terça-feira, 5 de abril de 2016

Evento em Brasília debate a Operação de Segurança do Revezamento da Tocha Olímpica

  (Foto: Rio 2016 / Alex Ferro)


Na reta final da contagem regressiva o Revezamento da Tocha Olímpica, que tem início no dia 3 de maio, em Brasília, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (SESGE/MJ), realiza, durante toda a tarde desta terça-feira (05.04), o Workshop sobre a Operação de Segurança no Revezamento da Chama Olímpica dos Jogos Rio 2016. Participam do evento, além da equipe da SESGE/MJ, e de profissionais da Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança, Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e secretarias de seguranças públicas dos estados, os coordenadores regionais indicados por cada uma das 27 unidades da Federação que participarão do revezamento da tocha.

Nesta quarta-feira (06.04), a Comissão Estadual de Segurança Pública e Defesa Civil para os Jogos Rio 2016 (COESRIO2016) se reunirá no Rio de Janeiro e a expectativa é que seja aprovado o Plano de Segurança para os Jogos. Feito isso, o Plano será entregue, na sexta-feira (08.04), ao Comitê Organizador Rio 2016.

A operação de segurança envolvendo o Revezamento da Tocha Olímpica é a maior já realizada na história do país. Entre os dias 3 de maio, quando sairá da capital federal, e 5 de agosto, quando entrará no Estádio do Maracanã para o acendimento da Pira Olímpica, ato que abre oficialmente os Jogos Rio 2016, a chama olímpica passará por 335 cidades de todos os estados do país.

Serão 95 dias de revezamento, com atividades que deverão consumir entre 10 a 15 horas diárias de trabalho, a depender da localidade. No total, a chama olímpica percorrerá o Brasil por 20 mil quilômetros de vias terrestres e outras 10 mil milhas aéreas. A tocha será conduzida, durante o revezamento, por cerca de 12 mil carregadores. Tudo isso exigirá uma operação logística e de segurança de altíssima complexidade, envolvendo dezenas de órgãos de todos os três níveis de governo (Federal, Estadual e Municipal).

O ministro da Justiça, Eugênio Aragão participou da abertura do Workshop e torce para que ao final do revezamento as pessoas sequer tenham percebido o tamanho da operação de segurança. “O evento será bem-sucedido se a gente não precisar usar toda essa estrutura que foi montada. Entretanto, temos que estar preparados para eventuais percalços”, declarou Eugênio Aragão.

Secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues afirmou que nunca houve no Brasil uma operação tão complexa quanto a montada para o Revezamento da Tocha. Ele assegurou que o país está preparado e que todos os envolvidos aprenderam muitos com outras competições, como a Copa das Confederações e Copa do Mundo, e também com eventos como a Jornada Mundial da Juventude.

Andrei destacou que, neste estágio, o planejamento já está sendo detalhado tão minuciosamente que a programação é feita com um cronograma montado na casa dos minutos.

“Essa (Revezamento da Tocha) é a maior operação de todas porque envolve 335 cidades e todas as capitais das unidades da Federação. Nós temos um modelo de operação definido pela secretaria, já difundido pelas 27 unidades da federação e que hoje têm aqui seus coordenadores regionais já trabalhando em cima desse planejamento e fazendo o detalhamento do minuto a minuto da operação. É uma operação que envolve todas as instituições de segurança do Brasil”, afirmou o secretário.

Contramedidas

Andrei explicou ainda que por se tratar de um evento tão complexo e sujeito a diversas situações de risco não é possível apontar qual é o ponto que preocupa mais. Há ações de contingência prontas para casos de terrorismo, acidentes, tumultos e outros.

“Para cada eixo que identificamos, para cada risco, nós temos uma contramedida. Nós temos uma ação já definida no nosso Plano Estratégico, feito ainda em outubro do ano passado, quando nós mapeamos os principais riscos e as ações para mitigar esses riscos”, declarou. “Hoje, nós estamos já na fase operacional. Já fizemos mais de 30 eventos-testes (para os Jogos Rio 2016, em diferentes modalidades), temos ainda mais de 20 testes para fazer até o início dos Jogos e cada exercício desses nos possibilita identificar oportunidades de melhorias ou consolidar aquele planejamento já realizado”, concluiu.

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