quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Alfinetadas: São Paulo não soluciona problemas antigos e patina no futebol

(Foto: Marcos Ribolli)


O que poderia ser uma solução temporária dos problemas escancarou o que muito já se vê no São Paulo. A derrota para o Juventude por 2 a 1 no Morumbi pela Copa do Brasil demonstrou o quanto o ambiente são-paulino continua com turbulências "de sempre" e longe de ter um final.

Um exemplo desses problemas foi a conversa entre o zagueiro Lugano, considerado ídolo da torcida tricolor, e o lateral-direito Buffarini no banco de reservas. Os dois jogadores ficaram bastante tempo em um diálogo até depois do final da partida. O atleta argentino disse que o grupo precisa mostrar caráter e personalidade para superar os problemas agora bem mais evidentes depois da derrota dessa quarta-feira.

O São Paulo deixou nítidos os problemas internos e externos depois da era vitoriosa de Muricy Ramalho entre 2006 e 2008. Desde então, o clube busca se fixar novamente em grandes conquistas, como a Libertadores, por exemplo, mas as desavenças administrativas mostram uma realidade mais dura para o alcance desses objetivos. Nem mesmo o retorno de Muricy anos depois surgiu como efeito para amenizar o clima.

Outro problema que a equipe tem foi apostar em técnicos que desistiram do trabalho no meio do caminho. Foram os casos de Juan Carlos Osorio, que saiu do tricolor para ir para a seleção do México, e mais recentemente Edgardo Bauza, que assumiu o comando da seleção da Argentina. Com este último, o São Paulo investiu pesado em reforços, que não foram aproveitados na curta passagem de Bauza. Agora cabe a Ricardo Gomes assumir o comando de um clube instável dentro e fora das quatros linhas e que ainda não encontrou uma solução adequada para problemas dos últimos 3, 4 anos.

Pode até ser que a equipe se classifique na Copa do Brasil, mas é isso nem de longe é uma solução para apagar o incêndio. A necessidade é de uma diretoria que pense de modo equilibrado, e que não tome decisões por puro comodismo. Foi assim com o Palmeiras, por exemplo, quando Gareca pediu vários jogadores, mas depois abandonou o barco. Depois de muito tempo, Cuca mostra sinais de que acertou o time, que ainda é instável. 

E no São Paulo, até quando isso vai durar?