segunda-feira, 2 de maio de 2016

Chefe do COI minimiza crise no Brasil e torce por revezamento sem protestos

(Foto: Bruno Doro/UOL)


O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, afirmou não temer que a crise política do Brasil e a possibilidade de protestos atrapalhem o revezamento da tocha que tem início na manhã desta terça-feira em Brasília, nem que prejudiquem a realização dos Jogos Olímpicos a partir do dia 5 de agosto.

A chama desembarcará no Aeroporto Internacional de Brasília e depois seguirá para o Palácio do Planalto para ser recebida pela presidente Dilma Rousseff antes de iniciar o trajeto pelas ruas da capital e depois seguir rumo a outras 326 cidades.

"Claro que há liberdade de opinião e expressão. Eu estou confiante que os brasileiros irão respeitam a dignidade da chama olímpica e que ela representa, como a tolerância e não-discriminação. A chama não representa uma opinião política de um lado ou de outro. Dado o grande apoio do povo brasileiro eu penso que os grupos (que clamam por melhorias) devem respeitar a chama. De outra maneira, pode ser contraprodutivo. Estes grupos devem expressar suas opiniões, mas não devem tentar trazer os Jogos para a disputa política do país" , afirmou Bach durante cerimônia no Museu do COI, em Lausanne.

A proximidade da votação do afastamento de Dilma e o clima de incerteza que paira no país a pouco menos de 100 dias da cerimônia de abertura não preocupa o mandatário do COI.

"Estamos seguindo de perto a situação política, mas com os Jogos estamos muito mais em uma fase operacional do que política. Para nós, o que conta é o grande apoio que os Jogos têm da população. Dentro de todas as disputas políticas, há um projeto que une os brasileiros que são os Jogos Olímpicos. Por isso, não há razão para estar preocupado", completou.

Bach, que participou do evento ao lado de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio-2016, afirmou que o COI tem total confiança que o Rio de Janeiro estará totalmente pronto para sediar o evento.

"Não tenho medo (de possíveis problemas). O COI e eu mesmo temos total confiança na preparação do Rio de Janeiro e do Brasil. Teremos uma grande celebração e uma grande Olimpíada", afirmou.

Bach estará no voo que trará a tocha ao Brasil e tem saída prevista da Suíça às 18h45 (de Brasília) desta segunda-feira.

UOL Esporte