sábado, 28 de fevereiro de 2015

Djokovic derrota Berdych em três sets e busca 2º título no ano














Atual vice-campeão do ATP 500 de Dubai, o tcheco Tomas Berdych não poderá reeditar a final do ano passado com o suíço Roger Federer. Isso porque ele foi eliminado do torneio na semifinal, nesta sexta-feira, caindo em três sets diante do sérvio Novak Djokovic, que aplicou parciais de 6/0, 5/7 e 6/4, em confronto de 2h04.

Em seu terceiro evento no ano, Djokovic busca o segundo título de 2015, tendo vencido o Aberto da Austrália e parado nas quartas de final em Doha. Ele enfrentará Federer na decisão em Dubai, contra quem tem 17 triunfos e 19 derrotas.

Derrotado categoricamente nos dois embates anteriores entre eles, ambos no ano passado, Berdych deu sinais de poderia repetir o ocorrido na semi desta sexta-feira. O tcheco jogou mal no primeiro set, venceu apenas 10 pontos e perdeu o saque três vezes, levando um "pneu" de Djokovic pela segunda vez, assim como na final de Pequim, em 2014.

Só que a história desta vez não repetiu o embate decisivo no torneio chinês, embora o começo do segundo set não foi nada favorável para Berdych, que sofreu uma quebra e viu o número 1 do mundo sacar em 2/1. Mas o tcheco não se abateu e deu a volta por cima, vencendo quatro dos cinco games seguidos.

Berdych chegou a sacar em 5/3 para fechar e igualar o marcador, só que perdeu o saque neste momento, adiando a vitória na segunda parcial, que tardou, mas não falhou. Djokovic protagonizou um lance curioso no 11º game, quando escorregou e ralou a mão, pedindo atendimento médico na virada para o 12º game, no qual acabou quebrado, o que levou a decisão para o terceiro set.

A parcial decisiva teve poucas chances para os dois lados. Djokovic aproveitou o solitário break-point que teve, no quinto game, ao passo que Berdych não teve a mesma competência e perdeu a única chance de quebra que teve a seu favor, logo em seguida. O sérvio administrou a vantagem até o fim e concretizou sua 19ª vitória em 21 confrontos com o tcheco.

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Rio-2016 quer ajudar na limpeza da Baía de Guanabara. Como? Ainda não sabem

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio-2016 vai entrar em ação para tentar garantir que a meta olímpica de limpeza da Baía de Guanabara seja cumprida. O Comitê Executivo do COI (Comitê Olímpico Internacional) questionou nesta sexta-feira (27) os organizadores da Olimpíada, e eles se comprometeram a ajudar o governo do Estado do Rio de Janeiro a melhorar as condições da água do espaço até 2016.

"Eu mencionei e eles questionaram sobre a baía", afirmou o presidente do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, logo após encontro com a chefia do COI. "Nós acompanharemos e incentivaremos a melhoria na qualidade da água."

Até a última inspeção do COI aos preparativos do Rio para os Jogos Olímpicos, realizada na semana passada, o Comitê Rio-2016 apenas monitorava o trabalho do governo do Estado para a limpeza da Guanabara. Agora, com o questionamento do COI, o Rio-2016 deve integrar ações que colaborem principalmente para que lixo não chegue às águas do local das competições de vela da Olimpíada de 2016.

Internamente, o Rio-2016 estuda realizar uma campanha para que a população fluminense não jogue lixo na baía ou em rios que desaguam no espaço. O Comitê também pretende conversar com o governo estadual para acelerar a compra de barcos que retiram coletam lixo flutuante da baía. Hoje, são dez barcos.

"Nós podemos ajudar", complementou Nuzman. "Assim que tivermos mais detalhes sobre como, vamos anunciar."

Uma reunião marcada para a semana que vem deve servir para o planejamento das ações do comitê.  Essa reunião foi marcada ainda na quinta-feira, um dia depois da inspeção do COI ao Rio de Janeiro.  Durante a inspeção, vários jornalistas questionaram membros do comitê olímpico sobre a promessa de se tratar 80% do esgoto que chega à baía.

Integrantes da Comissão de Coordenação do COI para a Olimpíada de 2016 informaram a jornalistas que ainda acreditam no cumprimento da meta. Representantes do Comitê Executivo do COI, porém, solicitaram mais informações sobre o assunto em reunião com membros do Comitê Rio-2016.

Nuzman apresentou à chefia do COI informações cedidas pelo governo do Estado. Prometeu, entretanto, que o Comitê Rio-2016 será mais atuante no caso.

UOL Esporte

Após 14 anos, São Paulo volta a ter futebol feminino, mas longe do Morumbi














Em 1997, o São Paulo conquistou de forma arrasadora o Campeonato Paulista de futebol feminino. Com goleada atrás de goleada – 9 a 0 na Portuguesa, 11 a 0 no Rio Negro – o time que tinha como craque a meia Sissi, da seleção brasileira, encerrou suas atividades em 2001, por dificuldade em encontrar patrocinadores. Agora, o clube do Morumbi voltará a ter um time feminino – ainda que vá atuar longe do seu próprio estádio.

Nos próximos dias, o São Paulo vai lançar uma nova equipe de futebol feminino para disputar a temporada 2015. Segundo o clube, o objetivo é expor a marca em mais lugares e resgatar a imagem de uma instituição poliesportiva, e não simplesmente um time de futebol.

Para bancar a iniciativa, o São Paulo conta com o apoio de várias empresas –de acordo com a diretoria, um orçamento foi fechado e será bancado 100% pelos parceiros, que incluem Mercedes, a Bauducco e as empresas Altec e Capes.

A camisa alternará campanhas voltadas para o público feminino, como contra o câncer de mama, a violência contra a mulher e outras ações sociais.

Ao contrário do que acontecia com o time de 97, o novo time feminino, pelo menos por enquanto, não jogará no Morumbi. As entradas para as partidas serão trocadas por alimentos, o que torna inviável o custo de atuar no seu estádio e a manutenção de um CT. A solução encontrada foi uma parceria com a prefeitura de Barueri: a equipe mandará jogos em um CT na região ou na Arena Barueri.

 O São Paulo feminino do final da década de 90 era um esquadrão: além de Sissi, considerada a melhor jogadora do Brasil antes de Marta, passaram também Kátia Cilene, Formiga e a goleira Andréia, todas jogadoras de seleção brasileira. Neste recomeço, não haverá loucuras nem contratação de estrelas.

"Neste primeiro momento queremos criar um time competitivo, que faça um bom papel. A ideia é consolidar o time, brigar nas competições, e ir crescendo em cima disso", afirmou o diretor comercial do São Paulo, Marcelo Pepe.

Sem nomes como Marta e Cristiane, por exemplo, o time deverá ter algumas atletas estrangeiras: estão nos planos três da seleção argentina e três da Colômbia.

O treinador é Marcelo Frigélio, vice-campeão brasileiro no ano passado pelo Kindermann, de Santa Catarina. O técnico também já treinou a seleção de Guiné Equatorial.

O São Paulo vai divulgar nos próximos dias uma peneira – a ideia é que cerca de quatro jogadoras que se destacarem sejam incorporadas ao time. A previsão é de que a equipe feminina comece os treinamentos em 15 dias.

UOL Esporte

Promessa do Flu repete drama 1 ano após acidente e vê boa fase interrompida














Um ano após o acidente de carro que afastou Robert dos gramados em março do ano passado, o Fluminense novamente ficou desfalcado do meia por motivos alheios ao futebol na última semana. Internado há quatro dias, o jogador está com suspeita de hepatite medicamentosa e ainda não tem sequer previsão de alta por parte dos médicos do Tricolor.

Indiscutivelmente, Robert vivia sua melhor fase entre os profissionais do Fluminense. Aos 18 anos, o apoiador finalmente vinha tendo oportunidades constantes com o técnico Cristóvão Borges, além de apresentar bom futebol nas vitórias sobre Bangu e Nova Iguaçu, inclusive com um gol sobre o primeiro.

Curiosamente, os dois dramas de Robert começaram pouco após o Carnaval. No ano passado, o meia se envolveu em acidente de carro em Cabo Frio no último dia de festas, no dia 4 de março.  Desta vez, o jogador foi internado apenas seis dias após a Quarta-feira de Cinzas com fortes dores abdominais.

O acidente marcou os primeiros passos da carreira profissional de Robert. O meia demorou um mês para retornar aos treinos no Fluminense, mas só voltou a ter chances na equipe no Campeonato Carioca de 2015. Na ocasião, o jogador passou cinco dias internado com direito a passagem pela UTI (Unidade de Tratamento Intensivo).

O problema de saúde desta semana vem justamente quando Robert se firmava no elenco como opção importante para o técnico Cristóvão Borges e comemorava o brilho após o acidente do ano passado.

"Naquela época do acidente, passou pela minha cabeça que poderia não conseguir mais jogar, mas Deus me proporcionou esse momento. Só quero aproveitar e comemorar a vitória do meu time, não há coisa melhor do que isso", vibrou Robert após marcar o gol do triunfo por 2 a 1 sobre o Bangu, na terceira rodada do Campeonato Carioca.

Com previsão de alta apenas para a próxima semana, a tendência é que Robert perca também o clássico contra o Botafogo, marcado para o dia 7. O meia já foi descartado da partida contra o Resende, às 18h30 deste domingo, em Volta Redonda, pela sétima rodada do Campeonato Carioca.

UOL Esporte

Após título, Medina abre temporada com vitória e avança na Austrália

A corrida pelo bicampeonato mundial de surfe começou da melhor forma possível para Gabriel Medina na praia de Gold Coast, na Austrália, sede da etapa de abertura do circuito em 2015.

O brasileiro venceu em sua primeira bateria o compatriota Wiggolly Dantas e o americano Dane Reynolds, e passou direto para a terceira fase do evento com a maior nota da competição.

Medina mostrou mais uma vez muita velocidade e perfeição nas manobras, distribuindo rasgadas e chegando a dar um 180º, mas desperdiçou algumas ondas, o que poderia ter lhe prejudicado. Mas o atual campeão mundial conseguiu a vitória de maneira emocionante, nos minutos finais da bateria.

O brasileiro saiu do mar com um 18.30 (8.80+9.50) e ultrapassou Dantas, que ficou com 16.93 e surfou muito bem. Agora, Gabriel Medina volta a cair no mar na terceira fase da etapa de Gold Coast, que abriu o caminho para o título mundial do brasileiro no ano passado.

Depois da vitória emocionante, Medina falou sobre a presença dos fãs em Gold Coast. "Parece que estou no Brasil, tem muitos brasileiros aqui, é bom ter esse apoio, ele me ajuda", agradeceu.

Tempestade brasileira?
Os outros cinco surfistas brasileiros da Liga Mundial de Surfe também disputaram suas respectivas baterias em Gold Coast. Mas não seguiram os passos do campeão mundial e vão disputar a repescagem da segunda fase.

Miguel Pupo obteve nota 11 e foi derrotado em sua bateria pelo australiano Joel Parkinson, que venceu com 15.16, e pelo americano Brett Simpson, que conseguiu um 11.87.

Jadson André também perdeu sua bateria. Com uma nota 12,57, ele foi batido pela estrela havaiana John John Florence, que obteve 16.80, e pelo irlandês Glenn Hall, com 12.84. 

Adriano de Souza, o Mineirinho, e Filipe Toledo duelam na mesma mesma bateria contra o havaiano Dusty Payne. E também foram derrotados. Enquanto Mineirinho teve nota 12.53, Toledo ficou com um 11.66. Já Payne avançou à terceira fase com nota 16.34. 

Italo Ferreira foi o último dos brazucas a cair no mar de Gold Coast. Com uma nota 14.97, ele saiu derrotado pelo o australiano Julian Wilson, 15.43, mas deixou o americano Holohe Andino pra trás, que obteve nota 10.43.

A repescagem acontece na segunda fase do torneio, quando os 24 surfistas derrotados entram no mar para decidir no mano a mano quem continua vivo na etapa. Quem sobreviver à repescagem, se junta aos vencedores das baterias de hoje para disputar a terceira fase do evento, esta sim eliminatória.

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

É sério: Brasil pode ganhar medalha no polo aquático na Olimpíada














O Brasil não disputa o polo aquático masculino nos Jogos Olímpicos há mais de 20 anos. Nem mesmo no Pan, com as potências europeias distantes, o sucesso aparece: o único ouro verde-amarelo veio em 1963, nos Jogos de São Paulo. Mesmo assim, uma medalha olímpica nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, é uma possibilidade real. E ninguém está louco, sonhando alto demais ou tentando aparecer ao dizer isso.

Existe um projeto traçado para o pódio. Com respaldo de especialistas, nomes respeitados internacionalmente e exemplos de sucesso dentro e fora das piscinas. Mesmo em uma modalidade com pouca tradição por aqui, a seleção masculina pode chegar ao Rio-2016 com um time que soma dez medalhas olímpicas (quatro delas de ouro) e cinco títulos mundiais (além de mais cinco pódios no torneio).

O plano tem três pilares básicos: um técnico de alto nível (o tetracampeão olímpico Ratko Rudic), a importação de atletas (entre eles, o brasileiro que defendia a Espanha Felipe Perrone) e um plano de treinamento extremo (que vai levar um time para a Europa entre 2015 e 2016 para mais de 50 partidas de preparação para os Jogos Olímpicos).

Técnico tetracampeão olímpico é base do plano
O primeiro ponto do projeto do polo brasileiro é o comando. E o escolhido é o maior técnico de polo aquático do planeta. Desde que virou treinador, o croata Ratko Rudic (vice-campeão olímpico como jogador, em 1980) soma 36 medalhas em torneios internacionais, incluindo quatro ouros olímpicos e três títulos mundiais. Mais importante: conseguiu transformar em melhor do mundo três seleções diferentes. Foi campeão olímpico e mundial com Iugoslávia (ouro olímpico em 1984 e 1988 e mundial em 1986), Itália (1992 e 1994) e Croácia (2012 e 2007) – sem contar o bronze em 1996 com os italianos.

Ou seja: não é apenas um técnico vencedor, mas alguém capaz de trabalhar com diferentes culturas e estágios de desenvolvimento do esporte. Para o COB (Comitê Olímpico do Brasil) e a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), era justamente isso que o Brasil precisava.

Importação de atletas é realidade. Principalmente se já são brasileiros
A presença de Ratko Rudic no projeto olímpico teve um efeito: atrair talentos para a seleção brasileira. Hoje, o principal nome do time é Felipe Perrone. Nascido no Rio de Janeiro, ele passou a defender a seleção da Espanha aos 17 anos e foi vice-campeão mundial em 2009. Chegou a ser artilheiro e eleito o melhor jogador da liga espanhola antes de decidir voltar a defender o Brasil – hoje, é atleta do Fluminense.

Além dele, o time tem outros três naturalizados. Adriá Delgado é espanhol, mas filho de brasileiros. Felipe Salemi é italiano, com família brasileira. Os dois defenderam seleções europeias em categorias menores, mas optaram pelo Brasil no time adulto. O terceiro é o cubano Ives Gonzales, casado com uma brasileira, que acaba de conseguir o passaporte verde-amarelo.

O sonho, porém, envolve ainda mais importações. Os dois principais alvos são Tony Azevedo, dos EUA, e Pietro Figlioli, que já defendeu Austrália e Itália. Ambos nasceram no Brasil. O primeiro, foi para os EUA ainda bebê, se tornou um dos principais jogadores da modalidade no mundo e foi o capitão da seleção norte-americana no vice-campeonato olímpico de 2008 – além disso, defende, desde 2013, o Sesi, de São Paulo. O segundo é filho do ex-recordista mundial dos 100m livre José Fiolo, que disputou três Olimpíadas pelo Brasil. Nascido no Rio, ele se mudou para a Austrália com a família aos três anos e jogou duas Olimpíadas pelo país. Em 2009, passou a defender a Itália, para ser campeão mundial em 2011 e vice-campeão olímpico em 2012. Aos 30 anos, é considerado um dos melhores do mundo.

Os dois, porém, ainda não sinalizaram positivamente ao convite brasileiro, apesar dos esforços da diretoria da CBDA. Mais próximos estão outros dois alvos: o goleiro sérvio Slobodan Soro, um dos melhores do mundo na posição, e o central croata Josep Vrilic. Soro foi campeão mundial em 2009 e tem ainda duas medalhas olímpicas (2008 e 2012) – Vrilic não fazia parte da seleção croata em 2012, mas foi assediado por clubes europeus antes de fechar com o Fluminense. A dupla veio ao país junto com Perrone e está no meio do processo de naturalização. Rudic, inclusive, tem convocado os dois para a seleção brasileira, como convidados.

Seleção vai jogar a Liga Adriática, a mais forte do mundo

Com um técnico contratado e um time convocado, o terceiro pilar do projeto é a experiência em competição. A aposta é a Liga Adriática, que reúne países da ex-Iugoslávia e é uma das principais competições de clubes do planeta. A seleção brasileira foi convidada para disputar o torneio e ficará na Europa por seis meses, entre 2015 e 2016. Serão 20 partidas contra clubes e mais 30 encontros contra seleções.

"É claro que estamos falando de esporte e não podemos garantir um resultado. Mas todos confiam no trabalho que está sendo realizado. Temos um grande técnico, grandes jogadores e a participação na Liga Adriática, que é fundamental. Precisamos de um resultado para criar ídolos. E acho que estamos em uma posição para conseguir isso. O Perrone já veio, agora queremos convencer os outros dois (Tony Azevedo e Pietro Figlioli). Mas, mesmo sem eles, ainda assim temos um time com muito potencial, que pode, sim, chegar aos Jogos com chance", analisa o diretor de polo aquático da CBDA, Marcos Maynard.

Fora do polo, existem exemplos que ajudam os brasileiros a sonhar com um resultado surpreendente nos Jogos Olímpicos. No futebol, a Coreia do Sul usou a força da torcida (e uma ajudinha da arbitragem) para chegar à semifinal da Copa do Mundo de 2002.

No handebol, o Qatar adotou um projeto parecido com o do Brasil, mas muito mais radical. Quando o país recebeu o direito de sediar o Mundial de 2015, a confederação passou a procurar jogadores de elite da Europa para naturalizar. Quando o torneio começou, a base do time era naturalizada, com sete dos 15 inscritos pelo Qatar nascidos fora do país. Um desses, o goleiro Daniel Saric, nunca tinha pisado por lá antes do Mundial. O resultado, porém, foi histórico: o time foi vice-campeão mundial, se tornando a primeira seleção não-europeia a atingir a final do torneio.

UOL Esporte

Ademilson e Maicon podem deixar SP. Parte da torcida vai gostar; Muricy não














As movimentações no mercado da bola já diminuíram bastante, mas, nesta semana, duas possibilidades de transferência surgiram no São Paulo: Ademilson pode ser emprestado está de malas prontas para ir ao Yokohama Marinos, do Japão; Maicon, interessa ao Grêmio, por empréstimo. A notícia foi bem recebida por parte da torcida do São Paulo, mas não deve agradar Muricy Ramalho.

Maicon atuou em sete dos dez jogos do São Paulo na temporada. Contra o Capivariano, pela segunda rodada do Paulistão, participou das jogadas ofensivas e deu belos passes na vitória por 4 a 2. Mesmo assim, saiu vaiado pela torcida.

A situação nãofoi inédita. O meio campista, ao longo do último ano, vinha sendo um dos jogadores mais criticados pela torcida. Dessa vez, porém, foi a gota d'agua, e gerou um duro desabafo após a partida. "Quem entende de futebol vê, mas chateia. Eu corro para caramba, não sou nenhum craque, mas sou bom .Se eu não jogar aqui, jogo em qualquer outro lugar", disse.

Na partida seguinte, contra o Santos, Maicon foi aplaudido, mas isso não significou uma mudança na conturbada relação com a torcida. Nesta quinta-feira, a reação de muitos são paulinos em redes sociais à noticia do interesse gremista foi de comemoração – sua saída foi comparada à do lateral direito Douglas, que também era contestado pela torcida e foi negociado com o Barcelona.

Para Muricy Ramalho, porém, não existe nenhum motivo para comemoração. O treinador confia em Maicon – desde 2013 já o defendia das críticas: "eu não entendo algumas opiniões sobre o Maicon. No Brasil, todo mundo quer corredor, trombador, mas não sabe dar um passe. Eu não entendo que tipo de futebol a gente está buscando". Neste ano, a mesma coisa: "às vezes não dá para entender o torcedor. Ele é muito profissional, trabalha muito. Em quase todas as partidas, é o que mais corre em campo".

O estafe de Maicon, aliás, diz que a confiança de Muricy é o principal fator que pode dificultar uma negociação com o Grêmio. O meio campista, inclusive, foi titular no principal jogo do time até agora na temporada, diante do Corinthians, pela Libertadores.

O caso de Ademilson é diferente: o atacante também não tem mais a paciência da maioria dos torcedores, mas não vem sendo aproveitado por Muricy. O São Paulo tem Cafu, Pato, Kardec, Centurión, Luis Fabiano e o jovem Ewandro como opções para o setor.

A negociação do atacante também está muito mais avançada, e deve ser oficializada ainda nesta sexta. A torcida que comemora a saída pode ter uma surpresa: o empréstimo ao Yokohama, até o fim do ano, é feito através de um grupo empresarial que administra o Manchester City. No fim do acordo, que prevê opção de compra, Ademilson pode acabar vestindo a camisa do poderoso time inglês.

UOL Esporte

Mercedes sobrou em 2014. E Lewis Hamilton vê equipe ainda melhor em 2015














Se você acha que a Mercedes dominou a temporada 2014 da Fórmula 1 com facilidade, pense de novo. Para Lewis Hamilton, o carro de 2015 da equipe está "mais preparado" para a temporada do que estava seu antecessor nos testes de pré-temporada do ano passado.

Na quinta-feira, Hamilton teve problemas e abandonou prematuramente a programação do dia, registrando 48 voltas. Mesmo assim, foi o terceiro mais rápido, atrás de Felipe Massa (Williams) e Marcus Ericsson (Sauber).

Mesmo assim, Hamilton comemorou o desempenho do Mercedes W06 nos testes de pré-temporada. "A equipe tem sido incrível. Os passos que temos dado são ainda melhores que os que demos no ano passado. Aplicamos de verdade neste ano o que aprendemos do último ano", disse o campeão mundial, que foi além.

"Ainda há coisas para aprendermos pelo caminho, e tenho certeza de que melhoraremos nos próximos dias. O bom é que estamos indo à frente sempre", completou, referindo-se às expectativas para os testes em Barcelona até domingo.

Otimista, o britânico descreveu como uma "sensação positiva" o desempenho do carro de 2015 em relação ao utilizado na temporada anterior. Mesmo com poucas voltas no teste do dia, Hamilton disse não ver problemas com a interrupção na programação.

"É bom encontrar essas coisas (problemas no carro), quaisquer que sejam. Você pode resolvê-las agora para não encontrarmos na corrida. Naturalmente, quando mais você pilota, mais confortável você fica. Mas, para ser sincero, com as 50 voltas de hoje, eu me sinto pronto", acrescentou.

UOL Esporte

Inter se apega a 1ª vitória com titulares e cria marco de 'novo time'














A primeira vitória com os titulares em 2015 foi para lá de comemorada no Beira-Rio. Mesmo com altos e baixos dentro do jogo, o 3 a 1 aplicado em cima da Universidad de Chile teve cara de desafogo. Teve jeito de recomeço e foi taxado como marco do novo time vermelho. Que ainda está bem longe de ser definitivo, porém ganha fôlego e moral para seguir com Diego Aguirre.

O próprio técnico, em uma sinceridade pouco comum, admitiu que havia pressão antes da segunda partida pelo grupo 4 da Libertadores. Nas palavras dele, o Inter estava em dívida e precisava dar a resposta naquele que foi definido como jogo-chave. O elenco só seguiu o fluxo e repetiu o discurso.

"A gente precisava dessa vitória, foi convincente. E agora tudo se torna mais fácil. A gente já queria ter tido essa atitude no primeiro jogo, mas sentimos a altitude. Agora a gente conseguiu mostrar a cara do nosso time", comentou Eduardo Sasha, autor do terceiro gol do Inter.

Acima do bom rendimento, que ainda não apareceu por completo, o próprio Internacional ficou satisfeito com o esforço. Com a personalidade apresentada por nomes como Réver, Nilton e até Jorge Henrique, antes encostado e quase emprestado ao Avaí.

"O time tem que ir se consolidando, é normal. É normal. Esta semana é crucial para o futuro. O time tinha que aparecer neste jogo, tinha que mostrar personalidade e por momentos mostramos", apontou Diego Aguirre.

Internamente, a vitória em casa soa como gás extra para o time que agora enfrenta o rival Grêmio pelo estadual. O time deverá ser misto, mesmo que o jogo seja em Porto Alegre. Tudo porquê na quarta-feira que vem acontece o confronto com o Emelec, novamente pela Libertadores. E aí o jogo definido como marco de um 'novo time' precisa se comprovar.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Massa arrasa concorrência e lidera testes da Fórmula 1














Felipe Massa marcou o tempo mais rápido de todos os nove dias de testes da pré-temporada da Fórmula 1 e fechou a quinta-feira na frente em Barcelona, na Espanha. O brasileiro da Williams fez sua melhor volta em 1min23s500, superando Marcus Ericsson, companheiro de Felipe Nasr na Sauber, em mais de sete décimos.

Na primeira sessão liderada pela Williams desde o início da pré-temporada, Massa melhorou o tempo que havia marcado pela manhã em mais de dois segundos. A marca do brasileiro foi mais de meio segundo melhor do que a obtida por Romain Grosjean, da Lotus, nos testes da semana passada, também realizados no Circuito da Catalunha.

O tempo de Massa, que ultrapassou as 100 voltas no dia, chamou a atenção por ter sido obtido com os pneus macios, enquanto Grosjean fez sua marca com os supermacios, a exemplo de Ericsson. O sueco se concentrou nas simulações de corrida, algo apontado como ponto fraco do carro da Sauber pelo brasileiro Nasr, e foi o único piloto além de Massa que superou as 100 voltas.

Lewis Hamilton liderou o treino pela manhã e utilizou os pneus médios para estabelecer 1min24s881. O inglês, contudo, não chegou a andar no período da tarde e fechou o dia com apenas 48 voltas, com problemas no sistema de recuperação de energia cinética, de acordo com a Mercedes.

Daniil Kvyat, da Red Bull, foi o quarto mais rápido, seguido por Grosjean e Kimi Raikkonen, da Ferrari. Carlos Sainz, da Toro Rosso, foi o sétimo, à frente de Jenson Button, da McLaren.

O treino foi marcado por mais problemas para o time britânico, que não conta com Fernando Alonso, ainda em recuperação após o acidente sofrido no último domingo. Com Jenson Button, o time deu apenas sete voltas, sendo uma cronometrada, antes de encerrar as atividades do dia devido a um vazamento hidráulico, que obrigou o time a trocar o motor do MP4-30.

Com mais três dias para o final da pré-temporada, a situação da McLaren, que conta com os novos motores da Honda em 2015, está se complicando ainda mais. Enquanto a Mercedes superou, nesta quinta-feira, as 1.000 voltas nos nove dias de atividades realizados até aqui, o time britânico mal ultrapassou as 200 voltas.

Os carros voltam à pista nesta sexta-feira, em Barcelona, e Felipe Nasr, da Sauber, será o único brasileiro na pista. Massa voltará à Williams apenas no sábado. A temporada da Fórmula 1 começa dia 15 de março, no GP da Austrália.

Confira o resultado dos testes da manhã em Barcelona:
1. Felipe Massa (BRA/Williams Mercedes): 1min23s500
3. Marcus Ericsson (SUE/Sauber Ferrari): 1min24s276
2. Lewis Hamilton (GBR/Mercedes): 1min24s881
4. Daniil Kvyat (RUS/Red Bull Renault): 1min25s947
5. Romain Grosjean (FRA/Lotus Mercedes): 1min26s177
6. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): 1min26s327
7. Carlos Sainz Jr. (ESP/Toro Rosso Renault): 1min26s962
8. Jenson Button (GBR/McLaren Honda): 1min31s479

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Gasquet desiste e Federer joga só 20 minutos



















Depois de marcar a 16ª vitória sobre o russo Mikhail Youzhny, o suíço Roger Federer precisou jogar apenas um set e ficar 20 minutos em quadra para superar o francês Richard Gasquet pela 14ª vez em 16 tentativas. Após perder o set inicial por 6/1, o francês anunciou seu abandono.

Atual campeão e em busca de um histórico sétimo título em Dubai, Federer irá enfrentar nas semifinais desta sexta-feira a sensação Borna Coric, que aos 18 anos conseguiu notável vitória sobre o numero 3 do mundo Andy Murray, por 6/1 e 6/3. O duelo será inédito.

Em apenas 20 minutos, Federer liquidou o primeiro set apostando no ataque ao sempre inseguro forehand do francês. Para piorar sua situação, Gasquet sequer sacou bem e com isso se viu o tempo todo a mercê da disposição do adversário.

Federer busca o segundo título da temporada. Em janeiro, ele chegou ao 83º de sua longa carreira ao erguer o troféu de Brisbane.

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Pane grave em venda de ingressos faz SP ter recorde negativo de público

A primeira partida do São Paulo em casa na Libertadores 2015 acabou marcada pela baixa presença dos torcedores na arquibancada do Morumbi. No total, 16.689 pessoas assistiram à vitória por 4 a 0 sobre o Danubio. O público desta quarta-feira entrou para a história são-paulina na competição como o pior dos últimos 23 anos nos jogos do time como mandante.

Em maio de 1992, apenas 12.241 espectadores viram o São Paulo vencer o Criciúma por 1 a 0 nas quartas de final do torneio. Desde então, o São Paulo jogou 54 vezes em casa - foram jogos 53 no Morumbi e apenas um no Pacaembu. Nunca o público ficou abaixo do registrado no confronto com os uruguaios.

O número de pessoas, baixo para um jogo desta importância, foi causado por três fatores: a forte chuva que caiu em São Paulo foi uma delas; o alto preço dos bilhetes – R$ 120 a arquibancada – foi outro. O principal, porém, foi uma verdadeira pane na venda de ingressos, causada pela troca da empresa responsável: a Total Acesso foi substituída pela Smartmove.

Segundo dirigentes do São Paulo, os problemas estão incomodando muito o presidente Carlos Miguel Aidar, que quer ver o Morumbi lotado nas partidas de Libertadores. Aidar, inclusive, já pediu que seja dada prioridade máxima a essa situação para que haja uma "solução imediata".

O principal problema acontece na transferência do banco de dados da empresa antiga para a nova. Com a troca de sistemas, alguns sócios aparecem como não associados, outros como inadimplentes. Além disso, há dificuldades nas compras online. Funcionários da empresa e do clube têm trabalhado até em madrugadas para tentar solucionar as dificuldades.

Nesta quarta, diversos sócios reclamavam muito no entorno no Morumbi. Ao contrário do que ocorria anteriormente, quando entravam utilizando um cartão, os sócio torcedores precisavam levar um voucher comprovando que tinham adquirido os ingressos e apresentá-lo na bilheteria. Vários diziam não terem sido informados desse procedimento, inconformados, caminhando sob a chuva que atingia a região.

A demanda por ingressos acabou sendo tão reduzida que cambistas ofereciam preços inferiores aos da bilheteria: no mercado paralelo, um ingresso de R$ 120 chegava a ser vendido por R$ 80.

O Morumbi, desde o primeiro título continental do clube, registra boa presença de público. O pontapé inicial ocorreu justamente na decisão da Libertadores de 1992. Naquela oportunidade, 105.185 pessoas acompanharam a vitória sobre o Newell's Old Boys. Naquela edição, a média de público nos seis jogos até a final, foi de apenas 12.531 torcedores - contra o Bolívar, ainda na primeira fase, o Morumbi recebeu 6.526 espectadores.

Em oito dos 54 jogos, o público ficou abaixo de 30 mil pagantes nos jogos em São Paulo. O pior deles, depois de 1992, deu-se na estreia da Libertadores 2007, na goleada de 4 a 0 sobre o Alianza Lima. Na ocasião, 19.694 compareceram ao Morumbi.

Os cinco piores públicos desde 1992

4 x 0 Danubio: 16.689 (2015)
4 x 0 Alianza Lima: 19.694 (2007)
2 x 0 Caracas: 21.854 (2006)
3 x 0 Barcelona: 22.556 (1992)
2 x 1 América de Cali: 23.221 (2009)


Os cinco melhores públicos desde 1992

1 x 0 Newell's Old Boys: 105.185 (1992)
2 x 0 Flamengo: 97.831 (1993)
5 x 1 Universidad Catolica: 94.629 (1993)
1 x 0 Vélez Sarsfield: 92.560 (1994)
4 x 0 Atlético-PR: 71.986 (2005)

UOL Esporte

Rio-2016 quer resolver problema de acomodação usando quartos em residências















O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio-2016 já tem uma ideia para resolver o problema de falta de locais para acomodação no Rio de Janeiro para a Olimpíada. O órgão estuda uma parceira com sites de aluguel de quartos em residências para, enfim, disponibilizar  o número de leitos necessários para os visitantes que virão para os Jogos de 2016.

Na quarta-feira, a presidente da Comissão de Coordenação do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a Olimpíada de 2016, Nawal El Motawakel, afirmou em entrevista coletiva que a falta de acomodação ainda é uma questão a ser resolvida para a boa realização dos Jogos no Rio. El Motawakel falou com jornalistas após três dias de inspeções e reuniões sobre os preparativos da capital fluminense para o evento esportivo.

Na mesma entrevista, o presidente do Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Nuzman, admitiu que o Rio ainda precisa disponibilizar 4 mil leitos em hotéis para cumprir o combinado com o COI. A promessa é que 40 mil leitos estejam à disposição de visitantes durante os Jogos. Hoje, a previsão oficial aponta que só 36 mil estarão aptos a receber turistas, autoridades e patrocinadores.

O próprio Nuzman adiantou que o Comitê Rio-2016 negocia uma parceira para disponibilizar mais 18 mil vagas de hospedagem na cidade. Nuzman não quis dar detalhes sobre o assunto pois, segundo ele, isso passa por acordos de patrocínio. "Vamos anunciar detalhes desse acordo assim que pudermos", desconversou.

O secretário de municipal de Turismo do Rio, Antonio Pedro Viegas de Mello, no entanto, antecipou qual deve ser a solução para a falta de acomodação. Ele, que também participa de reuniões com membros do COI sobre o assunto, afirmou que sites de aluguel de quartos em domicílios particulares devem resolver o problema para os Jogos.

"Hoje, existem sites grandes que podem servir para isso", disse. "O Comitê Rio-2016 está estudando como fazer uma parceria com eles. Hoje, muita gente se hospeda em casas de família. No Carnaval mesmo, muitos turistas optaram por isso."

O secretário disse ainda que só um empecilho barra o fechamento dessa parceria. Segundo ele, o site que firmar acordo com o Comitê Rio-2016 terá que garantir uma quantidade mínima de quartos disponíveis durante os Jogos. Ainda não se sabe como fazer isso até porque os sites só intermedeiam os negócios entre hóspede e o dono do quarto. Não têm o controle total sobre a disponibilidade.

"Eles vão resolver", complementou o secretário, otimista. "Para qualquer empresa, estampar o símbolo da Olimpíada junto com sua marca é um bom negócio."

UOL Esporte

McLaren abandona teste e fracassa pela sexta vez em nove dias na Espanha















No que depender os testes de pré-temporada da Fórmula 1 em Barcelona, a McLaren tem motivos de sobra para se preocupar com o início de 2015. Empurrada com motores Honda, o carro da escuderia britânica é alvo constante de problemas, terminando mais da metade da programação em Barcelona até aqui com a última colocação.

Na primeira parte dos testes, entre os dias 19 e 22 de fevereiro, a equipe foi a última colocada no dia 21 com Jenson Button e no dia 22 com Fernando Alonso. Neste último, Alonso sofreu um acidente causado – segundo a própria McLaren – pelo forte vento em parte do circuito.

Nesta quinta-feira, abrindo a segunda parte da programação de testes no Circuito da Catalunha, a equipe mais uma vez fecha o dia com a última colocação dentre os oito carros na pista. Pela manhã, Jenson Button deu apenas sete voltas, marcando 1min31s479 na melhor delas. Para efeito de comparação, o espanhol Carlos Sainz Jr. foi o sétimo com a Toro Rosso, marcando 1min27s866.

À tarde, a situação foi ainda pior. "Estamos encerrando por hoje. Um vazamento hidráulico nos obriga a trocar o motor", avisou a McLaren por Twitter, antes mesmo de registrar voltas na segunda metade do dia – portanto, sem conseguir deixar a última posição da tabela de tempos do dia.

A situação é ainda pior se forem levados em conta os quatro dias de testes (1 a 4 de fevereiro) em Jerez de la Frontera. Na ocasião, a McLaren de motor Honda foi a última colocada em três dos dias: 1 (com Button), 2 e 4 (com Alonso). Até esta quinta-feira, o time foi o mais lento em seis em nove dos dias de testes na Espanha.

O melhor desempenho da McLaren em Barcelona foi alcançado no teste do dia 20, quando Alonso marcou 1min25s961. O tempo foi o sétimo do dia (que teve dez carros), mas ainda passa longe da melhor marca alcançada em Barcelona durante a pré-temporada – no dia 22, Romain Grosjean (Lotus) liderou com 1min24s067.

UOL Esporte

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Quem é o mais novo conselheiro do Palmeiras inimigo de Nobre?














Paulo Nobre ganhou um oposicionista de peso para seus próximos dois anos de gestão no Palmeiras. Na última eleição do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério de Aquino, ou Paulinho Serdan, como é mais conhecido, conseguiu 39 votos e uma vaga entre os quase 300 conselheiros que terão direito a participar das reuniões que definem o rumo do clube.

Presidente de honra da Mancha Alvi-Verde, ele tem 48 anos já iniciou a sua relação pública com Nobre com uma reclamação ao vivo e em rede nacional. Minutos antes do desfile de sua escola começar no Carnaval, o palmeirense pegou o microfone e reclamou da falta de apoio financeiro do presidente alviverde. Eles se conhecem dos tempos de arquibancada, quando Nobre só sonhava em ser mandatário. 

Hoje empresário e dono de uma confecção que produz roupa para a organizada, Serdan tem um histórico recheado de polêmicas. Já participou de brigas entre organizadas e foi até identificado com imagens de televisão partindo para cima de adversários. Por vezes, bateu, inclusive, em palmeirenses que faziam parte de outras organizadas.

De forma contraditória, deu entrevista à Folha de S. Paulo defendendo leis rígidas para torcedores brigões e disse que, com uma legislação mais dura, o alambrado nem seria necessário nos estádios. Apesar disso, ele já foi processado e condenado diversas vezes. Em uma delas, precisaria passar três anos na prisão, mas conseguiu recurso para ficar em liberdade. 

Ex-funcionário da empresa de segurança Fonseca's Gang, Serdan já foi suspenso do clube por partir para cima de um treinador das categorias de base em 2007. Na ocasião, ele não gostou das substituições feitas no time, especialmente de ver seu filho (que hoje joga no Atibaia) sendo substituído. 

Na base, aliás, Serdan tem um histórico ativo de participação. Foi ele quem começou a trabalhar com nomes revelados entre os jogadores profissionais recentemente. Bruno Dybal e Victor Luís, por exemplo, passaram pelas mãos do presidente de honra da Mancha em um time de garotos mantido por ele.

Mas, para chegar ao atual posto dentro do clube, Serdan contou com apoio de vários conselheiros, inclusive alguns que já fizeram parte da atual diretoria, como Gustavo Gomes Pereira, filho do ex-vice-presidente Clemente Pereira. Antes de deixar o cargo, Gustavo era o responsável pela relação entre clube e organizadas.

Em suas redes sociais, Serdan agradeceu ao apoio na eleição. "Parabéns também ao Gustavo Gomes Pereira, meu incentivador, a concorrer nessas eleições", disse ele em uma das mensagens. Em outra, provocou. "Juro que gostaria de ver a cara de nojo e quanto abismados ficaram alguns que se sentem donos do Palmeiras quando saiu a votação e nós estávamos eleitos. É só o começo".

Em mais uma mensagem, mostrou que pretende ser ativo no Conselho para mudar alguns pontos de sua insatisfação, como o rompimento da relação entre clube e organizadas. "(...)Ou mudaremos algo ou vão nos expulsar rapidinho (risos). (...) Nem sei se mereço tanto, mas agora estamos no jogo", completou.

Ultimamente, saber o que Serdan pensa só é possível mesmo por redes sociais, já que o novo conselheiro tem dado menos entrevistas sobre o futebol. Não quis nem falar com o UOL Esporte sobre os projetos que tem agora para o clube. Sempre que aparece, critica os esquemas e o que chama de maracutaia dos diretores. Por vezes, apresenta até documentos que teve acesso com a ajuda de seus amigos no Conselho.

Da equipe atual, ainda não teceu nenhum comentário público. Para ele, a única certeza é que Valdivia é um canalha, como disse em entrevista à Jovem Pan, em 2012.

UOL Esporte

Nada de atalho para Libertadores. Copa do Brasil vale bem mais que uma vaga














A Copa do Brasil ganhou, com o passar dos anos, o slogan não-oficial de "caminho mais rápido para a Libertadores". Sim, a vaga para o torneio continental é um atrativo importante, mas o segundo maior campeonato nacional vai além disso. Nos últimos anos, concorrência, dinheiro, prestígio e a qualidade dos jogos e equipes colocou o mata-mata em um outro patamar.

Confira na lista abaixo por que a Copa do Brasil, que começa nesta quarta (veja a lista completa de jogos aqui), é mais do que um atalho para a Libertadores:

Os atrativos da Copa do Brasil

Força máxima
Há dois anos a Copa do Brasil deixou de excluir quem disputava a Libertadores. Desde 2013, quando o Flamengo levantou a taça contra o Atlético-PR, os times que jogam a competição continental entram no mata-mata nacional a partir das oitavas, dando outro status a quem vence a disputa no fim do ano.

Grandes jogos
Grêmio x Corinthians, com Pato perdendo um pênalti decisivo; Flamengo x Cruzeiro, com Elias marcando no último minuto; Atlético-MG contra Flamengo e Corinthians, virando jogos impossíveis. Alguns dos melhores duelos do futebol brasileiro nos últimos dois anos aconteceram no torneio mata-mata.

Dinheiro no bolso
Quem vai até o fim da Copa do Brasil tem lucro. As duas últimas finais do torneio estão entre as maiores rendas da história. Cruzeiro x Atlético-MG, em 2014, gerou R$ 7,8 mi. Flamengo x Atlético-PR, em 2013, R4 9,7 mi. As duas só perdem para Atlético-MG x Olimpia, final da Libertadores, com R$ 14,7 mi.

Esquadrões
Quem dirá que o Corinthians de Ronaldo não foi o melhor time de 2009? E o Santos de Neymar em 2010? E o Atlético-MG de 2014, não briga com o Cruzeiro? Não é sempre, mas muitas vezes a Copa do Brasil forma times que estão pelo menos no mesmo nível do Campeonato Brasileiro, ou às vezes até melhores.

Vaga na Libertadores
Sim, a Copa do Brasil não é só um atalho para a Libertadores, mas também o é. Um time que está no torneio desde o início pode carimbar o passaporte em até 12 jogos. Quem já estava na competição continental e entra nas oitavas pode voltar a brigar pela América depois de oito partidas, contra 38 do Brasileiro.

UOL Esporte

Atlético-MG vai de espírito renovado e camisa nova para superar o Atlas















O duelo com o Atlas, nesta quarta-feira, às 19h45, no Estádio Independência, é apenas o sétimo compromisso do Atlético-MG na temporada 2015. Mas nem por isso não tem uma importância enorme. Depois de perder para o Colo-Colo, na estreia da Copa Libertadores, vencer em casa se tornou fundamental para a equipe de Levir Culpi, que entrou no torneio continental como uma das candidatas ao título. Por isso, os jogadores prometem empenho geral, depois de o treinador cobrar mais atitude por causa de duas derrotas seguidas.

A tarefa atleticana não vai ser nada fácil, já que do outro lado está uma boa equipe mexicana e a pressão por causa dos tropeços recentes. "Pressão nós temos todos os dias aqui dentro, só por estar vestindo a camisa do Atlético, um time grande do futebol mundial. A gente sente essa pressão só de vir treinar aqui. Mas temos que deixar de lado. A pressão existe para qualquer um. Sabemos que é importante vencer dentro de casa, então é esquecer do resultado passado. Amanhã não podemos deixar o Atlas vir aqui e envolver a nossa equipe. Temos que impor o nosso ritmo e sair com a vitória", comentou o meia atacante Luan.

Além do espírito renovado, o Atlético precisa controlar a ansiedade, segundo o capitão Leonardo Silva. O zagueiro ressalta a qualidade do adversário dessa noite e lembra que sempre é complicado jogar contra os times do México.

"É time de muita qualidade e que precisa vencer. Tropeçaram em casa e vão precisar essa diferença fora de casa. A gente espera uma equipe com a mesma qualidade das equipes mexicanas. Uma equipe ofensiva, com o contra-ataque muito rápido. É controlar a ansiedade, para tomar as decisões erradas e controlar a equipe do Atlas, para a gente conseguir sair com a vitória".

Mesmo com André escalado e Maicosuel mantido, a grande novidade na formação alvinegra é a presença do volante Lucas Cândido na lateral esquerda. Outra novidade é a nova camisa do clube, lançada nessa segunda-feira e que vai ser usada pela primeira vez diante do Atlas.

Sem atuar desde o dia 19 de fevereiro de 2014, quando sofreu uma lesão no joelho direito e teve de passar cirurgia que o tirou do restante da temporada, Lucas Cândido tenta recuperar o prestígio que teve quando foi lançado por Cuca, há dois anos. Confirmado por causa das lesões de Douglas Santos e Pedro Botelho, o camisa 14 avisa que está pronto para jogar.

"Espera nada mais do que garra, determinação e o que venho trabalhando. Mostrando muita vontade nos treinamentos para fazer bom jogo e ajudar o grupo a buscar essa vitória, que é muito importante para a gente.

UOL Esporte

Brasileiros "brigões" são ponto negativo em grande vitória do Barcelona



O Barcelona teve uma noite para relembrar na última quarta, batendo o Manchester City fora de casa com bom futebol. Dois brasileiros que estiveram em campo pelo clube catalão, porém, destoaram do clima positivo dos catalães. Irritadiços, Daniel Alves e Neymar se destacaram mais pelo temperamento que pelas atuações em campo.

O caso do lateral foi o mais notório, exibido ao vivo na transmissão oficial da Liga dos Campeões. Depois que o Manchester City perdeu Gael Clichy, expulso, Luis Enrique tirou Daniel Alves de campo. O lateral já tinha amarelo, mas ignorou a situação.

Em meio a um tumultuado processo de renovação de contrato, Daniel Alves perdeu a cabeça e foi direto para o vestiário. No caminho, deu um chute em um copo d'água, fazendo a alegria dos câmeras. A atitude repercutiu como um gesto de insatisfação contra Luis Enrique e seu atual status no clube.

O técnico, que já se envolveu em confusões com Messi e Neymar, não quis aumentar a polêmica. "Os jogadores mostram seu estado em função do que acontece na partida. Pergunte a ele", disse Luis Enrique ao Canal+.

Em campo, o lateral não comprometeu nem brilhar. Errou alguns cruzamentos, mas apareceu como boa opção à frente. Seu melhor momento foi um cruzamento errado, no primeiro tempo, que parou no travessão de Joe Hart.

Neymar foi bem melhor que o compatriota, em especial no primeiro tempo. Deu pelo menos um belo drible, serviu Suárez e Messi com passes que os deixaram na cara do gol e perdeu uma boa chance por preciosismo. Embora tenha sido o pior do trio de ataque, o brasileiro não foi mal. Mesmo assim, foi provocado pelos torcedores rivais.

Substituído no segundo tempo, ele viu um fã do City mexer com ele da área social, que fica próxima ao banco de reservas. Irritado, chamou o torcedor. No apito final, foi tirar satisfações e discutiu com o inglês, que gesticulou como se ele jogasse em campo. O entrevero foi separado pelos seguranças do estádio, sem grandes consequências.

A despeito dos "brigões", o Barcelona volta sorrindo à Catalunha. Com a vitória por 2 a 1, o time pode até empatar em casa no jogo de volta, em 18 de março, que avançará às quartas.

UOL Esporte

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sacos de lixo foram segredo para brasileiro sobreviver ao Rally Dakar















O Rally Dakar é considerado a corrida mais perigosa do mundo. Desde 1979, 28 pilotos morreram – um deles, neste ano. Nas primeiras edições, realizadas entre a Europa e a África, havia riscos para os pilotos que passavam por conflitos étnicos e até sofriam ameaças terroristas. Desde que a prova veio para a América do Sul, em 2009, os desafios mudaram. Na edição deste ano, as temperaturas extremas e a altitude foram os grandes inimigos dos 665 pilotos que largaram para tentar completar a prova de 13 dias.

No oitavo dia de competição, o Dakar foi disputado no Salar de Uyuni, o maior deserto de sal no mundo, localizado na Bolívia. Lá, a etapa começou sob chuva e com um frio tão intenso que vários pilotos sofreram com hipotermia e alguns até tiveram de abandonar o rali. Para piorar, a organização não havia levado para a largada os acessórios especiais para o clima adverso. Diante das dificuldades, o brasileiro Jean Azevedo improvisou e teve um segredo inusitado: sacos de lixo.

"A gente se virou como pôde… Lá em Uyuni, o bivouac [acampamento] era dentro de um quartel do Exército. Eu consegui sacos de lixo lá e coloquei por dentro da roupa", explica o piloto ao UOL Esporte. "Ajudou bastante, senão era congelante. A gente tem uma luva para chuva e frio, e eu estava com a luva normal de pilotar. Estava chovendo, frio, e a gente tinha 140 km de reta no Salar… A mão ia sofrer demais. Então eu encapei todo o guidão da moto com esses sacos e também coloquei a mão por dentro. Pelo menos não molhava", lembra.

"Lá em Uyuni, muitos pilotos não queriam largar e eu acho que não poderia ter largado. Primeiro, porque ninguém tinha roupa especial; segundo, porque choveu demais e o Salar virou um mar porque ficou com cerca de 15 cm de água em cima do sal", aponta Jean. A água salgada corrói os veículos, principalmente as motos, que não têm tanta carenagem como carros ou caminhões.

Se a etapa em Uyuni foi marcada pelo frio intenso e a chuva no salar, o segundo dia do rali já havia exposto os pilotos a um calor extremo, entre Villa Carlos Paz e San Juan, na Argentina. "A temperatura chegou a 48 graus. E esse dia tinha 520 km contra o relógio, foi a maior etapa do rali contra o relógio", descreve. A dificuldade foi tão grande que as regras tiveram de ser mudadas. "Os últimos 100 km eram em um 'areião' pesadíssimo. Chegaram ao fim umas 35, 40 motos e depois ninguém mais conseguia fazer a prova. E o que aconteceu? Eles cancelaram a etapa antes do 'areião' senão, no segundo dia de prova, iam sobrar só cerca de 40 motos correndo, das 164 que largaram".

Além da grande amplitude térmica, a altitude também foi vilã. "Nesse ano, a organização colocou a prova por muito tempo em grandes altitudes. Vários trechos contra o relógio, que são os que realmente valem, acima de 3 mil metros, chegando a 4 mil metros e até passando um pouco disso. E isso desgastou muito fisicamente todos os pilotos. Muitos sentiram essa diferença de altitude. Eu estava muito bem preparado fisicamente e não tive esse problema, mas lógico que é um desgaste a mais", atesta.

Futuro

A inteligência para improvisar sacos de lixo para resistir ao frio e ter preparo físico para render em grandes altitudes, mesmo aos 41 anos, são exemplos do conhecimento de um dos pilotos mais experientes do Brasil. Jean, que em seu melhor Dakar foi o 5º colocado na classificação geral, terminou em 22º lugar a prova de 2015, em uma posição não tão boa como em anos anteriores. Mas seu currículo, agora com 17 edições da competição, além de cinco títulos do Rally dos Sertões, o ensina a ver as coisas em perspectiva, especialmente porque sua equipe Honda South America teve pouco tempo para se preparar para o Dakar 2015.

"A equipe foi criada em novembro de 2014, a gente teve pouco tempo de entrosamento, andou muito pouco com as motos. Avaliando dessa maneira, no contexto geral, foi um excelente resultado", acredita. Para Jean, a experiência em 2015 também renderá frutos no próximo ano. "Nosso primeiro objetivo era finalizar a prova, usar aqueles 13 dias para entrosamento entre os pilotos e a equipe, e até para um conhecimento e desenvolvimento melhor da moto, para a gente já ter um começo para o próximo Dakar e saber que passos a gente pode dar", acredita.

A experiência dá tranquilidade para Jean Azevedo pensar sobre possibilidades até para quando não estiver mais competindo. Satisfeito com sua nova equipe e seus avanços, ele não pensa em parar agora, mas já imagina como ser útil e se manter no universo que o encanta desde os 4 anos, quando pilotou uma moto pela primeira vez.

"Eu tenho uma paixão por moto, e fui muito bem acolhido pela Honda, então posso continuar talvez não sendo mais piloto, mas de outra maneira, trabalhando junto com eles nas competições. Ninguém tem essa experiência que eu tenho aqui no Brasil", diz. "Com a Honda com esse projeto voltado ao Dakar e a vencer a prova, eu posso agregar e formar. Eu queria ter um sucessor lá no Dakar e a equipe também se preocupa em dar oportunidades para novos talentos".

Jean acredita que possa ser um tutor para um novo talento brasileiro e lhe passar sua experiência. "Eu fiz vários Dakar sem ter muito apoio, ralando, conhecendo. E hoje, com a Honda, a gente já consegue colocar um piloto novato num nível muito alto. Ele vai ter uma chance muito maior de chegar talvez num resultado melhor do que o meu porque vai pular etapas de passar por várias equipes, dificuldades na prova", explica. 

Mas essas ideias são para um futuro ainda sem data. Por enquanto, Jean não pensa em parar e já planeja seu cronograma, tendo como maiores objetivos o Rally dos Sertões e o Dakar 2016. Jean teve uma pausa após o retorno ao Brasil para se recuperar fisicamente, mas que durou apenas cerca de um mês. "O meu calendário começou depois do Carnaval e só termina quando acabar o Dakar 2016. E isso envolve minha preparação diária de exercícios físicos, de treinos com a moto e de competições". O que não falta para Jean é disposição: "Enquanto eu estiver motivado e puder trazer resultados, vou participar. Não só do Dakar, mas também das outras provas", garante.

UOL Esporte

Rodada da NBA tem chute milagroso, drible desconcertante e bela enterrada

A pausa para o All-Star Game parece ter inspirado a valer os jogadores da NBA. Uma semana após a festa, a rodada desta segunda-feira (24) foi marcada por lances incríveis, para agradar a todos os gostos dos torcedores. Teve arremesso milagroso no estouro do cronômetro, drible que 'quebrou os tornozelos', enterrada fulminante...

Só quem não teve motivos para se empolgar foram os torcedores do San Antonio Spurs. Atual campeão da NBA, finalista nos últimos dois anos, o time texano teve uma noite para esquecer.

Cesta milagrosa vence o relógio

O Philadelphia 76ers  é dono de uma das piores campanhas desta fase regular. Está em penúltimo lugar na Conferência Leste e tem dado poucas alegrias a seus torcedores. Nesta segunda, não foi diferente. A equipe recebeu os atuais vice-campeões do Miami Heat e foi derrotada por 119 a 108.

Como consolo, porém, os Sixers tiveram o lance da rodada: no estouro do cronômetro, Isaiah Canaan recebeu passe durante um salto e, praticamente 'de primeira', emendou uma linda cesta.


Cravada 'na cabeça' de pivô All-Star

A enterrada é um dos lances mais plásticos do basquete. Conquistar uma cravada bem em cima de um dos melhores pivôs da NBA, então, é especial para qualquer jogador. DeAndre Jordan não se intimidou com a marcação de Marc Gasol, um dos titulares do último All-Star Game, e executou a jogada bem 'na cabeça' do espanhol.

O lance logo no primeiro quarto deu moral a Jordan, mas pouco adiantou no fim. Mesmo fora de casa, o Memphis Grizzlies derrotou o Los Angeles por 90 a 87.


Drible para 'quebrar o tornozelo'

James Harden estava impossível de ser parado nesta segunda-feira. Chegou ao quarto triplo-duplo da carreira ao registrar 31 pontos, 11 rebotes e 10 assistências, além de ter dado quatro tocos, na vitória do Houston Rockets sobre o Minnesota Timberwolves por 113 a 102.

Para completar a noite inspirada, Harden ainda deu um drible desconcertante em Ricky Rubio. O espanhol foi tentar acompanhar o barbudo na marcação e levou um baita tombo.


Campeões maltratam a bola

O San Antonio Spurs segue sem conseguir apresentar um desempenho regular nesta temporada. Nesta segunda, a equipe texana acabou superada fora de casa pelo Utah Jazz por 90 a 81.

Chamou a atenção os 22 desperdícios de bola dos atuais campeões – seu pior desempenho nesta temporada. Erros que superaram o número de assistências dos Spurs, que trocaram apenas 17 passes que resultaram em cesta.

A atuação ruim fez com que apenas três jogadores pontuassem em duplo dígito. O veterano Tim Duncan foi um dos poucos destaques, com 14 pontos e 10 rebotes. O brasileiro Tiago Splitter jogou apenas sete minutos e contribuiu com dois pontos.

"Tivemos vários arremessos precipitados que não precisávamos fazer. Não jogamos de maneira inteligente, mas eles também foram agressivos durante todo o jogo. Foi impressionante", disse o técnico Gregg Popovich, elogiando a atuação do Jazz.

Resultados da rodada desta segunda

Miami Heat 119 x 108 Philadelphia 76ers
Chicago Bulls 87 x 71 Milwaukee Bucks
Houston Rockets 113 x 102 Minnesota Timberwolves
New Orleans Pelicans 100 x 97 Toronto Raptors
Denver Nuggets 82 x 110 Brooklyn Nets
Phoenix Suns 110 x 115 Boston Celtics
Utah Jazz 90 x 81 San Antonio Spurs
Los Angeles Clippers 87 x 90 Memphis Grizzlies

UOL Esporte

Saídas de Léo Moura e Felipe mostram força de Luxa nos bastidores do Fla














Vanderlei Luxemburgo conseguiu garantir duas vitórias nos bastidores que demonstram o tamanho de sua força no atual cenário rubro-negro. Por causa de antiga rixa que data de 2012, em episódio que acabou demitido pela então presidente Patricia Amorim, o técnico não contava com o goleiro Felipe e o lateral Léo Moura desde que reassumiu o clube na última temporada. O treinador teve paciência na queda de braço.

Demorou cerca de seis meses, mas ele conseguiu vencer duas "guerras" em poucos dias. Felipe não jogou uma vez sequer sob seu comando em 2014 e foi demitido em janeiro mesmo com cerca de R$ 5 milhões ainda a receber.

Léo Moura se viu sem prestígio após assinar contrato até o fim do Carioca e virar reserva com a chegada de Pará. Ele mesmo tomou a decisão de se adiantar ao fim do contrato para dar sequência à carreira nos EUA, no Fort Lauderdale Strikers. O adeus ao lateral de 36 anos foi anunciado pelo diretor Rodrigo Caetano nesta segunda-feira, sem nenhuma pompa.

Felipe e Léo Moura viraram desafetos de Luxa no início de 2012, quando a dupla comemorou a demissão do treinador pelas mãos da cartola Patricia Amorim. A "festa", comandada pelos líderes do grupo Ronaldinho Gaúcho, Felipe e Léo Moura, chegou aos ouvidos do técnico. Luxemburgo não perdoou o goleiro e o lateral no retorno à Gávea em julho de 2014.

"Dez anos aqui. É uma vida longa. Cada dia que vai chegando perto do momento de sair, vai dando uma tristeza. Mas aqui tenho mais motivação em estar feliz do que triste. A todo mundo que me ajudou aqui, só tenho que agradecer. Não é momento de ficar triste", avisou Léo Moura, que perdeu prestígio pouco a pouco no clube rubro-negro desde 2014.

Com moral por ter sido apontado como o principal responsável por uma reação que evitou um possível rebaixamento na última edição do Campeonato Brasileiro, Luxemburgo aumentou a sua influência neste ano. A sua postura irredutível em relação ao goleiro Felipe foi decisiva para a decisão da diretoria em demitir o atleta em janeiro. O estafe do jogador – ainda sem clube – negocia para receber cerca de R$ 5 milhões em dívidas.

Luxa também teve participação no complicado processo de renovação contratual de Léo Moura. O lateral direito gostaria de assinar vínculo de um ano, mas não teve o pedido atendido. Após muitas discussões, o veterano aceitou fechar acordo até o fim do Campeonato Carioca. Outra vitória do treinador, ainda que ele tenha que ter dado um passo atrás ao aceitar a continuidade do jogador no elenco.

Léo Moura segue com o Flamengo até o próximo domingo. Contra Brasil de Pelotas, pela Copa do Brasil, e contra o Botafogo, pelo Campeonato Carioca, o lateral direito será relacionado. Nos dois jogos, no entanto, o veterano deverá ser reserva. Ele assinará contrato com o Fort Lauderdale Strikers logo na sequência.

UOL Esporte

Com Copa-2022 no fim do ano, final pode ser em 23 de dezembro, diz site

A Fifa recomendou que a Copa do Mundo de 2022, que será realizada no Qatar, seja disputada no mês de novembro. O assunto já vinha sendo debatido, por conta das altas temperaturas do país no verão, época do ano mais tradicional para o campeonato. Com esta decisão, a final pode ficar para o dia 23 de dezembro, dois dias antes do Natal, de acordo com a imprensa inglesa.

O xeque Salman bin Ebrahim Al-Khalifa afirmou, segundo o The Guardian, que a decisão ainda está sendo estudada pelo órgão que regulamenta o futebol no mundo, e que uma ratificação será feita em uma reunião nos dias 19 e 20 de março em Zurique. 

Pelo seu site oficial, a Fifa confirmou a indicação dos meses de novembro e dezembro para a realização do Mundial. Todas as seis confederações foram ouvidas e estão de acordo e apoiando a ideia, segundo comunicado da entidade.

De acordo com o Daily Mail, a sugestão é que o campeonato seja jogado entre 26 de novembro e 23 de dezembro, mas a Fifa ainda não fala em datas precisas.

"Estamos contentes em dizer que, depois de considerar várias opções e detalhar as decisões aos acionistas, nós identificamos o que consideramos o melhor período para o calendário. Foi uma tarefa desafiadora", afirmou Salman, ao site da Fifa.

Além da proximidade do Natal, outros fatores chamam a atenção, já que esta é uma época de transferências no mercado de inverno e os campeonatos europeus costumam estar a todo vapor. Seria necessário adaptar o calendário à Copa, complicando a situação dos clubes.

À BBC, Salman explicou, na segunda-feira: "Não é possível jogar em maio, quando está cerca de 40°C. As partes interessadas estão preocupadas em jogar no verão, por isso temos de mudar para o inverno".

O mês de novembro seria uma escolha feita, também, para evitar que a Copa coincida com as Olimpíadas de Inverno. "Acho que todos concordam que janeiro ou fevereiro é difícil jogar por causa dos Jogos Olímpicos de Inverno. Não queremos colidir as datas no período. A única opção que eu vejo é novembro ou dezembro", disse Salman.

UOL Esporte

Empresários e impostos levam R$ 14,9 milhões de venda do corintiano Jadson














O Jiangsu Sainty-CHI pagará cerca de R$ 16,3 milhões por Jadson (5 milhões de euros), mas o efeito da negociação nos cofres do Corinthians será bem menor do que se imagina - aproximadamente 8% do valor pago. 

O pagamento de dívidas, impostos e uma cláusula contratual que recentemente entrou em vigor é o que determinam esse panorama em que são os empresários - os mesmos de Paolo Guerrero - os principais beneficiados financeiramente pela negociação.

Ao receber a quantia da transferência, o Corinthians precisará reservar cerca de 30% para o pagamento dos tributos previstos, o que equivale a R$ 4,9 milhões. 

Na sequência, do valor líquido de aproximadamente R$ 11,4 milhões, o clube destinará 70% dos direitos econômicos que pertencem à empresa Mamabru (iniciais de Marcelo Robinho, Marcelo Goldfarb e Bruno Paiva, todos agentes de Jadson), o que equivale a mais R$ 8 milhões. Ao Corinthians, então, restam cerca de R$ 3,4 milhões.

Até dezembro, a divisão de direitos econômicos, segundo informado pelo presidente Roberto de Andrade, era: 30% para o Corinthians, 20% para a empresa Mamabru e 50% para o São Paulo. Mas, na virada do ano, a Mamabru recebeu toda a parte cabível aos são-paulinos e atingiu 70%.

Se não bastassem esses dois cortes, o Corinthians ainda tem duas dívidas a quitar com o estafe de Jadson. Na contratação do jogador ao São Paulo, há um ano, o então diretor de futebol Roberto pediu ao então presidente Mário Gobbi que tentasse viabilizar o pagamento de R$ 1,5 milhão de negociações anteriores, o que não foi feito. Desde então, o valor só aumentou. 

Segundo o UOL Esporte apurou, a empresa de Bruno Paiva também tinha direito a 10% de comissão sobre os salários de Jadson, estimados em R$ 300 mil. Isso significa que, mensalmente, além de pagar para o jogador, o Corinthians também deveria pagar cerca de R$ 30 mil em comissões. A quantia, porém, não foi paga, o que aproximou a dívida total do clube com os empresários em R$ 2 milhões. 

Liderada pelo empresário Bruno Paiva, filho do ex-jogador Mário Sérgio, a empresa Think Ball também deve receber esse montante na saída de Jadson, o que deixa cerca de 8% para o Corinthians do valor recebido da China: R$ 1,4 milhão.

Além de Bruno Henrique e Edílson no atual elenco do Corinthians, os mesmos agentes de Jadson representaram nomes como o goleiro Felipe, o centroavante Liedson, o zagueiro Chicão, o meia Douglas e o também atacante Elton. É de alguns desses negócios que tem origem a dívida inicial de R$ 1,5 milhão. 

O UOL Esporte tentou contato com o empresário Bruno Paiva e o superintendente de futebol do Corinthians, Andrés Sanchez, mas eles não atenderam a reportagem. 

UOL Esporte