segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Repórter relata falta de segurança para clássico entre Botafogo e Flamengo

(Foto: André Durão)

Por Redação Blog do Esporte


O clássico entre Botafogo e Flamengo, válido pelo Campeonato Carioca e com vitória do rubro-negro por 2 a 1, foi marcado pelo episódio de violência próximo ao Engenhão, que resultou na morte de um torcedor e mais oito feridos encaminhados aos hospitais próximos ao local. O time alvinegro solicitou o cancelamento do jogo por episódios anteriores e a possível falta de policiamento para a partida, mas o pedido foi negado pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ).


Entretanto o repórter Fred Justo, que acompanhou o jogo em cobertura do canal SporTV revelou que o número de policiais anunciados previamente, e que consta na súmula do jogo, foi irreal e superior ao que realmente estava no entorno do Estádio Nilton Santos.

“Um policial me abordou ontem (domingo), no intervalo do jogo, para dizer que o combinado era não ter policiamento antes do jogo. Combinado, informalmente, entre eles. É uma afirmação forte, mas esse policial me procurou para dizer isso. Ele me falou que não adiantava dizer que tinha policiamento, porque não tinha. Que o policiamento só iria chegar, de fato, do meio para o fim do jogo. Os policiais do Batalhão de Choque, que são policiais altamente especializados em situações de conflito, chegaram quase no final do jogo”, disse o repórter a um programa da emissora.

De acordo com o jornalista, confusões anteriores ao clássico colocavam a segurança de torcedores em risco, além de que o número de policiais só aumentou depois da confusão generalizada, pois parte do efetivo foi deslocado para atuar em outros eventos que aconteciam na cidade.

“Ontem (domingo), teve manifestação na porta do Gepe. Na sexta-feira, não tinha nenhuma manifestação. Então, sabendo que haveria o jogo, familiares dos policiais foram para a frente do Gepe e impediram que os policiais saíssem. O próprio secretário de segurança do Rio de Janeiro determinou que a polícia civil fizesse o patrulhamento nas ruas porque sabia que a polícia militar não daria conta. Lembrando que tiveram blocos de carnaval nas ruas e policiamento deslocado para as praias, para evitar os arrastões. Tanto que, no meio do jogo, tinham policiais chegando das praias. Estavam deslocados e, por conta do conflito que ocorreu, foram levados para a porta do Estádio Nilton Santos”, comentou.

“Conversando com policiais, chamou atenção que um grupo de PMs foi chamado às pressas para atuar na porta do estádio. Só que a polícia militar não cedeu condução aos policiais e pediu que eles fossem de trem. Eles se rebelaram, disseram que não iriam de trem e uma empresa privada cedeu um ônibus para que os militares pudessem de deslocar para o estádio. Então, isso também resultou na demora da chegada. Quer dizer, houve a manifestação em frente ao Gepe, mas também teve uma falha no contingente, que não era suficiente, e a Guarda Municipal, que não tem expertise para atuar contra vândalos como esses da partida. A polícia mais especializada é o Gepe, mas, infelizmente, não pode atuar como queriam. O próprio major Silvio Luiz, comandante do grupamento, não pode sair do batalhão. Neste domingo, ele ficou no batalhão porque foi impedido de sair, por causa da manifestação dos familiares”, concluiu.