quinta-feira, 6 de julho de 2017

CBB propõe estatuto para abrir eleições para atletas, árbitros, técnicos e clubes

(Foto: Reprodução)


O Conselho da nova gestão da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), presidida por Guy Peixoto, tomou uma decisão importante para os rumos do basquetebol nacional em uma reunião realizada na cidade de Recife, em Pernambuco, no dia 2 de junho. A entidade que comanda a modalidade no país vai propor um novo estatuto que promete democratizar eleições, tanto presidenciais quanto em Assembleias. Ou seja, atletas, ex-jogadores com papeis de relevância no cenário do basquete, clubes, técnicos e árbitros poderão participar dos pleitos.

O objetivo é tornar a tomada de decisões mais democrática. Um grupo de trabalho com membros do Conselho da nova gestão está montando um plano de como serão essas eleições e está definindo cortes para os possíveis votantes. Por exemplo, quais atletas poderão participar? Precisará ser medalhista olímpico? Em relação aos clubes, precisa estar no NBB? Precisa ter basquete há quanto tempo no cenário nacional? Em relação aos árbitros, precisa ser do quadro da Fiba? Essa proposta vai responder questões deste tipo. Nos próximos 30 dias, Guy Peixoto vai convocar a Assembleia que votará essa questão.

Atualmente, todas as federações votam. Para que a mudança no estatuto seja aprovada, 2/3 delas precisarão ser a favor. As decisões, no modelo atual, passam praticamente apenas pelas federações, já que, além delas, apenas um esportista, que é o presidente da associação de atletas e representa todos eles, tem direito a voto. A CBB está confiante na aprovação.

Se o novo estatuto for aprovado em Assembleia, ele já valerá para a próxima eleição, em março de 2021. É possível ainda que a nova regulamentação já valha para Assembleias futuras, não somente para pleitos presidenciais. Por exemplo, se a CBB for votar a construção de uma estrutura nova, atletas, ex-atletas com relevância no cenário nacional do basquete, árbitros e clubes poderão participar da decisão.

O modelo segue o que a Confederação Brasileira de Vela (CBVela) fez recentemente. Essa entidade adotou uma nova regra em seu estatuto que amplia a participação de atletas na gestão da entidade, algo que não é visto na maioria das confederações no país. Velejadores, técnicos, oficiais de regata e medalhistas olímpicos passaram a ter direito a voto na eleição para a presidência da entidade. A decisão foi tomada pela Assembleia Geral da CBVela, no fim de abril, no Iate Clube de Brasília.

A reunião do dia 2 de junho ainda tratou de outros assuntos ligados à agenda que fez a Fiba liberar a suspensão da CBB provisoriamente no dia 21 de junho. Um dos objetivos da entidade máxima do basquete nacional é passar a borracha na gestão anterior abrindo a eleição para que todos possam participar das decisões do novo basquetebol brasileiro.

O novo presidente da CBB, Guy Peixoto, foi eleito no dia 10 de março. Desde então, ele correu atrás do fim da suspensão junto à Fiba. Um dos primeiros passos foi a contratação de uma firma de auditoria para revirar os últimos oito anos da gestão anterior, de Carlos Nunes, por conta de suspeita de fraudes. A medida foi vista com bons olhos pela Fiba, que estreitou as conversas até tomar a decisão de acabar com a suspensão no dia 21 de junho.

A CBB ainda busca os técnicos para as seleções masculina e feminina. Os homens vão disputar a Copa América, que acontece entre os dias 25 de agosto e 3 de setembro em três países, Argentina, Colômbia e Uruguai. As mulheres também vão competir na Copa América, só que de 7 a 13 de agosto em Buenos Aires, na Argentina. Essa competição vale três vagas na Copa do Mundo feminina.

Globo Esporte