terça-feira, 9 de agosto de 2016

Esporte paralímpico e psicologia são os novos desafios de Laís Souza

(Foto: Ivo Lima/ME)


Na manhã desta segunda-feira, 8, o Rio Media Center recebeu a visita da ex-ginasta Laíz Souza. Sempre gentil e atenciosa, Laís foi conduzida pelo RMC e conheceu as instalações do local que tem como principal objetivo ajudar jornalistas, brasileiros e estrangeiros, a conhecer as principais atrações urbanísticas, culturais, sociais e turísticas da cidade.  

Ontem, ela esteve com a seleção feminina de Ginástica Artística do Brasil e acompanhou de perto o desempenho das atletas. Com a quinta posição na classificação geral, o Brasil conseguiu uma vaga importante para a final por equipes, atrás de Estados Unidos, China, Rússia e Grã-Bretanha. Além dos cinco países, mais três estão garantidos na disputa por medalha: Alemanha, Japão e Holanda.

“Eu gostei muito da maturidade das meninas, desde a atitude no momento do aquecimento até a hora da apresentação. Foi basicamente uma competição sem quedas”, avalia a ex-companheira de seleção.  
Os destaques do Brasil foram as jovens Flávia Saraiva, 16, e Rebeca Andrade, 17. As duas também estão com vaga assegurada na decisão do individual geral. Rebeca somou 58.732 pontos nos seis aparelhos e foi a brasileira mais bem colocada, na 4ª posição. Flávia Saraiva obteve 56.532 pontos e terminou em 13º. No total, 24 atletas se classificam para a final.

Laís Souza acha que ainda é cedo para apostas em medalhas, mas está confiante e torcendo pelas colegas. “Ainda tem muita coisa para acontecer, de qualquer maneira quero que contem comigo na torcida. Estou confiante e desejo toda a sorte do mundo a elas”.

Bocha e hipismo

Com o coração na ginástica artística, mas também de olho em outros esportes, Laís quer arrumar um tempinho para assistir aos amigos Doda Miranda, do hipismo, e Neymar, cujo futebol ainda não convenceu e quer o apoio do torcedor. “Por enquanto estou vendo pela TV. Não sei se terei a oportunidade, mas vou fazer um grande esforço para levar minha torcida e meu carinho a eles”, diz a atleta, acrescentando ainda que já foi convidada a praticar algumas modalidades paralímpicas. “Quando as Olimpíadas terminarem vou conhecer melhor a bocha e o hipismo. Quero voltar a praticar esporte e essas modalidades permitem que eu possa fazê-los dentro das minhas condições”. 

Após dois anos e meio do acidente que a deixou tetraplégica, a ex-ginasta se dedica atualmente à fisioterapia diária focada na evolução gradativa dos movimentos. Contudo, devido à agitada agenda de atividades no Rio 2016, ela precisou diminuir a intensidade do tratamento. “Tive que dar essa parada por causa dos Jogos, mas assim que terminar volto à minha rotina de três horas diárias de fisioterapia. Enquanto isso, tenho uma máquina de eletroestimulação e continuo tomando o meu ‘choquinho’ todos os dias”, explica com humor.  

No começo do ano que vem, Laís Souza será a mais nova estudante de psicologia. “Esse será o meu mais novo desafio. Antes do acidente eu estava cursando educação física porque amo esporte, sou espoleta. Acabei optando pela psicologia porque também é uma área que gosto e posso adaptar à minha situação física hoje. Vou ser novamente caloura e espero e estou animada”, finaliza.

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