terça-feira, 30 de junho de 2015

Destaque da Semana

Para esse semana, o Destaque traz o lançamento da camisa social do Força/Interouro Alimentos/BBCOP/LCAR, clube de futebol amador em Ribeirão Preto (SP), que atualmente participa da Copa Ipanema categoria Super Masters Areia 2015. 

(Foto: Nicholas Araujo/Divulgação)

Brasil apresenta, no Pan de Toronto, dez armas secretas para o Rio 2016

(Foto: Fred Hoffman/Divulgação)















Martine Grael e Kahena Kunze são, atualmente, as melhores velejadoras do mundo. Isaquias Queiroz é bicampeão mundial de canoagem. Thiago Braz é campeão mundial júnior e dono da segunda melhor marca do planeta no salto com vara.

Em comum, além do potencial enorme para brilhar nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, os quatro se preparam para sua estreia em Jogos Pan-Americanos, a partir do dia 10 de julho, em Toronto, no Canadá. O UOL Esporte listou dez apostas do Brasil para 2016 que serão apresentadas no Pan. Conheça, agora, as armas secretas do esporte verde-amarelo:

Martine Grael e Kahena Kunze (vela)

Ver um membro da família Grael conquistando medalha não é novidade. Mas, para a mais nova do clã mais famoso de velejadores do Brasil, o Pan de Toronto é a primeira chance para subir ao pódio em uma competição desse porte. Martine é filha do bicampeão olímpico Torben Grael. E forma com a amiga de infância Kahena Kunze a melhor dupla do planeta da classe 49erFX. Juntas, Martine e Kahena foram vice-campeãs mundiais em 2013, campeãs mundiais em 2014 e foram eleitas, no ano passado, as melhores velejadoras do mundo.

Marcus Vinícius D'Almeida (tiro com arco)

Transformar um adolescente em favorito a uma medalha olímpica pode parecer exagerado. Mas não para Marcus Vinícius D'Almeida. Aos 17 anos, ele já é o maior atleta que o tiro com arco do Brasil já produziu. Com resultados de gente grande. Em 2014, ele foi medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos da juventude e, poucos dias depois, conquistou o vice-campeonato da Copa do Mundo da modalidade. Neste ano, foi a vez do ouro: no início de junho, ele foi campeão mundial júnior. O Pan 2015 será seu primeiro grande teste com atenção de público e mídia do país.

Hugo Calderano (tênis de mesa)

Depois de Hugo Hoyama transformar o tênis de mesa em um dos esportes mais vitoriosos do país em Jogos Pan-Americanos, outro Hugo chega para continuar seu legado. Hugo Calderano é mais um que subiu aos pódio nos Jogos Olímpicos da Juventude: em Nanquim 2014, foi medalhista de bronze. Aos 19 anos, ele já conquistou o melhor resultado do Brasil na história do circuito mundial da modalidade (vice-campeão de duplas, ao lado de Gustavo Tsuboi, no Aberto do Qatar).

Thiago Braz (salto com vara)

Com a ascensão de Fabiana Murer e a parceria com o ucraniano Vitaly Petrov, o Brasil criou uma verdadeira escola do salto com vara. Thiago Braz, de 21 anos, é o mais promissor dos atletas que saíram dessa linha de montagem. Ele foi vice-campeão olímpico da juventude em 2010 e, em 2012, conquistou o título mundial júnior. Os resultados no nível mais alto do esporte começaram a aparecer nesse ano, após trocar de treinador. Deixou Elson Miranda e passou a trabalhar diretamente com Petrov na Itália (em rompimento que rendeu acusações de aliciação do brasileiro). Hoje, ele é dono da segunda melhor marca do ano, 4,92m – só o francês Renaud Lavillenie (6,05m) saltou mais alto na temporada.

Isaquias Queiroz (canoagem sprint)

Um atleta bicampeão mundial pode ser considerado uma arma secreta? Para Isaquias Queiroz, sim. Aos 21 anos, ele é o principal nome da canoagem de velocidade do país. Conquistou dois títulos mundiais na prova do C-1 500m, provas que não estão no programa olímpico. Mas ele, também, subiu ao pódios em Mundiais em duas provas que estão, sim, nos Jogos Olímpicos: foi bronze no C-1 1000m em 2013 e repetiu o terceiro lugar no C-1 200m em 2014. E, um detalhe: todas as suas conquistas vieram com apenas um rim. Ele perdeu o outro quando ainda era criança, ao cair sobre uma pedra em um rio.

Ana Sátila (canoagem slalon)

Em 2012, em Londres, Ana Sátila era a atleta mais jovem da delegação brasileira. Três anos depois, a garota que era promessa do esporte nacional cresceu. E tem um título mundial para mostrar que pode, sim, surpreender no Rio de Janeiro. Ana Sátila, de 19 anos, conquistou o título mundial júnior de canoagem slalom em 2014, competindo em Foz do Iguaçu. Ela já tinha sido bronze no Mundial sub-23 em 2013, em uma prova não olímpica.

Flávia Saraiva (ginástica)

No ano passado, Flávia Saraiva encantou o mundo nas Olimpíadas da Juventude de Nanning, na China, conquistando três medalhas. Essas três medalhas fizeram da jovem de 15 anos (e só 1,42m de altura) a grande esperança da ginástica artística brasileira – até mesmo a Federação Internacional da modalidade disse que a chegada da ginasta faria o Brasil voltar a lutar por uma vaga entre as melhores equipes do mundo. A responsabilidade subiu ainda mais na segunda-feira, quando Rebeca Andrade, a outra joia da modalidade por aqui, lesionou o joelho e deve ficar até oito meses parada.

Matheus Santana (natação)

O nadador carioca é mais um dos astros brasileiros revelado pelas Olimpíadas da Juventude. Na China, ele conquistou o ouro nos 100m livre e ainda foi vice-campeão nos 50m livre. Comparações com o recordista mundial e campeão olímpico Cesar Cielo a parte, ele vai para o Pan de Toronto para provar que já fez a transição das competições juvenis para o adulto. O torneio é, também, um teste para ver como a revelação de 19 anos lida com a pressão de um megaevento.

Iris Sing (taekwondo)

Talvez o nome menos conhecido da lista, Iris Sing tem 24 anos e conquistou, há pouco mais de um mês, sua primeira medalha em Campeonatos Mundiais. Na Rússia, ela foi bronze na categoria até 46kg - para os Jogos Pan-Americanos e Olímpicos, ela terá de competir nos 49kg, em que é nona do ranking. Foi a única brasileira a subir no pódio no torneio, disputado na Rússia.

Seleção masculina de polo aquático

Como um time com um técnico tetracampeão olímpico e que tem como estrela um jogador de 31 anos pode ser considerado novato? Simples: o time do Brasil que vai disputar o Pan-Americano de Toronto não existia em 2011. Pelo menos, não com a mesma força. Em quatro anos, o polo brasileiro contratou o croata Ratko Rudic, dono de quatro ouros olímpicos, repatriou Felipe Perrone, MVP da Liga dos Campeões de 2015, e trouxe cinco atletas que nasceram fora do país para defender a seleção – um deles, o goleiro sérvio Slobodan Soro, foi campeão mundial em 2011. No último domingo, a equipe foi terceira colocada na Liga Mundial, melhor resultado da história da modalidade no país.

UOL Esporte

Corinthians libera R$ 1,8 milhão em folha e muda postura no mercado

(Foto: AP Photo/Natacha Pisarenko)















O Corinthians passou por um processo de saídas nas últimas semanas. Petros, Paolo Guerrero, Emerson Sheik, Fábio Santos, todos deixaram o Timão, que admitia publicamente reformular o grupo para o Campeonato Brasileiro. Mas o primeiro estágio dessa reconstrução já acabou. Após liberar R$ 1,8 milhão na folha mensal, o clube muda postura e agora vira comprador. 

A porta de saída não está totalmente fechada, mas 'encostada'. Não há previsão de nova venda, ao menos de forma imediata. Ralf e Danilo, pretendidos pelo Santos, por exemplo, devem completar o sétimo jogo pelo Timão na próxima quinta-feira diante da Ponte Preta e vetar a negociação. 

Até porque a cota de saídas foi grande. Petros foi para o Bétis, da Espanha. Sheik, com o salário mais alto dos que saíram, R$ 520 mil, foi para o Flamengo. Mesmo destino de Paolo Guerrero. Já Fábio Santos se transferiu para o Cruz Azul, do México, e até o jovem Matheus Cassini, que foi para o Palermo, colaborou para uma redução nos vencimentos mensais em R$ 1,8 milhão. 

Agora sobra espaço para as três primeiras investidas. Com o 'ok' do River Plate, o Corinthians já sabe o que precisa ser oferecido a Teo Gutiérrez para fechar sua contratação. O anúncio não deve demorar muito, desde que os argentinos concordem com a proposta de 2 milhões de dólares (R$ 6,3 milhões) por 50% dos direitos do colombiano. 

Além disso, Renê Júnior, do Guangzhou Evergrande, e Dentinho, do Shakhtar Donetsk, também são alvos próximos de acerto. Ambos custarão ao Timão apenas o salário, que sequer será pago integralmente. Não vão tomar todo o fôlego ganho com as saídas. 

E a estratégia não é simplesmente contratar. Com base nos erros do passado, gastos excessivos como com Alexandre Pato, que está emprestado ao São Paulo e cujos salários ainda são parte pagos pelo Corinthians, Cristian, que ainda não mostrou o melhor futebol, ou Vagner Love, que começa a dar resultado apenas agora, a direção corintiana pisa no freio e aguarda o melhor momento para se movimentar no mercado. Não será feita nenhuma contratação muito grande e o clube ainda se considera passando por dificuldades financeiras. 

De qualquer forma, a resposta às saídas com contratações que devem acontecer nesta semana já muda a posição do clube no mercado e dá argumentos à torcida. Nesta terça-feira, o elenco corintiano trabalha na Arena para o duelo da próxima quinta diante da Ponte Preta. Ralf, Fágner e Elias voltam a ficar à disposição de Tite. Luciano é baixa, pois serve à seleção brasileira Sub-22. 

UOL Esporte

Feijão é superado na estreia em Wimbledon

Atuando pela primeira vez na carreira na chave principal de Wimbledon, João "Feijão" Souza se despediu logo na primeira rodada do Grand Slam britânico. Em duelo sul-americano, o número 2 do Brasil e 81º do mundo foi superado pelo 60º colocado colombiano Santiago Giraldo por 6/4, 6/3 e 6/2 em exatas duas horas de jogo.

Na próxima fase, Giraldo desafia o número 5 do mundo Kei Nishikori que precisou de cinco sets para vencer o italiano Simone Bolelli por 6/3, 6/7 (7-4), 6/2, 3/6 e 6/3. Feijão tem seis partidas em chaves principais de Slam e segue em busca da primeira vitória. Ele agora deve retornar ao saibro, já que está inscrito para o challenger de Braunschweig na próxima semana.

O colombiano começou a partida quebrando, mas Feijão buscou a igualdade. Ainda que o brasileiro tivesse vantagem de 12 a 10 nos winners, os 21 erros não-forçados contra 12 rival fizeram a diferença em potnos chave, e Giraldo se aproveitou do baixo acerto de primeiro saque do brasileiro para quebrar novamente.

A segunda parcial teve roteiro parecido com Giraldo abrindo 3/1, Feijão devolvendo a quebra, mas perdendo o saque no penúltimo game. Já no terceiro set, Giraldo quebrou duas vezes e não teve o saque ameaçado ao perder apenas cinco pontos.

Os dois tenistas terminaram o jogo com os mesmos 7 aces, com cinco a zero para Feijão nas duplas-faltas. O paulista de Mogi das Cruzes liderou a contagem de winners por 26 a 18, mas cometeu 51 erros não-forçados contra 23 de seu adversário.

UOL Esporte

Vaga no Pan caiu no colo dele. Mas a família já tinha comprado passagens

(Foto: Rafal Burza/CBJ)















Faltavam 16 dias para o início dos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 quando a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) anunciou que David Moura, 27, seria o representante do Brasil no peso pesado. Ele foi convocado para substituir Rafael Silva, atual líder do ranking mundial, cortado por causa de uma grave lesão muscular. No entanto, não foi apenas o atleta nascido no Mato Grosso que comemorou a mudança de última hora. A família dele, que já havia programado viagem para o Canadá, ficou especialmente feliz.

"Meu pai, minha mãe e meus irmãos já tinham comprado passagem acreditando que eu iria. Eu falei 'pessoal, vamos com calma', mas eles disseram que viajariam do mesmo jeito se eu não fosse. Eles iam curtir Toronto e ver o judô", contou David Moura, atual número 12 do ranking mundial dos pesos pesados.

Se Rafael Silva não tivesse sido cortado, David não estaria no Canadá. Ele estava escalado para disputar o Grand Slam de Tyumen (Rússia), com início agendado para 18 de julho.

"Eu estaria na Rússia, e a minha família estaria lá no Canadá. Eles ficaram felizes para caramba com a mudança. Agora os outros familiares estão comprando passagens e tentando ir também", disse o judoca.

Em Tyumen, David lutaria no dia 18 de julho. Com a mudança para o Pan, ele entrará no tatame no dia 14. A programação do judoca não precisou ser refeita, e o apoio da família será a grande diferença oriunda da mudança.

"Para mim vai ser uma simulação de como seriam os Jogos Olímpicos do ano que vem [a edição 2016 do evento será realizada no Rio de Janeiro]", explicou David. "Acho bom estar com pessoas com energia positiva e que só querem meu bem, que estão comigo na vitória ou na derrota. Isso só tem a acrescentar", completou.

David também será o representante do Brasil nos pesados no Mundial de judô de Astana (Cazaquistão), com início previsto para 24 de agosto. A diferença é que ele já estava convocado – o país tem direito a dobrar em duas categorias, e ele e Rafael Silva seriam os representantes no peso.

Como Rafael Silva não poderá disputar o Mundial, a CBJ já anunciou que a dobra no peso pesado está cancelada. A vaga será destinada a outra categoria, mas a confederação ainda não definiu qual.

"Eu não costumo trabalhar com metas – sempre entro numa competição para ganhar ou fazer meu máximo. É muito difícil prever, mas minha meta para este ano é ser campeão dos Jogos [Pan-Americanos] e no mínimo trazer uma medalha do Mundial", avisou David.

UOL Esporte

Volante Paulinho vai defender time de Felipão na China

(Foto: Guangzhou Evergrande/Divulgação)














O Guangzhou Evergrande confirmou nesta segunda-feira a contratação do volante Paulinho, ex-Corinthians e que estava no Tottenham (ING). O clube chinês pagou 9,9 milhões de libras esterlinas (R$ 49 milhões) pela transferência. O contrato é válido por quatro temporadas.

O Guanghzhou Evergrande é treinado pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari, técnico que mais deu oportunidades ao atleta na seleção brasileira. Com Felipão, Paulinho foi campeão da Copa das Confederações em 2013, quando foi eleito o terceiro melhor jogador do torneio, e também participou da Copa do Mundo de 2014.

Paulinho estava no Tottenham desde o início da temporada 2013/2014, mas no clube inglês jamais conseguiu repetir as boas atuações que teve no Corinthians, clube pelo qual conquistou a Libertadores de 2012 e o Mundial Interclubes.

Em 51 partidas pelo clube inglês, o volante anotou nove gols. Paulinho havia sido contratado pelo Tottenham por 17 milhões de libras esterlinas (R$ 84 milhões na cotação atual).

Paulinho será submetido a exames médicos na quinta-feira e depois será apresentado oficialmente aos torcedores. Na metade final da temporada chinesa, o atleta atuará com a camisa de número 48.

Além de Paulinho, os outros brasileiros que defendem o clube chinês são: Alan, Renê Junior, Elkeson e Ricardo Goulart.

UOL Esporte

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mesmo com sufoco, Chile vence Peru e é finalista na Copa América

(Foto: Xinhua/Pedro Mera)















Jogando na capital Santiago, a seleção do Chile venceu a seleção do Peru pelo placar de 2 a 1 e é o primeiro finalista da Copa América 2015. Jogando com um a mais desde os 20 minutos do primeiro tempo, a seleção chilena passou sufoco em alguns momentos, mas venceu a partida com bela atuação de Vargas e Valdívia. Agora, a equipe espera o adversário de sábado, que sairá do confronto entre Argentina e Paraguai, que acontece nesta terça-feira (29).

Enquanto de um lado o atacante Guerrero foi um dos destaques do jogo e deu alguma esperança ao Peru, deixando o jogo completamente aberto, interessante e em certos momentos bem tenso, do outro lado a chegada a decisão pode coroar a geração de Valdívia, Sánchez e Vidal. 

O jogo

Os primeiros minutos foram bem diferentes do que a seleção chilena esperava. Com um meio-campo bem armado e Guerrero e Farfán em um dia inspirado, o Peru começou bem o confronto. No entanto, o técnico Gareca não contava com a expulsão do zagueiro Zambrano, logo aos 20 minutos de jogo, depois de receber o segundo amarelo ao fazer falta em Sánchez. 

Então o Chile teve mais espaço para criar boas jogadas. Valdívia levou perigo uma vez e Vargas perdeu outras duas chances até fazer aos 42 minutos quando, em cruzamento de Sánchez, Aranguiz fez o corta-luz e a bola bateu na trave. Na sobra, o ex-gremista em posição irregular, aproveitou o rebote e abriu o placar. 

No entanto, o Peru manteve-se no ataque. Guerrero e Farfán, especialmente, lideravam as investidas a meta e chilena, que empatou com um gol contra de Medel aos 15 minutos do segundo tempo. Porém, três minutos depois, e um desarme de Valdívia para cima de Guerrero, a bola chegou para Vargas, que viu o goleiro Gallese adiantado e acertou um belo chute da intermediária, mandando no ângulo e garantido o Chile na decisão. 

Ponto de Opinião

Mesmo em um jogo movimentado e aberto para as duas equipes, o Chile mostrou um certo equilíbrio em momentos importantes da partida. Soube aproveitar a expulsão do zagueiro adversário e utilizou bem peças importantes como Vargas e Valdívia. Do lado peruano, boa atuação do ataque formado por Guerrero e Farfán, que deram um baile na defesa chilena. Os dois goleiros trabalharam bem e não pecaram em nenhum lance. Arbitragem foi ruim em alguns momentos e demonstrou certo favoritismo aos donos da casa, mas nada que pudesse manchar o belo confronto que vimos em campo. 

Apaixonado por F1, Räikkönen reitera desejo de ficar e coloca futuro nas mãos da Ferrari

(Foto: AP)



















Kimi Räikkönen ainda ama a F1 e pretende permanecer mais tempo no grid. O finlandês tem sido objeto de muitas especulações neste ano, especialmente por não ter o mesmo rendimento que Sebastian Vettel. Embora tenha a opção de renovação com o campeão de 2007, a Ferrari ainda não decidiu sobre o novo vínculo, e o chefe Maurizio Arrivabene entende que é cedo para traçar os planos para o próximo ano.

Assim como aconteceu no ano passado, quando viveu a parceria com Fernando Alonso, Räikkönen vem encontrando dificuldades para superar o companheiro Vettel. Neste momento, o nórdico está a 48 pontos do alemão na classificação do Mundial de Pilotos.

"As coisas nem sempre estão em nossas mãos", disse Kimi à emissora inglesa 'Sky Sports F1'. "Eles têm um contrato desde que assinei com eles, agora cabe a eles assinar ou não", completou. "Sempre me fazem essa mesma pergunta, mas eu realmente não tenho nada a dizer", acrescentou.

Durante o GP da Áustria, Räikkönen chegou a irritar com a imprensa, que apontou para uma redução em seu salário como condição para a renovação do vínculo. "Eu gostaria de saber quem escreveu isso. Primeiro de tudo, não tem ideia de como é meu contrato e nunca vai ter. É babaquice de quem diz isso. Continue assim. Não tem ideia do que diz meu contrato", afirmou o piloto no Red Bull Ring.

Ainda assim, Kimi reforçou que o desejo é continuar na F1. "Não estaria aqui ainda se não amasse a F1", reiterou. "Eu não preciso estar aqui, posso ir quando eu quiser, mas obviamente quero ficar. Quero fazer as coisas certas, a equipe também e, certamente, o time vai voltar a vencer no futuro. E tenho certeza que, no próximo ano, a história será diferente", acrescentou.

 "Mas não é tão divertido quando você tem fins de semana como esses. Não é a primeira vez, mas espero que a última, mas as coisas dão errado muitas vezes", completou Räikkönen, citando o acidente que sofreu com Alonso ainda na primeira volta na Áustria.

E perguntando sobre a forte batida, o ferrarista admitiu que o incidente o assustou. "Certamente você fica com medo de muitas coisas na vida. Eu não penso sobre isso, mas quando algo dá errado desse jeito, você fica feliz que tudo ficou bem", disse o finlandês, que ainda fez uma comparação com as competições no rali. Nos dois anos em que esteve longe da F1, Kimi disputou o WRC e protagonizou diversos acidentes.

"Acho que, no fim das contas, o rali é mais perigoso, porque, quando você sai da pista, pode cair em um buraco ou bater em uma árvore. Na F1, você já escapa com pequenos erros, mas, no rali, isso geralmente acaba com o carro de cabeça para baixo em algum lugar. É um esporte diferente", finalizou.

UOL Esporte

7 x 1 não sai da cabeça, e seleção teme 'piores eliminatórias da história'

A seleção brasileira não consegue parar de pensar na histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Ainda que jogadores, comissão técnica e dirigentes tentem tratar o assunto como página virada, a verdade é que o vexame no Mundial disputado em casa há um ano ainda atormenta a vida dos atletas que vestem a camisa amarela.

Um dos únicos a conversar abertamente com a imprensa sobre o peso carregado pelo time de Dunga neste quase um ano de trabalho após a Copa, o atacante Diego Tardelli resumiu a pressão que não é apagada nem mesmo com as vitórias em amistosos e outras competições.

"Sim, esse 7 a 1 ainda pesa. Eu, por exemplo, não estive na Copa, mas carrego esse peso. É muito complicado, ainda não dá para esquecer. Não vamos apagar isso agora, talvez só depois de um ciclo, de uma Copa. Isso demora a passar. A pressão está grande", admitiu Tardelli.

"Todos os jogadores que passam pela seleção brasileira após a Copa carregam esse peso, essa responsabilidade enorme pelo que aconteceu em 2014. Não está fácil vestir a camisa da seleção depois daquilo. Mas não adianta falar, temos que melhorar, dar uma resposta. O grupo tem muita qualidade e pode superar", completou o atacante do Shandong Luneng, da China.

A resposta, no entanto, não será das mais fáceis. Por conta do peso de dois fracassos seguidos em competições oficiais em menos de um ano e da evolução de adversários diretos do continente, o grupo brasileiro já mostra até um temor para o próximo desafio: as eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

"Vai ser complicado, acho que a pior que já tivemos. Futebol evoluiu muito. Mas acredito na nossa equipe. Vamos buscar alternativas. E ainda teremos grandes jogadores de volta", analisou Willian.

"Com certeza vai ser a eliminatória mais difícil de todos os tempos. Precisamos encontrar soluções, jogar melhor. Sofremos um pouco contra um adversário direto e fomos eliminados", endossou o zagueiro Thiago Silva.

As declarações dos jogadores da seleção mostram a preocupação às vésperas de uma etapa que nunca significou maiores perigos ao único time que disputou todas as Copas do Mundo – desde 1930.

"Tentamos recuperar a imagem da nossa seleção, infelizmente não deu. Agora é levantar a cabeça, até porque temos as eliminatórias pela frente. Será um desafio muito importante para a equipe, em todos os aspectos", concluiu o capitão Miranda.

Antes da disputa por uma vaga na Copa de 2018, porém, a seleção ainda tem mais dois compromissos. A equipe de Dunga jogará dois amistosos nos Estados Unidos – adversários ainda indefinidos – no mês de setembro. As eliminatórias começam em outubro. Até o fim de 2015 serão quatro rodadas da fase classificatória para o Mundial.

UOL Esporte

Cinco razões que fazem Bellucci ter a melhor chance de ganhar de Nadal

(Foto: EFE/Andy Rain)















Thomaz Bellucci entrou em quadra quatro vezes contra Rafael Nadal e sequer ganhou um set. Por razões óbvias o sorteio de Wimbledon não foi bom para ele, que pega o espanhol logo na primeira rodada. Mas não significa que já é hora de marcar a passagem de volta. O jogo se decide na quadra e elementos mostrando que é possível ser a zebra da rodada na partida marcada para terça-feira, em horário ainda a ser definido.

Desde março Bellucci está em crescimento na temporada. Já o espanhol não conseguiu reencontrar seu melhor desempenho depois das lesões que o afastaram das quadras no segundo semestre de 2014. O momento vivido por ambos é distinto e a quebra da invencibilidade possível. Confira a seguir o motivos desta ser a partida mais acessível para o brasileiro bater o rival.

1) Fase de Nadal
A temporada do espanhol não é digna de um integrante do Big Four. Ele foi derrotado por tenistas que antes dominava, como Fernando Verdasco, Tomas Berdych e duas vezes por Fabio Fognini. Além disso, há uma queda diante de Michael Berrer, jogador sem currículo expressivo. Também não conquistou um título sequer na temporada europeia de saibro, que sempre foi seu ganha pão. Mas pior que a falta de troféus, é o desempenho demonstrado. O backhand foi vulnerável em muitas ocasiões, os golpes curtos permitiram ataques dos rivais e mesmo em vantagem ele deixou alguns jogos escaparem - algo impensável para o homem conhecido como fortaleza mental.

2) Fase de Bellucci
O começo de temporada de Bellucci foi decepcionante com oito derrotas seguidas. Mas parece que ele estava guardando o jogo para usar tudo de uma vez. A partir do Master de Miami, realizado em março, o brasileiro acumula bons resultados. Furou o quali dos torneios da série Master e ganhou de bons jogadores como Mikhail Youzhny, Roberto Bautista Agut e Jeremy Chardy. Também fez partidas duras com Novak Djokovic e Kei Nishikori. A boa forma culminou com o título no ATP 250 de Genebra. 

3 Estabilidade emocional
O brasileiro sempre foi considerado um jogador com golpes capazes de incomodar e num dia bom bater qualquer adversário. Mas os altos e baixos também permitiam dizer que num dia ruim Bellucci podia perder para qualquer adversário. Ele está com 27 anos e parece que com a idade veio maior controle das emoções em quadra. O estilo low profile permanece, mas o aproveitamento nos momentos decisivos melhorou, consequência do melhor julgamento da hora de atacar. Com isto as manchetes tão comuns dele deixando escapar partidas que dominou diminuíram.

4) Treinos pré Wimbledon
A preparação de Nadal para Wimbledon teve título no ATP 250 de Stturgart, torneio sem grandes nomes, e queda na primeira rodada de Queen's. Por fim, ele pediu vaga para uma exibição na semana anterior à estreia. A solicitação demonstra que o espanhol não está no nível que gostaria para o Grand Slam. Justo, porque mesmo quando saiu vencedor na Alemanha apresentou vulnerabilidades e foi beneficiado pela fragilidade dos adversários. Na final, por exemplo, ganhou um ponto de graça de Viktor Troicki que jogou na rede uma bola fácil no meio da quadra que renderia um break-point. Bellucci participou do torneio de Nottingham e estava na frente quando sofreu uma contratura nas costas e caiu na primeira rodada. Para Wimbledon, o brasileiro está recuperado.


5) Aproveitar a quadra
A grama não é a superfície preferida do brasileiro, mas o mesmo vale para o adversário que usa bastante spin e vê a bola ganhar menos altura depois de quicar. Este tipo de quadra também é o mais veloz do circuito, algo que não favorece Nadal. Bellucci é dono de bons golpes da linha de base e sua bola anda muito. Isto facilita buscar winners e num dia bom neutraliza uma tática defensiva bastante usada pelo ex-número um que é jogar bolas altas no meio da quadra.

UOL Esporte

Atleta da marcha sofre com ofensas homofóbicas diárias nos treinamentos

(Foto: Alaor Filho/AGIF/COB)















O xingamento ecoou pelas arborizadas ruas de Sobradinho, cidade satélite de Brasília: "Viado". Seguiu-se de nova agressão verbal: "Toma jeito de homem". E mais outra: "Para de rebolar". As ofensas foram tão acintosas, que conseguiram tirar a concentração de Caio Bonfim, 24, atleta da marcha atlética, representante do Brasil em Londres-2012 e classificado para o Pan de Toronto, no próximo mês.

Ele é o mais bem sucedido atleta do país na marcha atlética na prova de 20km. Lidera o ranking nacional e é recordista brasileiro em pista. Neste ano, conquistou o bronze no Meeting de Lugano na Suíça, e foi o quarto no de Podebrady, na República Tcheca. Carrega esperança de medalha brasileira em Toronto.

Nem todos esses predicados são suficientes para que o Caio sofra diariamente com xingamentos e ofensas homofóbicas. E "diariamente" não é força de expressão. "Não existe um dia que eu saia para treinar nas ruas e não ouça pelo menos uma gracinha", relatou ao UOL Esporte.

Rebolar é quase uma obrigação na marcha atlética. O atleta tem sempre que manter um dos pés em contato com o solo enquanto marcha, por isso, a técnica mais utilizada é de lançar o quadril à frente para ganhar velocidade sem correr. O movimento, no entanto, é o motivo de todo deboche, ofensa, xingamento e homofobia contra os praticantes. 

Sempre no Brasil
Seja na capital do país ou na sede dos próximos Jogos Olímpicos, a agressão ocorre com muita frequência no país. Caio não se esquece de um campeonato nacional que disputou no Rio de Janeiro, quando ainda era juvenil. Foi uma prova no Célio de Barros, antigo estádio de atletismo no Maracanã, que serve de estacionamento para carros.

"Estávamos fazendo a marcha na pista de atletismo e a torcida do Fluminense estava na fila para comprar ingresso para um jogo da Libertadores. Toda vez que passávamos perto da fila, vinha uma chuva de palavrão. A fila ia andando e quando nós completávamos outra volta na pista, eram outras pessoas naquele ponto, que também xingavam de tudo", relembrou.

Há dois anos, Caio e a mãe, Gianetti, foram a São José do Rio Preto, no interior paulista, para fazer uma palestra. Aproveitaram para disputar, marchando, uma corrida de rua na cidade. Ao ultrapassar um casal durante a prova, ouviu comentários maldosos. Ela não se conteve: "Diminui o ritmo da marcha, encostei do lado deles e avisei: 'Olha, isso daqui é marcha atlética, é prova olímpica, vale medalha de ouro igual maratona e todas as outras provas do atletismo, OK?'. O casal pediu desculpas e disse que ia se informar mais sobre a marcha", contou Gianetti, ex-marchadora e treinadora do filho.

Ela diz já ter discutido com treinador da seleção brasileira que foi a Londres-2012. Quando Caio, então aos 21 anos, garantiu vaga para os Jogos Olímpicos, Gianetti ouviu de um dos técnicos da equipe nacional: "Então, teremos um viadinho na delegação". Ela conta que não conseguiu ficar calada após o comentário em tom de deboche. "Caio não é viadinho, como você diz, e mesmo que fosse, não teria problema nenhum", rebateu ela, que prefere não revelar o nome do treinador.

Resposta em Sobradinho-DF

O sangue quente da mãe e mentora subiu à cabeça de Caio Bonfim quando ouviu aquelas ofensas descritas no início deste texto, enquanto treinava nas arborizadas ruas de Sobradinho: "Viado. Toma jeito de homem. Para de rebolar". O marchador conta que passou ao lado da pessoa que o xingava e avisou: "Vou passar aqui daqui a pouco e a gente conversa, viu? Quando acabou o treino, passei no local onde ele estava, era um senhor, e o vi já distante, indo embora. Acho até que ficou com medo", contou, entre risadas.

Caio diz que costuma não perder a cabeça e prefere se concentrar nos treinos. Mas conta que em  Sobradinho, onde nasceu, cresceu e aprendeu a marchar, a quantidade de gente que o incentiva nas ruas em vez de o ofender está se tornando maior a cada dia. "Quanto mais a gente compete e traz resultados, mais conhecido a gente vai ficando", constatou. 

UOL Esporte

Crise financeira coloca futuro do São Paulo em xeque na temporada 2015

(Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)















O São Paulo perdeu por 4 a 0 para o Palmeiras no clássico válido pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar da goleada sofrida para o rival, a crise financeira são-paulina ganhou destaque e foi abordada mais vezes por dirigentes e jogadores do clube. Além dos atrasos no pagamento dos direitos de imagem, o São Paulo corre o risco de ver a venda de Rodrigo Caio ser desfeita.

Segundo o vice-presidente de futebol do clube, Ataíde Gil Guerreiro, os atrasos ligados aos direitos de imagem de alguns atletas já chegam a três meses. No próximo dia 10, o clube chegará a quatro meses de débitos. 

"Isso é um fato que nunca tinha acontecido na minha carreira, mas quando chega aqui tem de deixar a situação de lado. Isso não determinou a derrota de hoje (domingo), mas o ideal seria regularizar tudo", disse o meia Michel Bastos depois da derrota.

O volante Souza também descartou a possibilidade de a falta de pagamento estar ligada ao rendimento em campo. "Claro que atraso existe (atraso), o próprio presidente admitiu, mas em momento nenhum estamos deixando de jogar por isso. O Palmeiras foi melhor, temos que admitir", disse.

O presidente Carlos Miguel Aidar de fator, admitiu o débito. Já Ataíde afirmou que o clube só irá "pagar quando tiver dinheiro". O problema, de acordo com a diretoria financeira, seria resolvido com a entrada de uma verba extraordinária nos cofres do clube.

Após a venda de Rodrigo Caio, o São Paulo respirou aliviado. O Valencia aceitou pagar 12,5 milhões de euros (R$ 43,7 milhões) pelo jogador, além de desembolsar no futuro um bônus de 4 milhões de euros, no caso de metas serem cumpridas.

A transferência, porém, pode ser desfeita. O fato está ligado às cláusulas do contrato. Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, a viagem do zagueiro à Espanha ocorreu antes do acerto de todos os detalhes do contrato. E isso teria desagradado ao jogador. 

"Existe uma discussão com o que foi prometido para ele. Ele foi falar com os seus empresários para ver se resolve. É uma questão entre o Rodrigo e os empresários dele. vai ser bom para ele e para o São Paulo, pois precisamos de dinheiro", explicou Ataíde Gil Guerreiro.

Outro ponto de conflito na negociação é a condição física do atleta. Rodrigo Caio realizou exames médicos na cidade de Valência na última sexta-feira. Nesta segunda-feira, o jogador passará por outro. Dessa vez em Barcelona.

"Clinicamente ele está recuperado. Combinamos que, além do médico do Valencia, ele faria também com dois especialistas na Europa. O primeiro ele já passou", disse Ataíde.

Outras saídas

As outras duas vendas, do zagueiro Paulo Miranda e do volante Denilson, devem ajudar o São Paulo a, ao menos quitar algumas dívidas do clube. No total, o São Paulo receberá R$ 14,7 milhões pelos dois jogadores. 

Além dos direitos de imagem, o São Paulo também terá de quitar uma dívida antiga, com o lateral esquerdo Jorginho Paulista, jogador do time entre 2002 e 2003. O clube terá de repassar R$ 3.119.479,69 à Prazan Comercial Ltda, que aparece como comissionada na assinatura de contrato. Após o anúncio da venda de Rodrigo Caio, a Justiça penhorou parte do valor para que o valor fosse pago.

A crise financeira foi, inclusive, abordada pelo técnico Juan Carlos Osorio. O colombiano disse que não tinha conhecimento total das condições. "Não falaram da situação econômica tão delicada do clube. Agora entendo melhor, mas não pensava que o problema era tão grande, que teria de vender três jogadores ao mesmo tempo. Achava que era apenas um", afirmou o treinador na última sexta-feira.

UOL Esporte

domingo, 28 de junho de 2015

Vaso vence Flamengo em clássico morno e respira no Campeonato Brasileiro

(Foto: Buda Mendes / Getty Images)



















Depois de dez jogos sem vitórias e amargar a lanterna do Campeonato Brasileiro, o Vasco venceu o Flamengo por 1 a 0 neste domingo (28), na Arena Pantanal, em Cuiabá (MT). Mesmo com a vitória, o Cruzmaltino segue na zona de rebaixamento, em 19º, junto com o Flamengo que ficou em 17º com sete pontos.  

O jogo

Mesmo sendo um clássico, as duas equipes não mostraram uma boa qualidade técnica, principalmente no primeiro tempo. A dificuldade na criação de jogos e muitos erros individuais demonstraram certo nervosismo e despreparo nos elencos. No entanto, o Vasco chegou ao gol após contra-ataque rápido puxado pelo lateral Madson, que se aproveitou de um escorregão de Anderson Pico, e cruzou na cabeça de Riascos, que saltou de peixinho para abrir o placar. 

Na etapa complementar, o Flamengo foi para cima na tentativa de empatar o placar, e arriscava diversos chutes a meta vascaína. Do outro lado, o Vasco chegou com a proposta de se defender e executou bem a função, com os jogadores bem colocados dentro de campo. A grande chance do empate foi nos pés de Paulinho, aos 34 minutos, quando pegou o rebote dentro da área e chutou forte, para grande defesa do goleiro Charles. 

Esse já é o quinto duelo entre Vasco e Flamengo em 2015. São duas vitórias para cada lado e um empate. Uma das partidas aconteceu pelo torneio Super Series, disputado na pré-temporada, quando o Rubro-Negro venceu por 1 a 0.  

Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Avaí no dia 1ª de junho, as 19h30. Já o Flamengo faz confronto direto para sair da degola contra o Joinville, também no dia 1º, as 22h.

Ponto de Opinião: Eliminação na Copa América é pior do que o 7 a 1

(Foto: EFE/Osvaldo Villarroel)



















Logo após a partida entre Brasil e Paraguai pela Copa América, onde a seleção brasileira foi eliminada nos pênaltis, os jogadores e comissão técnica tentam entender o que aconteceu para a equipe, que estava vencendo o jogo, levar o empate e perder a classificação para uma equipe bem inferior tecnicamente. O Ponto de Opinião vai apontar alguns desses problemas: 


Convocações

Podemos reparar primeiramente no elenco convocado para essa copa. Muitos ali (sem citar nomes) não deveriam nem se arriscar em vestir a camisa verde e amarela. O futebol apresentado por eles foi péssimo, a seleção sofreu em todos os jogos e se classificou para as quartas na sorte. 

Dependência de Neymar

Quando o atacante precisou se retirar da copa pela suspensão, percebemos como a equipe dependia de Neymar. Com a nova formação, percebemos uma certa melhora, que foi por água abaixo quando a seleção jogou contra o Paraguai. Como disse, o futebol apresentado foi péssimo, no mesmo nível da Copa do Mundo. 

Escândalos

O clima fora das quatro linhas também não era dos melhores. A seleção foi para a Copa América em tom de desconfiança, e realmente demonstrou que o elenco convocado não mostrava um futebol de qualidade. 

Dunga

Nada é pior do que ver que o técnico da seleção brasileira é o Dunga. O ex-jogador não fez uma primeira passagem tão memorável no comando da seleção e a CBF insistiu no erro. O treinador não soube convocar, não aproveitou as peças que tinha e afundou a seleção na Copa América. A permanência dele só reforça a ideia de que os comandantes da entidade máxima do futebol brasileiro não entendem do esporte e não percebem o erro que estão cometendo. 

Como sempre repito quando falo de futebol aqui no ponto: não aprendemos nada com o 7 a 1. Aliás, a Copa América é um vexame maior do que a Copa do Mundo. Os problemas estão aí para serem resolvidos. E corremos um sério risco de ficarmos fora de 2018.

Williams tem melhor ano desde 2003 na Fórmula 1. E quer desafiar a Ferrari

(Foto: Joe Klamar/AFP)





















A Williams não esconde a decepção de ter perdido terreno para a Ferrari nesta temporada, depois de ter iniciado o ano com a expectativa de ser a principal desafiante da Mercedes em 2015. Mas o time de Felipe Massa e Valtteri Bottas está longe de ter o que reclamar: nas oito primeiras etapas disputadas até aqui, o time vem tendo o melhor desempenho dos últimos 11 anos.

Após oito etapas, a Williams é a terceira colocada no mundial, com 129 pontos. Para encontrarmos um resultado tão positivo, temos de voltar à temporada 2003. Na época, a dupla era formada por Juan Pablo Montoya, que chegou a vencer o GP de Mônaco naquela oportunidade, e Ralf Schumacher. Juntos, os dois tinham conquistado quatro pódios até a oitava etapa, disputada no Canadá, totalizando o equivalente a 156 pontos no sistema atual. No final do ano, a Williams foi a segunda colocada no mundial, a 14 pontos da campeã Ferrari – o equivalente, na pontuação atual, a cerca de 35 pontos de diferença.

Com a Mercedes fora de alcance, a chefe da equipe, Claire Williams, admite que a pedra no sapato em 2015 segue sendo o time italiano. "No momento estamos em um terceiro lugar isolado – e confortável – mas mostramos que podemos diminuir a diferença e não há motivo algum para acreditar que o terceiro posto é o máximo. Então por que não acreditar que no final da temporada vamos rivalizar com a Ferrari pelo vice?"

Atualmente, a Ferrari tem 192 pontos. A quarta colocada, a Red Bull, soma apenas 55.

Mas a luta pelas primeiras posições não foi comum nos últimos 11 anos para a Williams. Após 2003, o time ainda somou bons pontos nos dois anos seguintes (91 em 2004 e 114 em 2003, levando em consideração o sistema atual e após oito etapas), mas caiu de produção nas demais temporadas. O pior momento do time aconteceu há apenas dois anos, quando chegou na nona etapa ainda zerado no mundial, como lembra a dirigente.

"Não podemos esquecer que, ainda que estejamos em terceiros e tenhamos a esperança de melhorar, há dois anos estávamos em nono lugar. Fizemos uma grande transição de nono para terceiro em uma temporada e consolidar isso não é algo ruim, então não podemos ficar desapontados."

Ano passado, a Williams terminou a temporada com 320 pontos, no terceiro lugar – atrás de Mercedes e Red Bull. Até a oitava etapa, na ocasião, Massa e Bottas tinham somado 85 pontos.

A nona etapa da Fórmula 1 acontecerá no próximo final de semana, na Inglaterra.

UOL Esporte

CBF minimiza queda na Copa América e assegura Dunga no comando da seleção

A eliminação precoce na Copa América não abalou o prestígio de Dunga junto ao comando da CBF. Mesmo com a derrota nos pênaltis (4 a 3) para o Paraguai no último sábado, em Concepción (Chile), o treinador seguirá no comando da seleção brasileira. Pelo menos para a o início das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Esta foi a mensagem deixada pela cúpula da confederação após reunião na noite do último sábado, no hotel onde a delegação está hospedada, onde estiveram presentes o treinador, o coordenador de seleções, Gilmar Rinaldi, e membros da diretora da CBF. A ideia da cúpula era tranquilizar o técnico após o tropeço no torneio do Chile.

"Dunga segue firme", resumiu, em poucas palavras, o secretário-geral da confederação, Walter Feldman, em contato com a reportagem na noite do último sábado.

Para os comandantes da confederação, uma troca no comando técnico às vésperas das eliminatórias só iria deixar o ambiente da seleção – bem como da CBF – ainda mais tumultuado.

Ainda de acordo com análise dos responsáveis pela entidade, o trabalho de Dunga fora prejudicado pelo excesso de desfalques durante a preparação e o torneio.

Além de Neymar, suspenso após confusão na segunda rodada da Copa América, Dunga não pôde contar com nomes importantes de seu time titular com Luiz Gustavo e Oscar – ambos fora da competição por lesão no fim da temporada europeia. Danilo, titular da lateral direita, também acabou fora por lesão no tornozelo.

Outro que pode deixar o Chile sem maiores preocupações sobre seu futuro é Gilmar Rinaldi. O coordenador de seleções foi muito elogiado pela alta cúpula da CBF após a competição.

Mesmo sem o resultado positivo, Dunga e sua comissão técnica seguirão o trabalho à frente da seleção. A CBF só espera que as mudanças agora ocorram na lista de convocados e, principalmente, nos resultados em jogos oficiais.

UOL Esporte

Brasil tem apresentação firme e derrota a Austrália por 3 sets a 0

Lucarelli foi o principal pontuador contra a Austrália terminando com 15 pontos
(Foto: Divulgação/FIVB)














Assim como aconteceu nos três encontros anteriores pelo Grupo A da Liga Mundial de Vôlei, o Brasil levou a melhor sobre a Austrália. Na madrugada deste domingo, a seleção brasileira fez uma firme apresentação e despachou os volleyroos por 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/20 e 25/15.

O Brasil ainda não pôde contar com o técnico Bernardinho, suspenso por 10 jogos, por causa de uma confusão durante o Campeonato Mundial, realizado na Polônia, no último ano. O treinador retornará na próxima partida, comandando o time nas partidas dos dias 2 e 3 de julho em Cuiabá, onde a seleção enfrentará a Itália.

Lucarelli foi o destaque brasileiro no duelo deste domingo, terminando com 15 pontos (12 de ataque, 2 de saque e 1 de bloqueio). Leandro Vissotto também deu uma boa contribuição e somou 13 pontos (7 de ataque, 4 de bloqueio e 2 de saque).

Assim como no jogo anterior, a seleção brasileira levou a melhor em todos os fundamentos, marcou 40 pontos de ataque contra 34 dos australianos, conseguiu oito pontos de bloqueio contra apenas dois dos rivais e somou oito aces diante de três dos volleyroos.

O jogo

No primeiro set, as duas equipes mantiveram o placar equilibrado até o 22/22, quando o juiz marcou uma carregada australiana que foi bastante contestada. A reclamação não deu certo e ainda desestabilizou o time da casa, que viu o Brasil vencer os últimos três pontos, fechando em 25/22.

Os australianos não começaram bem na segunda parcial e deixaram o Brasil abrir 4/2. Só que eles foram buscar a diferença e chegaram e deixar tudo igual em 14/14. Foi então que o time do técnico Bernardinho conseguiu abrir vantagem, rumando para fechar em 25/20.

Com o jogo na mão, a seleção brasileira abriu o terceiro set na frente e não teve grande dificuldade para vencê-lo. Depois de fazer 9/5 de largada, o time não deu chances para os australianos, selando a vitória em parciais diretas ao fazer confortáveis 25/15.

UOL Esporte

Capitã da seleção feminina de handebol, Dara está fora do Pan de Toronto

Dara está fora do Pan de Toronto por conta de uma trombose
(Foto: DIVULGAÇÃO/CBHB)
















A seleção brasileira feminina de handebol terá uma baixa importante para a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Toronto. A capitã da equipe, Fabiana Diniz, a Dara, não poderá fazer parte do grupo por conta de uma trombose venosa profunda na perna esquerda. A pivô será substituída por Elaine Gomes, que atua na mesma posição e fez parte da equipe na conquista do ouro mundial em 2013.

Segundo a médica da seleção feminina, Dra. Pauline Bittencourt, a atleta sentiu uma forte dor na perna e após alguns exames foi diagnosticada a trombose venosa profunda. "É um caso importante e, por isso, exige repouso absoluto. Ela está sendo assistida pela equipe médica da seleção, já foi medicada e irá fazer outros exames para podermos determinar o tempo exato de recuperação", explicou.

"Para mim, foi um balde de água fria não ir para o Pan. Quem me conhece sabe o quanto representar o Brasil me move, me alimenta e ficar de fora por um tema tão grave nas portas da competição me deixa muito triste. Porém, ao saber dos riscos que estava correndo, ao ter descoberto isso com tempo, não tenho como pensar em outra coisa que não seja agradecer a Deus por tudo. Mais uma vez, me considero abençoada, pois poderia sofrer consequências gravíssimas", disse Dara.

Capitã da seleção feminina em tantas conquistas, ela se sente confiante e pronta para seguir à risca o tratamento. "Ainda não sei o tempo de recuperação. Tenho alguns resultados para pegar e alguns exames para fazer. O que se sabe é que devido à medicação, necessito de repouso em princípio de três meses."

O técnico da equipe campeã mundial, Morten Soubak, sente a ausência da jogadora, mas também destaca que a prioridade é o bem-estar dela. "Sinto muito e espero que ela se recupere logo para poder voltar à quadra, mas agora ela precisa se cuidar e voltar bem para os próximos compromissos que temos", disse o dinamarquês.

A seleção brasileira feminina de handebol se apresenta no próximo dia 9 para treinamentos em São Caetano do Sul (SP). De lá, segue no dia 12 para Toronto, no Canadá, onde disputará os Jogos Pan-Americanos de 2015.

ESPN

Flamengo enfrentará racha político na luta contra a Série B



Na zona de rebaixamento, o Flamengo terá um complicador na sua campanha no Brasileiro: o racha na situação em relação à eleição no final de ano. Grupos da diretoria se articulam e há a possibilidade de três candidatos de correntes que compõem o conselho diretor. Fora isso, o clube ainda enfrenta um cenário financeiro apertado em 2015.

A corrente majoritária da diretoria trabalha pela candidatura à reeleição do presidente Eduardo Bandeira de Mello (foto). O grupo liderado por Márcio Braga, que o apoiou na última eleição, anunciou que pretende ter postulante próprio. E há uma outra via liderada por Luis Eduardo Baptista, o Bap, que estuda terceiro nome. Todos têm membros no Conselho Diretor.

“Vamos trabalhar para que não afete o clube. É cedo ainda para ter os candidatos. Não discuti a candidatura ainda exatamente por isso. Poderia deixar para mais tarde'', disse o presidente rubro-negro, Eduardo Bandeira de Mello.

O dirigente foi surpreendido com a decisão do grupo Garden, liderado por Márcio Braga, de lançar sua concorrente. O provável candidato é Adalberto Ribeiro, vice-presidente de Gabinete da Presidência. “O grupo tem posição de ter candidatura própria'', disse Adalberto, que alterna elogios e críticas à atual administração. Na diretoria, Walter D´Agostino e Gerson Biscotto também são do grupo.

“(A gestão) tem uma mérito extraordinário na parte administrativa. Mas no futebol é lamentável'', explicou, lembrando a má posição na tabela. “Falta gente do ramo. Contratou 40 jogadores. Nomeou e desnomeou vice-presidente. Foram três diretores de futebol, sete técnicos. Não é razoável.''

Apontado no clube como aliado de Bap, o vice de Patrimônio, Wallim Vasconcelos, tem um discurso mais ameno. “A ideia é que o grupo tivesse um nome só e continue junto para os próximos três anos. Todo mundo tem possibilidades (de serem candidatos)'', disse ele, que não descarta uma candidatura sua. “As pessoas têm direito de se candidatar. O importante é que não haverá aquela baixaria de antes.''

Na corrente Só Fla, da qual Bandeira faz parte, há a certeza de que o grupo ligado a Bap não vai aceitar a candidatura de Bandeira de Mello. Como é provável que o nome do presidente seja confirmado para a eleição, Bap e seus aliados articulariam outro postulante.

A esse cenário político dividido, há o fato de o Flamengo estar com as receitas abaixo do esperado até o meio do ano por causa da bilheteria e sócio-torcedor longe da meta. Para cumprir o orçamento, o clube deve ter que fazer empréstimos como já estava previsto no planejamento para 2015.

Houve ainda uma demanda judicial relacionada ao jogador Igor, do Rio Branco, que afetou recursos rubro-negros ao obrigar um acordo para pagar R$ 2,5 milhões. A ação era relativa à dívida de dez anos atrás. Bandeira de Mello reconheceu que, após Guerrero e Sheik, novos reforços só se for obtida nova fonte de renda. Enfim, é em meio à política e ao dinheiro justo que a diretoria rubro-negra vai se equilibrar para fugir da zona da degola.

UOL Esporte

sábado, 27 de junho de 2015

Taubaté vence fora pelo Paulista de futsal

(Foto: Jonas Barbetta/Top 10 Comunicação)



















O Taubaté deixou encaminhada a sua classificação à terceira etapa da Liga Paulista de Futsal. Na noite desta sexta-feira, pelo jogo de ida do mata-mata da segunda, venceu fora de casa, fazendo 2 a 1 no Indaiatuba. A virada veio com os gols em menos de dois minutos.

Desfalcado apenas do ala Felipe, que estava suspenso por terceiro cartão amarelo, o Taubaté teve o técnico Bruno Zuchinalli escalando a equipe com: Velloso, Ferrugem, Max, Ernandes e Fábio. Começaram no banco e também atuaram: Leandrinho, Gui, Evandro, Taliba e Kaique.

No ginásio 9 de Julho, o Indaiatuba terminou o primeiro tempo em vantagem, abrindo o placar quando o intervalo estava próximo. Cleiton marcou, aos 18min41.

Logo no começo da segunda etapa, com menos de dois minutos, Max, do Taubaté, e Paulo Nuno, do Indaiatuba, foram expulsos. Mais adiante, a reação taubateana começou quando Leandrinho empatou, aos 15min30s. E no embalo, Gui virou, aos 17min25s.

Como trouxe da primeira fase uma campanha melhor, o Taubaté terá boas vantagens no jogo de volta, terça-feira, às 19h, no ginásio do Cemte. Poderá empatar no tempo normal, ou se vier a ser derrotado, empatar em uma prorrogação logo em seguida.

Jogando Juntos

Com Arthur Zanetti, Seleção masculina é convocada para o Pan de Toronto


















Medalha de ouro em Londres 2012, Arthur Zanetti é nome certo para o Pan de Toronto (Foto: Ricardo Bufolin/CBG)


Arthur Zanetti, Arthur Nory Mariano, Caio Souza, Francisco Barretto Júnior, Lucas Bitencourt e Petrix Barbosa foram convocados, nesta sexta-feira, pela Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), para representar a Seleção masculina de ginástica artística nos Jogos Pan-Americanos de Toronto. Atual vencedor da competição, o time verde e amarelo viaja neste sábado para Colorado Springs, nos Estados Unidos, onde terá um período de aclimatação antes de seguir para o Canadá.

Os nomes escolhidos formam a base da equipe que está sendo trabalhada para o Campeonato Mundial de Glasgow, na Escócia, em outubro, que será classificatório para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Segundo o coordenador da Seleção de ginástica artística masculina, Leonardo Finco, as disputas no Canadá serão importantes, especialmente, como preparação para o Mundial em Glasgow.


“Isso faz parte do nosso planejamento de preparação para o Mundial, em que vamos apostar na equipe e na classificação para os Jogos Olímpicos. Esse grupo que segue para Toronto é muito bom. Temos ainda um excelente especialista, o campeão olímpico e mundial Arthur Zanetti, que, além das argolas, fará solo e salto para ajudar a equipe. Nós vamos lutar novamente pelo título, porém o nosso maior objetivo é a preparação adequada para o Mundial. Será um grande teste, já que teremos fortes adversários no evento”, explicou Finco.


Entre os brasileiros que vão para Toronto, três fizeram parte do grupo que esteve nos Jogos de Guadalajara, em 2011, e levou o inédito ouro por equipes – além de Zanetti, medalha de prata nas argolas, Francisco e Petrix também participaram. O coordenador ressalta que a competição de 2015 deverá ser equilibrada e aponta os principais adversários.


“Será bem difícil, mas lutaremos por todas as finais que forem possíveis. Estamos preparados e tenho a certeza que os ginastas farão o melhor que puderem. Temos que estar prontos para enfrentar todas as equipes, principalmente Colômbia, Cuba, Estados Unidos e Porto Rico, que irão com força máxima”, analisou Leonardo.



Além do primeiro lugar na disputa por equipes, a Seleção garantiu outros três pódio na edição de 2011, no México: ouro no solo e salto, com Diego Hypolito, e prata nas argolas, com Arthur Zanetti.

A lista das atletas que formarão a Seleção feminina está prevista para ser anunciada na próxima terça-feira.

Gazeta Esportiva

Handebol: seleção masculina faz últimos testes físicos antes do Pan de Toronto

(Foto: ESPN)
















Os jogadores da Seleção Brasileira masculina de handebol realizaram, nesta sexta-feira, uma série de avaliações físicas no Núcleo de Alto Rendimento Esportivo de São Paulo. O objetivo da comissão técnica é traçar um perfil da condição física do time verde e amarelo para melhorar a performance de cada um dos atletas.

Após a realização dos testes, a equipe viajou para Blumenau, em Santa Catarina, onde farão a última fase de treinamentos para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que acontecem em julho.

"O objetivo principal é avaliar como estão os jogadores e como posso prescrever as atividades após os resultados do teste. Para o meu trabalho, essa avaliação é fundamental para saber se o caminho que estamos seguindo é o correto e quais os ajustes podemos fazer no treinamento", explicou o preparador físico da Seleção Masculina, Luiz Antonio Luisi Turisco.

"Todos os testes realizados foram pré-definidos pela comissão técnica. Então usamos essas avaliações para responder a pergunta dos treinadores. Temos uma produção rápida e já vamos enviar todos os resultados para o preparador físico em dois ou três dias", disse o diretor técnico do NAR, Irineu Loturco, ressaltando a importância de receber o handebol brasileiro no Núcleo.

"O handebol é um esporte que só cresce no Brasil e para nós também é muito importante participar dessa evolução. Recebemos a Seleção Feminina, a Universitária e agora avaliamos a Masculina. Espero que essa parceria continue para crescermos juntos", acrescentou.

Medalha de ouro no Torneio Quatro Nações, o ponta esquerda André Soares, o Alemão, afirma que os treinamentos em Blumenau servirão para entrosar ainda mais o time brasileiro. "Vamos acertar os últimos detalhes e tentar evoluir em Blumenau. No Torneio Quatro Nações, no começo do mês, nós fomos campeões e crescemos bastante. Agora, vamos melhorar e chegar ainda mais preparados e focados em Toronto".

O goleiro César Augusto de Almeida, o Bombom, reforça o discurso de Alemão e espera ver a equipe brasileira chegar ainda mais preparada para o Pan de Toronto. "Esse momento é muito importante para lapidar a equipe para chegar bem nos Jogos Pan-Americanos, que é nosso principal objetivo em 2015. Vamos fazer alguns amistosos contra a Seleção Júnior e contra o Chile, que também vão nos ajudar".

Em relação à parte física, Luisi garante que o Brasil estará em plena forma no Canadá: "Nós preparamos esses atletas para atingirem o auge da forma física justamente nos Jogos Pan-Americanos. Eles já estão com sobrecarga de treino e agora a ideia é apenas fazer a manutenção em Blumenau para eles chegarem ainda melhores em Toronto".

O Brasil tem duas medalhas de ouro no torneio masculino de handebol nos Jogos Pan-Americanos, conquistadas em 2003, em Santo Domingo, e em 2007, no Rio de Janeiro. Na última edição, em Guadalajara, a Seleção terminou com a prata após perder para a Argentina. Tricampeã, Cuba é a maior vencedora da competição.

ESPN

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ele tem medo de altura, mas salta de 10m e sonha com medalha no Pan

(Foto: Satiro Sodre/SSPress)















Para ganhar uma medalha nos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN), Jackson Oliveira precisará fazer da melhor forma possível o que mais gosta e sabe: saltar de uma plataforma de 10 metros e fazer acrobacias no ar antes de cair na piscina Precisará também superar um medo que tem: o de altura. É isso mesmo. O atleta da seleção brasileira de saltos ornamentais não é adepto de grandes elevações.

"Eu tenho medo de altura, de pular lá do alto. Mas antes de cada prova eu faço um trabalho psicológico, vou me conscientizando do que tenho de fazer. Isso me ajuda a sentir seguro e não me arriscar tanto a ponto de me machucar. Nunca aconteceu nada grave, só coisas normais como cair de barriga na água e ficar bem roxo", afirmou Jackson, que fará em Toronto sua estreia em Pans.

"Pode até parecer estranho. Mas eu tenho mais medo de sair correndo e pular de pé de dez metros do que ficar fazendo as acrobacias. Cair de pé ainda é muito assustador para mim. E antes de cada prova, eu sempre sinto um friozinho na barriga. No treino, vou aumentando a altura aos poucos, mas quando é para valer, sempre treme a perna antes do meu primeiro salto", completou o jovem de 21 anos.

Apesar do medo, Jackson tem conseguido tirar isso de letra e vem provando seu talento na plataforma de 10m. Já venceu seis vezes o título brasileiro juvenil, duas vezes o adulto, foi 21º no Mundial Juvenil da Austrália, em 2012, e no último Troféu Brasil, em maio, acabou na 3ª posição. Foi neste evento que ratificou a sua classificação para o Pan de Toronto, no qual estará em ação no dia 10 de julho para as eliminatórias e para a final, caso obtenha a vaga.

"Se em outros esportes o Pan tem um nível mediano, nos saltos ornamentais é muito forte. Temos ótimos saltadores nos Estados Unidos, Canadá, México, Colômbia. Será uma competição muito difícil", disse Jackson, que também compete na plataforma de 10m sincronizada ao lado de Hugo Parisi – nesta prova competirá no dia 13 de julho.

Em que pese ter várias conquistas e ter obtido a classificação para o Pan, Jackson não leva tanto tempo assim nos saltos ornamentais. Pratica a modalidade há somente cinco anos e seu início foi sem tanta pretensão. Em 2010, durante suas férias foi fazer um curso na USP (Universidade de São Paulo). Foi tão bem que acabou sendo convidado para treinar no Pinheiros, clube que representa até hoje.

Antes deste curso, que definitivamente mudou a sua vida, mostrava seu talento com saltos e piruetas com apresentações de ginástica acrobática que fazia em Varginha (MG), cidade onde passou grande parte de sua infância e adolescência.

"Por três anos, fiz ginástica acrobática, que é aquela típica de circo. Muitas vezesme apresentava em eventos. E ela tem muita semelhança com saltos ornamentais, por causa dos giros, piruetas e da noção espacial que você precisa ter. Talvez isso tenha me ajudado a ter uma ascensão tão rápida nos saltos ornamentais", afirmou.

Jackson já zerou em competição internacional

Há pouco mais de duas semanas um vídeo de saltos ornamentais viralizou na internet. Ele trazia imagens de dois saltadores filipinos que conseguiram zerar em seus saltos durante a disputa dos SEA Games (espécie de Pan-Americanos do Sudeste Asiático). Jackson afirmou que já passou por situação idêntica de sua carreira, mas "comemorou"o fato de tais imagens nunca terem aparecido.

"Foi uma vez que estava em uma competição internacional na Alemanha e graças a Deus não foi filmado, nem vazou na internet (risos). Eu estava muito cansado e acabei zerando por fazer um salto muito ruim. Não estava acostumado com aquele ritmo. Não digo que tenha sido uma vergonha., mas não foi legal. Não dá vontade de sair de baixo da água. Mas o pessoal que estava competindo me apoiou", contou o brasileiro.

(Foto: Satiro Sodre/SSPress)














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