sábado, 12 de novembro de 2016

Violência assusta, e pilotos não saem do circuito churrasco-hotel em SP

(Foto: Mark Thompson/Getty Images)


"[O restaurante] Fogo de Chão, hotel, pista e aeroporto". Este é o roteiro predileto dos pilotos quando estão em São Paulo para o GP do Brasil. Apesar da maioria reconhecer que é difícil aproveitar mais as cidades que visitam ao longo da temporada, há quem reconheça que essa exploração mais limitada da capital paulista tem a ver com a falta de segurança.

Que o diga Jenson Button, assaltado à mão armada em 2010 na cidade. "Todos esses anos, só vi o rio, do aeroporto para o hotel e do hotel para o circuito", disse o piloto, que está na Fórmula 1 desde 2000. "É o mesmo para nós na maioria dos países: vamos aos lugares para fazer uma coisa, que é correr, e não para fazer turismo, o que acaba sendo uma pena porque perdemos a oportunidade de conhecer os lugares. Mas [o assalto] obviamente me afetou [na maneira como aproveita a cidade]."

Valtteri Bottas concorda com o inglês. Para o piloto da Williams, a violência e o trânsito acabam desestimulando os pilotos a saírem do roteiro tradicional, da pista para a churrascaria e para o hotel. "Só conheço isso, além do apartamento do Felipe [Massa]. Infelizmente, não vi muito".

Depende de quão cheia é nossa agenda e também é um fato que alguns lugares são mais seguros que outros e em algumas pistas, há mais para visitar nos arredores, o que não é o caso aqui."

Mesmo sabendo muito pouco sobre São Paulo, o clima da corrida agrada os pilotos. "Não posso dizer muito sobre a cidade. Eu posso dizer que nos dias de corrida o clima é incrível, muito sul-americano. É como no México, as pessoas amam corrida", observa Romain Grosjean.

"Eu gosto bastante daqui", concorda Nico Hulkenberg. "É especial atmosfera das pessoas. Consigo me identificar muito. Boa comida, é bem legal. Em anos anteriores eu já fui no restaurante que tem uma árvore no meio e é bem legal. É bem diferente da Europa, de onde eu venho, mas é bem legal."

O GP do Brasil é realizado em São Paulo sem interrupções desde 1990, mas ainda não está confirmado no calendário para a próxima temporada, apesar dos organizadores garantirem que têm um contrato em vigor e que este será cumprido.

UOL Esporte