segunda-feira, 13 de junho de 2016

Alfinetadas: Seleção não encontrou recomeço e insiste em um “não-técnico”

(Foto: Hector Retamal/AFP Photo)


Para quem imaginava que o 7 a 1 em cima do Haiti poderia ser um recomeço para a seleção brasileira, se enganou ao assistir o jogo contra o Peru no último domingo (12). Sem qualquer brilho dentro de campo, a seleção foi derrotada pelos peruanos por 1 a 0 e se despediu da Copa América Centenário de forma humilhante.

A seleção entrou em campo com Alisson; Dani Alves, Gil, Miranda e Filipe Luís; Elias, Renato Augusto, William, Lucas Lima e Philippe Coutinho; Gabriel, mas parece que nenhum dos jogadores correspondeu à altura suas convocações. Hoje, o Brasil não tem um padrão de jogo e nem ao menos sabe quem é batedor de falta e cobrador de escanteio. E não adianta dizer que o Neymar é o único jogador que se entrega na seleção. Nem ele mesmo faz acontecer, e sozinho ele não passa de um simples atacante.

A CBF insiste em um cara que nunca teve padrão de técnico. Dunga surgiu no comando da seleção porque o comando do futebol no Brasil é administrado por amadores. Ninguém entende de futebol, muito menos de decisões táticas ou técnicas, e insiste em um cara que justifica a derrota com “elogiamos a Alemanha que trabalhou 14 anos e queremos resultado em dois anos”.

Desde a Copa do Mundo de 2014 o Brasil joga um futebol sem brilho e emoção. O torcedor olha para o elenco que jogou contra o Peru e não vê uma evolução. Temos melhores jogadores e um pessoal melhor preparado para comandar a seleção em campo. Hoje, temos uma “invenção de moda” nas quatro linhas.

O Brasil precisa rever como ele trata o futebol. Hoje, o esporte deixou de ser um “amor pela camisa” e virou uma vitrine de negócios para o exterior. Empresários se dedicam mais a mandar o atleta para fora do Brasil do que prepará-lo em solo brasileiro. E até mesmo os próprios jogadores não se interessam pelo futebol nacional. A Europa é o sonho de muitos, enquanto o Brasileiro é considerado um “preparo” e um terreno para “veteranos encerrarem suas carreiras”. 

O Brasil está esquecido pela CBF e jogadores, e até hoje não aprendemos com o 7 a 1 de 2014. Lamentável.