que os que o clube conseguiria caso negociasse diretamente com as instituições financeiras.

O COF vêm aprovando os repasses, vistos como necessários, por duas razões. Desde a saída da Kia Motors, após o Paulistão 2013, a diretoria não conseguiu fechar com um patrocinador máster. Além disso, existem muitas receitas futuras que já foram antecipadas: o balanço de 2013 apontou R$ 57,6 milhões em receitas antecipadas, além de R$ 63,7 milhões em verbas de televisão comprometidas.

Se por um lado os empréstimos tem permitido o funcionamento do Palmeiras, por outro, incomodam a oposição, que foca suas críticas na atuação do departamento de marketing, principalmente na falta do patrocinador.  O temor é de que o clube fique refém de Nobre quando ele deixar a presidência.

O presidente, porém, têm garantido a cofistas e conselheiros que será ressarcido de forma lenta, sem grande impacto no caixa alviverde. O plano do mandatário é de receber o valor em pelo menos dez anos – os juros são inferiores a 1% ao mês, e as parcelas mensais não ultrapassariam R$ 1,5 milhão.

Além disso, a dívida só começaria a ser paga a partir de 2016, o que daria ao Palmeiras tempo para que haja acordo com um patrocinador, e para que parte das receitas antecipadas volte a entrar em seus cofres.

Mesmo com os empréstimos, o ano palmeirense está longe de ser tranquilo, pelo menos sob o aspecto financeiro. Os contratos de produtividade foram instituídos, e destaques deixaram a equipe, casos de Henrique e Alan Kardec. Reforços que chegaram para 2014, como Marquinhos Gabriel e William Matheus, saíram quando receberam propostas do exterior.

O próximo a deixar o clube pode ser o chileno Valdivia: o meia tinha quase tudo certo com o Al Fujairah, dos Emirados Árabes, mas a negociação travou, e deve ser definida nesta semana.

Por ora, a diretoria aposta no trabalho do treinador argentino Ricardo Gareca, e se esforça para atender seus pedidos. Já são três argentinos contratados: Tobio, Allione e Mouche; os dois primeiros já trabalharam com Gareca no Velez Sarsfield.

Tudo isso no ano do centenário do clube: as festividades começam nessa quarta-feira, quando o Palmeiras enfrenta a Fiorentina, no Pacaembu, às 21h50, pela Copa EuroAmericana.

UOL Esporte

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Cruzeiro e Corinthians travarão guerra fria nas próximas rodadas

Guerrero comemora o gol contra o Palmeiras no primeiro clássico da história do Itaquerão

O confronto pela ponta do Brasileirão nas próximas rodadas e até o fim do primeiro turno tem boas chances de ficar polarizado entre o líder e atual campeão Cruzeiro e segundo colocado Corinthians. As equipes que hoje estão separadas por uma distância de cinco pontos enfrentarão três dos mesmos adversários nas cinco rodadas seguintes. Nos outros dois jogos, o Corinthians pegará equipes que o Cruzeiro já enfrentou e venceu, o que torna a série especial para a sequência do campeonato.

Para deixar tudo ainda mais equilibrado, as sequências dos dois líderes são relativamente fáceis se comparadas às de outros momentos do torneio. O Cruzeiro pega Botafogo (F), Criciúma (F), Santos (C), Grêmio (C) e Goiás (F). Nenhum desses, hoje, disputa o topo direto da tabela de classificação. O Santos, melhor da sequência, deverá estar sem a joia Gabigol, de 17 anos, que comanda o ataque e foi chamada neste fim de semana de "titularíssimo" pelo técnico Oswaldo de Oliveira.

O Corinthans pega Coritiba (F), Santos (F), Bahia (C), Goiás (C) e Grêmio (F). Repete os duelos com Santos, Grêmio e Goiás, e repete também a alternância de mando de campo. Assim como o Cruzeiro, joga as próximas duas fora, depois duas em casa, e a quinta novamente fora. Tudo leva ao equilíbrio, assim como a necessidade de o Corinthians vencer Coritiba e Bahia, clubes já derrotados pelo rival direto Cruzeiro.

Mano Menezes falou sobre a necessidade de se tirar o Cruzeiro do foco para que o Corinthians consiga se concentrar em pequenas metas – o próximo jogo, sempre. Mas à medida que essas pequenas metas forem alcançadas nas próximas rodadas, o Cruzeiro estará cada vez mais próximo.

"Não é hora de pensar no que o Cruzeiro está fazendo. Temos de nos preocupar com o que estamos jogando. Temos de fazer nossa parte, continuar melhorando nosso percentual de aproveitamento. Para tentar ser campeão brasileiro, o percentual tem que ser maior. Se aumentarmos o percentual, naturalmente vamos nos aproximar ou no mínimo manter a diferença, com eles olhando para trás", falou Mano Menezes, neste domingo, no Itaquerão, após vencer o arquirrival Palmeiras por 2 a 0.

A guerra será fria entre as duas equipes porque não há o confronto direto. Corinthians e Cruzeiro já se enfrentaram neste turno, com vitória corintiana por 1 a 0 no Canindé – foi uma das duas únicas derrotas dos atuais campeões neste Brasileirão. A outra foi no clássico contra o Atlético-MG.

Fator interessante, também, será o desenvolvimento das duas equipes. Hoje o Cruzeiro joga em nível superior, parece estar acima de qualquer outro clube do país, como no fim do ano passado. O Corinthians, no entanto, vai melhorando com Mano Menezes. Os traços da equipe de Tite já foram dizimados e agora o ex-treinador da seleção brasileira dá nova cara ao time.

UOL Esporte

Empresário diz que Tite só trabalhará em outubro e cria impasse no Grêmio

Tite não deve trabalhar até o começo de outubro e frustra expectativa do Grêmio

Tite não deve trabalhar até o começo de outubro e frustra expectativa do Grêmio

O empresário de Tite, Gilmar Veloz, disse que o treinador não irá aceitar qualquer proposta para comandar equipes até outubro. Adenor Bacchi criou uma agenda de atualização em seu trabalho e não deve romper isso até o décimo mês do ano. Portanto, a expectativa de assumir o Grêmio fica frustrada e cria impasse para a diretoria.

"Não é só o Grêmio, mas qualquer clube que procurar o Tite. Ele não pode começar um trabalho e depois interromper porque surgiu outro.

Ele tem que continuar seguindo a programação que fez quando saiu do Corinthians no fim de 2013. Até o começo de outubro ele seguirá fazendo o que programou, e só então poderá ouvir possíveis propostas", disse o empresário àRádio Guaíba.

Tite é o predileto da direção do Grêmio. Atualmente, o comandante é o único nome trabalhado de fato pela direção. Amigo pessoal de Fábio Koff e com boa relação com os torcedores, a contratação do comandante seria benéfica para o contexto do clube.

"É importante não criar expectativa. Ele tinha planejado que não trabalharia neste ano, independente das propostas. Para se atualizar, para fazer uma avaliação de trabalho. Ele está em Londres, esteve nos Estados Unidos, viu os jogos da Copa do Mundo em Porto Alegre. Ele só volta ao Brasil quando acabar o período de férias na Europa e conclui o trabalho que está fazendo até o fim de setembro", afirmou Veloz.

Recentemente, Tite recebeu proposta da seleção do Japão mas rejeitou comandar a equipe. Antes, foi alvo de vários clubes, entre eles o Grêmio, que na ocasião acabou mantendo Enderson.

O segundo nome na lista gremista é Felipão. Porém, o ex-comandante da seleção brasileira não vai trabalhar até dezembro.
A direção do Grêmio terá um dia marcado por reuniões e espera anunciar o novo técnico o mais breve possível. A ideia é que já na próxima rodada do Brasileirão, diante do Vitória, ele possa estrear.

UOL Esporte

Dunga põe exposição de atletas em xeque e reforça que xingar é necessário


Dunga concede entrevista em sua apresentação como técnico da seleção

Dunga, dias depois de reassumir o comando da seleção brasileira, concedeu entrevista exclusiva para a TV Globo, no "Fantástico", e deixou nas entrelinhas que a linha dura com a qual comandou a seleção até a Copa do Mundo de 2010 deve voltar, apesar de estar mais "ameno" em suas atitudes. Durante a conversa com o programa, ele criticou duramente a exposição dos jogadores da seleção e deixou claro que acredita que xingar, dar broncas pesadas, é sim parte necessária do comando da equipe nacional.

Durante a entrevista, por diversas vezes ele retoma o assunto exposição, mesmo quando a pergunta não era diretamente ligada ao tópico. Por exemplo, quando interrogado sobrea David Luiz, zagueiro dono de péssima atuação na goleada sofrida para a Alemanha, por 7 a 1, na semifinal da Copa do Mundo. "Ninguém tem lugar garantido na seleção. Jogador tem que jogar pelo que faz em campo, não pela imagem que vende", disse.

Antes, já havia citado o marketing extra-campo como um dos problema que deseja evitar. "O foco maior tem que ser a seleção brasileira. Dar entrevista? É com o chapeuzinho da seleção. Ou não dá. Tem que ter o marketing pelo futebol, pela qualidade. O Brasil tem que falar do que faço no campo do que do extra-campo", afirmou. 

Para ele, essa exposição dificulta aos técnicos serem duros com seu jogadores: "Qualquer grupo eu não tenho que ficar intimidado de chamar a atenção. Não tem esse negócio. Se você vai perder eu também vou perder. Tá faltando isso no futebol em geral, no Brasil. Todo mundo tem grande exposição, e isso deixa com medinho de dar bronca, mandar para aquele lugar, chamar atenção do outro."

Sobrou até para os cabelos descoloridos de Neymar e Daniel Alves, que ficaram loiros durante o Mundial. "Sem dúvida (falaria pra não pintar). Tem que ser antes ou depois", criticou.

O técnico também comparou a preparação da seleção brasileira com duas outras equipes que foram longe na Copa: Alemanha e Holanda. Os alemães ficaram na Bahia e fizeram sucesso com o povo brasileiro ao apareceram na mídia deixando claro que estavam curtindo o país; já os holandeses ficaram no Rio de Janeiro e aproveitaram praias e baladas da cidade.

Para Dunga, o detalhe que diferencia as duas preparações da brasileira é que a exposição ocorreu apenas fora dos treinos, diferentemente do visto na Granja Comary, concentração da seleção: "Eu acho que em certo momento a seleção tem que ter privacidade. Só que eles (holandeses e alemães) tinham fora do muro deles, aí sim tinha a exposição na mídia. No treinamento teve pouca."

Luiz Felipe Scolari

Dunga também comentou sobre seu antecessor. Medindo as palavras, juntou críticas pontuadas por elogios. Ao ser perguntado sobre Scolari e Carlos Alberto Parreira terem afirmado que o Brasil era o favorito e tinha obrigação de ganhar a Copa por diversas vezes antes e depois do Mundial, falou que faria diferente. 

"Tem que jogar com as palavras. Não se deve falar de forma afirmativa. Cada um é cada, falaria que o Brasil jogaria para ganhar, não que ganharia, no afirmativo"; depois, elogiou o comandante: "Campeão do mundo não se discute. Bem ou mal, teve a hombridade e tomar as decisões, estava lá para isso".

em seguida, porém, fez afirmação ao estilo de Scolari e Parreira, mostrando confiança praticamente da mesma maneira dos antecessores: "Temos que apagar esse resultado com a Alemanha, que foi atípico. Não vai acontecer de novo."

Defasagem do futebol brasileiro

A goleada sofrida por 7 a 1 para a Alemanha levantou a discussão: o futebol brasileiro está defasado? Para Dunga, escolhido para comandar a renovação de uma seleção abalada pelo que apresentou em casa na Copa, não.

"Não é que o Brasil esteja defasado, é que no Brasil o jogador com 16, 17 anos já vai para Europa. Se você pegar esses que foram, nenhum é titular absoluto de seu time. Brasil começa a perder nesse aspecto", falou.

"O futebol não mudou. O que decide é a qualidade técnica, o talento", completou.

Nova seleção e Neymar

E o jogador mais talentoso do Brasil, que deve ser o pilar da renovação para 2018, é Neymar. Só que, diferentemente de Scolari, Dunga quer que o atacante jogue para a equipe, e não que seja o único foco do selecionado.

"Eu acho que não se jogará em função do Neymar, e sim ele em função (da equipe). O Brasil tem que criar uma estrutura para que ele seja essencial", afirmou.

Para sua primeira convocação, disse já ter alguns nomes  definidos, mas não revelou: "Tenho três jogadores em cada posição. São jogadores jovens, com bom rendimento, mas não pode em nenhum momento se comprometer, e tem que deixar com o friozinho na barriga, até o último segundo ansioso", disse, para explicar que não citaria nenhum nome.

UOL Esporte

Justiça diz que Messi sabia de fraude fiscal e o inclui em processo


Messi e Deco se abraçam antes da partida em tributo ao jogador português

A Justiça espanhola não acreditou na versão de que Lionel Messi desconhecia a fraude fiscal cometida pelo pai, Jorge Horacio, e manteve a decisão de denunciar o meia no processo de evasão. A informação foi divulgada pelo jornal El País, da Espanha. O astro da seleção argentina e do Barcelona, portanto, responde por três acusações de desvio de dinheiro.

Em junho, Messi havia sido considerado inocente no processo de evasão fiscal, tendo a promotoria entendido que o jogador "desconhecia qualquer prática ilícita cometida pelo pai, Jorge Horácio" e que Messi não teve "nenhuma intervenção" no crime.

A promotoria chegou a pedir que o caso fosse arquivado contra Messi.

Mas em nova decisão da Justiça, foi sustentado que Messi "consentiu com a criação e manutenção de uma estrutura fictícia, que tinha como único objetivo descumprir as obrigações fiscais".

Messi e pai são acusados de não terem declarado à Receita espanhola  o valor de 4,1 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões). Messi depositou em juízo o valor da dívida, com juros e correção monetária, totalizando 5 milhões de euros. Mas o Tribunal considerou irrelevante.

Os dois são acusados também de sonegação de impostos entre 2007 e 2009.

No ano passado, de acordo com o jornal La Vanguardia, Messi já havia pago 10 milhões de euros (cerca de R$ 29,5 milhões) de forma voluntária ao fisco espanhol em uma tentativa de entrar em um acordo com a Fazenda do país.

A quantia seria referente aos ganhos do atacante argentino com direitos de imagem nos anos fiscais de 2010 e 2011. Foi entregue uma declaração complementar – em outras palavras, foi feita uma retificação dos dados entregues ao Fisco nas épocas citadas.

UOL Esporte

Após três derrotas seguidas, pesadelo do rebaixamento volta ao Palmeiras

Ricardo Gareca não fala sobre o risco de rebaixamento e foca na próxima partida do Palmeiras

Ricardo Gareca não fala sobre o risco de rebaixamento e foca na próxima partida do Palmeiras

Ricardo Gareca começa a semana vivendo o primeiro momento difícil desde que chegou ao Palmeiras. A equipe sofreu três derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro e a preocupação passou a ser com o possível rebaixamento para a Série B. Além do Corinthians, a equipe caiu para Santos e Cruzeiro anteriormente.

Por conta disso, os questionamentos em torno de seu trabalho começaram a acontecer. O profissional tenta administrar os problemas em relação ao seu grupo e prefere não fazer previsões.

"É difícil perder três partidas seguidas. Aqui, na Argentina ou qualquer lugar do mundo é complicado. Ainda mais quando o terceiro resultado negativo tenha sido em um clássico", disse.

"A realidade é que perdemos novamente. Não ficamos satisfeitos com isso. Precisamos reconhecer que o Corinthians foi superior. Sobre o futuro eu não posso falar", acrescentou.

Mesmo tentando testar formações diferentes em cada partida, os questionamentos em torno da qualidade do grupo passam a aumentar. Ricardo Gareca evita comentar sobre a necessidade de contratar reforços e procurou enaltecer os atletas.

"Nós estamos fazendo o melhor trabalho possível e o Palmeiras possui bons jogadores. Estamos buscando encontrar o melhor estilo e uma maneira de jogar. Precisamos lembrar também que enfrentamos boas equipes, que estão na parte de cima da tabela. O Palmeiras ainda vai encontrar seu rumo. Temos força para eu acreditar nisso. Precisamos nos superar e pensar na próxima partida", analisou.

O Palmeiras disputou a Série B do Campeonato Brasileiro ano passado e em 2003. Com a possível ameaça, os dirigentes dos clubes do país costumam cogitar uma troca no comando técnico. Essa situação não foi comentada entre os dirigentes alviverdes, pelo menos abertamente, na noite de domingo. Entretanto, o meia Wesley tratou de passar confiança no treinador argentino.

"O futebol é assim mesmo. Na Europa os dirigentes não pensam em trocar o treinador. Tomara que o Ricardo Gareca permaneça no clube porque ele trabalha muito. Nós estamos tentando entender a filosofia de jogo dele. Precisamos nos aliar ao nosso técnico", encerrou.

O Palmeiras encontra-se na 12ª colocação do Campeonato Brasileiro, mas tem somente três pontos a mais que o Coritiba, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. A equipe paulista volta a jogar no domingo, às 16h, contra o Bahia, no Pacaembu, pela 13ª rodada da competição.

UOL Esporte

domingo, 27 de julho de 2014

Força joga bem e vence na estreia da Copa Ipanema

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Jogadores do Força com sua nova camisa para a temporada (Foto: Nicholas Araujo)

Jogando com o campo molhado devido as chuvas do fim de semana, a equipe do Força/Interouro Alimentos/BB Cop/LCar venceu a equipe do Super Estrela por 3 a 1 pela Copa Ipanema categoria Super Masters Grama. A equipe marcou dois dos três gols no segundo tempo.

O time fez um bom jogo e já nos primeiros minutos teve duas chances claras de gol. Com uma bobeira do goleiro adversário, o Força abriu o placar. Um chute de longe fraco foi aceito pelo defensor Betinho, do Super Estrela.

No segundo tempo, pressão do Super Estrela e com um lance encobrindo o goleiro, aconteceu o empate. No entanto, a equipe do técnico Mário Sérgio foi para cima e com gols de rebote do goleiro e rasteiro no canto esquerdo, o Força saiu de campo com a vitória merecida.

Jogo
Força 3x1 Super Estrela
Gols: Força (Véia, Odair e Ribeiro); Super Estrela (Donato)
Local: Campo de grama do Ipanema Clube – Ribeirão Preto/SP
Horário: 10 horas

Corinthians vence Palmeiras no Itaquerão e Guerrero vai à história


Guerrero comemora o gol contra o Palmeiras no primeiro clássico da história do Itaquerão

José Paolo Guerrero já era o jogador mais importante da história do Corinthians - senão o maior ídolo - antes do apito inicial do primeiro clássico contra o Palmeiras no Itaquerão, neste domingo. Ao término da partida, ele ganhou motivos para ser considerado o número um: marcou o primeiro gol da vitória sobre o arquirrival, por 2 a 0. E tudo isso poderia não ter acontecido caso ele tivesse optado por deixar o campo no primeiro tempo, quando sentiu uma lesão.

A cena já foi vista pelo torcedor corintiano em outros momentos: bola lançada para o atacante peruano, ele começa a correr e para, dá passadas mais lentas como quem desistiu do lance e leva a mão à parte de trás da coxa. Neste domingo, a história foi idêntica. Mas Guerrero não quis sair de campo. Passou alguns minutos quase parado, sem olhar para o banco de reservas que insistia em pedir sua atenção - Romarinho e Luciano já aqueciam. Mas ele ficou, terminou o primeiro tempo, e voltou entre os 11 do vestiário. Instantes depois, entraria para a história. Ele não só é o heroi do Mundial, como também o protagonista do primeiro Corinthians x Palmeiras em casa.

Com a vitória, o Corinthians é o líder do grupo de 19 mortais, cinco pontos abaixo do Cruzeiro, atual campeão, que se mostra em outro nível em relação aos competidores. O Palmeiras de Ricardo Gareca perde a terceira seguida no Brasileirão e fica na metade inferior da tabela.

Fases do jogo:

O primeiro tempo não foi digno da energia das duas torcidas nas arquibancadas, nem do porte que o evento merecia. Foram 30 minutos sem chutes perigosos a gol, sem trabalho dos goleiros. Muita marcação, em duas equipes muito bem armadas, com o Palmeiras limitado a suas carências técnicas - Ricardo Gareca trabalha com um elenco muito inferior ao de Mano Menezes.

Em duas oportunidades na primeira etapa, o Corinthians pediu pênalti por toque com a mão dos palmeirenses na área. Os dois momentos foram interpretativos e, segundo o árbitro de Copa Sandro Meira Ricci, não mereceram marcação. Quem chegou a levar perigo a gol foi o volante Ralf, no único chute que realmente deu trabalho ao goleiro palmeirense Fábio.

Na segunda etapa, o Corinthians voltou melhor, dominou rapidamente o meio de campo e abriu o placar com Guerrero: jogada de Elias, marcação frouxa do Palmeiras, o peruano dentro da área apareceu cara a cara com Fábio e tocou na saída, no canto direito.

Elias também criou a jogada do segundo gol do Corinthians. Avançou e encontrou Petros pela direita, entrando da área. O meia corintiano bateu, a bola tocou na trave, nas costas do goleiro Fábio, e entrou. 

Melhor: Paolo Guerrero - Não quis sair de campo quando sentiu o que parecia ser mais uma lesão muscular na coxa. Joga melhor com Mano, podendo sair da área. Participa da criação e da conclusão. E, como manda sua história no Corinthians, brilha: agora é o herói, também, do clássico.

Pior(es): Victor Luis, Renato, Mendieta e Mouche - Ricardo Gareca viu sua equipe não funcionar na tarde deste domingo por atuações muito fracas de alguns jogadores. Victor Luis foi muito mal na marcação pela lateral esquerda, deixou o Corinthians jogar por sua ponta direita. Quando não era Renato Augusto, Ángel Romero passava por ali. Renato, no meio, pouco trabalhou. As pontas com Mendieta e Mouche tornaram-se absolutamente ineficientes.

Chave do jogo: Wesley e Renato, marcadores que não macam. Durante os 90 minutos, em momentos em que a bola não estava em jogo e as equipes se arrumavam taticamente no campo, aguardando uma cobrança de tiro de meta ou lateral, foi possível avistar falhas de posicionamento de Wesley e Renato, os volantes do Palmeiras. Em linha, a dupla ocupou durante todo o jogo setor por qual não passou nenhum coriniano. Com Ralf, Elias e Petros mais recuados, Renato Augusto teve facilidade em fugir do miolo. Caiu pelas laterais, revezou com ROmero. Wesley e Renato, aparentemente, não viram.

UOL Esporte

Hamilton se diz chocado com ordem da Mercedes e reclama: "estranha"


Lewis Hamilton erra e sai da pista com sua Mercedes durante o GP da Hungria

O terceiro lugar conquistado no GP da Hungria poderia ser muito comemorado por Lewis Hamilton. O inglês que largou na última posição e dos boxes conseguiu um grande feito ao alcançar o pódio e deixar seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, que havia conquistado a pole, para trás.

Mas uma ordem dada via rádio pela Mercedes parece ter mexido com o piloto. Já na parte final da prova, Hamilton brigava pela segunda posição com Fernando Alonso quando ouviu sua equipe dizer que ele precisava dar passagem para Nico Rosberg, que vinha logo atrás e em bom ritmo.

Hamilton não acatou o pedido e se manteve a frente do companheiro, mesmo com as explicação de que Rosberg precisava fazer mais um pit stop para trocar os pneus macios por médios, o mesmos usados pelo inglês.

"Fiquei muito chocado com a equipe me pedir isso. Ele não se aproximou o suficiente para me ultrapassar. Eu não iria tirar o pé e perder terreno para Fernando e Daniel. Chegasse e então me ultrapassasse. Então foi um pouco estranho", disse Hamilton na entrevista coletiva após o final da prova.

Ele ainda explicou o fato de não ter seguido a ordem da equipe, e disse que tomou a decisão certa por estar correndo para si próprio.

"Eu teria perdido pontos para Nico se deixasse ele me passar, ele abriria e me superaria depois (do pit stop). Ele estava na mesma corrida que eu. Só porque ele faria um pit stop a menos não significa que não estamos na mesma corrida. No fim, estou satisfeito de ter tomado a decisão certa. Eu não estava correndo por ele, mas por mim", disse.

Nico Rosberg também falou sobre a ordem polêmica e disse não entender o que aconteceu. O piloto também lamentou não conseguir a ultrapassagem sobre o companheiro na última volta.

"O time informou que ele me deixaria passar. Não sei o que aconteceu. Temos que discutir internamente. Tive a chance na última volta e estou muito enjoado de não ter conseguido. Mas ainda estou na liderança no Mundial e voltarei das férias no modo ataque total", afirmou Rosberg.

A Mercedes deve tratar o caso internamente com Hamilton e Rosberg. "Precisamos sentar, discutir e analisar o momento no qual Lewis foi ordenado a deixar Nico ultrapassá-lo", afirmou o diretor-executivo da equipe, Toto Wolff. "Vamos fazer isso calmamente e resolver qualquer confusão ou mal-entendido", garantiu.

A equipe vai avaliar se o pedido foi ou não correto. "Havia tantas coisas influenciando nossas decisões, nós ainda precisamos determinar se estávamos certos ou não", admitiu Wolff.

UOL Esporte

Destaque na Copa, goleiro da Colômbia é contratado pelo Arsenal

Goleiro colombiano David Ospina vai no alto para fazer grande defesa na vitória brasileira por 2 a 1 no Castelão. O Brasil está na semifinal da Copa e enfrentará a Alemanha

O goleiro da seleção colombiana, David Ospina, é o novo camisa 1 do Arsenal, da Inglaterra. O clube inglês anunciou, na manhã deste domingo (27), que o arqueiro de 25 anos, destaque na última Copa do Mundo, assinou "um contrato de longo prazo", mas preferiu não revelar os valores.

Ospina até então era o goleiro do Nice, da França. O técnico do Arsenal, Arsene Wenger, elogiou a nova aquisição do clube: "David Ospina é um excelente goleiro, com boa experiência e histórico comprovado pelo que fez no Nice e na Colômbia. Ele irá deixar nosso time mais forte e estamos muito satisfeitos com isso", falou ao site oficial do time.

Neste sábado, o Arsenal começou mal a sua preparação. Em amistoso contra o New York Red Bulls, o time foi surpreendido pelos norte-americanos e perdeu por 1 a 0. O próximo compromisso do time é no sábado, em casa, no Emirates Stadium, em Londres, também em amistoso contra o Benfica. A estreia oficial na temporada é no próximo dia 16.

Na Copa do Mundo, Ospina foi um dos destaques do time, que surpreendeu pelo bom futebol e conseguiu chegar até as quartas de final, quando perdeu para o anfitrião Brasil por 2 a 1.

UOL Esporte

Ciclista italiano iguala feito e vence a Volta da França

Vincenzo Nibali comemora a conquista do título da Volta da França

Vincenzo Nibali comemora a conquista do título da Volta da França

Vincenzo Nibali se tornou o primeiro italiano desde Marco Pantani a vencer a Volta da França neste domingo, dominando os adversários em todos os terrenos. Ele também aproveitou a eliminação dos principais rivais durante a famosa prova com duração de três semanas. 

Enquanto a Itáia celebrava seu sétimo título, a França também comemorava sua primeira dobradinha no pódio em 30 anos, com o veterano Jean-Christophe Peraud e o novato Thibaut Pinot terminando na segunda e na terceira colocação, respectivamente.

"Estamos muito felizes, é uma vitória linda. O time todo está de parabéns", disse o treinador de Nibali, Alexandre Vinokourov. 

Nibali superou Peraud em 7m37s e Pinot em 8m15s para se tornar o sexto ciclista a vencer as três principais Voltas, ao lado do belga Eddy Merckx, dos franceses Jacques Anquetil e Bernard Hinault, do italiano Felice Gimondi e do espanhol Alberto Contador. 

O italiano consolidou o título com facilidade, enquanto outros ciclistas ainda disputavam os estágios finais da competição de três semanas. Nibali se tornou, assim,  o primeiro italiano desde Marco Pantani, campeão em 1998, a levantar o troféu.

Com uma arrancada final na avenida Champs Elysees, o alemão Marcel Kittel venceu a última etapa da Volta da França, sua quarta vitória durante esta volta e uma repetição de sua vitória diante do cartão postal parisiense em 2013.

Nibali começou o dia com uma liderança de cerca de oito minutos e só precisava evitar uma eliminação na etapa derradeira para consolidar o título. 

Contador, que estava atrás de seu terceiro título, foi eliminado na décima etapa, após pedalar 15 quilômetros com a tíbia fraturada e abandonar a competição. 

O campeão de 2013, Chris Froome, também fez as malas de volta para casa depois de se acidentar em um trecho de pedras na quinta etapa, mesmo dia em que Nibali abriu enorme distância sobre os principais adversários com uma performance notável por entre as ruas traiçoeiras do norte da França.

"Eu estava pronto para enfrentá-los. Os abandonos fazem parte da prova", respondeu Nibali, ao ser questionado se as saídas prematuras de Contador e Froome poderiam ofuscar seu título.

UOL Esporte

sábado, 26 de julho de 2014

A difícil tarefa de Massa ser o melhor na Williams

Massa em acidente no GP do Canadá (Foto: AP)

A chegada do piloto Felipe Massa a equipe Williams, depois de uma passagem pela Ferrari, onde ficava na sombra de Fernando Alonso, está tendo uma pitada de Dejávú. O brasileiro não consegue engatar uma sequência de boas corridas, reclama de que o carro não corresponde as suas expectativas e vê seu colega de equipe, o finlandês Valtteri Bottas ficar na sua frente em quase todas as corridas.

Massa passa uma expectativa para os torcedores de que esse ano será o dele. Foi assim em 2013, com uma boa pré-temporada ainda na Ferrari e mais uma vez em 2014, quando experimentava o carro da Williams. O piloto começou a esboçar um crescimento no GP do Canadá. Pura ilusão. Praticamente na última volta da corrida, Massa bateu em Sérgio Perez e acabou a corrida em 12º lugar.

O GP da Alemanha nem se fala. Sair logo na primeira curva não é para qualquer um. Agora na Hungria, o piloto largará em sexto colocado, três posições atrás do companheiro de equipe. E um detalhe: Massa ainda não conseguiu superar seu ex-companheiro Alonso. Parecia que o ano seria do brasileiro de vez. Parecia.

Agora é esperar a corrida de amanhã.

Hamilton tem problemas e Rosberg 'herda' pole na Hungria; Massa é 6º


Lewis Hamilton pilota sua Mercedes durante o treino de classificação para o GP da Hungria no circuito de Hungaroring

O azar parece perseguir Lewis Hamilton. Pela segunda vez seguida, o piloto britânico teve problemas no Q1 e vai largar na penúltima posição no GP da Hungria. Melhor para Nico Rosberg, seu companheiro de equipe na Mercedes. Sem grandes dificuldades, o líder do Mundial cravou a pole position em Hungaroring, no treino classificatório realizado neste sábado. Felipe Massa ficou em 6º e, mais uma vez, perdeu a disputa para Valtteri Bottas. O finlandês sai em terceiro, atrás da Red Bull de Sebastian Vettel.

Esta é a sexta vez neste ano na qual Rosberg larga na frente, a terceira consecutiva. Com a necessidade de Hamilton fazer uma corrida de recuperação, o alemão tem grandes chances de ampliar sua vantagem na ponta do Mundial – hoje, ele tem 190 pontos, 14 a mais do que seu companheiro de equipe.

Assim como no treino de classificação para o GP da Alemanha, no último sábado, Hamilton teve problemas no Q1. Desta vez, a Mercedes do britânico pegou fogo na parte traseira – segundo a equipe, houve vazamento de combustível. Como não completou sequer uma volta rápida, ele larga em 21º.  No sábado passado, Hamilton bateu forte durante o Q1 e saiu na 15ª posição em Hockenheim.

A frustração de Hamilton por abandonar o classificatório tão cedo é ainda maior pelo desempenho dele nos treinos livres em Hungaroring. Nas três sessões, o britânico foi o mais rápido e despontava como o favorito para ficar com a pole position.

Outra surpresa no Q1 foi a eliminação de Kimi Räikkönen. O piloto da Ferrari fez o tempo de 1min26s792, insuficiente para passar à etapa seguinte, e larga em 17º. O finlandês ficou atrás até da Marussia de Jules Bianchi. O Q2 não apresentou surpresas. Ema sua última tentativa de se classificar para o Q3, Daniil Kvyat perdeu o controle de sua Toro Rosso, rodou e acabou eliminado.

A chuva deu as caras no circuito húngaro pouco antes do início do Q3. O resultado: todo mundo saiu dos boxes logo cedo para tentar uma volta rápida. A pista escorregadia quase estragou os planos de Rosberg, que controlou seu carro após sair do traçado no fim da reta. Já Kevin Magnussen não conseguiu, bateu sua McLaren na proteção de pneus e o treino foi interrompido a dez minutos do fim.

Como a chuva parou logo, o treino foi retomado poucos minutos depois, com os pilotos usando pneus para pista seca. Rosberg confirmou seu favoritismo e, com o tempo de 1min22s715, cravou a pole position.

O GP da Hungria será disputado neste domingo a partir das 9h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo da TV Globo e acompanhamento do Placar UOL Esporte.

Veja o grid de largada para o GP da Hungria:

1. Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1min22s715
2. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull) – 1min23s701
3. Valtteri Bottas (FIN/Williams) - 1min23s354
4. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull) - 1min23s391
5. Fernando Alonso (ESP/Ferrari) - 1min23s909
6. Felipe Massa (BRA/Williams) - 1min24s223
7. Jenson Button (ING/McLaren) - 1min24s294
8. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso) - 1min24s720
9. Nico Hulkenberg (ALE/Force India) - 1min24s775
10. Kevin Magnussen (DIN/McLaren) – sem tempo no Q3

Eliminados no Q2:

11. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) – 1min24s706
12. Adrian Sutil (ALE/Sauber) – 1min25s136
13. Sergio Pérez (MEX/Force India) – 1min25s211
14. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber) – 1min25s260
15. Romain Grosjean (FRA/Lotus) – 1min25s337
16. Jules Bianchi (FRA/Marussia) – 1min27s419

Eliminados no Q1:

17. Kimi Räikkönen (FIN/Ferrari) - 1min26s792
18. Kamui Kobayashi (JAP/Caterham) – 1min27s139
19. Max Chilton (ING/Marussia) – 1min27s819
20. Marcus Ericsson (SUE/Caterham) – 1min28s643
21. Lewis Hamilton (ING/Mercedes) – sem tempo
22. Pastor Maldonado (VEN/Lotus) – sem tempo

UOL Esporte

Argentino Gareca mexe com rotina do Palmeiras em semana de clássico

Há cerca de um mês, Ricardo Gareca comandou seu primeiro treino no Palmeiras não cercado de desconfiança, mas de uma curiosidade genuína sobre o que significaria para um time brasileiro, neste momento, ter um técnico estrangeiro.

Até agora, foram apenas três partidas no comando do Palmeiras. Mas a vitória conquistada sobre o Avaí na Copa do Brasil a partir de uma atitude considerada arriscada, a de escalar os reservas para um jogo decisivo fora de casa, acendeu uma chama de esperança entre os palmeirenses.

O método de trabalho de Gareca também é diferente, embora ele insista que não: "Não trago nada de novo aqui para o Palmeiras, só responsabilidade. Não acredito que haja algo diferente do que vocês vêm no futebol brasileiro".

Numa semana como esta, com jogo na quarta-feira e no domingo, é raro os jogadores terem folgas em dias úteis. Mas, com o novo técnico, o esquema foi outro. Os jogadores não treinaram nem na segunda (21), após a derrota para o Cruzeiro por 2 a 1 em casa, nem na quarta (23), dia em que voltaram de Florianópolis. Por outro lado, aqueles que não entraram em campo contra o Avaí realizaram atividades por quase uma hora no gramado da Ressacada à noite, após a partida.

Folga após derrota em meio a uma sequência de cinco jogos sem vencer poderia ser considerado inadmissível em outros clubes ou no próprio Palmeiras de outros tempos. Mas Gareca conta com o benefício da dúvida, com o fato de ser ainda uma incógnita.

Por outro lado, o treino na manhã de sexta-feira (25) foi longo, quase duas horas e meia de duração. Primeiro, treino físico por uma hora. Em seguida, treino tático e técnico. Por fim, atividade técnica para os jogadores que não vêm atuando com frequência.

Nesta sexta, ele aproveitou para elogiar os brasileiros companheiros de profissão, a começar por Mano Menezes, adversário deste domingo (27) no clássico Corinthians e Palmeiras: "Menezes é um técnico muito importante, dirigiu a seleção nacional. O trabalho de todos os treinadores brasileiros é muito bom. Os times que enfrentamos até agora, Santos, Cruzeiro e Avaí, são muito bem organizados taticamente".

Quando, num determinado momento, um jornalista mencionou Luis Felipe Scolari em uma pergunta, a atenção de Gareca ficou presa ali. Sem parecer ter compreendido o teor da pergunta, ele apenas fez questão de deixar claro: "Não gostaria de trazer Scolari para a conversa. Tenho respeito por ele. Para mim, é um dos melhores treinadores do mundo".

A adaptação à nova vida em São Paulo vai bem, melhor agora com a chegada da esposa e do filho menor: "Ele vieram, mas meu filho e minha filha mais velhos ainda estão lá. Estou gostando de São Paulo, comendo muito bem! Parabéns pela comida de São Paulo", brincou.

O clima no Palmeiras não dá indícios de que o clássico deste final de semana seja o maior teste para Gareca, que não parece sentir um grande peso nas costas já que é nítida a diferença entre as duas equipes. Enquanto o Corinthians anda mais constante e ocupa a segunda colocação na tabela, o Palmeiras ainda tenta se encontrar e é apenas o 12° colocado.

Neste meio tempo, Gareca aproveita para implementar um estilo que, perceba ele ou não, vai mostrando suas diferenças para o modo de trabalhar comumente empregado pelos treinadores brasileiros.

UOL Esporte

Leandrinho diz que vexame na Copa serve de alerta para Mundial de basquete

Ala-armador disse que procurou jogadores da seleção para dar apoio após goleada

Ala-armador disse que procurou jogadores da seleção para dar apoio após goleada

A humilhante derrota do Brasil, por 7 a 1, para a Alemanha na Copa do Mundo vai servir como uma espécie de alerta para a seleção brasileira masculina de basquete. Quem garante é o ala-armador Leandrinho Barbosa. A pouco tempo da disputa do Mundial da modalidade, o jogador acredita que todos devem aprender com o que aconteceu no futebol.

Torcedor do Corinthians, Leandrinho lamentou o que aconteceu na semifinal da Copa e disse que o basquete brasileiro vai entrar forte na disputa para demonstrar a força do país.

"Eu acho que deve servir de exemplo, não só para nossa modalidade, mas para as outras. Também é uma força para nós do basquete. É um momento bom para tentarmos uma medalha e levantarmos o basquete. Agora é a nossa vez e vamos que vamos", comentou em coletiva após o treino da quinta-feira (24), em São Paulo.

Apesar da tristeza, o ala-armador, que segue sem participar dos treinos com contato físico porque não possui o seguro da NBA, disse que entrou em contato com alguns dos amigos que tem na seleção de futebol para dar força no momento de dificuldade.

"Foi muito triste e eu tenho certeza que os jogadores não queriam que acontecesse aquilo no próprio país. Infelizmente aconteceu e eu acho que o recado é para eles levantarem a cabeça porque aqui é o país do futebol. Eles são os melhores e tentaram fazer o melhor em campo", completou.

O Mundial de basquete masculino acontece entre os dias 30 de agosto e 14 de setembro. O Brasil está no grupo A, ao lado da anfitriã Espanha, Irã, França, Sérvia e Egito. 

UOL Esporte

Destaque na Copa, goleiro argentino acerta com o Benfica, diz jornal

Romero comemora pênalti defendido. Ao fundo, Sneijder lamenta erro

Romero comemora pênalti defendido. Ao fundo, Sneijder lamenta erro

Um dos principais personagens da seleção argentina na Copa do Mundo de 2014, o goleiro Sergio Romero está muito perto de ser anunciado como novo reforço do Benfica para a próxima temporada. Segundo o La Gazzetta dello Sport, as partes já estão acertadas e só resta a oficialização.

Romero pertence ao Sampdoria, da Itália. Na última temporada, foi emprestado ao Monaco, da França, mas pouco jogou. No time do principado, o arqueiro acabou como reserva de Subasic e não teve o vínculo renovado.

Ainda segundo a publicação, o time italiano não tem colocado barreiras na transferência do argentino. A negociação giraria em torno de 800 mil euros (R$ 2,3 milhões). Romero é visto como a principal opção do Benfica para a reposição de Jan Oblak, goleiro esloveno que se transferiu recentemente para o Atlético de Madri.

Apesar de ter passado uma temporada inteira como segundo goleiro, Romero foi uma das surpresas da Argentina na Copa, com importantes defesas. A consagração do arqueiro, entretanto, veio na semifinal diante da Holanda, quando defendeu dois pênaltis, sendo fundamental para a classificação da equipe para a final.

ESPN

Júlio César sai do Toronto e volta ao inglês Queens Park Rangers


Goleiro brasileiro Julio Cesar, do Queens Park Rangers, chute a bola durante a derrota por 4 a 1 para o Swansea, pelo Campeonato Inglês

O Toronto FC confirmou que o goleiro Júlio César voltará à Europa. O brasileiro acertou a volta para o inglês Queens Parker Rangers, clube que voltou à primeira divisão do campeonato inglês.

O jogador havia sido emprestado para o Toronto FC em fevereiro deste ano. Ele não vinha bem no clube inglês, que jogou a segunda divisão na última temporada. Júlio César fez a transferência mirando a convocação para a Copa do Mundo pela seleção brasileira.

Na competição, Júlio César foi titular absoluto do Brasil. Salvou o time nos pênaltis das oitavas de final, contra o Chile. Mas, no fim da competição, se tornou o goleiro brasileiro mais vazado das histórias das Copas.

No Toronto, ele participou de sete partidas pela MLS, a liga americana de futebol, da qual o time canadense faz parte.

O diretor do clube elogiou Júlio César por sua passagem no Canadá.  "No Toronto FC, nós aspiramos ser internacionalmente reconhecidos como um líder em cada aspecto que envolve o futebol do nosso clube e ser um candidato consistente aos campeonatos na América do Norte", disse o diretor Tim Bezbatchenko.

"Com essa visão vem a necessidade de adquirir jogadores de alto nível que deixem um impacto tanto dentro quanto fora do gramado. Júlio César é certamente um desses jogadores", completou.

UOL Esporte