segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Galvão se revolta com silêncio da seleção após empate e diverge de Ronaldo

(Foto: Eraldo Peres/AP)


O narrador Galvão Bueno, da TV Globo, se revoltou após o empate por 0 a 0 entre Brasil e Iraque, pelo futebol masculino dos Jogos Olímpicos do Rio-2016. O motivo foi o silêncio dos jogadores da seleção, que deixaram o campo sem dar entrevistas após o resultado decepcionante no Mané Garrincha, em Brasília.

"As milhões de pessoas que estão em casa têm direito, sim, de ouvir. O seu ídolo, o seu jogador, aquele que joga com a camisa da seleção brasileira. É feio, muito feio, não é profissional, não é ético e não é correto, sair de campo o time inteiro e se negar a falar. Alguém tinha que assumir e falar", disparou.

Galvão chegou até a contrariar o ex-jogador Ronaldo, que participou da transmissão como comentarista.

"Acho que eles vão falar depois de tomar banho, esfriar a cabeça, são jogadores jovens, é de praxe", tentou minimizar Ronaldo, ao que o narrador rebateu: "É, mas não está certo".

Depois, Galvão chegou a se emocionar ao fazer um longo discurso sobre o espírito olímpico, encerrando com uma cobrança: "Olha, quarta-feira é pra chegar contra a Dinamarca, e é pra ganhar, para ir pra cima e pra ganhar. E não se pode dar as costas e negar uma palavra a tudo isso que nós mostramos aqui. Sabe, nós apenas somos um veículo que leva a palavra de um atleta pra todas essas pessoas que estão aqui e pra milhões que estão acompanhando pelo Brasil", disse.

A presença do ex-tenista Gustavo Kuerten no estúdio também foi usada por Galvão para criticar os jogadores da seleção. "Quantas vezes você perdeu? Normalmente se perde mais do que se ganha. Mas se negou a falar?", questionou ele.

"Acho que nunca na minha vida, porque na derrota também tem coisas boas para falar. E nas derrotas é que a gente acorda no outro dia e melhora", respondeu Guga.

Ronaldo, por sua vez, fez uma crítica polêmica à atitude da seleção brasileira na partida. "Não vejo mais futebol bonito. Eu não vejo diferença nenhuma desse jogo para o primeiro e para nenhum da Copa América. Não vejo ninguém dar um carrinho, ficar bravo. Chegar, gritar, xingar, cuspir no cara. Você não vê ninguém reagindo", comentou.

UOL Esporte