domingo, 2 de julho de 2017

Desconfortável no Z-4, Ceni cobra reação do São Paulo: "É hora de unir forças"

(Foto: Rubens Chiri / site oficial do SPFC)


Rogério Ceni está abatido com a presença do São Paulo na zona do rebaixamento do Brasileirão. O técnico, no entanto, está confiante que o time sairá dessa situação. Depois da derrota por 2 a 0 para o Flamengo, o comandante falou sobre a situação da equipe. Com apenas 11 pontos em 11 jogos, o Tricolor está na 17ª colocação do campeonato.


– Tem de ganhar jogos, não tem jeito. Tem de seguir trabalhando, fazendo a equipe se tornar mais forte dentro de campo e mentalmente. Não é bom frequentar em momento algum a zona de rebaixamento. Temos 27 rodadas pela frente e temos que buscar sair dessa situação. Enfrentei essa situação em 2013 como jogador e ano passado como torcedor. É hora de unir forças – disse Ceni.

– É uma zona desconfortável para se estar, assim como outros times também passaram por essa situação. Temos que reverter. Tem meio turno para reagir e depois começar com novo pensamento a partir do momento em que se distanciar do grupo – acrescentou.

Ceni fica tranquilo em saber que a pressão maior por uma reação seja maior em cima dele, um dos maiores ídolos da história do São Paulo. Para muitos, o maior.

– Graças a Deus que é em cima de mim a pressão. Fico feliz. Pela história que construí, pelo lastro que tenho, já conquistei muitos títulos e tive decepções. Ganhei campeonatos brasileiros, fui eliminado em mata-mata e já frequentei meio de tabela. Em 2013, teve a situação semelhante de agora. Lá, saímos com cinco vitórias e um empate em seis jogos – projetou o técnico.

Sobre a derrota para o Flamengo, o treinador do São Paulo lamentou o lance que originou a falta cobrada por Guerrero com perfeição no primeiro gol do adversário.

– Uma pontuação baixa atrapalha, o jogador entra mais pressionado. E ainda pegamos sequência de dois jogos fora de casa, contra o Flamengo e Santos. O time vinha bem até o Vuaden encontrar uma falta. Conseguiu colocar dez metros de distância na barreira. A chance de gol era muito grande.

– Naquela bola parada, o Flamengo mudou o jogo que estava equilibrado. Montamos um time para neutralizar o meio-campo do adversário. Os dois Evertons gostam de jogar por dentro. Por isso, botamos três volantes, sendo um de contenção e dois que poderiam puxar contra-ataques. Na hora que saiu o gol, perdemos a concentração e tomamos outro. Aí fica difícil ter reação – concluiu.

O São Paulo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro no próximo domingo, às 19h. O Tricolor vai até a Vila Belmiro para encarar o rival Santos, pela 11ª rodada da competição.

Globo Esporte