quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Estrelas da natação dos EUA se vendem como azarões para Rio-2016

(Foto: Tom Pennington/Getty Images)


Ryan Lochte, 32 anos, e Missy Franklin, 21 anos, são dois dos nomes mais badalados na equipe de natação dos Estados Unidos que disputará os Jogos Olímpicos deste ano. Antes do início da competição, contudo, o status não é o único ponto comum aos dois. Ambos também compartilham um esforço pessoal para vestir rótulo de azarão na Rio-2016.

O caso de Lochte é mais escancarado. Dono de 11 medalhas olímpicas (incluindo cinco ouros), o nadador norte-americano fará neste ano a quarta (e última, segundo ele) aparição em Jogos. Trata-se de um dos atletas mais laureados da história, mas o comportamento é de quem está atrás dos rivais.

"Para mim, em uma comparação com 2012, eu acho que naquela época o alvo estava mais nas minhas costas. Hoje, como os dois últimos anos não têm sido condizentes com meu mais alto padrão, acho que me tornei um azarão. Ainda que eu reconheça a relevância de tudo que eu conquistei, eu me sinto como o azarão. Tenho de brigar pelo meu lugar e voltar ao status que tinha em 2012", disse Lochte em entrevista coletiva no Rio de Janeiro.

Em 2015, Lochte teve um desempenho aquém do esperado no Mundial de esportes aquáticos de Kazan (Rússia). Foram apenas duas medalhas, ambas de ouro (200 m medley e 4x100 m livre misto). O rendimento do atleta seguiu errático até a seletiva norte-americana para a Rio-2016, disputada neste ano: ele conseguiu classificação apenas para os 200 m medley e os 800 m livre (ficou fora dos 400 m medley, por exemplo, prova em que foi campeão olímpico em Londres-2012).

“É minha quarta participação em Jogos, mas sinto como se fosse a primeira. Estou realmente empolgado e nervoso”, admitiu Lochte.

Ele não será, entretanto, o único norte-americano com algo a provar na Rio-2016. Missy Franklin, que obteve cinco medalhas em Londres-2012 (quatro ouros e um bronze), também chegará pressionada à competição deste ano.

Assim como Lochte, Franklin teve um ciclo olímpico permeado por oscilações. Ela saiu do Mundial de Kazan sem coletar medalhas e sofreu para obter classificação na seletiva norte-americana da Rio-2016 – vai disputar apenas os 200 m livre e os 800 m livre entre as provas individuais do megaevento no Brasil.

“Acho que a seletiva foi uma experiência incrível para mim. Não estava realmente preparada para a carga emocional de voltar depois de tudo que aconteceu em Londres. Acho que senti um pouco e não consegui lidar bem. Passar por isso e bater a mão na parede são coisas que me deram confiança”, explicou a atleta.

UOL Esporte