segunda-feira, 1 de maio de 2017

Clássico registra confusões dentro e fora do estádio; Lucas Romero se envolve em discussão com atleticanos

(Foto: Reprodução)


As confusões da manhã e tarde domingo deixaram o divertimento do torcedor cruzeirense e atleticano, no primeiro jogo da decisão do Campeonato Mineiro, no Mineirão, em segundo plano, antes e depois da partida no Gigante da Pampulha. A Polícia Militar registrou incidentes fora e dentro do estádio. Em um deles, até o volante Lucas Romero, do Cruzeiro, esteve envolvido. A partida terminou com um empate sem gols, na presença de 40.694 torcedores presentes no Gigante da Pampulha proporcionaram.

A confusão envolvendo o volante argentino do Cruzeiro ocorreu já no estacionamento do estádio. Torcedores atleticanos, que deixavam o local, aproveitaram de frestras nos tapumes que os separavam dos do Cruzeiro e derrubaram a barreira física. Quando conseguiram, se encontraram com o jogador cruzeirense e alguns amigos pessoais. Ambas as partes começaram a se provocar e proferir palavras de baixo calão. Houve confronto entre os torcedores atleticanos e cruzeirenses, mas o grupo que estava Romero não se envolveu. A Polícia Militar chegou ao local antes que cruzeirenses e atleticanos se agredissem e impediu um confronto.

Ainda nas arquibancadas, após o fim da partida, também houve confronto entre torcedores cruzeirenses registrado no setor amarelo do estádio, mas a PM também chegou ao local e conseguiu dispersar os cruzeirenses.

Ainda segundo a Polícia Militar, foram registradas quatro ocorrências no estádio. Uma por causa de uso de bombas na divisória entre as torcidas - uma na parte da torcida cruzeirense e outra na dos atleticanos. Em outra, um torcedor do Atlético-MG foi preso, por provocar torcedores cruzeirenses na chegada ao estádio. Ele liberado, após prestar esclarecimento. Outras duas ocorrências foram por causa de furto.

Durante a partida

Em maioria, os cruzeirenses começaram a concentração cedo no Mineirão, aproveitando para almoçar nas redondezas do estádio e para confraternizar com os amigos. Já a minoria do domingo, os atleticanos rapidamente passavam pela torcida e iam para o Mineirinho, local de concentração dos alvinegros. Apesar da tranquilidade, o clima era de tensão. Bastava uma fresta para uma torcida ver a outra e começar a provocação. Na passagem do Mineirinho, algumas pequenas frestas eram usadas para os atleticanos gritarem contra os cruzeirenses. Do outro lado, a torcida azul respondia. Algumas latas de cervejas chegaram a ser arremessadas dos dois lados, mas nada grave.

Durante a partida, o clima foi de tranquilidade. Mesmo minoria no Mineirão, a torcida do Galo conseguia sobressair sobre a do Cruzeiro em alguns momentos, mas na maioria dos primeiros 45 minutos, o incentivo veio da maior presença de cruzeirenses, que até chegaram a comemorar o gol de Arrascaeta, mas o lance anulado por falta em Victor frustrou os torcedores.

Se no segundo tempo o jogo melhorou bastante, a participação dos torcedores também. Com mais chances de perigo, a participação das arquibancadas foi muito mais intensa, com o grito de "hhh" sendo ecoado por várias vezes. O melhor ficou reservado para os minutos finais. Com a tensão no limite na busca pelo gol que tiraria um dos zeros do placar, as torcidas cantaram cada vez mais alto. No entanto, a força dos torcedores não ajudou em campo. O 0 a 0 dos campos não era justo com os mais de 40 mil presentes.

Globo Esporte