quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Comitê Paralímpico quer top 5 na Rio-2016: "não estamos a passeio"

(Foto: Matt Hazlett/Getty Images)


Começa nesta quarta-feira (7) a competição mais importante da vida de 286 paratletas brasileiros. Eles representarão o país, atuando "em casa", na Paraolimpíada de 2016. Serão responsáveis também por buscar o cumprimento de uma meta histórica para o esporte adaptado nacional: colocar o Brasil entre os cinco países com mais medalhas em uma edição de Jogos Paraolímpicos. 

O próprio presidente do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), Andrew Parsons, considera o objetivo difícil de ser cumprido. Ele, contudo, afirmou na terça-feira (6), um dia antes do início da Paraolimpíada, que a delegação do país tem condições de realizar tal feito. 

"Não estamos a passeio", disse ele. "Essa é a maior e melhor delegação paraolímpica brasileira de todos os tempos. Conquistar o quinto lugar no quadro de medalhas é um objetivo factível." 

Parsons lembrou que a meta de desempenho dos paratletas brasileiros na Rio-2016 foi estabelecida em 2009 pelo Comitê Paralímpico. De lá para cá, o Brasil evoluiu no esporte adaptado. Subiu de 9º para 7º no quadro geral de medalhas e de 11º para 9º no número total de pódios em Londres-2012. É hoje uma das potências paraolímpicas do mundo, o que reforça a confiança de Parsons no cumprimento do objetivo.

"Temos um trabalho de longo prazo", disse ele. "Nesta Paraolimpíada, teremos uma delegação formada pela junção de duas grandes gerações: a de atletas que colocaram o Brasil em sétimo na Paraolimpíada de Londres e a de novos talentos. Seremos competitivos em todas as 22 modalidades dos Jogos."

O presidente do Comitê Paralímpico disse que paratletas como Daniel Dias e Terezinha Guilhermina devem colaborar para alavancar a conquista de medalhas na natação e no atletismo, respectivamente. O Brasil, historicamente, vai bem nas duas modalidades.

Ele afirmou também que o Brasil pode surpreender com bons resultados em esportes como tênis de mesa e goalball, nos quais o país ainda não tem grande tradição.

Com medalhas nesses esportes, o Brasil pode obter mais pódios que Estados Unidos e Austrália, quinto e sexto colocados em Londres-2012. Fazendo isso, e não sendo ultrapassado por Alemanha (oitava) ou Polônia (nona), o país terá feito bem seu papel nos Jogos Paraolímpicos, disse Parsons.

Cerimônia impulsionará ingressos

O presidente do CPB disse que a cerimônia de abertura da Paraolimpíada, que acontecerá no Maracanã, será grandiosa. Para ele, a festa deve impulsionar a venda de ingressos para sessões esportivas paraolímpicas, a qual está abaixo da esperada.

O Comitê Organizador Rio-2016 espera vender até 2 milhões de entradas para a Paraolimpíada até o final do evento. Segundo Parsons, menos de 1,6 milhão foram vendidas até terça.

Para ele, contudo, esse número vai aumentar muito até o final dos Jogos Rio-2016. "Ainda acho que dá para cumprir a meta", afirmou. "Na Olimpíada, a cerimônia de abertura impulsionou as vendas. Acho que acontecerá o mesmo na Paraolimpíada."

UOL Esporte