quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

IPC socorre comitês após Rio 2016 não honrar reembolso de passagens

(Foto: AP)


O Comitê Paralímpico Internacional (IPC) reembolsou cinco comitês nacionais africanos pelos gastos com passagens para a disputa da Paralimpíada do Rio. O custo da viagem de todas as delegações deveria ter sido todo pago pelo Comitê Rio 2016, mas a entidade não honrou com o compromisso. Assim, as equipes precisaram pagar do próprio bolso para competir. As informações são do site “Inside the Games”


Outros países também bancaram as passagens com a promessa de que o Rio 2016 os reembolsaria posteriormente – o que deveria ter acontecido no dia 30 de novembro. Mas o IPC socorreu apenas as que estavam em situação financeira mais crítica, pois possuem orçamento muito limitado e contraíram empréstimos para investir na viagem.

- Estamos altamente desapontados que a segunda parcela para pagamento dos subsídios da viagem, assim como a primeira, não foi paga a tempo pelo Rio 2012 e estamos buscando urgentemente uma resolução de todas as partes envolvidas. Os pagamentos estão duas semanas atrasados e alguns de nossos menores comitês, que pegaram empréstimos, estão agora em sério risco de não honrar pagamentos. O IPC enviou uma carta ao prefeito Paes, que nos apoiou fortemente durante a Palimpíada, pedindo a ele para intervir – disse o diretor de comunicação do IPC, Craig Spence. 

A organização da Paralimpíada sofreu com a escassez de recursos, e a Prefeitura do Rio de Janeiro disponibilizou um aporte de R$ 150 milhões para que o Comitê Rio 2016 garantisse a realização do evento. Deste montante foram usados R$ 30 milhões. A Paralimpíada foi um sucesso de público e crítica, mas os organizadores seguem com débitos. 

O Rio 2016 foi autuado pelo Procon no fim de outubro por não ter reembolsado 140 mil torcedores que devolveram ingressos postos para revenda na plataforma online da entidade. Da lista de 20 mil credores logo após os Jogos, restaram 700, entre empresas e pessoas físicas, segundo o presidente Carlos Arthur Nuzman.

- Nós estamos na mesma situação como todas as cidades que terminaram os Jogos Olímpicos. Nós estamos pagando. E nós vamos pagar. Essa que é a questão. Nós temos recursos a receber e estamos trabalhando – disse Nuzman durante a Assembleia Geral da Associação de Comitês Olímpicos Nacionais (ANOC), em novembro, em Doha.

Globo Esporte