sábado, 31 de outubro de 2015

Com prejuízo de R$ 2 milhões, Palmeiras quebra cabeça para não fechar outros esportes

(Foto: Gazeta Press)
 
 
Os esportes não profissionais já deram ao Palmeiras um prejuízo que ultrapassa os R$ 2 milhões ao longo de 2015, segundo apuração da ESPN, o que fez o clube se reunir para decidir alternativas para não encerrar todas as modalidades alheias ao futebol.
 
No balanço patrimonial de agosto, por exemplo, o déficit nos esportes fora do futebol foi de R$ 183.468,00, totalizando R$ 1.962.272,00 de prejuízo nesta temporada.
 
As novas cifras, essas referentes ao mês de setembro, serão divulgadas na próxima reunião da diretoria e já vão apresentar números que ultrapassam os R$ 2 milhões negativos.
 
Para se ter uma idéia, as receitas dos esportes não profissionais em agosto foram de pífios R$ 2,7 mil, contra R$ 186,2 mil de despesas. No ano, as entradas de verbas somam R$ 1,7 milhão, contra R$ 3,7 milhões de gastos.
 
O ESPN.com.br ainda apurou que alguns atletas do basquete e do judô acionaram o Palmeiras na Justiça do Trabalho ao longo de 2015 por falta de pagamentos, reflexo da falta de investimentos em esportes que não sejam o futebol.
 
Diante desses números, o que se discutiu nas últimas reuniões da diretoria é que cada esporte precisa ter, a partir de agora, sua própria gestão de recursos.
 
Para seguirem em prática nas dependências palestrinas, os esportes alheios ao futebol não podem mais ser deficitários ou precisar de dinheiro do principal esporte do Palmeiras para sobreviver.
O futebol não pode, por exemplo, subsidiar a patinação, o tênis ou o basquete. Assim como o associado também não pode bancar por essas atividades, já que está pagando taxa extraordinária para reforma.
 
A ideia é que os esportes busquem se viabilizar para se tornarem competitivos. Caso contrário, poderão servir de base para o associado que quiser praticá-lo.
 
O sócio do clube que pretender investir ou praticar um esporte nas dependências do Palmeiras pode evoluir na modalidade com as mensalidades, uma vez que existem escolinhas dentro do clube, como de judô e outras.
 
Em resumo, a diretoria do Palmeiras pretende que cada esporte consiga se manter financeiramente. O dinheiro do futebol será apenas para o futebol de hoje em diante, assim como a grana do social é para esse fim e a verba do basquete é apenas para o basquete.
 
O basquete, aliás, é um dos esportes que fecharam as portas no Palmeiras neste ano. O time profissional que disputava a NBB não dava lucros e não foi continuada.
 
O futebol do Palmeiras já deu lucro de R$ 22 milhões em 2015, segundo consta no último balanço. As receitas totalizam R$ 218 milhões, contra R$ 196 milhões de prejuízos.
 
O social apresenta R$ 14,6 milhões de déficit, que conforme antecipou a ESPN está desse jeito por causa de despesas, juros e dívidas que são encaixadas no departamento no balanço do clube, apesar de não fazerem parte dos gastos do setor.

ESPN

Quem é o calouro brasileiro que desbancou Medina e virou carrasco de Slater

(Foto: Reprodução)
 
 
Logo em sua etapa de estreia na elite do surfe, na Austrália, no começo de 2015, ele eliminou ninguém menos que Kelly Slater, dono de 11 títulos mundiais. Não pararia por aí. Na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, foi a vez de vencer Mick Fanning, detentor de três títulos mundiais. E voltaria a bater Slatter, nas ondas de Fiji, para virar carrasco da lenda do esporte na temporada.
 
Nesta sexta-feira (30), ele até perdeu a final da etapa de Portugal, a penúltima da Liga Mundial de Surfe (WSL), para o compatriota Filipe Toledo. Mas não sem antes deixar pelo caminho Gabriel Medina. Ele, aliás, já havia ganho uma bateria do atual campeão mundial no começo da competição no mar de Peniche. Acabou desbancando o amigo e referência, que ainda luta pelo bi mundial, sonho agora mais distante. Tudo isso aos 21 anos.
 
Sabe quem ele é? Ítalo Ferreira. Natural de Baía Formosa, em Natal, capital do Rio Grande do Norte, Ítalo começou a surfar ainda criança e pedia pranchas emprestadas a seus primos para cair no mar. Apaixonou-se pelo esporte.
 
Começou a treinar no Instituto Marazul, onde pegava ondas com o conterrâneo Jadson André, que também faz parte da "Brazilian Storm" (Tempestade Brasileira, em tradução livre do inglês) - termo cunhado na WSL para descrever a geração de jovens e talentosos surfistas tupiniquins que invadiram o circuito mundial.
Ítalo Ferreira chegou à elite do surfe em 2015 após ficar em 7ª lugar no World Qualyfing Series (WQS), divisão de acesso do esporte, no ano passado. E chegou com tudo, esbanjando aéreos, com estilo ousado de surfar e sem medo dos grandes nomes do esporte. Como pode-se ver pelo seu retrospecto até aqui.
 
Atual 6º colocado do ranking mundial de surfe, Ítalo é o grande favorito para ganhar o prêmio  "Rookie Of The Year" (Calouro do Ano) da WSL. Ao surfar no mesmo nível de nomes como Slater, Fanning, Medina, Mineirinho, Florence e Filipinho, o estreante brasileiro praticamente garantiu o prêmio. Os rivais nessa disputa particular não passam nem perto dele.
 
Na esfera pessoal, Ítalo se descreve como um cara simples, que nem bebe nem fuma. Se pudesse se autodefinir em três palavras, elas seriam coragem, persevenraça e foco, disse ele em entrevista à Liga Mundial de Surfe. Faz sentido.
 
E seus medos? Fraquezas? "Eu acho que está nas ondas grandes", afirmou o brasileiro no começo da temporada. E em quem ele se inspira? "Mick Fanning, ele é um cara super focado", completou o potiguar.
 
Ainda no final do ano passado, após conseguir o acesso para a WSL, ele falou à ESPN sobre a expectativa para 2015.
 
"Estou ansioso para competir com esses caras, Slater, Fanning, Parkinson... Não é nada fácil vencer eles, até porque experiência conta muito. Mas o segredo é entrar na água e se divertir, soltar o surfe e não se intimidar com os nomes", disse Ítalo Ferreira. Dito e feito.

Ranking da Liga Mundial de Surfe (WSL)

1 - Mick Fanning - 49.900 pontos
2 - Filipe Toledo - 49.700 pontos
3 - Adriano de Souza - 49.450 pontos
4 - Gabriel Medina - 45.350 pontos
5 - Owen Wright - 43.600 pontos
6 - Ítalo Ferreira – 41.600 pontos
 
UOL Esporte

Altitude deixa carros 'nervosos' e provoca quebra de recorde na F1

(Foto: AFP)
 
 
O GP do México tem tudo para ser um desafio e tanto para os engenheiros da Fórmula 1. Afinal, a altitude de 2.250m da Cidade do México gera uma série de preocupações - e criam a expectativa dos carros atingirem a maior velocidade da temporada na prova de classificação, que começa às 17h pelo horário de Brasília. A corrida será no mesmo horário, no domingo.
 
Quem explica os motivos para isso é Felipe Massa: "É uma pista que tem muitas coisas diferentes em relação aos outros circuitos, principalmente a altitude. É mais difícil fisicamente para os pilotos, para o carro, para o motor e para a parte aerodinâmica", disse o piloto brasileiro.
 
"Mesmo usando o máximo de carga aerodinâmica possível no carro, nessa pista temos menos downforce do que em Monza, onde utilizamos a menor asa possível. Isso é um dos efeitos da altitude. Então devemos ter uma velocidade de reta do nível de Monza, mas com carga aerodinâmica inferior. É uma mudança radical."
 
Isso ocorre porque, como o ar é mais rarefeito em comparação com regiões que estão mais próximas ao nível do ar, ele apresenta menos resistência, dificultando a estabilidade dos carros. Em outras pistas, isso é resolvido aumentando a inclinação das asas, para oferecer maior resistência. Mas nem isso é suficiente no caso da Cidade do México.
 
Com isso, a expectativa é de que a maior velocidade registrada até aqui na temporada, os 257,3km/h de Kimi Raikkonen no GP da Itália, seja superada com folga. "Além da pouca resistência, a reta aqui é uma das maiores do campeonato", disse Massa. Nos primeiros treinos livres, a marca já foi ultrapassada, com os carros chegando a 363km/h e a expectativa é de que as velocidades sejam ainda maiores na classificação.
 
O brasileiro apontou ainda a refrigeração dos sistemas como outra questão a ser observada neste final de semana.
"A refrigeração de freio é um problema, assim como a refrigeração do motor também é. Tudo é diferente em relação aos outros circuitos. Então é um final de semana importante, em que o trabalho tem de ser bem feito em todos os momentos para que não tenhamos nenhum tipo de problema."

UOL Esporte

Como a exigência de um patrocinador fez o Brasil ter o nº1 no tênis

(Foto: Ron Angle/VIPCOMM)
 
 
Aos 32 anos de idade, o tenista Marcelo Melo aparece nesta segunda-feira como líder do ranking mundial de duplas pela primeira vez em sua carreira, acabando com um domínio de mais de 100 semanas consecutivas dos americanos Mike e Bob Bryan. Mas não fosse a exigência de um patrocinador o mineiro talvez jamais tivesse se dedicado exclusivamente ao circuito de duplas e alcançado esta posição de destaque.
 
Para entender o porquê, é preciso voltar a 2007. Com foco em simples e jogando torneios esporádicos em duplas, Melo estava com orçamento apertado e sem contar com parceiros para se manter viajando pelo mundo. Dar um tempo na carreira ou até mesmo desistir dela era uma possibilidade real.
Foi então que veio uma proposta da Centauro (rede de lojas de esporte) que era pegar ou largar: abandonar as simples - no qual não estava nem entre os 600 melhores do mundo - e jogar apenas duplas, nas quais acabara de ingressar no top 100. Só assim teria o apoio da empresa. Para o jogador, isso significava ter menos visibilidade em um primeiro momento e abrir mão de premiações muito maiores - há uma grande diferença entre os valores pagos pelos organizadores das competições aos simplistas e duplistas.
"Estava sem nenhum apoio na época, já estava chegando no meu limite de gastos. Mas até que não foi uma decisão difícil. Eu sempre gostei muito de jogar duplas, na época estava começando a ter resultados de duplas em torneios menores. Com certeza foi um grande incentivo para eu ter tomado aquela decisão na época. Talvez, se não fosse a Centauro, eu poderia ter perdido muito tempo ainda tentando no simples. Este patrocínio me deixou tranquilo para organizar da melhor maneira possível a minha carreira", disse o jogador, candidato à medalha na Olimpíada de 2016.
 
O responsável por fazer a proposta e convencer Melo a aceitá-la foi o também mineiro e presidente da Centauro Sebastião Bomfim Filho.
 
"Vi o Marcelo jogando em um torneio em Belo Horizonte no fim de semana e me impressionei com o saque e voleio dele. Conversando com alguns especialistas, me disseram que seria muito mais fácil para ele ter destaque nas duplas, até pelo biotipo. Combinei com o Marcelo de nos reunirmos na segunda e apresentei a proposta para ele", conta.
 
"E naquele primeiro contrato já apresentei a ele uma tabela que previa aumento de valores de acordo com posições que subisse no ranking. É um contrato que vale até hoje. E ali já coloquei um valor para ele caso alcançasse o número 1. Ele olhou com um pouco de descrença. Mas ai eu disse a ele: 'se você não acreditar que pode alcançar isso, não sou eu quem irei acreditar'. Ele chegou lá e agora vamos pagar um belo valor (risos)", completou o presidente da Centauro.
 
Seis anos mais tarde, Melo - único atleta patrocinado pela marca - provou que a decisão foi para lá de acertada. Além do número 1 do mundo, já possui 18 títulos - sendo o mais importante deles o do Grand Slam de Roland Garros em junho deste ano.
 
"Estou muito feliz em ter chegado ao posto de número 1. Foi uma longa trajetória até lá. Com certeza, acho até que o tênis em geral vai ser mais valorizado, em especial as duplas. E acho que o reconhecimento das pessoas no Brasil vai aumentar muito, o que, na verdade, é muito gratificante para mim", disse Melo, que nesta semana volta a a atuar ao lado do croata Ivan Dodig, no Masters 1.000 de Paris (FRA).

UOL Esporte

Morre lateral que jogou com Pelé e substituiu Carlos Alberto no Santos

Wilson Campos, lateral direito que jogou com Pelé no Santos na década de 70, morreu nesta sexta-feira em Campinas. O ex-jogador, de 65 anos, estava com um câncer no fígado.
 
Ele ficou internado no hospital Mario Gatti, mas havia sido liberado após o tratamento. Wilson Campos se sentiu mal e foi levado ao PS Padre Anchieta, onde não resistiu.
 
O ex-jogador começou sua carreira no Guarani e despertou o interesse do Santos. O clube da Vila Belmiro o contratou em 1974 para substituir Carlos Alberto Torres, negociado com o Fluminense.
Wilson Campos chegou a atuar ao lado de Pelé, Pepe e Clodoaldo.
Ele também passou por Botafogo, Comercial (ambos de Ribeirão Preto), São Bento e Mogi Mirim, clube no qual encerrou sua carreira.

UOL Esporte

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Chelsea quer Alex Teixeira em janeiro, e jogador admite a proposta



Em crise na temporada e com o técnico José Mourinho balançando cada vez mais em seu cargo, o Chelsea já começa a se movimentar para reforçar o seu elenco durante o mês de janeiro, quando a janela de transferências de inverno fica aberta. E de acordo com o "Daily Mail", uma das prioridades da lista de Roman Abramovich, dono dos Blues, é brasileira. O jornal afirma que o russo vai fazer uma proposta para contratar o atacante Alex Teixeira, jogador revelado pelo Vasco e atual artilheiro do Shakhtar Donetsk.

Nesta temporada, o Shakhtar perdeu Luiz Adriano e Douglas Costa, duas de suas principais referências ofensivas nos últimos anos. Alex Teixeira também teve propostas, mas a diretoria pediu para que ficasse. E agora ele tornou-se o protagonista do time. Em 11 partidas até agora na temporada, já marcou 16 gols. Ele próprio já admitiu que ir para o Chelsea é uma possibilidade.

- Eu tenho uma oferta. É um prazer saber que o Chelsea quer me contratar. Seria ótimo se uma tranferência pudesse acontecer em janeiro - disse Alex Teixeira à imprensa ucraniana.

Aos 25 anos, Alex Teixeira está avaliado, segundo o site Transfermarkt, em 23 milhões de euros (R$ 97 milhões), e tem contrato até 2018. Porém, já que o brazuca aceitou permanecer nesta temporada, o Shakhtar Donetsk não deve dificultar muito a sua saída.

Porém, é possível que Alex Teixeira nem chegue a trabalhar com José Mourinho. O Chelsea vive momento ruim na temporada, ocupa apenas a 15ª posição na tabela do Campeonato Inglês, e a imprensa inglesa garante que o clássico contra o Liverpool neste sábado será decisivo. Se acontecer um novo tropeço em casa, o português cai.

UOL Esporte

Medina cai em Portugal com 2º revés para compatriota e complica luta por bi

(Foto: WSL / Poullenot/Aquashot)


Gabriel Medina perdeu nas quartas de final e deu adeus à penúltima etapa do Mundial de Surfe, no mar de Peniche (Portugal). Em busca da liderança do campeonato para chegar à última prova da temporada sem depender de resultados dos rivais, o brasileiro foi eliminado pelo placar de 18.27 a 6.83. Nesta sexta-feira, o atual campeão sofreu 2ª derrota para o também brasileiro Italo Ferreira na etapa portuguesa.

Na rodada 4 da etapa, Medina caiu para a repescagem com derrota para Italo. Com isso, foi à repescagem e encarou o havaiano Keanu Asing. Ele venceu bateria equilibrada (9,26 a 5,30) para avançar ao duelo contra Ítalo Ferreira, quando acabou superado.

Quinto colocado no ranking, Medina sobe para a quarta colocação e não consegue chegar em melhores condições na última etapa do Mundial. Na semi, Italo enfrentará o local Vasco Ribeiro. O português é a surpresa do evento e eliminou Jeremy Flores, da França. A competição será finalizada ainda nesta sexta-feira.

Com as eliminações dos líderes Mick Fanning e Adriano de Souza, o Mineirinho, ainda nas fases iniciais em Portugal, o atual campeão mundial tinha caminho livre para buscar a liderança do Mundial. Quinto colocado do ranking, Medina precisava ser campeão da penúltima etapa do campeonato para assumir a ponta na classificação. Assim, dependeria apenas de seus resultados para conquistar o bi no Havaí.

O brasileiro Filipe Toledo, o Filipinho, faz a outra semifinal. Ele se classificou ao derrotar o australiano Joel Parkinson, com 10,37 a 8,67, nesta sexta. Filipinho, surpresa no início da temporada com títulos na Austrália e no Rio de Janeiro, enfrentará o norte-americano Brett Simpson por vaga na final.

O surfista também sonha com a liderança do Mundial ao fim do campeonato. Ele pode subir do sexto para o segundo lugar geral se vencer em Peniche.

Nesta combinação, Mick Fanning continuaria na liderança e dependeria apenas de seus resultados para conquistar o título. A última etapa do ano acontece em Pipeline, no Havaí.

UOL Esporte

Rossi ou Lorenzo? Polêmica da MotoGP dá o que falar entre pilotos da F-1

A MotoGP se tornou o assunto do momento no paddock da Fórmula 1 devido ao polêmico acidente entre Valentino Rossi e Marc Marquez na última etapa, na Malásia. Rossi foi punido por ter derrubado o espanhol durante uma tentativa de ultrapassagem, e vem acusando-o de estar ajudando o compatriota Jorge Lorenzo a conquistar o título.

Mesmo com a manobra polêmica, Rossi ganhou o apoio de alguns pilotos no paddock.

"Acho que ele fez absolutamente a coisa certa na Malásia. Conheço Jorge também e um pouco de Marquez, e eles são gente boa, mas Valentino fez o certo", disse Sebastian Vettel.

Com uma corrida para o final, Rossi tem sete pontos de vantagem para Lorenzo. Porém, largará em último como punição pelo ocorrido em Sepang. Mesmo assim, Vettel segue acreditando no italiano.

"Acho que ainda tem a chance porque é um lutador, essa é a natureza dele. Mesmo que depois da corrida tenha parecido que ele desistiu, não acredito que ele tenha. Acho que ele vai lutar até o fim."

Rosberg foi outro que saiu em defesa de Rossi. O alemão chegou a revelar a torcida pelo italiano via twitter logo após a prova malaia.

"Como piloto, eu sei muito bem sobre o que passa na sua cabeça em uma situação dessas. Não quero comentar, porque as imagens não mostram tudo e as pessoas dizem muitas coisas. Não está claro o que realmente aconteceu. Mas, para dizer o mínimo, infelizmente Marquez caiu. Isso não é bom", refletiu.

Perguntado se ainda está torcendo para Rossi na última etapa, o alemão fez uma longa pausa e disse que sim.

Felipe Massa, por sua vez, acha que o italiano errou na Malásia, mas ainda acredita que o título seja possível, mesmo que Rossi tenha de largar em último na etapa final, em Valência, devido à punição sofrida na última prova..

"Honestamente, eu sou um grande fã de Valentino, mas ele cometeu um erro. Agora, estão criando um grande problema político na Itália para ajudá-lo. Mas ele ficou olhando, esperando o outro fazer a curva e, de repente, o pé dele se moveu. Mesmo que o outro tenha tocado antes, ainda assim ele cometeu um erro", avaliou o brasileiro.

"É mais fácil [ganhar posições] largando em último na moto do que nos carros. Além disso, só há quatro motos competitivas, então é fácil ele chegar em quarto. Só precisamos ver se Lorenzo vai vencer ou não. Mas acho que ele ainda pode lutar."

A decisão do título da MotoGP será dia 8 de novembro. No sistema de pontuação da categoria, o vencedor leva 25 pontos, o segundo ganha 20 e o terceiro, 16.

UOL Esporte

Ministro descarta acordo prévia para Rússia sediar Copa do Mundo de 2018

Vitaly Mutko, ministro dos Esportes da Rússia e presidente da federação de futebol do país, negou nesta sexta-feira que que tenha sido firmado um acordo para a escolha da sede da Copa do Mundo de 2018, como garantiu o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter.

"A Rússia não confabulou com ninguém. Isso é absolutamente falso. Não houve, não há e não haverá", disse o político à imprensa local.

Em entrevista ao jornal inglês "Financial Times", e também à agência de notícias russa "TASS", o dirigente deixou claro que foi firmado um "acordo de cavalheiros", para o país do Leste Europeu receber o Mundial de daqui três anos, e os Estados Unidos o de 2022.

Segundo Blatter, o francês Michel Platini, presidente da Uefa, foi o artífice de uma manobra para que o Catar fosse a sede da competição de daqui sete anos, pouco antes das eleições que definiram os anfitriões dos dois torneios.

O Comitê Organizador da Copa de 2018 divulgou comunicado hoje, garantindo que todo o processo seletivo aconteceu "com estrita consonância com o Código de Ética da Fifa e com os regulamentos que regem a apresentação de candidaturas". 

UOL Esporte

Luis Enrique vê Pato como "importante", mas diz que não segue Brasileirão

(Foto: Friedemann Vogel/Getty Images)


Um dos destaques do São Paulo na temporada, o atacante Alexandre Pato, que pertence ao Corinthians, teve seu nome ligado do Barcelona em especulações da imprensa espanhola. Nesta sexta-feira, o técnico Luis Enrique falou sobre o assunto e disse que não pode avaliar o momento do atleta.

"Agora, não posso avaliar. Não sigo o Brasileirão. É um jogador importante que voltou ao seu país", disse.

O interesse do Barcelona por Pato foi divulgado pelo jornal Sport na última quinta-feira. De acordo com a publicação, Robert Fernandez, diretor do clube, o colocou como atacante no perfil que a equipe busca.

Na descrição, o jornal compara Barcelona com o sueco Larsson. Ágil pelos lados e que pode jogar como primeiro atacante, além de ser um jogador de baixo custo e que não reclamaria de ser reserva.

Com a lesão de Messi e a proibição para inscrever jogadores na temporada, a equipe catalã passou a usar atletas da base. No entanto, tanto Sandro como Munir não tem feito gols.

"Não me preocupa que Munir e Sandro não marquem, estão fazendo bom trabalho. Não é o mesmo que jogar com pressão do que sem ela. Eles têm participado nos gols e estou feliz com seu rendimento, ainda que possam melhorar", completou.

UOL Esporte

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ponto de Opinião: Estado de São Paulo volta ao seu poderio nacional

(Foto: Reprodução)


Enfim, os paulistas acordaram. Pode parecer pouco, mas pelo menos nos últimos três anos os grandes times paulistas sumiram de grandes decisões no país. O Blog do Esporte traz uma pequena análise de como as principais competições não tiveram um time paulistas nos últimos anos. Nossa análise se baseia no que diz respeito ao domínio estadual, que foi por muito tempo de São Paulo, mas se disseminou nos últimos tempos. 

Copa do Brasil
Pela primeira vez na história da copa irá acontecer uma decisão entre dois clubes paulista. A última vez que teve um time do estado na decisão foi em 2012, na decisão que o Palmeiras conquistou o título em cima do Coritiba. Em 2013, o Flamengo conquistou o título em cima do Atlético Paranaense e em 2014 foi a vez de Cruzeiro e Atlético Mineiro realizarem uma final mineira, conquistada pelo alvinegro.

Taça Libertadores
A Libertadores também repete o mesmo esquema. Em 2012, o Corinthians conquistou o seu primeiro título na história da competição, mas foi a última vez que uma equipe paulista esteve na decisão. O último título brasileiro na taça foi com o Atlético Mineiro em 2013, e também foi a última vez que um time do Brasil chegou à final nos últimos anos.

Copa Sul-Americana
Mais recente, a Sul-Americana teve a Ponte Preta em 2013 na decisão, quando perdeu o título para o Lanús, da Argentina. No ano anterior, o São Paulo tinha conquistado o título em cima do Tigre.

Campeonato Brasileiro
Exceto em 2015, as equipes paulistas tiveram pouco hiato na competição nacional. Em 2014, São Paulo e Corinthians estiveram na briga pelo título e conquistaram as vagas do G4. Em 2013, nenhum paulista figurou no G4, e em 2012, apenas o São Paulo conquistou um espaço na Libertadores pelo Brasileirão. Em 2011, foi a vez do Corinthians conquistar o título nacional.

Estádio ganhou R$ 17 mi pra treinos da Bósnia e não pode ter nem 4ª divisão

Uma reforma de mais de R$ 15 milhões paga exclusivamente com dinheiro público e que foi planejada unicamente para que a seleção da Bósnia tivesse um campo de treino "Padrão Fifa" antes e durante a Copa do Mundo de 2014, no município do Guarujá, na Baixada Santista, litoral do Estado de São Paulo.

O dinheiro saiu. Escoaram dos cofres públicos R$ 11,98 milhões do governo estadual e R$ 4,5 milhões da União. A reforma prometida, porém, ainda não acabou. Está prevista para o último dia do ano que vem (um ano e meio de atraso). O estádio, atualmente, está proibido de receber partidas oficiais, porque sequer possui um sistema de pára-raios para evitar acidentes em dias de temporal.

A Bósnia chegou a treinar no estádio durante a Copa. No primeiro dia, nem as linhas da grande área e do círculo central estavam pintadas no gramado. No segundo, foram pintadas cinco minutos antes da chegada dos atletas para o treino. A maior parte dos equipamentos que estavam previstos para serem instalados, como portas blindadas e sistemas de vídeo de segurança, ainda não estão lá.

Em junho de 2014, os bósnios tiveram que fazer alguns pedidos para que pudessem treinar em mínimas condições. Eles pediram para a Prefeitura de Guarujá instalar uma rede atrás de um dos gols para que as bolas não caíssem em uma área de mata, onde eles (os atletas), inicialmente, tiveram que entrar sempre que a bola era chutada para fora do gol.

Também queriam que todos os dias, antes das atividades, o gramado fosse molhado, pois estava muito seco e desnivelado, e o sistema de irrigação não estava pronto.

Então, atualmente, ainda se espera a finalização dos trabalhos, que, como se pode ver pelas imagens do UOL Esporte, está longe de ser concluído. De acordo com a Caixa Econômica Federal, que patrocina a compra dos equipamentos "Padrão Fifa", todo o material estará disponível até o dia 31 de dezembro de 2016, ou 18 meses depois do prazo inicialmente prometido.

A Prefeitura do Guarujá informa que a licitação para comprar as portas blindadas e o sistema de vídeo de segurança ainda não foi realizada. Ou seja, poderia-se abrir mão de tal compra, poupando assim dinheiro público, visto que tais equipamentos nada mais eram do que uma recomendação da Fifa para o evento Copa do Mundo. Mas a compra, informa a prefeitura do balneário paulista, será realizada com ou sem jogos internacionais previstos para o local.  

Assim, todo esse equipamento "Padrão Fifa", quando chegar, ficará à disposição do clube AD Guarujá, equipe que mandará seus jogos oficiais no estádio municipal quando a reforma for concluída. Apesar de não receber jogos do time, a prefeitura explica que a infra-estrutura do estádio é utilizada para outros tipos de ações, como setor de fisioterapia e academia disponíveis para população, além de um centro de artes marciais e sala de mídia para palestras, encontros e eventos.

Quando a reforma for concluída e um sistema de pára-raios for instalado no equipamento, conforme informou ao UOL Esporte, na última terça-feira (27), a Prefeitura de Guarujá: "A Secretaria de Esporte e Lazer de Guarujá prepara um edital de compra do equipamento, que deve ser lançado nos próximos 60 dias. Após isso, o estádio poderá realizar partidas oficiais." 

Ao fim de toda a reforma, o AD Guarujá, que disputa a quarta divisão do Campeonato Paulista e não está em nenhuma divisão de qualquer competição nacional, poderá ser uma equipe da Série B do Paulistão com uma moderna arena de futebol.

O time receberá seus jogos em um estádio cujos vestiários possuirão 78 novos armários e 15 bancos. No campo, um carro elétrico com maca, quatro traves de gol para campo de futebol oficial e 12 mastros e bandeirolas de escanteio. Nas arquibancadas, estão 3.903 assentos de encosto alto, que custaram R$ 213,91 cada, mais do que custaram os assentos Padrão Fifa que foram utilizados em algumas arenas da Copa. No Estádio Nacional Mané Garrincha (o mais caro da Copa, erguido em Brasília), por exemplo, cada assento saiu por R$ 175.

O plano total de produtos com dinheiro federal para equipar a arena envolve painel eletrônico de 25 metros quadrados, equipamentos de academia, gerador a diesel, aparelhos de fisioterapia, mobiliário de escritório, sistemas de ar condicionado e até um trator de plantar grama.

UOL Esporte

De astro a peça estratégica, Diego Hypolito vive sonho olímpico diferente

(Foto: REUTERS/Phil Noble)


Nem parecia a mesma pessoa. O Diego Hypolito que saiu calado e cabisbaixo do treino de pódio do Brasil no Mundial de ginástica artística em Glasgow, na última quarta-feira (21), deu lugar a um Diego sorridente e falador após a final masculina por equipes da quarta-feira. O bicampeão mundial de solo e finalista olímpico experimenta agora novas situações no time do qual já foi o número 1, mas em que hoje é um integrante estratégico.

Os fãs um pouco menos familiarizados com o cotidiano da seleção brasileira não entenderam quando Diego ficou na reserva nas eliminatórias. Em conversas com torcedores estrangeiros na Hydro Arena, a reportagem do UOL Esporte teve que responder algumas vezes 'por que o Hypolito não está na equipe?'. Hoje, Diego é mais útil em finais e até nos bastidores, mas não compõe um time ideal em fases qualificatórias.

Especialista em solo e salto, o paulista tem séries fracas em aparelhos como barra fixa, paralelas e cavalo com alças e já não é mais um generalista como foi no auge. Como a equipe brasileira já tem um especialista, Arthur Zanetti, que também não faz esses aparelhos e costuma competir apenas em argolas, solo e salto, a presença de Diego pouco acrescenta. Em seu lugar, é melhor ter atletas mais constantes como Péricles Silva. Mas quando o colega se machucou, foi Diego quem teve que substituí-lo na decisão. E aí mostrou por que ainda é importante. Fez 15,220 no solo, nota que lhe garantiria até lugar na final do aparelho se ele tivesse competido nas eliminatórias.

"Eu acabei competindo hoje, não imaginava nem que iria competir, minhas expectativas já estavam em função das Olimpíadas", afirmou Diego, que repetiu em Glasgow a mesma série apresentada no Mundial de 2014 em Nanning, mas que já treina movimentos novos visando à Rio-2016. "Tentei fazer o meu melhor, sem pressão nenhuma. Eu até estava um pouco nervoso na hora do solo e do salto, mas porque era uma vaga que o Péricles tinha conquistado, que era de mérito dele. Ele acabou tendo uma lesão e eu consegui fazer um bom papel".

Em finais, vale a pena ter Diego porque apenas três notas por aparelho são computadas, e não quatro como nas preliminares. A experiência do ginasta também conta nessas horas. É nele que se deposita a confiança nas horas de tensão. É dele que se esperam as palavras de incentivo ou consolo aos colegas, como aconteceu com Francisco Barreto, que caiu da barra fixa e do cavalo com alças. É ele quem levanta o moral dos parceiros, como faz com Arthur Nory. "Tenho orgulho dele", ressalta.

"O Diego é o ginasta com mais tempo de seleção do grupo, com vários títulos internacionais, temos muito orgulho e respeito por isso", diz Leonardo Finco, coordenador da seleção masculina. "No dia a dia, ele tem o mesmo tratamento de todos porque está em preparação e busca assim como os demais uma vaga na equipe que irá aos Jogos Olímpicos do Rio. Ele hoje é considerado por nós como um especialista e passa a sua experiência ao grupo sempre que possível".

Ao mesmo tempo, Diego ainda corre em busca da medalha que duas quedas em Olimpíadas lhe tiraram. "Não gosto nem de pensar na Olimpíada porque eu tenho vontade de chorar só de imaginar. Porque mais uma vez Deus me deu a oportunidade de estar lá e representar a minha nação. Os meus resultados deixaram de ser meus, e eu deixo muito claro isso. Porque se eu continuei na ginástica depois das minhas falhas em Olimpíadas é porque eu acredito que eu posso. Não só eu, todos os meninos", argumenta ele, que hoje apela para a modéstia depois das decepções em 2008 e 2012.

"Eu cheguei em Pequim achando que eu seria campeão olímpico e eu não fui porque eu não era merecedor momentaneamente. Não por não ter treinado, mas porque eu me senti um campeão já antes de competir. E lá, todos treinaram para esse momento. E dessa vez eu acredito que estou fazendo tudo que é possível de uma pessoa mais por baixo mesmo. Eu não me considero hoje um campeão mundial, um campeão olímpico. E olha que eu tenho títulos mundiais. Eu me considero um atleta como todos os outros. E todos têm chance. Se eu trabalhar, com certeza eu também terei nas Olimpíadas".

Ao lado do orgulho ferido de ainda buscar o resultado individual que não veio, Diego agora caminha com uma equipe que tem pela frente sua primeira experiência olímpica. Mais maduro, o agora veterano faz questão de comemorar a classificação inédita do time masculino. Sabe o tamanho do feito alcançado.

"Desde 2003 eu me imaginava competindo uma Olimpíada como equipe. Isso é algo inédito, a gente comemorou muito. Não comemorar de sair, ir pra balada. A gente comemorou de felicidade. Alma lavada. Parece que saiu um peso de cima de mim, porque eu falava 'gente, e se não der, e se der'. A gente fica numa expectativa muito grande. Quem diria que num país que vivia a ginástica antigamente só para as mulheres, nós teríamos uma equipe [masculina] classificada para as Olimpíadas. Isso pra mim é o maior mérito".

Diego Hypolito não tem vaga garantida nos Jogos do Rio. A equipe está classificada, mas os integrantes serão definidos pela comissão técnica (Nory e Lucas Bittencourt podem carimbar o próprio passaporte se forem medalhistas nas finais individuais que disputarão). Mesmo se convocado, ele só poderá conquistar uma medalha individual se disputar as eliminatórias como titular. Mas dedicação para ser convocado não vai faltar.

"As pessoas têm diariamente falado pra mim 'e aí, vai ganhar uma medalha olímpica?'. Eu seria hipócrita em dizer que não vou treinar pra ser um medalhista olímpico. Mas eu não sei. Eu sei que vou tentar o máximo, o máximo que vocês podem imaginar. É o meu maior sonho, e isso eu tenho certeza que eu consigo passar, porque eu quero muito, mais do que qualquer pessoa, mais do que qualquer momento que eu passei".

UOL Esporte

Klopp rasga elogios a Firmino: 'Está preparado para a Premier League'

(Foto: Getty Images)


Depois de boa atuação, Roberto Firmino pode comemorar também o fato de estar em alta com o seu treinador. Escolhido como o melhor da partida entre Liverpool e Bournemouth, na última quarta-feira, pela Copa da Liga Inglesa, o brasileiro recebeu elogios de Jurgen Klopp, que exaltou suas qualidades e o vê pronto para atuar na Inglaterra.

"É importante para um jogador quando ele chega a um novo clube mostrar isso, mas ele não tem que me mostrar nada, porque eu o conheço muito bem. Ele está pronto. Com certeza, está preparado para esta Liga. É fisicamente forte, tem boa técnica e normalmente é um finalizador. Ele é um bom jogador", elogiou Klopp.

Contratação do Liverpool para a atual temporada depois de conseguir destaque atuando pelo Hoffeinheim, na Alemanha, Firmino teve um começo difícil e encontrou obstáculos para se firmar enquanto o técnico dos Reds era Brendan Rodgers, principalmente por causa de lesões. No entanto, com o novo comandante, começou a ganhar mais espaço e melhorar suas atuações.

Ainda em busca de marcar seu primeiro gol com a camisa vermelha, Firmino já soma 10 jogos pelo Liverpool. Na última quarta, não só teve participação direta no gol que garantiu a vitória à equipe de Anfield Road, como comandou o ritmo de jogo, sendo o grande destaque.

ESPN

Indígenas reivindicam reconhecimento como precursores de esportes olímpicos

Entre as 11 modalidades disputadas nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI), em Palmas, capital do Tocantins, três são chamadas de "esportes ocidentais". É o caso da natação, atletismo e futebol de campo. Todas as outras são encaradas como "jogos nativos".

Alguns desses esportes nativos, no entanto, são disputados nos Jogos Olímpicos e conhecidos pelo público esportivo mundo afora. Os mais disseminados são canoagem, arco e flecha (tiro com arco) e arremesso de lança (lançamento de dardo).

Por que, então, da separação?

"Os esportes ocidentais dominaram o mundo, foi uma forma de globalização dos povos ocidentais, só que cada povo indígena tem seu esporte nativo", explica à reportagem Lucio Xavante, liderança do povo homônimo.

A prática do arco e flecha, canoagem e arremesso de lança, por exemplo, faz parte até hoje do cotidiano das comunidades indígenas. São esportes que aliam entretenimento à sobrevivência. Através deles, além de se divertirem, os povos originários se locomovem, caçam, pescam e guerreiam.

"Não sei se algum dia nós vamos ter o direito reconhecido dos esportes nativos dos povos indígenas, mas a gente tem que lutar por isso. Há várias modalidades que já existiam. A gente tem que buscar esse direito da autoria dos esportes nativos", conta Lucio Xavante ao UOL Esporte.

Nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, o arco e flecha é o esporte mais badalado. Na prova da modalidade, os participantes têm direito a três tentativas. O alvo - moldado com o desenho de um peixe - fica a 10 metros de distância.

Etnias brasileiras como Karajá, Wai Wai e Javaé, além de representantes da Argentina, Guiana Francesa e Mongólia, participaram da prova. Para Olivier Auguste, guerreiro da etnia Kalinâ, da Guiana Francesa, o nível do arco e flecha é elevado.

"Estou impressionado com o nível dos meus irmãos, que estão usando diferentes tipos de arco e flecha. Sou o melhor na minha aldeia, e estou feliz por ver que vou competir com um nível mais alto do que o meu. Essa é a primeira vez que estou participando de uma competição mundial", disse Olivier.

Para o indígena Paulo Manoel, da etnia brasileira Wai Wai, do Pará, o importante da prova de arco e flecha é justamente a simbologia que a prática traz consigo. "É com isso que nós caçamos, precisamos dele para buscar nosso alimento e acertar um alvo traz muita alegria para nós. Estou feliz em participar desse momento junto com os parentes do Brasil e de povos de outros países", explicou Manoel. É este o significado de esporte nativo.

Tradição e Olimpíada
Alguns dos esportes nativos dos povos indígenas são modalidades indispensáveis nos Jogos Olímpicos. Afinal, quem imagina a Rio-16 sem o atual campeão mundial de canoagem, o brasileiro Isaquias Queiroz? Ele é natural de Ubaitaba, na Bahia, cujo significado em Tupi-Guarani é "cidade das canoas". Pura coincidência?

A canoagem de velocidade, especialidade de Isaquias, está presente na Olimpíada desde os Jogos de 1936, em Berlim. A modalidade slalom foi introduzida depois, em 1972, em Munique. Mas, como sugere o nome da cidade do maior canoísta brasileiro, cuja ocupação dos Tupis data do ano 1000, a canoagem já estava presente na vida dos povos originários muito antes de ser alçado à condição de esporte olímpico.

O tiro com arco - que se assemelha ao arco e flecha – apareceu pela primeira vez nos Jogos de 1990, em Paris. Mas a prática moderna da modalidade, com novos equipamentos e regras, foi inaugurada apenas em 1972, em Munique.

O lançamento de dardo (que é uma lança reta, ou seja, pode ser entendido como arremesso de lança) está presente no imaginário olímpico desde 700 antes de Cristo. O esporte fazia parte do pentatlo nos Jogos Olímpicos da Antiguidade e era disputado em duas modalidades: alvo e distância. Foi integrado à Olimpíada moderna em 1908, em Londres.

Além destes, outros esportes nativos presentes no JMPI se assemelham às modalidades olímpicas, como é o caso das lutas corporais, que lembram o wrestling, cuja prática também remonta aos Jogos Olímpicos da Antiguidade.

"A luta corporal é uma simbologia que nossos avós e tataravós relatavam milenarmente. Isso é uma história que vai passar de pai para filho", finaliza Lucio Xavante, sobre o esporte nativo de seu povo.

UOL Esporte

STJD absolve David Braz e adverte árbitro por expulsão contra Corinthians

(Foto: Julia Chequer/Folhapress)


O zagueiro David Braz foi expulso na partida entre Santos e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Nesta quinta-feira, ele foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva e foi absolvido, devido à súmula "contaminada".

"A súmula está contaminada", disse Márcio Amaral, auditor-relator do julgamento.

O atleta foi absolvido por unanimidade de votos e os auditores enxergaram "grave indício de fraude" na súmula. Segundo os responsáveis pelo julgamento, "não há como considerar qualquer aspecto deste documento (súmula)", pois o árbitro estava perdido.

Apesar das considerações sobre o erro na súmula, o árbitro Flávio Rodrigues Guerra foi apenas "advertido" pelo tribunal.

Gabigol é suspenso por uma partida

O atacante Gabigol também foi julgado nesta quinta-feira e acabou suspenso por uma partida por ter insultado o árbitro Marielson Alves Silva, depois da partida contra o Grêmio, há duas semanas, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogador foi julgado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, que corresponde a "assumir conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva". 

Logo após a partida, que terminou em derrota santista por 1 a 0, Gabigol começou a discutir com o árbitro. Na súmula, Marielson Alves Silva disse que o atacante proferiu a frase "só fazem m...".

Gabigol, no entanto, não desfalcará o Santos. Isso porque ele já cumpriu a suspensão automática contra o Figueirense. Dessa maneira, ele está disponível para a partida diante do Palmeiras, no dia 1º de novembro.

Werley pega gancho de três jogos

Outro jogador do Santos a encarar julgamento nesta quinta-feira foi o zagueiro Werley. Pelas ofensas contra o quarto árbitro, Thiago Duarte Peixoto, ele pegou três jogos de suspensão.

O lance que resultou na expulsão de David Braz aconteceu no dia 20 de setembro. Zeca, lateral-esquerdo santista, cometeu pênalti em Vagner Love aos 35 minutos do segundo tempo. Flávio Rodrigues Guerra, o árbitro, só assinalou a infração depois de ter sido alertado pelo bandeirinha.

Na sequência, após ouvir o auxiliar mais uma vez, expulsou David Braz, e não Zeca – o ocorrido gerou reclamação por parte dos jogadores do time do litoral paulista. Acusado de ter advertido o atleta errado, o juiz explicou o ato em súmula.

"Expulso com cartão vermelho direto por, após a marcação de um pênalti contra sua equipe, vir em minha direção gesticulando de forma acintosa e ofensiva proferindo as seguintes palavras: "você está louco", "contra o Corinthians é assim mesmo", "vai se foder, não foi pênalti", "você vai ver, vocês vão ser punidos", sendo que em ato contínuo gesticulou de forma acintosa em direção ao assistente número 1, proferindo as seguintes palavras: "vocês estão loucos, não foi pênalti". Após ser expulso, ao sair do campo de jogo, e passar em frente à área técnica do Corinthians, desentendeu-se com o técnico do Corinthians, sr. Adenor Leonardo Bachi, sendo contidos por integrantes das duas equipes".

 UOL Esporte

Skatistas se reúnem em evento neste fim de semana em Curitiba, PR

(Foto: Lucas Merçon/Divulgação)


O skatista carioca Lucas Diniz “Cofrinho” embarca para a cidade de Curitiba (PR), focado em assumir a primeira colocação da quarta edição do Rei da Pista, tradicional evento do skate brasileiro, que acontece entre os dias 31 de outubro e 1º de novembro na cidade paranaense.

O evento reúne os melhores skatistas da categoria amadora em uma grande confraternização da família skateboard, vinda de todos os cantos do país, na pista Drop Dead Skate Park. Grandes nomes já foram revelados no Rei da Pista, como Yuri Facchini em 2009, Percy Jr. em 2010, 2012 e 2014, Adriano Lachovski em 2011 e Thiago Lemos, em 2013.

Cofrinho aposta nas manobras aéreas para mostrar talento em sua primeira participação no evento. “Quero apresentar o meu melhor. Sei da projeção nacional que o coroado conquista e, por isso, vou em busca deste trono”, conta o skatista de Niterói, que é promessa do Rio de Janeiro e quer fazer história no skate. Em 2014, Cofrinho conquistou o título inédito do King Of Transition.

Além do troféu, o Rei da Pista 2015 oferece ao campeão o prêmio de R$2.000,00 e mais um kit com produtos de skate.

Serviço
Rei da Pista 2015
Quando: De 31 de outubro à 1º de novembro
Onde: Drop Dead Skate Park (Travessa da Lapa, 231 – Centro de Curitiba – Paraná)

Programação

Sábado 31/10
- A DD Skate Park abre os portões às 10H da manhã
- O evento será iniciado às 11H da manhã, com os treinos (com baterias de 10 skatistas) por ordem de inscrição

Domingo 1º/10
- A DD Skate Park abre os portões às 11H da manhã, horário de início do evento 

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Força vai em busca de vitória no final da primeira fase da Copa Ipanema

(Foto: Nicholas Araujo/Divulgação)


A primeira fase da Copa Ipanema Super Masters Grama chega ao fim neste feriado prolongado de Finados e a equipe do Força/Interouro Alimentos/BBCOP/GVT entra em campo na próxima segunda-feira (2), em busca da classificação para a segunda fase da competição. A partida contra o Madrugada erá realizada a partir das 9:45 horas, em Ribeirão Preto (SP). 

As rodadas decisivas começam neste sábado (31), a partir das 14h15, e se estendem até a segunda-feira (2), quando o Força entra em campo a partir das 9h45. 
Acompanhe as rodadas completas abaixo:

14ª rodada - 31/10 (sábado)

14h15 – Cascavel x Casa do Óleo
15h15 – Real Madrid x Vila Carvalho
16h15 – Estrela x Lado a Lado

15ª rodada - 02/11 (segunda-feira)

08h45 – Super Estrela x Estrela
09h45 – Madrugada x Força
10h45 – JR Motos x Real Madrid

Veja como está a classificação da Copa Ipanema:


GRUPO “A”
PONTOS
JOGOS
VIT
EM-
PATE
DER-
ROTA
DISC.
GOLS
PRÓ
GOLS
CONT.
SALDO
GOLS
CASA DO ÓLEO
17
8
5
2
1
-5
22
5
17
SUPER ESTRELA
16
8
4
4
0
-4
16
6
10
REAL MADRID                              
13
7
4
1
2
-16
10
4
6
VILA CARVALHO
13
8
3
4
1
-7
10
6
4
FORÇA/INTEROURO ALIMENTOS/BBCOP/GVT
12
8
3
3
2
-10
8
7
1
CASCAVEL
11
8
3
2
3
-8
6
7
-1
LADO A LADO
9
8
2
3
3
-12
5
15
-10
ESTRELA F.C.
7
7
2
1
4
-12
9
16
-7
MADRUGADA
4
8
1
1
6
-13
5
18
-13
10º
JR MOTOS
3
8
0
3
5
-10
9
16
-7

Sobre o Força: Equipe de futebol amador fundada no ano de 2009 em Ribeirão Preto (SP) por Osmar “Mineiro”, que de início nomeou a equipe como Força da Madrugada. Disputou as divisões Super Masters e Cinquentão (Grama e Areia) da Copa Ipanema. Em suas campanhas, há o vice-campeonato de 2011 no Super Masters Grama e o título de 2012 na mesma categoria, recebendo também os prêmios de melhor dirigente, artilheiro e disciplina. Atualmente, o Força é patrocinado pela Interouro Alimentos, o Mercado BBCOP e a GVT.


Atendimento a Imprensa
Nicholas Araujo – Responsável pela Comunicação Força
Email: redação.blogdoesporte@gmail.com
Mais informações: http://www.blogdoesporte.net