domingo, 31 de agosto de 2014

Os prováveis destaques do futebol europeu na temporada 2014/15

Os campeonatos europeus já estão a todo vapor e estamos vendo alguns destaques, daqueles que conseguiram acesso ou mesmo que montaram um grande clube para a temporada. Vamos saber alguns deles:


Paderborn 07 (Alemanha) 
A equipe, sediada no norte da Alemanha, já pode ser considerada uma equipe que vai incomodar. Nessa rodada venceu, fora de casa, o Hamburgo por 3 a 0 e ocupa a vice-liderança do campeonato.








Swansea (Inglaterra)

Há algum tempo na divisão principal do inglês, o Swansea City está invicto e já aprontou para cima do Manchester United, vencendo a equipe no Old Trafford. O time é bom e pode incomodar.






Lorient (França)

Já chamou a atenção da Ligue 1 na última temporada, e mantém o bom retrospecto para brigar nas primeiras posições. Goleou o Guingamp na última rodada.








Vitória de Guimarães (Portugal)

Começou bem o campeonato e está em segundo lugar, com nove pontos. Divide a liderança com o Ponto, que também venceu na rodada.






Real Sociedad (Espanha)

A equipe mostrou força na última temporada e vem preparada para as primeiras posições novamente. Aprontou na última rodada para cima do Real Madri, ganhando por 4 a 2 em casa.

Racismo de torcedora choca amigos negros. Família 'foge' de Porto Alegre














Casa onde mora Patrícia Moreira, que praticou por atos racistas contra Aranha


Patrícia Moreira era, até a última quinta-feira, mais uma torcedora do Grêmio que mora no bairro Passo das Pedras, zona norte de Porto Alegre. Com 23 anos, a loira jamais tinha dado qualquer indício do motivo pelo qual se tornaria nacionalmente conhecida: atos racistas. Tinha uma vida tranquila, trabalhava prestando serviço à Brigada Militar, com amigos negros e brancos. Até ser flagrada, aos gritos, chamando o goleiro Aranha de 'macaco', no duelo com o Santos pela Copa do Brasil. Hoje, sua casa está fechada, a família 'fugiu' da capital gaúcha, e os mais próximos se dizem chocados.

Mas o perfil de Patrícia desenhado pelos vizinhos e amigos em nada remete a jovem que vociferava contra Aranha. Os gritos de 'macaco', 'macaco', 'macaco', evidentes pelas imagens das câmeras da ESPN, vistas repetidamente no Brasil inteiro, jamais foram direcionados, por exemplo, a seu Pedro, vizinho que mora na casa da frente. A residência amarela, de madeira, da filha, esconde a casa de material construída nos fundos. Local em que Patrícia já esteve, amigavelmente, rodeada por amigos cujo tom da pele é idêntico ao do goleiro do Santos.

"Fiquei chocado [ao ver as imagens], no início não quis acreditar que era ela. Mas vendo que era, eu fiquei muito triste. Ela não é assim. Nunca foi. Conheço desde criança", disse o senhor de 63 anos, que há 60 reside no local. "Comigo nunca teve nenhuma atitude racista. É minha vizinha da frente. Nos cumprimentamos, conversamos, nunca foi aquela da televisão", completou.

Na casa da família, mais uma vez o destino prega uma peça em Patrícia. O vermelho, cor do arquirrival gremista, Internacional, está estampado. E o clube colorado também foi alvo de atos discriminatórios da jovem. Em foto publicada nas redes sociais, já deletadas rapidamente, ela aparecia segurando um macaco de pelúcia, que vestia a camisa do Inter. E na foto, segurando o macaco, ela fazia cara de nojo.

"Eu conheço a Patrícia sim. Ela nunca teve nenhuma atitude racista comigo ou com qualquer pessoa da minha família. É muito amiga do meu filho. Se conhecem há anos. Já veio aqui em casa", disse Miguel Chaves, também negro, vizinho de Patrícia. "Nunca imaginamos aquilo", completou.

Assustada pela repercussão do caso, a família de Patrícia optou por fechar a casa. Segundo relataram vizinhos, estão fora de Porto Alegre para 'fugir' de qualquer contato com a imprensa, mas retornarão para o depoimento. Chamada a prestar esclarecimentos, ela só falará na presença de um advogado, mas estará na 4ª Delegacia de Polícia na segunda-feira, tentando justificar os atos.

Os relatos de depredação da casa da moça são confusos. Entre os populares, ninguém viu o local ser apedrejado, não há registro policial ou mesmo marcas nas paredes. "Eu vi algumas pedras, mas não sei. Não vi atirarem", contou um vizinho que solicitou anonimato. "É uma covardia o que estão fazendo com ela. Estão colocando como se ela fosse um monstro. Não é verdade. Ninguém aqui em casa vai falar nada. Estamos do lado dela", completou.

O bairro, a rua, a vizinhança de Patrícia é, como todo o país, a cara da miscigenação. Brancos, negros, mulatos, índios, pardos, toda etnia possível está presente no local, onde dividem espaço casas de classe média com barracos bastante pobres.

Nenhuma voz se levantou lá contra Patrícia. Amigos negros, são muitos. Todos surpresos, tristes, mas ao mesmo tempo buscando mostrar que ela não é aquela da imagem. "Ela foi pelo momento, no embalo dos outros", finalizou Pedro.

Após confrontarem as imagens do sistema de câmeras da Arena com Patrícia e mais um acusado, a polícia gaúcha poderá abrir inquérito, que prevê julgamento da jovem. A pena para injúria racial vai de 1 a 3 anos de reclusão.

E antes disso as repercussões na vida pessoal já foram fortes. Xingada na internet, ela deletou todos perfis em redes sociais. Foi afastada do emprego como prestadora de serviço ao Centro Médico Odontológico da Brigada Militar. E carregará para sempre o peso do ocorrido naquela noite. Doeu em Aranha, envergonhou os gremistas, mas certamente não passou em branco na vida de Patrícia.

UOL Esporte

Balotelli estreia com vitória no Liverpool, mas brasileiros são esquecidos



O Liverpool parece conseguir driblar as próprias carências após negociar o atacante uruguaio Luis Suárez para o Barcelona. Neste domingo, o time treinado por Brendan Rodgers visitou o Tottenham e saiu do White Hart Lane com uma importante vitória por 3 a 0. Jogo que contou com a boa porém discreta estreia do atacante italiano Mario Balotelli, que o Liverpool tirou do Milan nesta janela de transferências. E que contou com a ausência dos brasileiros: onde estão Paulinho, Sandro e Lucas Leiva?

Mario Balotelli era o grande protagonista do dia. No ataque, causou também a saída do brasileiro Philippe Coutinho do time titular. Isso não quer dizer que o agora meia da seleção brasileira será reserva, pois Rodgers costuma fazer frequente rodízio entre as peças na equipe. Mas significa, para Coutinho, mais uma disputa por posição. Em campo, Balotelli foi bem. Atuou de forma mais madura e solidária do que está acostumado a fazer – normalmente, é a referência; neste domingo, serviu.

O primeiro gol do Liverpool saiu com Raheem Sterling, ainda no primeiro tempo. Depois, aumentariam a conta o capitão Steven Gerrard, em cobrança de pênalti que não existiu – Joe Allen se atirou na área ao ter o braço segurado pelo lateral direito Eric Dier, do Tottenham.

Quem fechou a conta foi o lateral esquerdo espanhol Alberto Moreno, outro contratado nesta janela de transferências. Ele roubou bola no campo de defesa e partiu sozinho, em arrancada potente, direto para o gol. Bateu cruzado e fez. Moreno, ainda pouco conhecido, será uma das principais opções no novo ciclo da seleção espanhola rumo à Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O mistério ficou por conta da total ausência do trio de volantes brasileiros nas duas equipes. Paulinho, titular da seleção brasileira no início da Copa, não foi nem relacionado pelo técnico argentino Mauricio Pocchetino no Tottenham. O mesmo aconteceu com Sandro, fora do jogo. Lucas Leiva, por tantos anos companheiro de Gerrard no meio campo do Liverpool, também não foi convocado para a partida. 

Com o resultado, Liverpool e Tottenham empatam em seis pontos no Campeonato Inglês, disputando as primeiras posições.

UOL Esporte

Hulk sente lesão, e Dunga chama Robinho de volta à seleção brasileira

A CBF anunciou na tarde deste domingo que Robinho, atacante do Santos, está de volta à seleção brasileira. O jogador foi convocado por Dunga na vaga de Hulk, que se lesionou atuando pelo Zenit, na Rússia. O atacante de 30 anos, que recentemente voltou à Vila Belmiro e apresentou bom nível de atuações, retorna à seleção brasileira depois de ficar fora da Copa do Mundo de 2014 - não convenceu o técnico Luiz Felipe Scolari, que preferiu apostar em nomes como Bernard e o próprio Hulk. Essa não é a primeira mudança na lista de Dunga neste domingo: mais cedo, Alex Sandro, lateral esquerdo do Porto, foi cortado e proporcionou que Marcelo, do Real Madrid, fosse chamado pelo treinador. 

A seleção brasileira se apresenta nesta segunda-feira nos Estados Unidos. O início do novo ciclo, pós-Copa do Mundo, se dá no amistoso contra a Colômbia, no dia 5, em Miami. Depois, o time enfrenta o Equador, no dia 9, em Nova Jérsei.

Robinho agora competirá por vaga com Neymar, Diego Tardelli, Ricardo Goulart, Everton Ribeiro, Philippe Coutinho e Willian. Pela lista de convocados, Dunga já demonstrou que, diferentemente de Felipão, deverá jogar sem um centroavante - algo mais próximo a alguns dos principais times do mundo, que atualmente têm jogado com o que ficou denominado como "falso 9", com um jogador de referência que também atua na criação, e não só na conclusão das jogadas.

A convocação de Robinho reedita a parceria entre o jogador e o técnico Dunga. O atacante foi titular da seleção durante a Copa de 2010, ao lado de Luis Fabiano no ataque. Na era Dunga, Robinho foi o jogador mais convocado pelo treinador, dentre todos os nomes chamados: 25 vezes. 

UOL Esporte

Brasil abre 29 de vantagem, derrota Irã e vence a segunda no Mundial



A seleção brasileira venceu o seu segundo jogo no Campeonato Mundial de Basquete masculino. Apesar de encontrar mais dificuldade no começo do que se esperava, o Brasil despertou no 2º quarto, derrotou o Irã por 79 a 50 neste domingo (31) e segue 100% na competição disputada na Espanha.

As duas equipes se enfrentaram há uma semana no torneio de preparação na Eslovênia e os brasileiros venceram com 40 pontos de vantagem. Só que cada jogo tem uma história e o Irã deu trabalho no primeiro quarto, quando abriu oito pontos de frente.

Assim como na partida do sábado (30) contra a França, comandados de Rubén Magnano demoraram a entrar no ritmo, principalmente na defesa. A situação melhorou na segunda parcial. Permitindo apenas seis pontos, a seleção se impôs e assumiu de forma definitiva a liderança no placar.

A vitória brasileira foi construída muito por conta das grandes atuações de Leandrinho Barbosa (11 pontos) e Alex García (12). Juntos eles foram responsáveis por 23 dos 75 pontos anotados na partida. Marcelinho Machado e Nenê ajudaram com oito pontos cada um.  O cestinha do confronto foi Mohammad Jamshidi.

O resultado colocou o Brasil novamente na liderança do grupo A, com quatro pontos conquistados. A seleção volta à quadra nesta segunda-feira e para um dos principais desafios na primeira fase. Às 17 horas (de Brasília), o Brasil encara a anfitriã Espanha.

Fases do jogo: Quem esperava um novo atropelo verde e amarelo desde o início ficou surpreso com o que viu nos minutos iniciais. Se ganhou fácil e teve quarenta pontos de vantagem sobre os iranianos no amistoso de preparação disputado na Eslovênia há uma semana, o time comandado pelo técnico Rúben Magnano encontrou um adversário ligado desde o começo. Sem encontrar muita resistência, a equipe asiática abriu oito de frente e assustou a torcida brasileira que compareceu ao Palácio Municipal de Deportes, em Granada.

Assim como aconteceu na estreia contra a França, a seleção demorou um pouco para encontrar o seu melhor jogo e só passou a ser mais consistente no segundo quarto, quando levou apenas seis pontos e assumiu a liderança, indo para o intervalo já com uma diferença de 40 a 24.

Após o intervalo, o Brasil continuou a atuar em alto nível e aumentou a vantagem com jogadas de efeito, como uma bela ponte aérea de Leandrinho para Anderson Varejão. No último período, a seleção diminuiu um pouco o ritmo e Magnano até teve a chance de aumentar a rotação do time.

O melhor: Leandrinho. O ala-armador brasileiro passou por um momento complicado quando a seleção brasileira se apresentou e ficou alguns dias sem treinar com a equipe enquanto resolvia a questão do seguro da NBA, situação que levantou alguns questionamentos sobre o seu ritmo de jogo. Contra o Irã, ele foi decisivo e apresentou alguns lances de seus melhores tempos de Phoenix Suns, como as rápidas infiltrações.

O pior: Hamed Haddad. O gigante de 2,18m sofreu contra os pivôs brasileiros e não teve um bom desempenho nos minutos em que ficou na quadra, anotando seus primeiros pontos apenas no último quarto.

Toque dos técnicos: Rubén Magnano aproveitou a partida para dar ritmo e utilizar todos os jogadores que estavam disponíveis. O elenco deu a resposta e todos os atletas marcaram pontos na vitória brasileira. A ideia do treinador pode ser importante para os compromissos futuros. 

Para lembrar:

Banco de alto nível. O Brasil teve neste domingo uma grande participação dos atletas que começaram no banco e entraram no decorrer da partida. Ao todo, os reservas fizeram 45 pontos.

UOL Esporte

Kanaan vence em Fontana, Power é campeão de 2014



O sábado foi de festa para Tony Kanaan (Ganassi) e Will Power (Penske). O brasileiro termina a temporada com a vitória na prova disputada na noite deste sábado em Fontana e o australiano finalmente conseguiu o título de campeão da temporada 2014.

Power saiu em 21º e conseguiu liderar a prova por três passagens, enquanto que Helio Castroneves, saiu na pole e vinha fazendo boa prova até ter que cumprir uma punição por corte na linha branca de saída dos boxes. O brasileiro que sonhava com a taça ficou em 14 e Power cruzou a linha de chegada em 9º.

Kanaan chegou à liderança por volta da 180ª passagem e só perdeu por três voltas para Power (da 187 a 189) e quando a retomou, não foi ameaçado por Scott Dixon, o segundo colocado. O terceiro integrante do pódio foi Ed Carpenter (Carpenter).

Quem também sonhava em ficar com o título, mas teve uma prova discreta, foi Simon Pagenaud (Schmidt), que terminou em 20º. A única bandeira amarela da noite foi provocada pela rodada de Marco Andretti (Andretti).

1 – Tony Kanaan (Dallara DW12-Chevy) – Ganassi – 250 voltas
2 – Scott Dixon (Dallara DW12-Chevy) – Ganassi – 3s675
3 – Ed Carpenter (Dallara DW12-Chevy) Carpenter – 7s3053
4 – Juan Pablo Montoya (Dallara DW12-Chevy) – Penske – 7s9238
5 – James Hinchcliffe (Dallara DW12-Honda) – Andretti – 11s8858
6 – Takuma Sato (Dallara DW12-Honda) – Foyt – 12s6887
7 – Ryan Briscoe (Dallara DW12-Chevy) – Ganassi – 16s5113
8 – Carlos Munoz (Dallara DW12-Honda) Andretti – 23s2807
9 – Will Power (Dallara DW12-Chevy) – Penske – 28s3456
10 – Josef Newgarden (Dallara DW12-Honda) – Fisher – 32s1856
11 – Marco Andretti (Dallara DW12-Honda) – Andretti – 1 volta
12 – Charlie Kimball (Dallara DW12-Chevy) – Ganassi – 1 volta
13 – Justin Wilson (Dallara DW12-Honda) – Coyne – 1 volta
14 – Helio Castroneves (Dallara DW12-Chevy) – Penske – 1 volta
15 – Jack Hawksworth (Dallara DW12-Chevy) – Herta – 1 volta
16 – Ryan Hunter-Reay (Dallara DW12-Honda) – Andretti – 2 voltas
17 – Sebastian Saavedra (Dallara DW12-Chevy) – KV – 2 voltas
18 – Sebastien Bourdais (Dallara DW12-Chevy) – KV – 6 voltas
19 – Graham Rahal (Dallara DW12-Honda) – Rahal – 6 voltas
20 – Simon Pagenaud (Dallara DW12-Honda) – Schmidt – 7 voltas

UOL Esporte

sábado, 30 de agosto de 2014

Van Gaal inventa, Di Maria estreia como volante e United tropeça de novo



Contratação mais cara da história do futebol inglês, o argentino Ángel Di Maria estreou pelo Manchester United neste sábado, contra o Burnley, pelo Campeonato Inglês. Os 75 milhões de euros (R$ 225 milhões), no entanto, não surtiram efeito. O meia que deixou o Real Madrid (ESP) jogou longe da posição de origem e desempenhou função de segundo volante, ao lado de Darren Fletcher. O Manchester United ficou no empate por 0 a 0 com o inexpressivo rival, e permanece sem vencer no comando do técnico holandês Louis Van Gaal. São apenas dois pontos conquistados em três partidas.

O Manchester United foi mal e ainda passa longe de ser o time que se espera. Van Gaal mais uma vez armou a equipe no 3-4-1-2 – mesmo esquema tático que utilizou na seleção holandesa durante a Copa do Mundo de 2014, quando venceu o Brasil na disputa pelo terceiro lugar. A equipe, no entanto, não tem a mesma efetividade. O treinador conseguiu inserir Antonio Valencia, Ashley Young, Di Maria, Juan Mata, Wayne Rooney e Robin Van Persie, todos no mesmo time. Porém, metade deles joga fora das posições originais. 

No primeiro tempo o Manchester United não conseguiu se impor. Acabou sofrendo muito mais pressão do Burnley do que exercendo. Di Maria só conseguiu acertar o primeiro passe depois de 10 minutos de jogo. Como segundo volante, ao lado de Fletcher, o Argentino ficou longe do gol. Juan Mata, mais avançado, jogou mal e não serviu Rooney e Van Persie, que também não apareceram. 

O estreante argentino ainda acabou substituído na segunda etapa pelo brasileiro Anderson, que voltou de empréstimo à Fiorentina (ITA). Da mesma forma que o companheiro, não conseguiu fazer diferença.

O resultado consolida o início ruim de temporada do Manchester United de Van Gaal, que até agora não venceu, em quatro jogos oficiais. No Campeonato Inglês, são três partidas, apenas dois pontos conquistados e já certo temos pela disparada dos principais rivais. 

UOL Esporte

Federer segura saques de australiano e vence em 3 sets



Em um dia monótono no Aberto dos EUA, Roger Federer tinha o papel de dar emoção à rodada. Não foi bem assim, mas sua vitória sobre Sam Groth, na segunda rodada, não foi das mais complicadas. Apesar dos games longos, principalmente em razão dos fortes saques do australiano, Federer fechou em tranquilos 3 a 0: 6-4, 6-4 e 6-4.

Federer só precisou aproveitar as duplas-faltas de Groth para conseguir uma quebra de vantagem em cada parcial, para vencer em menos de duas horas e chegar à terceira rodada. Lá, o número 3 do mundo encara o espanhol Marcel Granollers.

Groth ajudou Federer com suas oito duplas-faltas: a principal tática dele era forçar o saque, já que possui um dos mais rápidos dos circuitos. A tática deu certo até o 7° game do primeir set, quando Federer quebrou o rival e zero e abriu vantagem.

Na segunda parcial, Federer mostrou ao rival como aproveitar o saque: fez 80% dos pontos no primeiro saque, contra 56% do rival. Conseguiu duas quebras, uma logo em seguida da que cedeu, e fechou novamente.

Groth até tentou forçar uma quarta parcial, abusando de bolas arriscadas: 18 winners, mas 13 erros não-forçados. Mas a experiência de Federer lhe ajudou a quebrar o australiano na hora mais importante: 6 a 4 com quebra no 9° game e vitória.

UOL Esporte

Crise é papel importante no jogo entre Palmeiras e Internacional

Bruno César está de volta ao elenco do Palmeiras (Foto: Futebol Interior)


A partida entre Palmeiras e Internacional, marcada para esse sábado (30), no Estádio do Pacaembu, tinha tudo para ser mais uma do Campeonato Brasileiro, não fosse em grande detalhe: as duas equipes passam por momentos turbulentos na competição. 

Do lado alviverde, a pressão do ano do centenário é evidente: a chegada de Ricardo Gareca, uma aposta para a organização da equipe ainda não surtiu o efeito esperado. O Palmeiras não consegue uma sequência de vitórias, está próximo do rebaixamento e ainda vê sua situação se complicar na Copa do Brasil, depois de perder em casa para o Atlético Mineiro por 1 a 0, no jogo de ida. A situação é vencer ou vencer. 

Do lado gaúcho, há um princípio de crise. A equipe foi eliminada da Copa do Brasil pelo Ceará, sendo derrotado nos dois jogos e ainda viu sua situação na Copa Sul-Americana se repetir, quando perdeu o jogo de ida, no Beira-Rio, para o Bahia. Sua posição no Brasileiro é favorável (terceiro colocado), não fosse a sequência ruim, de uma derrota e um empate. 

Todos esses aspectos direcionam para um confronto bem disputado, cheio de altos e baixos, lances para ver e rever, e quem vencer, pelo menos melhora o ar respirado. Por enquanto. 

Ficha Técnica

Jogo: Palmeiras x Internacional
Horário: 30//08/2014 - 18:30 horas
Local: Estádio do Pacaembu (SP)
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro, Marcio Eustaquio S. Santiago e Guilherme Dias Camilo (MG)
Palmeiras: Fábio; Weldinho, Lúcio, Marcelo Oliveira (Wellington) e Juninho; Eguren (Marcelo Oliveira), Renato e Allione; Leandro (Mendieta), Mouche (Mazinho) e Cristaldo. Técnico: Ricardo Gareca
Internacional: Dida; Cláudio Winck, Ernando, Juan e Fabrício; Willians, Wellington, Aránguiz, Alex e Valdivia; Rafael Moura. Técnico: Abel Braga

Após fracasso, Grêmio reinicia ação para banir termo 'macaco' de músicas

Se alguns torcedores do Grêmio seguem agindo de forma racista, não é por falta de iniciativas do clube e de grupos de torcedores. O Tricolor organizou várias campanhas contra atitudes deste tipo e até um grupo de aficionados tentou acabar com a utilização do termo 'macaco' nas músicas cantadas na Arena. Mas ambas as investidas fracassaram. Após o ato extremo ocorrido na quinta-feira, quando o goleiro Aranha foi alvo de injúria racial, o movimento recomeça e agora pode realmente surtir efeito.

O primeiro passo para conscientização de alguns focos dentro da torcida do Grêmio foi dado pela torcida organizada Jovem. Através do perfil oficial no Twitter, a torcida informou que o 'macaco', utilizado para se referir a torcedores do Internacional, será trocado por 'colorado' nos cânticos tradicionais de jogo. A ideia dos aficionados é 'mudar a cultura que ronda a torcida do Grêmio'.

A iniciativa segue solicitação antiga. Em março, o conselheiro gremista Minwer Daqawiya iniciou este movimento através do Blog Grêmio Libertador. Mas não foi ouvido. Mais do que isso, acabou sofrendo críticas dos aficionados que não consideravam o termo 'macaco' racismo ao se referir ao Internacional.

A alegação dos que não veem racismo no termo em referência ao rival é que a própria torcida do Internacional se denomina 'macacada'. E um dos mascotes do clube é o mamífero do qual os seres humanos descendem.

O Grêmio também fez trabalhos institucionais para 'educar' os torcedores. A campanha: Somos azuis, brancos e pretos buscou com palavras evitar o que acabou acontecendo na última quinta-feira. Em materiais de vídeos e fotos, jogadores de todas as etnias apareciam lado a lado tratando do tema e mostrando a igualdade entre as raças.

E o clube vai, novamente, no domingo, quando pega o Bahia pelo Brasileirão, reabrir tal discussão. A ideia é mais uma vez criar movimentos que coíbam termos como 'macaco' utilizados repetidamente, com intenção racista para alguns, ou não para outros.

"Eu acho que a menina [Patrícia Moreira, que apareceu nas câmeras da ESPN gritando xingamentos racistas para o goleiro Aranha na quinta-feira] nem é racista. Ela foi no embalo dos outros. Mas temos a oportunidade de mostrar que não pode acontecer isso", disse o camisa 1 do Santos em entrevista coletiva na manhã de sexta-feira.

Na luta pelo fim do termo 'macaco', o Grêmio esbarra na torcida Geral. A organizada não tem boa relação com a direção do clube e não parece disposta a participar do movimento. Na tentativa anterior, os aficionados da Geral ignoraram totalmente o pleito realizado.

Na noite de sexta-feira, o STJD oficializou a suspensão da partida de volta entre Santos e Grêmio pela Copa do Brasil até que o clube gaúcho seja julgado em todas as instâncias pelos atos racistas da torcida. Entre as possíveis penas estão multa, perda de mando de campo de 5 a 10 jogos ou até exclusão da competição.

UOL Esporte

Maria Suelen perde para maior algoz e leva a prata no Mundial



Quem pensa na equipe brasileira feminina de judô lembra da campeã olímpica Sarah Menezes ou das campeãs mundiais Mayra Aguiar e Rafaela Silva. Mas neste sábado (30), outra judoca fez por merecer uma menção na turma. Maria Suelen Altheman conquistou sua segunda medalha de prata seguida na categoria pesados (+78kg) em campeonatos mundiais de judô.

Após ser vice-campeã no Rio de Janeiro, em Chelyabinsk ela repetiu a dose. Contra a mesma rival, a campeã olímpica cubana Idalys Ortiz, acabou derrotada novamente. O ippon veio no primeiro minuto do combate. Ao cair, ela machucou o joelho direito e teve de ser atendida ainda no tatame.

Com a prata, o Brasil chega a quatro medalhas no torneio – três no feminino e uma no masculino. Antes dela, Mayra Aguiar (78kg) levou o ouro e Érika Miranda (52kg), o bronze. Rafael Silva conquistou o bronze nos pesados masculino.

A derrota na decisão pode ser triste para a brasileira, mas ela disputou um torneio impecável até a decisão. Na semifinal, por exemplo, venceu uma atleta das mais duras: a japonesa Megumi Tachimoto. A rival nunca chegou a uma decisão de mundial (acumula três medalhas de bronze), mas tinha vencido a brasileira nas três vezes que se encontraram.

Maria Suelen evitou a quarta derrota, fazendo um combate tático e vencendo graças a uma punição da japonesa. Só por ter chegado à final, se tornou a quarta brasileira a decidir um mundial duas vezes seguidas.

Antes, o bicampeão João Derly (2005 e 2007), o duas vezes vice-campeão Leandro Cunha (2010 e 2011) e Rafaela Silva (campeã em 2013 e vice em 2011) tinham alcançado o feito.

Rapidez até a semifinal

Os combates entre os pesos pesados no judô são mais lentos do que em outras categorias. Para quem compara com outras categorias, parecem até estar em câmera lenta. Mas, na madrugada, Maria Suellen Atheman foi a jato para a semifinal.

Ela precisou de apenas dois minutos e meio para passar pela fase de classificação da sua categoria. Com uma chave pequena, teve de lutar apenas duas vezes. E, em ambos os combates, definiu o resultado em pouco mais de um minuto.

Contra a bósnia Larisa Ceric, o ippon veio com 1min22s. Quando enfrentou a alemã Franziska Konitz, foi ainda mais rápida. Após marcar um yuko a 28 segundos, imobilizou a rival, assegurando a vitória com 1min15s.

UOL Esporte

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Djokovic dá 'pneu' e passeia mais uma vez; Soares abre campanha com vitória



Em sua primeira partida no Aberto dos EUA, Novak Djokovic só perdeu sete games para Diego Schwartzman. Nesta quinta-feira, na segunda rodada do último Grand Slam do ano, foi ainda melhor: caiu em apenas quatro games para o francês Paul-Henri Mathieu e avançou para a terceira fase com fáceis 6-1, 6-3 e 6-0.

Djoko teve três dias de descanso e pareceu aproveitá-los bem - bom para o sérvio, que vinha de derrotas duras nos dois torneios anteriores, os Masters 1000 de Toronto e Cincinatti.

Na terceira rodada, Djokovic encara o americano Sam Querrey. Na carreira, são sete vitórias e só uma derrota para o americano. Assim, provavelmente apenas a torcida deve ser obstáculo para Djoko, já que Querrey é americano.

Nesta quinta, Djokovic teve vantagem em todas as estatísticas contra o francês. Foram mais aces (13 a 2), mais pontos no 1° serviço (88% a 59%), mais winners (33 a 16) e menos erros não-forçados (16 a 31).

A ótima atuação de Djoko, assim, foi coroada no último set, quando quebrou por três vezes o rival para conseguir o "pneu" que lhe deu a vitória. Ele só cede uum break-point para Mathieu durante todo o jogo, no 2° set, mas salvou.


Bruno Soares estreia com vitória nas duplas masculinas

Um dia depois de vencer sua estreia nas duplas mistas, ao lado da indiana Sania Mirza, Bruno Soares também triunfou na chave de duplas masculinas. Com seu tradicional parceiro austríaco Alexander Peya, o brasileiro passou pela dupla argentina formada por Maximo Gonzales e Diego Schwartzman: 6-3, 5-7 e 6-1.

Soares e Peya avançam, assim, para a segunda rodada, quando enfrentam os australianos Samuel Groth e Chris Guccione. quem também já esta na próxima fase é André Sá, que ao lado de Mate Pavic venceu no primeiro dia do torneio.

Nesta quinta, Soares e Peya foram muito bem no saque, fator que já prejudicou a dupla em outros duelos. Eles converteram seis aces e pontuaram em 85% de seus primeiros saques.

UOL Esporte

Sede na Rússia vira 'vila fantasma' seis meses após a Olimpíada de Inverno


Rosa Khutor recebeu atletas, turistas e jornalistas nos Jogos de Sochi e está praticamente deserta, com hotéis, restaurantes e lojas quase vazios







Rosa Khutor recebeu as disputas montanhosas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, na Rússia, em fevereiro deste ano. Lá foram disputadas provas como esqui downhill e snowboard, por exemplo. A 50 km de Sochi, a sede se tornou uma estação de esqui famosa, com boa estrutura. Seis meses depois, no entanto, parece mais uma "sede fantasma".

A descrição é do jornalista russo Alexander Belenkiy após explorar a vila que recebeu atletas, organizadores e jornalistas no início do ano. O movimento dos Jogos, obviamente, foi fora da curva, mas Rosa Khutor amarga o esquecimento por parte de russos e turistas.

Hotéis, lojas e restaurantes trabalham com uma taxa de ocupação inferior a 5%, segundo o jornalista russo. E nisso está incluído o resort que custou mais de R$ 4 bilhões. Muito dinheiro também foi investido na estrutura viária até a região, com obras de acesso avaliadas em R$ 20 bilhões.

O custo total superior a R$ 110 bilhões fez de Sochi-2014 a edição mais cara dos Jogos de Inverno. Também foi construído um complexo sistema de transporte via teleférico, interligando várias montanhas. O local continua como uma estação de esqui atraente, embora tenha atraído pouca gente desde a Olimpíada.

Os chamados "elefantes brancos" tomavam forma já durante os Jogos. É o caso de um grande shopping que, apesar de novo, já ficava vazio mesmo com a movimentação da competição de fevereiro. Além do resort, outros hotéis foram erguidos e sequer ficaram prontos a tempo. Hoje, estão às moscas.

A movimentação atual é quase inexistente. Proprietários do comércio local aguardam a chegada do inverno, no fim do ano, na expectativa por um maior fluxo turístico. De acordo com Belenkiy, grandes estacionamentos estão totalmente vazios, enquanto outras construções foram abandonadas. E a Copa de 2018 vem aí.

UOL Esporte

Zanetti quer ginástica vitoriosa como o judô e mais popular que basquete














Arthur Zanetti é daquelas pessoas que entrou para as enciclopédias do esporte. Seu feito? Foi o primeiro atleta brasileiro a ganhar a medalha de ouro olímpica (Londres-2012) na ginástica artística. Mas o verbete com o nome dele ainda não tem versão definitiva. Hoje, Zanetti é um dos melhores do mundo nas argolas, mas o futuro lhe reserva novas conquistas.

Ele também acredita que as próximas gerações serão ainda mais vitoriosas, e colocarão a ginástica no hall dos esportes que mais ganham medalhas para o Brasil. Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, Zanetti  fala da expectativa para os Jogos Olímpicos do Rio (2016) e do sonho de pela primeira vez ver o Brasil competir no masculino por equipes.


UOL Esporte: Tua maior marca até o momento foi na Olimpíada de Londres? Quais lembranças você tem?
Arthur Zanetti: Dois flashes que eu lembro muito bem: quando saiu a nota e na hora do pódio, quando o hino começou a tocar. Você está na competição e acaba não enxergando nada. Simplesmente tá tudo escuro na minha mente. Quando fui para o pódio deu para ver o ginásio lotado e bastante pontos de brasileiros acompanhando.

UOL Esporte: Você consegue chegar a este nível de concentração e não olhar mais nada num ginásio lotado?
Arthur Zanetti: Sim, consigo até mesmo não ouvir ninguém, nem ver. Fica tudo preto e a única coisa que enxergo é argola, colchões e alguma luz que tem ao redor. Isso começou quando passei a participar de campeonatos internacionais em 2006. Conforme você vai competindo, vai trabalhando parte psicológica e elimina fatores externos.

UOL Esporte: Teus resultados trouxeram atenção para a ginástica. Em que nível acredita que ela pode chegar?
Arthur Zanetti: Acredito que no Brasil pode ser um dos esportes mais praticados. Primeiro é o futebol e depois o vôlei. Acredito que a ginástica deve ficar entre o vôlei e o basquete. Vamos ultrapassar o basquete um pouquinho...

UOL Esporte: E em matéria de resultados em Olimpíadas você crê que pode igualar o judô, com bons resultados e muitos praticantes?
Arthur Zanetti: Acredito. Pode acontecer com essa nova geração que tá vindo e, futuramente, teremos novos campeões mundiais e olímpicos. Para ser campeão olímpico leva de 10 a 12 anos. Vamos colher os frutos de hoje na próxima década.

UOL Esporte: Em que você se baseia para ter tanto otimismo?
Arthur Zanetti: A cada ano que passa a ginástica vem evoluindo bastante. Agora é o meu momento, mas os novos atletas que estão surgindo vão ser até um pouco melhor do que nós por vários fatores. A estrutura do Brasil, pelo menos em questão de aparelhagem, está muito boa. A gente começou com aparelhos nacionais e hoje tem criança começando com aparelhos usados em mundial. A visibilidade da ginástica cresceu muito e isso vai trazer mais patrocínio.

UOL Esporte: Quando você começou a competir internacionalmente aos 16 anos já estava no nível dos melhores do mundo?
Arthur Zanetti: A gente sempre acha que tá um pouquinho atrás. Mesmo pegando um pódio, sempre acha que os outros estão um pouco melhor. Esqueço que sou campeão olímpico e campeão mundial, esqueço tudo isso porque acaba interferindo. Faço o meu melhor.

UOL Esporte: Mas depois de ganhar na Olimpíada você deve ser mais visado pelos adversários?
Arthur Zanetti: Sim. Você é olhado de maneira diferente principalmente nos treinamentos. Quando faz um elemento ou fazendo rotina sempre tem alguém olhando, algumas vezes filmam.

UOL Esporte: Qual a expectativa para 2016?
Arthur Zanetti: Pretendo estar na equipe e conseguir uma vaga principalmente por equipe. Feito que a ginástica masculina nunca conseguiu. Estamos em um caminho certo, nível técnico de todos os atletas é elevadíssimo.

UOL Esporte: Você é um cara que entrou para o almanaque do esporte brasileiro ao ganhar o primeiro ouro da ginástica. Como é fazer história?
Arthur Zanetti: Isso são coisas que pessoas mais velhas que foram medalhistas falam sempre: o primeira vai ser lembrado. Podem passar 30, 50 anos, quando pegar algum livro vai estar escrito primeiro medalhista olímpico da ginástica. Essas pessoas falando de você... Ficamos orgulhosos.

UOL Esporte: Houve uma mudança no regulamento que restringe a posição de vela (apoiado na argola com as pernas para cima). Como isto influenciou sua performance?
Arthur Zanetti: A série ficou mais rápida porque antes parava na vela três, quatro segundos. Hoje, a  Federação Internacional fez uma mudança no código e não pode parar. Se quiser fazer mais dificuldade vai precisar mais resistência também. Chega ao final da série e acaba não sendo tão perfeito. Tem que manter uma regularidade boa para chegar ao final da série bem, com resistência e tônus muscular para fazer saída cravada.

UOL Esporte: Como você reagiu a alteração? Vai arriscar o ser conservador?
Arthur Zanetti: A gente sempre trabalha pensando bastante. Às vezes não vale a pena jogar tudo para o ar. Tem que saber planejar, se organizar.

UOL Esporte: Com maior exigência física imagino que você esta malhando mais, certo?
Arthur Zanetti: (Estou) Treinando um pouco mais porque é difícil ter mais resistência, principalmente em argolas, que é força pura. Treinar mais 30 minutos quase todos os dias. Juntando na semana é carga horária um pouco maior.

UOL Esporte: Você atuou no movimento que cobrava da prefeitura de São Caetano do Sul (SP) salários atrasados de atletas. Ficou alguma mágoa?
Arthur Zanetti:  Briga tem em qualquer lugar, até nas famílias. E aqui em São Caetano eu considero a minha família. Nós temos tristezas, alegrias, discussão, mas como sempre em uma boa família tá tudo certo.

UOL Esporte: Mudou a maneira como você é visto na cidade?
Arthur Zanetti: Nossa imagem deixa bem claro que a gente é bem tranquilo e briga pelo melhor para o esporte do Brasil e principalmente a ginástica. 

UOL Esporte: Até agora só falamos de trabalho. Quando e como você se diverte?
Arthur Zanetti:  Sábado a tarde e domingo. Meu divertir é ficar com a namorada, sair jantar, cinema. Nada de ficar até tarde proque isso vai me prejudicar. Férias gosto de viajar. Natal fico com a minha família e Ano-Novo gosto ir outro lugar. Gosto muito de praia e me apaixonei por Florianópolis, fui há três anos. 

UOL Esporte: Você se sente tocado por Deus?
Arthur Zanetti: Não digo tocado por Deus, mas posso dizer que fico bem feliz porque algumas vezes você não tem uma noção do que fez. Mas quando você para, pensa... pô, do mundo todo eu sou o melhor no que eu faço você até se sente um pouco especial.

UOL Esporte: Especial?

Arthur Zanetti: Falar a verdade, não. Todo mundo é especial.

UOL Esporte

Corinthians pressiona e briga com construtora por causa do Itaquerão




















Cobertura incompleta faz torcedores que pagam caro tomarem chuva no Itaquerão

O Corinthians entrou em rota de colisão com a Odebrecht nos bastidores por causa das obras que ainda precisam ser feitas para completar o estádio do clube.

Oficialmente, as duas partes negam atrito. Porém, os responsáveis pela arena criticam o ritmo dos trabalhos e afirmam que do jeito que está eles não terminarão no prazo estipulado, 31 dezembro de 2014. Pelo menos uma recente reunião entre as duas partes teve cobranças fortes feitas pelo lado corintiano.

O clube tem pressa para poder explorar a arena inteira. Mais do que isso, gostaria de poder desfrutar de algumas das novas receitas antes do fim do ano. Assim, seus representantes pressionam a parceira para acelerar as obras. Querem que mais ações sejam feitas simultaneamente, não por etapas.

A maior parte do que ainda precisa ser realizado era incompatível com o que a Fifa exigia para a Copa do Mundo. Para complicar , nenhum trabalho pode impedir os jogos no local.

Colocar mais gente para trabalhar e antecipar algumas entregas custa caro. E a Odebrecht assegura que no ritmo atual conseguirá cumprir os prazos previstos. O contrato prevê multa em caso de atraso. A construtora nega existir lentidão.

Até tudo ficar pronto, os cofres do estádio engordam menos do que necessário para pagar uma obra de aproximadamente R$ 1 bilhão. A avaliação dos corintianos é de que a arena foi projetada para render R$ 300 milhões por ano, mas no estágio atual sua capacidade de faturamento definha pelo menos para R$ 200 milhões anuais.

Operários instalam revstimento em arco da cobertura da arena na tarde da última quinta
Operários instalam revestimento em arco da cobertura da arena na tarde da última quinta

Outro tormento para os alvinegros é saber que a Caixa, por contrato, pode afastar o Corinthians da operação do estádio. Isso em caso de inadimplência no financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES. O clube depende exclusivamente do desempenho da arena para conseguir o dinheiro.

No último dia 18, o Corinthians divulgou em seu site uma nota que lista mais de 20 obras que ainda serão feitas. O clube, porém, não criticou a construtora ao relacionar os trabalhos.

Além da diminuição de receitas, enquanto a arena não estiver completa, a direção não pode afrouxar o preço dos ingressos, pois depende basicamente das receitas de bilheteria para manter sua casa. Mas, ao mesmo tempo, o Corinthians não consegue entregar um estádio à altura dos preços mais caros.

Um dos principais problemas é a falta de vidros nas pontas das coberturas. Sem eles, quem paga R$ 350 por um ingresso toma chuva, o que prejudica as vendas. Nas redes sociais, torcedores reclamam da falha.

Em nota ao blog, a assessoria do Corinthians para o estádio, que responde também pela Odebrecht em relação à obra, afirmou que “a fabricação dos vidros já está em andamento”. Declarou que a montagem deles na cobertura começa em outubro e termina em dezembro. Sobre as demais obras que ainda não terminaram, a assessoria disse que várias atividades estão em andamento e que todas as que estão sob responsabilidade da Odebrecht ficarão prontas até 31 de dezembro.

Clube aguarda retirada das arquibancadas provisórias para instalar teloes
Novos telões dependem de saída de arquibancadas móveis

Impossível calcular com precisão quanto o Corinthians deixa de embolsar por causa dos clientes abastados que fogem ou fugirão em dias de chuva. Mas existem outros casos mais palpáveis, como a receita com visitas guiadas ao estádio. A expectativa é de que elas gerem até R$ 40 milhões anuais. Mas só poderão começar quando a arena estiver completa. O clube também espera arrecadar R$ 95 milhões por ano com a venda de assentos especiais em camarotes e outras áreas vips que ainda não estão prontas.

Os representantes do Corinthians no estádio que acreditam que a obra não ficará pronta até dezembro argumentam também que sem a arena inteiramente viva é muito difícil vender propriedades, como naming rights e áreas vips. Sob a condição de anonimato, um deles disse ao blog que os clientes não aguentam mais a “conversinha” sobre o que o estádio terá. Querem ver de fato o que existe para comprar.

Mas o ritmo da Odebrecht não é o único que incomoda o estafe corintiano em Itaquera. Existe a queixa de que a retirada das arquibancadas provisórias demora mais do que o esperado. Depois de um avanço inicial, a operação no setor norte teria ficado praticamente parada.

Os corintianos alegam nos bastidores que o problema seria um acréscimo de R$ 6 milhões na conta do serviço a ser pago pela Ambev para a Fast Engenharia, encarregada da montagem e desmontagem das arquibancadas móveis.

Por sua vez, a Ambev assumiu a responsabilidade de pagar pelas arquibancadas provisórias, incialmente na conta do Governo do Estado. Sem elas, a abertura da Copa do Mundo não seria na cidade.

Indagada pelo blog, a assessoria de imprensa da Fast afirmou que não comenta “questões envolvendo seu contrato com a Ambev, uma vez que o documento possui cláusulas de confidencialidade”.

A assessoria de imprensa da Ambev declarou que “o contrato das arquibancadas temporárias com a Fast está em vigor” e que as “estruturas serão desmontadas conforme cronograma previamente estabelecido”. O prazo para a retirada termina em novembro, e os trabalhos não podem impedir o Corinthians de usar o estádio.

Nesta quinta, do lado de fora da arena, era possível ver operários trabalhando na desmontagem do setor Sul, mas ainda há muito trabalho a ser feito. O estafe do Corinthians esperava que pelo menos um dos dois setores que têm as estruturas provisórias ficasse livre em setembro, pois existem obras a serem feitas nesses locais. Entre elas, estão as instalações dos telões do clube. Os atuais são alugados.

A assessoria de imprensa do Corinthians e da Odebrecht para o estádio nega que tenha havido diminuição no ritmo da retirada das arquibancadas provisórias e afirma que a operação está dentro do cronograma.

Também sobram disparos dos corintianos contra a Fifa. Reclamam que funcionários contratados pela entidade quebraram degraus de escada, danificaram portas e paredes, além de outros estragos, durante a montagem e desmontagem de equipamentos e mobílias usadas na Copa. A entidade se comprometeu a cobrir os prejuízos. Magoado, o clube nem usou a expressão “modo legado'', adotada pela Fifa, e preferiu “modo Corinthians'' em nota em seu site sobre como a arena ficará depois de pronta.

Veja abaixo o que ainda precisa ser feito no estádio corintiano de acordo com o site do clube.


- Falta substituir placa metálica na área de visitantes por uma mais moderna

- Estacionamentos. No estacionamento principal, no  lado Oeste, haverá uma área para 30 mil pessoas e outra para 5 mil disponíveis para eventos e shows. No estacionamento do leste, existirá um espaço semelhante, com capacidade para 10 mil.

- Nove lounges vips.

- Restaurantes.               

- Bares.

- Dois centros de convenções.

- Instalação de escudos do Corinthians nas fachadas laterais do prédio Oeste (dos lados Sul e Norte) e atrás da fachada principal do Oeste, centralizado atrás do vidro curvo.

- Construção de quatro banheiros no setor leste.

- Construção de oito áreas vips no setor Oeste, incluindo áreas business.

 - Quiosques de mercadorias.

- Lonas de revestimento nos arcos da cobertura dos setores Norte e Sul serão colocadas para que a estrutura metálica inferior não fique aparente.

- Vidros nas pontas da cobertura nos setores Leste e Oeste.

 - Instalação de vidros para dividir os setores destinados à torcida do Corinthians.

- Instalação nova divisória para separar a torcida visitante. Não será mais metálica, será de policarbonato e móvel, podendo alterar o espaço destinado aos visitantes.

- No hall de entrada do setor Oeste, serão montados 200 metros de estantes onde ficarão expostos troféus do Corinthians.

- Áreas para cabines de rádio, TV e pontos para trabalho da imprensa.

- Instalação de pontos de iluminação nas áreas de acesso ao estádio.

UOL Esporte

Árbitro muda texto e inclui racismo em súmula de jogo Grêmio x Santos

Após ter ignorado o tema na primeira versão da súmula, o árbitro Wilton Pereira Sampaio (Fifa/GO) fez um adendo nesta sexta-feira (29) e incluiu no relatório do jogo Grêmio x Santos, válido pela Copa do Brasil, as ofensas racistas da torcida gaúcha ao goleiro Aranha. O incidente aconteceu na última quinta-feira (28), na Arena Grêmio.

"Informo que ao chegar ao hotel, advindo do estádio, por volta das 23h50, tive conhecimento através da imprensa que durante a partida existiram atos de racismo oriundos da torcida do Grêmio direcionados ao goleiro da equipe do Santos F.C., Sr. Mario Lúcio Duarte Costa, nº 1. Relato que aos 41 minutos do segundo tempo, durante uma paralisação do jogo, dois atletas que se encontravam no banco de reservas da equipe do Santos, nº 7, Sr. Robson de Souza e nº 10, Sr. Gabriel Barbosa Almeida, me relataram que o goleiro da sua equipe estava sendo vítima de atos de racismo, momento em que me dirigi até o referido atleta, o mesmo confirmou tal fato. Contudo, nenhum integrante da equipe de arbitragem ouviu ou presenciou tais atos. Após esta paralisação o jogo teve prosseguimento normal sem qualquer relato de outro atleta", escreveu Pereira Sampaio.

A versão original da súmula ignorava o incidente, mas citava episódios como um rolo de papel higiênico arremessado no gramado e a expulsão do técnico do Grêmio, Luiz Felipe Scolari, que foi alijado da partida por ter reclamado de forma incisiva durante o intervalo.

Com base no adendo, o Grêmio deve ser denunciado. "O clube poderá responder por infração ao inciso do artigo 243-G do CBJD [Código Brasileiro de Justiça Desportiva]", disse Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), ao jornal "Zero Hora".

O artigo 243-G fala sobre "praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência". As penas possíveis vão de perda de mando de campo até exclusão da competição.

O Grêmio já foi multado neste ano por causa de atos racistas de seus torcedores. Na decisão do Campeonato Gaúcho, o zagueiro Paulão, do Internacional, foi vítima do mesmo tipo de ofensa. O time tricolor teve de desembolsar R$ 80 mil por causa disso.

O caso de Aranha aconteceu no segundo tempo do jogo da última quinta-feira – vitória do Santos por 2 a 0 na partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Imagens da "ESPN" deixam clara a manifestação de torcedores do Grêmio, e a equipe do litoral de São Paulo fala inicialmente em pleitear punição apenas a essas pessoas.

"Caráter é tudo! Se não há homens de bem e pessoas de caráter, há uma contaminação na política, no trabalho, nos eventos e, claro, na vida. É preciso inibir esse tipo de ato, pois se não o fizermos, estamos, de certa maneira, concordando com isso", disse Aranha depois do jogo.

UOL Esporte

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sorteio da Liga dos Campeões põe Barcelona e PSG no mesmo grupo

A Uefa realizou nesta quarta-feira (28), em Mônaco, o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões 2014-15. Barcelona e Paris Saint-Germain caíram na mesma chave e farão um dos principais duelos desta etapa da competição.

Barça e PSG, que se enfrentaram nas quartas de final em 2013, foram selecionados para o grupo F, assim como o holandês Ajax e o cipriota Apoel.

Campeão da edição passada, o Real Madrid caiu no grupo B, ao lado de Liverpool, vice do último Campeonato Inglês. Basel, da Suíça, e o búlgaro Ludogorets são as demais equipes da chave.

Atual vice da Liga dos Campeões e campeão espanhol, o Atlético de Madri também não terá vida fácil logo na fase de grupos. Terá como adversária a Juventus, detentora do título italiano, pelo grupo A. Outros clubes da chave são o grego Olympiacos e o sueco Malmö.

Outro duelo entre campeões nacionais ocorrerá no grupo E. Vencedor do último Campeonato Alemão, o Bayern de Munique do técnico Guardiola enfrentará o Manchester City, que conquistou o título inglês. O russo CSKA Moscou é outro adversário.

Quem pegou um grupo relativamente mais tranquilo foi o Chelsea. O time do técnico José Mourinho está na chave D, que conta com o alemão Schalke 04 e o português Sporting.

Já o grupo C terá um duelo de dois titulares do Brasil na Copa do Mundo de 2014. O Benfica, do goleiro Júlio César, terá como adversário o Zenit, do atacante Hulk. O alemão Bayer Leverkusen e o francês Monaco também está na chave.

Pelo grupo D, o vice-campeão alemão Borussia Dortmund terá como adversários o inglês Arsenal e o turco Galatasaray. Já a chave H se consolidou como a mais fraca da competição. Terá o português Porto, o ucraniano Shakthar Donetsk e o espanhol Athletic Bilbao.

UOL Esporte

Torcida do Corinthians é maior do que as de rivais juntos no estado de SP

Corinthians tem 35,5% da preferência dos torcedores no Estado de São Paulo

Corinthians tem 35,5% da preferência dos torcedores no Estado de São Paulo


Se disputa com o Flamengo o posto de maior torcida do Brasil, o Corinthians é absoluto em São Paulo. Pelo menos é o que aponta a pesquisa feita pelo Ibope nesta semana. Em crescimento, a torcida alvinegra é maior do que a de São Paulo e Palmeiras juntos.

De acordo com o levantamento, o time do Parque São Jorge possui uma fatia de 35,5% (equivalente a 15,5 milhões de pessoas, com base nos números do IBGE) dos torcedores no Estado. Enquanto isso, os principais rivais da capital paulista somados estão com 31,3%, cota 4,2% inferior.

Quem "decepcionou" foi o São Paulo. Segunda maior torcida da região, o clube tricolor teve uma queda de 3 pontos em relação ao último estudo e agora está com 17,8% (em torno de 7,8 milhões de torcedores).

A situação do time do Morumbi favorece o Palmeiras na pesquisa. Em alta, o clube alviverde cresceu no quesito e agora está com 13,5% da torcida (5,9 milhões de pessoas). Vale destacar que a diferença entre são-paulinos e palmeirenses já chegou a 9 pontos, mas agora caiu para 4,3%.                                   
O quarto na preferência é o Santos, com 6,6% da torcida. Assim como o São Paulo, o clube da baixada sofreu uma queda e agora tem 2,6% torcedores a menos. 

UOL Esporte

Saiba como o Irã virou uma potência no vôlei e bateu o Brasil três vezes

Jogadores do Irã em treinamento durante a Liga Mundial

Quem ligou a TV no último dia 7  de junho para assistir ao jogo de vôlei entre Brasil e Irã, pela Liga Mundial, provavelmente se assustou em ver a surra que os tricampeões mundiais levaram de um país com história pífia nesse esporte. Para provar que aquilo não foi obra do acaso, houve ainda outros embates na Liga Mundial, e o time árabe levou a melhor em três dos cinco.

Os iranianos terminaram o torneio na quarta colocação e estarão no Mundial da Polônia, que ocorre a partir do próximo sábado. Podem ser novamente uma pedra no sapato do time verde e amarelo. Mas, afinal, como o Irã se transformou de uma hora para a outra em uma das potências de um esporte tradicionalmente dominado por poucas nações? Até o "boom" de 2014, o melhor resultado da equipe era um 19º posto em apenas quatro participações em Mundiais. Olimpíadas? Jamais pisaram em uma quadra com o famoso logo dos cinco anéis.

Mas o bom resultado nesta temporada não foi construído tão repentinamente assim e é consequência de um trabalho iniciado há muitos anos com a procura de profissionais tarimbados e iniciado desde as categorias de base. Com investimento e intercâmbio com países com tradição, o Irã tentou aprender tudo o que poderia. Procuraram, por exemplo, o Brasil para jogos amistosos e viagens entre as seleções de base para aprender.

Os frutos passaram a ser colhidos rapidamente, e a equipe asiática passou figurar entre os protagonistas de torneios de garotos. Na década de 2000, foram três vezes ao pódio em diferentes competições até culminar no título mundial sub-19, em 2007.

"Nós praticamos intercâmbio com eles. Recebemos eles algumas vezes. Na sequência, fomos para o Irã para fazer amistosos. Eles também investiram em fazer um campeonato mundial de jovens lá e fizeram intercâmbio com muitos treinadores do mundo todo. Foi um investimento para que pudessem ter grandes jogadores. E tudo isso mediante muita aceitação popular. Sempre que íamos jogar lá os ginásios estavam cheios. Eles gostam muito de vôlei", disse Percy Oncken, técnico que já comandou várias seleções de base do Brasil e acompanhou a ascensão iraniana.

Depois disso, no entanto, os resultados em âmbito profissional ainda demoravam a vir. A geração que despontou e colheu bons resultados na juventude já estava formada, mas parecia faltar a mão de alguém experiente não para revelar e ensinar, mas para fazê-los competir contra as potências. "Em um primeiro momento eles relutaram e optaram apenas por técnicos locais. Depois, para o aprofundamento, partiram para um nome estrangeiro", lembrou Oncken.

Em 2011, a Federação Iraniana conseguiu trazer um nome de peso do vôlei para alavancar a sua seleção a bons resultados. Trata-se do argentino Julio Velasco, que agora voltou a comandar o time de seu país.

Velasco foi o responsável por comandar a Itália na década de 1990 em uma era vencedora e hegemônica de cerca de sete anos. Fez do time azul duas vezes campeão mundial, cinco vezes campeão da Liga e uma vez campeão da Copa do Mundo, entre outros. Um velho conhecido de duelos contra o Brasil.

"A chegada do Velasco com certeza mudou a mentalidade de jogo, porque ele é um cara que consegue transformar talentos em vitória. Fez isso na Itália, e no Irã conseguiu fazer o que dava dentro do material humano que tinha. Sempre ouvi dizer que ele é um cara que não tem uma  relação tão intensa com jogadores, é algo mais frio, mas que é uma pessoa que entende muito de tática", falou Maurício, bicampeão olímpico e campeão mundial com a seleção brasileira.

Com Velasco, o Irã foi bicampeão asiático (2011 e 2013) e conseguiu ganhar seus primeiros jogos contra equipes competitivas na Liga Mundial de 2013, ao bater Itália, Cuba, Sérvia e Alemanha. Mas não avançou em uma chave que tinha a forte Rússia.

Chegou então esse ano lá o sérvio Slobodan Kovac, campeão olímpico em 2000 como jogador pela extinta Iugoslávia. Ele vinha de bons trabalhos no clube italiano do Umbria e no Radnick, da Sérvia.

Sua escolha não foi somente pelo bom trabalho como treinador, já que ele teve passagem pelo Irã como jogador na liga local entre 2004 e 2006. Entre suas marcas registradas, está a de um discurso sem medo dos principais rivais. Em suas falas, nunca procura colocar seu país em uma posição abaixo, seja contra o rival que for.

Em uma das duas vezes que perdeu para a seleção brasileira, não se importou com o fato de o revés ter sido diante do tricampeão mundial e que jogava em casa. Esbravejou. "Se o Brasil joga como Brasil, ninguém vê a bola. Mas o Brasil jogou mais ou menos e por isso estou bravo. O Brasil não venceu, e sim nós que perdemos", falou para o jornal Lance.

O Irã será testado no Mundial a partir de domingo, quando enfrenta a Itália. A missão na competição não será das mais fáceis, já que está em um grupo que tem também Estados Unidos, França, Bélgica e Porto Rico, e apenas quatro avançam.

UOL Esporte

Rio-2016 já tem 10 mil voluntários inscritos e quer bater recorde olímpico

Voluntários da Olimpíada de Londres durante momento de descontração

Voluntários da Olimpíada de Londres durante momento de descontração

Horas depois de abrir as inscrições do seu programa de voluntariado, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 recebeu 10 mil postulações de interessados em trabalhar –sem remuneração--- na próxima Olimpíada. O número foi anunciado no final desta manhã pelo próprio presidente do comitê, Carlos Arthur Nuzman.

Nuzman disse que a quantidade de inscrições o surpreendeu, afinal isso é quase 15% do número total de voluntários que o comitê organizador deve convocar para os Jogos (70 mil). Para ele, o interesse dos voluntários é um sinal de que a Rio-2016 deve ser a Olimpíada com o maior programa de voluntariado da história.

"Devemos ter um recorde bater o recorde histórico do evento", afirmou ele. "A Olímpiada do Rio será a primeira realizada na Américo do Sul, uma região com uma população muito grande e com muitos jovens. Por isso, o interesse dos voluntários tende a ser muito grande."

De acordo com o diretor de Recursos Humanos do Comitê Rio-2016, Henrique Gonzalez, Londres-2012 recebeu 240 mil inscrições do seu programa de voluntários. O número é o atual recorde olímpico. Não está sendo considerada, no entanto, a quantidade de voluntários inscritos na Olimpíada de Pequim, em 2008. Isso porque a organização do evento não divulgou esse dado.

Como se increver?

Interessados em trabalhar na organização dos próximos Jogos Olímpicos têm até o dia 15 de novembro para cadastrem-se no Comitê Organizador da Rio-2016. As inscrições devem ser feitas pelo www.rio2016.com/voluntarios ou pelo telefone (21) 3004-2016.

Os voluntários vão trabalhar diferentes áreas da organização dos dois eventos: atendimento ao público, transporte de atletas, serviços de saúde, tecnologia da informação, produção de cerimônias, entre outras.

Como as necessidades do comitê são diversas, é diverso também o perfil de voluntário procurado pelo órgão. Qualquer pessoa com Ensino Fundamental completo e que tenha 18 anos de idade completos até fevereiro de 2016 pode candidatar-se a uma vaga. O posto que cada voluntário vai ocupar é que vai depender de suas qualificações.

"Vamos ter 30 mil vagas para atendimento ao público. Nesse caso, as exigências são mais básicas", explicou Flávia Fontes, gerente de Voluntários do comitê. "Também vamos ter 5 mil voluntários trabalhando na área de saúde. Aí já é necessário uma formação específica."

Fontes disse que a seleção de quem está apto para fazer o que na Olimpíada começa já na inscrição. Ao entrar no site do Comitê Rio-2016 ou ligar na central de atendimento telefônica, cada candidato terá de informar sua formação e qualificação. Será preciso informar também em que área da organização ele deseja trabalhar. "Nossa intenção é encontrar sempre a melhor vaga possível para o voluntário", complementou a gerente.

Como será feita a seleção?

Ainda neste ano, o comitê fará as primeiras avaliações das inscrições e dará início a seleção dos voluntários. Testes de domínio de idiomas e uma dinâmica de grupo serão feitos via computador ainda em 2014. Depois do Carnaval de 2015, começam as entrevistas presenciais.

Já a partir de 2015, inicia-se a fase de treinamento, que terá uma etapa online e outra presencial. Só participarão do treinamento, candidatos já previamente selecionados para trabalhar durante a Olimpíada.

Fontes explicou pessoas de qualquer lugar do Brasil ou do mundo podem ser voluntários nos Jogos Olímpicos de 2016. Quem mora em São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Brasília, inclusive, tem ainda mais chance de ser selecionado para colaborar com a organização olímpica já que essas cidades também receberão partidas do torneio olímpico de futebol em 2016. "O comitê, inclusive, vai fazer entrevistas com candidatos nessas cidades", disse ela.

A gerente do programa de voluntariado disse também que nada impede que um paulistano se candidate para trabalhar no Rio. Ressaltou só que todo voluntário é responsável pelo pagamento de sua própria viagem até a capital fluminense e de sua hospedagem. "O comitê fornece as refeições no local de trabalho, o transporte dentro da região metropolitana do Rio e o uniforme de trabalho", disse Fontes.

UOL Esporte

Noite das zebras derruba Inter, Corinthians, Botafogo e Atlético-PR

A rodada desta quarta-feira (27) mostrou que o futebol nacional está longe de seguir qualquer lógica. Quem brilhou nos duelos do meio de semana, válidos por Copa do Brasil e Copa Sul-Americana, foram justamente as equipes que vivem uma má fase no Brasileirão ou que disputam a Série B.

As exceções foram os clubes de Minas Gerais. Nada parece capaz de atrapalhar a grande fase do Cruzeiro, que somou mais uma goleada a sua temporada. Já o Atlético-MG aproveitou o time misto do Palmeiras para conseguir uma importante vitória fora de casa.

Quem surpreendeu na rodada desta quarta

Bragantino supera o Corinthians
Depois de eliminar o São Paulo, o Bragantino aprontou para mais um grande paulista na Copa do Brasil. Vice-lanterna da Série B, a equipe do interior venceu o Corinthians por 1 a 0 no jogo de ida pelas oitavas de final, na Arena Pantanal. Os comandados de Mano Menezes reclamaram muito, jogaram pouco e ainda viram nova polêmica envolvendo trombada em árbitro.

'Mistão' do Ceará vai ao Rio e bate Botafogo
Um dos líderes da Série B, o Ceará mandou ao Rio de Janeiro um time misto para enfrentar o Botafogo, que atuou com força máxima, na Copa do Brasil. Favoritismo do time carioca? Que nada. Os cearenses dominaram a partida, marcaram duas vezes e só não saíram com uma vitória maior porque os donos da casa descontaram no fim. Ainda assim, o 2 a 1 deixa o time em boa situação.

Coritiba acaba com série positiva do Fla
O Flamengo engatou uma sequência vitoriosa do Brasileirão e se distanciou da zona do rebaixamento, enquanto o Coritiba vive situação delicada na ?degola?. Pela Copa do Brasil, porém, as situações se inverteram. A equipe paranaense atropelou os cariocas por 3 a 0, encerrou a série positiva de Vanderlei Luxemburgo no clube rubro-negro e ficou bem perto da classificação.

Bahia surpreende o Inter no Beira-Rio
Situação parecida ocorreu no Rio Grande do Sul. Na cola dos líderes do Brasileirão, o Internacional encarou pela Copa Sul-Americana o Bahia, que vive uma queda livre na competição nacional. Com um time misto, o clube gaúcho foi derrotado pelos baianos em pleno Beira-Rio por 2 a 0 e admitiu que a classificação à próxima fase ficou complicada.

'Zebra' América-RN faz mais uma vítima
O América-RN voltou a aprontar contra uma equipe da Série A. O clube potiguar, que já havia eliminado o Fluminense com uma goleada no Maracanã na fase anterior da Copa do Brasil, atropelou o Atlético-PR por 3 a 0 pelas oitavas de final e encaminhou sua classificação. Grande feito para um time que briga para seguir fora da zona do rebaixamento na 2ª divisão.

Cruzeiro não dá chance para a 'zebra'
O grande momento que vive o Cruzeiro teve mais um capítulo nesta quarta-feira. Mesmo poupando alguns titulares, o time mineiro não quis saber de dar chance à 'zebra' e goleou em casa o Santa Rita por 5 a 0. Com três gols de cabeça, o líder do Brasileirão encaminhou sua classificação para as quartas de final diante de um rival que já havia aprontado na Copa do Brasil.

Atlético-MG estraga festa do Palmeiras
O Atlético-MG também saiu vitorioso na rodada desta quarta. Aproveitou que o Palmeiras poupou alguns jogadores visando a briga contra a 'degola' no Brasileirão e venceu fora de casa por 1 a 0, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A vantagem só não foi maior porque o goleiro Fábio, do time paulista, fechou o gol e evitou uma derrota maior.

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US Open dia 3: Wozniacki "Rapunzel" prende cabelo na raquete



A primeira quarta-feira do último Grand Slam do ano teve brasileiro em quadra na chave de simples masculina, vitória histórica de tenista checo e a primeira grande zebra do torneio feminino. Entretanto, nenhum fato foi tão comentado quanto um que envolveu a bela dinamarquesa Caroline Wonzacki, ex-número 1 do mundo. Confira, abaixo, o que de principal aconteceu no terceiro dia do US Open (Veja todos os resultados do dia aqui).

Rapunzel tenista?

Atual 11ª colocada do ranking da WTA, Caroline Wozniazki venceu com facilidade a bielorrussa liaksandra Sasnovich por 2 sets a 0 nesta quarta-feira, mas não ganhou as manchetes do dia por causa disto. Em um momento do jogo, a dinamarquesa armou um poderoso backhand no fundo da quadra, mas não conseguiu executá-lo. O motivo? O seu cabelo se prendeu à raquete e impediu a conclusão do movimento.

Como se encarnasse a personagem Rapunzel, princesa dos contos de fada que jogava suas enormes tranças do alto do castelo para fazer o seu amado subir ao quarto, a tenista viu o sue belo penteado se enroscar no cabo da raquete durante um ponto. Assim, ela não conseguiu executar o golpe com naturalidade e perdeu o ponto de maneira bizarra. O público foi ao delírio.

“Isso costumava acontecer quando eu não trançava meu cabelo. Esse foi o motivo de eu começar a usar tranças. É a primeira vez que isso ocorre desde que comecei a usar este penteado. Ainda bem que ele se enroscou na minha raquete, né?”, brincou Wozniacki.


Bellucci rouba set, mas cai

Depois de eliminar Nicolas Mahut na primeira rodada, o brasileiro Thomaz Bellucci não resistiu à força do suíço Stanislas Wawrinka e foi eliminado do US Open nesta quarta-feira. O paulista até jogou bem e conseguiu vencer um set. Porém, o atual número 4 do mundo impôs o seu melhor jogo e triunfou por 3 sets a 1, parciais de 3/6, 4/6, 6/3 e 6/7 (1). Com o tropeço, Bellucci, que ocupa a 91ª melhor colocação do ranking mundial, segue sem conseguir chegar à terceira rodada de um Grand Slam desde 2011, quando venceu duas partidas em Roland Garros.

Terra

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Grêmio e Santos medem forças na Copa do Brasil

Nessa quinta-feira (28) ocorre o último jogo das partidas de ida da Copa do Brasil. Ocorrido na Arena do Grêmio, a equipe gaúcha enfrenta o Santos, a partir das 20 horas. O jogo será comandado pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio (GO) e auxiliado por Kleber Lucio Gil e Carlos Berkenbrock (SC). 

As duas equipes tentam mostrar uma força maior do que no Campeonato Brasileiro. Comandado pelo técnico Luís Felipe Scolari, o Grêmio está, atualmente, em sétimo lugar na classificação, subida ocorrida depois da vitória em cima do Corinthians no fim de semana. Do lado santista, o time está em décimo lugar e acabou perdendo o clássico contra o São Paulo no domingo. O técnico Oswaldo de Oliveira espera avançar a próxima fase da copa. 

O vencedor desse confronto enfrenta o vencedor de Botafogo x Ceará. 

Campeãs mundiais de rúgbi têm de veterinária a encanadora e 'treino móvel'















Há alguns dias, a seleção feminina de rúgbi da Inglaterra atingiu um feito histórico: conquistou o Mundial e acabou com um jejum de 20 anos, encerrando uma série de três derrotas seguidas em finais para a Nova Zelândia. Mas a realidade da equipe está longe do esporte profissional. As jogadoras têm outros empregos e precisam da compreensão dos patrões para treinar. Treinos que, em sua maioria, são individuais, já que elas vivem em diferentes lugares do país.

Sophie Hemming é veterinária. Marlie Packer é encanadora. Emily Scarrat é professora. Todas são campeãs mundiais, mas dois dias depois do título estavam com seus uniformes nos empregos de origem.

"Gosto do meu emprego, mas seria um sonho poder me dedicar exclusivamente ao rúgbi durante alguns anos", contou Packer ao The Telegraph. Como isso ainda não acontece, ela fez questão de levar sua medalha de ouro na primeira casa onde foi consertar um vaso sanitário.

Sophie Hemming enfrentou uma dificuldade ainda maior em compromisso pela liga inglesa. Ela perdeu 60 minutos de jogo porque, pouco antes de a partida começar, recebeu um chamado de emergência para trabalhar no nascimento de um bezerro.

A vida na seleção também não é simples. A técnica Gary Street passa o ano percorrendo toda a Inglaterra para encontrar as jogadoras e aplicar treinos individuais em suas cidades. Os treinamentos coletivos são minoria.

Outra coincidência que as une é o preconceito. O rúgbi é popular na Inglaterra, mas muito ligado aos homens. Elas dizem que o reconhecimento está crescendo, e avisam que, embora seja um esporte duro, não abrem mão de um toque feminino, mesmo se a profissionalização acontecer. "Eu ainda quero me sentir bonita em um vestido, e outras jogadoras pensam o mesmo", disse a professora Emily Scarrat.

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SP troca princípio de crise por caça ao Cruzeiro em 11 dias. O que mudou?














O São Paulo engatava uma melhora de desempenho e uma resposta às críticas quando subiu ao gramado do Morumbi no último dia 13, para enfrentar o mesmo Bragantino que vencera por 2 a 1 fora de casa e garantir a classificação às oitavas de final da Copa do Brasil. O time, irregular, chegou a seu ponto mais baixo na temporada: perdeu de virada, por 3 a 1, com atuação vexatória. O que era um início de namoro com a crise, no entanto, virou o ponto de partida para uma reviravolta. E não foi por mágica ou sorte.

Hoje o São Paulo é vice-líder do Brasileirão e dá os primeiros sinais de encantamento daquilo que a equipe badalada, com Kaká, Paulo Henrique Ganso e Alexandre Pato, pode fazer.  A partir do dia seguinte à eliminação na Copa do Brasil, mudanças dentro e fora do campo no São Paulo transformaram o time da crise no principal concorrente do Cruzeiro, que hoje parece tão à frente dos demais, na ponta do Brasileirão. Veja o que mudou no São Paulo, do dia 14 ao dia 24, último domingo, quando venceu o Santos por 2 a 1, no Morumbi.


1. Reunião com a diretoria

Na sexta-feira, último dia 15, dois dias após a derrota para o Bragantino o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro reuniu comissão técnica e elenco no CT da Barra Funda, antes do treino pela manhã, para conversa. Cobrou reação e disse que o nível de desempenho da equipe, tão irregular e sem brilho, estava em descompasso com o investimento realizado durante o primeiro semestre. O objetivo do dirigente foi transmitir a mensagem que a reação teria, obrigatoriamente, que começar contra o rival Palmeiras, na partida seguinte.


2. Último reforço

Não tão influente, o São Paulo ganhou seu último reforço após o revés contra o Bragantino. Michel Bastos, lateral esquerdo titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010, foi incorporado ao elenco. Apesar de ter contribuído pouco em campo, o jogador de 31 anos serviu para que Muricy Ramalho tivesse uma alternativa a Kaká, para comandar treinos e realizar substituições, como aconteceu contra Internacional e Santos.


3. Pato não é ponta

Muricy Ramalho entendeu, de fato, que o melhor para o São Paulo era ter Alexandre Pato desprendido das responsabilidades defensivas. O técnico o tirou definitivamente da ponta – porque Pato não consegue fazer a marcação ao lateral adversário da melhor forma, e porque isso atrapalha seu desempenho ofensivo. Pato hoje joga no centro, sem acompanhar o lateral, e com liberdade para rodar o ataque.


4. Novo esquema tático

Muricy trocou, então, os pontas por dois meias. O desenho do 4-2-3-1 não mudou muito. Agora, no entanto, não há mais dois extremos nas laterais do ataque e um meia entrando pela faixa central. Atrás do centroavante, neste momento, então dois meias – Kaká e Ganso – que fecham o centro com a posse de bola e marcam pelas laterais do ataque sem a bola, fazendo aquilo que os pontas faziam. Pato, agora, está livre da marcação, ligeiramente atrás de Kardec, caindo um pouco mais pelo lado esquerdo.

A mudança no desenho, que parece tão sutil, foi o que Pato precisava para evoluir. Foi bem em todas as partidas do São Paulo desde que adotou o novo posicionamento.


5. Paulo Miranda não vai para o Barcelona

A entrada de Paulo Miranda na lateral direita, desde a partida contra o Palmeiras, acertou a defesa do São Paulo. O jogador, que desde 2012 convive entre o banco de reservas e as sequências esporádicas no time titular, deu segurança ao setor que antes contava com Douglas – que será jogador do Barcelona. Zagueiro de origem, Paulo Miranda dá mais segurança para que Alvaro Pereira, pelo lado esquerdo, consiga avançar de forma mais confortável. 

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