Oito fatos sobre o Brasil nos Jogos Olímpicos que você não conhece

(Foto: Daniel Ramalho/AGIF/COB)


Em um trabalho de mais de dez anos de pesquisas e entrevistas, a professora e psicóloga Katia Rubio traçou um perfil dos 1.796 atletas que representaram o Brasil na história das Olimpíadas, sendo 1.355 homens e 445 mulheres. O resultado disso foi a publicação no mês passado do livro "Atletas Olímpicos Brasileiros", uma espécie de enciclopédia com pequenos verbetes bibliográficos.

A obra aborda desde a primeira participação oficial brasileira nos Jogos, na Antuérpia-1920, até Londres-2012. São várias as histórias. Muitas conhecidas do público e outras que vieram à tona agora.

1 - Porta-bandeira fez testes pela Williams e é chefe na Mitsubishi
O velejador Eduardo de Souza Ramos, porta-bandeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984, é um apaixonado pelo automobilismo e chegou até a fazer testes pela equipe Williams de Fórmula 1, além de disputar várias provas de kart e de endurance. Hoje, é presidente do Conselho da Mitsubishi Motors do Brasil, empresa da qual é fundador. Além de disputar os Jogos de 1984, também esteve em Moscou, em 1980. Não foi ao pódio em nenhuma das duas oportunidades.

2- Primeiro brasileiro em Jogos não era brasileiro
Adolphe Christiano Klingelhoeffer foi o primeiro atleta brasileiro a competir em uma Olimpíada, antes mesmo da criação do Comitê Olímpico do Brasil (COB) em 1914. Filho do vice-cônsul brasileiro em Pais, ele participou dos jogos de 1900 na capital francesa. No atletismo, participou das provas de 60 m rasos, 200 m rasos e 110 m com barreira. Não avançou à final em nenhuma delas. Tinha 20 anos na época. Ele morreu em 1956. Oficialmente, a primeira participação brasileira ocorreu em 1920.

3 - Medalhista olímpico mais velho ainda vivo é do basquete
Aos 90 anos de idade, Alberto Marson é o brasileiro mais velho ainda vivo a ter ganho uma medalha olímpica. Defendendo a seleção de basquete, ele ficou com o bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, em 1948. Também participou do primeiro Campeonato Mundial de Basquete, em 1950. Atualmente vive na cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo. 

4- Larry não foi o primeiro nascido fora do Brasil a defender seleção de basquete
O americano Larry Taylor não foi o primeiro atleta nascido fora do Brasil a defender a seleção de basquete em uma Olimpíada. O pioneiro foi Victor Mirchauswka, nascido na província de Brest, em Belarus. Ele Jogou em Tóquio-1964. Depois, em Munique-1972, o Brasil teve em seu elenco Radvilas Gorauskas, nascido na Lituânia. Mirchauwksa também foi o primeiro nascido no exterior a ganhar uma medalha pelo país. Foi exatamente na sua única participação olímpica.

5- Município baiano tem história na canoagem
Uma das principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, é o canoísta Isaquias Queiroz. Ele é natural de Ubaitaba, na Bahia. O município tem forte ligação com a canoagem. Jefferson Bispo Lacerda, primeiro brasileiro a fazer parte de uma delegação da modalidade em Jogos Olímpicos (Barcelona-1992) também nasceu lá. Nesta participação, competiu nas provas de 500m e 1.000m no caiaque. Atualmente, trabalha como oficial de Justiça na cidade baiana.

6- Cartola poderoso competiu na natação e depois jogou polo
Presidente da Fifa entre os anos de 1974 e 1998, João Havelange participou de duas Olimpíadas em um intervalo de 16 anos, e em duas modalidades diferentes. Em Berlim-1936, nadou os 400 m e 1.500 m livre, mas não passou às finais. Em Helsinque-1952, seguiu competindo na piscina, mas desta vez no polo aquático. Fez parte do time brasileiro que perdeu as cinco partidas que fez. 

7 - Polo aquático brasileiro com gringos
Uma das apostas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) para ganhar medalha no polo aquático em 2016 foi a naturalização de atletas, casos do cubano Ives González e do cubano Josip Vrlic. Mas isso não é uma novidade para o país nesta modalidade. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio-1964, o time nacional teve sem seu elenco o húngaro Aladar Szabo. Ele se naturalizou brasileiro em 1962, dez anos após ser campeão olímpico por seu país natal. Ele veio ao Brasil em 1959 para ser técnico do Fluminense a convite de João Havelange.

8 - Hóquei para o Brasil não é novidade
No ano que vem, o Brasil participará pela primeira vez na história da competição de hóquei na grama masculino, após conseguir uma classificação heroica nos Jogos Pan-Americanos de Toronto (CAN). Mas em um outro tipo de hóquei o país já esteve representado em Olimpíadas. Em Barcelona-1992, a seleção brasileira de hóquei sobre patins ficou em quinto lugar. O esporte era apenas demonstração. 

UOL Esporte

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