segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Vice-presidente fala em COI 'mais flexível' no futuro e diz: Rio 2016 foi um sucesso

(Foto: Getty Images)


Vice-presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Juan Antonio Samaranch disse que a entidade será "muito flexível" no futuro para que países de diferentes níveis econômicos possam organizar os Jogos, com um único ponto "inegociável": a qualidade das sedes do evento.

"O único inegociável é que os atletas tenham instalações com boas condições, as melhores do mundo, para competir e alcançar os melhores resultados. Quanto a todo o resto, podemos nos adaptar", afirmou à agência Efe depois da conclusão da Rio 2016.

Assim se referiu o dirigente espanhol à maneira que o desenvolvimentos da Olimpíada de 2016 pode influenciar na concessão de futuras sedes. No próximo ano, será eleita em Lima a cidade que receberá os Jogos de 2024. As candidatas são Roma, Paris, Budapeste e Los Angeles.

Samaranch falou que, além de boas instalações esportivas, há "outros mínimos" para garantir a viabilidade de uma Olimpíada, como que "as imagens cheguem a todos os cantos do jundo", maso objetivo geral do COI é que cada edição deixe "um legado de boas recordações, boas infraestruturas e alegria."

Na opinião do dirigente, que foi eleito vice-presidente do comitê às vésperas da última edição, a Rio 2016 foi "um sucesso."

"Em vários sentidos. Sobretudo na competição, com atuações inesquecíveis dos melhores esportistas do mundo e momentos muito emocionantes, como a despedida de Michael Phelps ou a participação dos atletas refugiados", afirmou. "Mas também foi um sucesso para o Brasil, uma sociedade que está sofrendo muito."

"Quando todos nós formos embora, aqui ficará um legado muito importante em infraestruturas, mas também um legado moral", declarou Samaranch. "Os Jogos vão ser uma pedra muito importante na qual o Brasil poderá apoiar-se pensando no futuro."

"Quando tínhamos concedido os Jogos ao Rio, o país estava em pleno auge. Porém, teve que executá-los em um ambiente muito disitnto. Fomos muito flexíveis para adaptarmo-nos. Temos que ser sempre capazes de adaptarmo-nos à realidade dos países que vão organizar os Jogos."