quarta-feira, 22 de junho de 2016

Ponto de Opinião: Rio 2016 mostra o quanto não se sabe diferenciar o certo do errado

(Foto: Reprodução)


As Olimpíadas do Rio de Janeiro ainda não começaram, mas suas atividades pré-jogos já demonstraram o que vamos ver no mês de agosto. As “curiosidades” começaram com diversas obras superfaturadas, problemas na infraestrutura da cidade, a não-limpeza da Lagoa Rodrigo de Freitas e do medo dos estrangeiros de virem ao Brasil por causa do zika vírus.

Com o passar do tempo, esses fatos “curiosos” foram mudando de cenário. A começar pelo revezamento da tocha, um verdadeiro palanque político e de autopromoção. A meu ver, quem deveria carregar a tocha seriam pessoas que de alguma forma contribuíram para o esporte brasileiro, seja como atleta, como investidor ou como patrocinador. No entanto, personalidades aleatórias foram escolhidas para o revezamento como a dupla Zezé de Camargo e Luciano e o cantor Biel, este último desconvidado para o evento pelo motivo que todos sabem (a imprensa – e me incluo nesse fato – não deixou escapar a notícia).

Agora, o grande “problema” dos Jogos foi um fato isolado, porém lamentável. Uma onça pintada, ameaçada de extinção, foi morta depois de participar do revezamento da tocha em Manaus. Quando se analisa a história pela primeira vez, parece que ela foi morta em meio à multidão. Entretanto, o animal foi morto no momento em que voltava para a jaula, pois a onça avançou para cima de um dois cuidadores e levou um tiro. Sem contar que o governador interino do Rio de Janeiro decretou situação de calamidade pública no estado devido as Olimpíadas.

Simplesmente é algo que não dá para entender. Os problemas foram surgindo na cidade carioca há muito tempo, e só agora resolveram analisar que o Rio está quebrado? O prefeito Eduardo Paes nega as informações, mas nós não podemos deixar de admitir que as contas para os Jogos foram aumentando desde que a cidade soube que seria sede do evento.

A tocha ainda terá um longo caminho pela frente até acender a pira em agosto. Até lá, meus caros, fatos como esse ainda serão noticiário na imprensa fervorosa. E ainda vamos achar um absurdo, mas é esse o Brasil que caminha a passos tortos na política e agora no esporte.