segunda-feira, 6 de março de 2017

Lugano aposta na defesa e deixa no ar a chance de renovar com o São Paulo

(Foto: Igor Amorim/saopaulofc.net)


Ao mesmo tempo em que o ataque do São Paulo de Rogério Ceni encanta, a defesa traz preocupação. Em nove jogos, o setor foi vazado 16 vezes. Somente contra o Moto Clube, na Copa do Brasil, a equipe terminou zerada. Questionado sobre o assunto, o experiente zagueiro Diego Lugano acredita que é preciso fazer um análise mais profunda do rendimento do setor.


– As estatísticas não são boas. Na semana passada, tivemos uma conversa, fizemos uma autocrítica com o Rogério vendo vídeos. E concluímos que nenhum dos gols sofridos foi por desequilíbrio tático. A maioria foi por decisões individuais, algumas por perder duelos individuais na área, muito longe de serem erros táticos ou coletivos. Isso nos dá tranquilidade porque, mesmo ofensivo, o time mantém equilíbrio importante – afirmou Lugano, que deve ficar como opção no jogo desta quarta-feira, contra o ABC, no Morumbi, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil.

O defensor acredita que ainda há espaço para a evolução e que o time defensivamente voltará a apresentar o rendimento do ano passado, quando terminou entre os melhores setores do Campeonato Brasileiro.

– Não gostamos de sofrer gols porque as críticas sempre caem nos defensores, mas temos de ser inteligentes para sabermos quais foram os erros. Temos que ser mais desconfiados em cada bola até passar essa fase. E pode escrever: quando chegarem os jogos decisivos, com nível máximo de concentração, a defesa será o que foi no ano passado, vai sustentar o time. Estou muito tranquilo porque sinto que será assim – ressaltou.

Na entrevista coletiva que concedeu na tarde desta segunda-feira, Lugano também falou sobre o fato do Corinthians não querer adiar o clássico diante do Tricolor, marcado para o dia 26. O Tricolor propôs atuar em outra data para que os jogadores convocados dos dois times pudessem estar em campo.

– Nunca esperamos um ato de fair play no futebol brasileiro, ainda mais de rivais nacionais. É normal, nós da América do Sul não temos a naturalidade suficiente para ter certos atos de grandeza. Mais isso demonstra o respeito que o São Paulo ganhou – disse o uruguaio.
O beque também falou sobre o seu futuro. Com contrato até junho, ele deixou no ar a possibilidade de esticar seu vínculo  com a equipe do Morumbi.

– Vai depender de como eu me sentir física e mentalmente. Há um ano eu não falto um minuto nos treinos e estou à disposição toda quarta e domingo. Estou num momento físico e mental melhor do que há dois ou três anos, isso me motiva a continuar, desfrutar da carreira. O contrato vai até junho e também vai depender do São Paulo. Se continuar assim, vou continuar.

Globo Esporte