segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Palmeiras sofre para repor Jesus e se preocupa com atletas insatisfeitos

(Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)


Embora Cuca e sua comissão técnica prefiram não admitir publicamente, o Palmeiras tem tido problemas para substituir Gabriel Jesus, desfalque nas últimas duas rodadas e com volta prevista apenas após o fim das Olimpíadas.

Contra o Botafogo no último domingo, que custou a liderança, a alternativa foi escalar Leandro Pereira. O próprio atacante admitiu após a derrota por 2 a 0 que ainda não tem o ritmo de jogo ideal por ter voltado recentemente da Europa. No Rio de Janeiro, ele tocou pouco na bola. 

Contra o Atlético-MG, a alternativa que também não deu certo foi a escalação de Dudu como referência no ataque. Baixinho, ele sumiu em meio aos altos zagueiros do rival e prejudicou o poder de fogo da equipe na derrota por 1 a 0 em pleno Allianz Parque. A comissão técnica palmeirense avalia novas opções para enfrentar a Chapecoense.

Em meio a essa tentativa de reposição, a comissão tem enfrentado outros problemas. Em um grupo grande, com 34 jogadores, é normal que muitos tenham poucas chances. Alguns, no entanto, têm ficado mais insatisfeitos com a situação.

Dudu, por exemplo, não encarou bem o banco de reservas contra o Botafogo. Durante a semana, como mostrou PVC, blogueiro do UOL e colunista da "Folha de S.Paulo", Cuca teve uma conversa com o jogador sobre a necessidade de ajudar na marcação. A resposta foi o número de assistências dada por ele.

Do banco, ele viu Erik, Roger Guedes, Cleiton Xavier e Leandro Pereira renderem pouco. Entrou no segundo tempo, mas também não resolveu. 

Lucas Barrios é outro que não gosta da ideia de ser a última opção. À frente dele, já ganharam chances Alecsandro, Leandro Pereira e Rafael Marques. Esse último, inclusive, esteve perto de sair do clube pela falta de oportunidade, mas completou o sétimo jogo e não poderá se transferir para outro time de Série A. Há também Allione, outro que quase não tem chances e teve sua transferência negada, apesar de propostas de equipes brasileiras e do exterior.

Ainda neste sentido, a comissão fica de olho em atletas que receberam propostas salariais mais altas e não tiveram a transferência autorizada, casos de Vitor Hugo e Roger Guedes. Em um primeiro momento, ficou a impressão de que os atletas tinham comprado o discurso da diretoria de ficar até o fim do ano e conquistar o Brasileirão. 

UOL Esporte