sexta-feira, 30 de junho de 2017

Alemanha supera favoritismo espanhol, vence e leva o bi da Eurocopa Sub-21

(Foto: AFP)


É possível olhar para cima, para baixo e ver a mesma seleção alemã. Mudam os nomes, mas a estrutura de jogo está ali. Por lá é ensinado desde a base que o futebol é um esporte coletivo, acima dos talentos e caprichos individuais. Pois a Espanha era a favorita na decisão da Eurocopa Sub-21, nesta sexta-feira, em Cracóvia. Mas encontrou uma Alemanha resistente, capaz de anular Saúl, Ceballos e Asensio, e de também jogar bola. O gol de Weiser, aos 40 minutos do primeiro tempo, definiu a vitória por 1 a 0 e premiou a geração que se dividiu entre Polônia e Rússia, onde oito nomes com idade para disputar o torneio fazem parte da seleção principal, finalista da Copa das Confederações. O sucesso de um planejamento coroado com o bicampeonato da categoria.

A derrota da Espanha mantém a Itália como maior campeã isolada do torneio, com cinco títulos. Os alemães, por outro lado, agora são bi, juntamente a União Soviética (1980 e 1990, antes da dissolução), Holanda e Inglaterra. O primeiro título veio em 2009, com a geração de Neuer, Boateng, Hummels, Khedira e Özil. Pelo que mostrou na Polônia, Arnold pinta como o principal candidato a integrar em breve a seleção de Joachim Löw, onde já estão Kimmich, Ginter, Henrichs, Süle, Can, Goretzka, Brandt e Werner.

A Alemanha foi melhor no primeiro tempo, onde construiu sua vantagem com o gol de cabeça de Weiser, aos 40 minutos. Poderia até ter descido para os vestiários com vantagem maior não fossem as importantes defesas de Arrizabalaga ou a trave que impediu o gol de Meyer. A Espanha praticamente não encontrava espaços, então o jeito foi tentar de longe. Saúl, aos 12 da etapa final, pôs Pollersbeck para trabalhar pela primeira vez. Depois, aos 27, Ceballos - eleito o jogador do torneio - tirou tinta da trave. Foi o máximo permitido pelos alemães, merecidamente campeões.

A Espanha deixa a Eurocopa com algumas lições a aprender e também pontos positivos. Viu o crescimento de Ceballos, do Betis, mas que certamente será assediado nas próximas semanas de mercado. E a maturação de Saúl, artilheiro do torneio, com cinco gols, e Asensio, vice-artilheiro, com três - empatado com o português Bruma. Ainda há outros nomes para olhar com carinho: o goleiro Kepa, Vallejo, Llorente... Todos com capacidade para dar a volta por cima em 2017/18 e, quem sabe, beliscar uma vaga na seleção de Julen Lopetegui.

Globo Esporte