sexta-feira, 8 de abril de 2016

Ministro Ricardo Leyser inaugura Centro Olímpico de Esportes Aquáticos

(Foto: Divulgação/Ministério do Esporte)


O ministro do Esporte, Ricardo Leyser, inaugura nesta sexta-feira (08/04), às 11h, no Rio de Janeiro (RJ), o Centro Olímpico de Esportes Aquáticos. Construída no Parque Olímpico da Barra, a instalação será palco das provas de natação olímpica e paralímpica, além do polo aquático durante os Jogos Rio 2016.

Composto por uma arena de competição, uma área para aquecimento e uma área externa para circulação de pessoas e apoio operacional, o centro de treinamento recebeu investimentos da ordem de R$ 225,3 milhões do Ministério do Esporte, sendo R$ 217,1 milhões para construção e outros R$ 8,2 milhões para manutenção.

Eventos-teste

Centro Olímpico de Esportes Aquáticos receberá, de 15 a 20 de abril, o Campeonato Brasileiro – Troféu Maria Lenk de Natação. A competição, que servirá como evento-teste da modalidade, reunirá os maiores nadadores brasileiros em busca da vaga para os Jogos Olímpicos Rio 2016 e 55 atletas de 11 países (Argentina, Canadá, Chile, China, Eslováquia, Finlândia, Japão, Paraguai, República Tcheca, Ucrânia e Uruguai). Entre os brasileiros serão 58 clubes, com 356 atletas. A competição terá apenas provas olímpicas, sem as provas de 50m estilos (costas, peito e borboleta), 1.500m livre feminino e 800m livre masculino. Também não haverá provas de revezamento.

Já de 22 a 24 de abril, a instalação receberá o Open Internacional Caixa Loterias de Natação Paralímpica. A competição contará com participação de 212 atletas de 19 países, e valerá como evento-teste da modalidade para os Jogos Paralímpicos Rio 2016.

O polo aquático fecha a sequência de torneios preparatórios na arena, entre os dias 25 e 29 de abril. Segundo o Comitê Organizador Rio 2016, está prevista a participação de 60 atletas, de quatro países (Brasil, Estados Unidos, Canadá e China).

Apoio aos esportes aquáticos

Entre 2010 e 2015, o Ministério do Esporte celebrou oito convênios com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), num investimento da ordem de R$ 14 milhões. Os recursos foram aplicados nas modalidades de maratonas aquáticas, natação, polo aquático, saltos ornamentais e nado sincronizado. O montante custeou a compra de equipamentos de ponta, contratação de equipe multidisciplinar, realização de ações como treinamentos e participação e competições internacionais, entre outras iniciativas.

Por meio do Bolsa Atleta, maior programa de patrocínio esportivo individual e direto do mundo, o Ministério apoia, atualmente, 816 atletas das modalidades de maratonas aquáticas, natação olímpica e paralímpica, polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais num investimento da ordem de R$ 10,5 milhões ao ano.

Já pela Bolsa Pódio, categoria mais alta do programa e criada após a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Rio 2016, são 45 atletas das maratonas aquáticas, natação olímpica e paralímpica, nado sincronizado e saltos ornamentais apoiados. O patrocínio ultrapassa a marca de R$ 6,2 milhões ao ano.

Parque Olímpico da Barra

Coração dos Jogos Rio 2016, o Parque Olímpico da Barra está recebendo investimentos do Ministério do Esporte da ordem de R$ 903,7 milhões. Desse total, R$ 379 milhões são direcionados para construção e manutenção de instalações esportivas que serão permanentes: Centro Olímpico de Tênis, o Velódromo Olímpico e as Arenas Cariocas 1,2 e 3 (nestas, os recursos são destinados apenas à climatização e somam R$ 58,5 milhões).

Para as instalações temporárias, o Ministério destinou outros R$ 365,4 milhões. São elas: Arena do Handebol (terá sua estrutura desmontada para a construção de quatro escolas públicas após os Jogos) e Estádio Olímpico de Esportes Aquáticos.

Outros R$ 159,2 milhões são destinados para construção das primeiras linhas de transmissão de alimentação do Parque Olímpico, para construção da subestação de energia elétrica e para a primeira linha de alimentação do campo de golfe.

O Parque ocupa uma área de 1,18 milhão de metros quadrados, onde ocorrerão disputas de 16 modalidades olímpicas (basquete, ciclismo de pista, ginástica artística, ginástica de trampolim, ginástica rítmica, handebol, judô, luta greco-romana, luta livre, nado sincronizado, natação, polo aquático, saltos ornamentais, taekwondo, esgrima e tênis). O complexo também receberá nove modalidades paralímpicas (basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo, futebol de 5, golbol, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas e tênis em cadeira de rodas).

As instalações permanentes na Barra integrarão, junto com o Parque Olímpico de Deodoro, o futuro Centro Olímpico de Treinamento (COT), que ocupará o topo da Rede Nacional de Treinamento, formando um legado para a excelência do esporte brasileiro.

Rede Nacional de Treinamento

Criada pela Lei Federal 12.395, de março de 2011, a Rede é um dos principais projetos de legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016 para a infraestrutura do esporte brasileiro, interligando instalações esportivas existentes ou em construção espalhadas por todo o país.

A estruturação da Rede Nacional está em andamento e abarca instalações de diversos padrões e modalidades, inclusive complexos multiesportivos, oferecendo espaço para detecção de talentos, formação e treinamento de atletas e equipes, com foco em modalidades olímpicas e paralímpicas.

O objetivo é criar o caminho para o atleta desde que ele dá os primeiros passos na modalidade até chegar ao topo do alto desempenho. Por isso, as estruturas terão papéis distintos dentro da Rede, desde aquelas focadas na descoberta do talento até as que vão se especializar no treinamento dos atletas das seleções, com toda a qualificação que isso requer. A Rede vai proporcionar o alinhamento da política nacional de esporte para as modalidades, de modo a garantir a formação de base para além de 2016, ou seja, assegurar legado duradouro para o esporte brasileiro.

A Rede Nacional de Treinamento também propiciará aprimoramento e intercâmbio para técnicos, árbitros, gestores e outros profissionais do esporte. O trabalho se apoiará na aplicação das ciências do esporte à formação e ao treinamento de atletas. É um projeto nacional de desenvolvimento do esporte de rendimento, desde a base até o nível olímpico.

Ministério do Esporte