terça-feira, 29 de agosto de 2017

Érika Miranda derrota campeã olímpica e leva o bronze no Mundial de Budapeste

(Foto: Reprodução)


Há quatro anos, no Maracanãzinho, Érika Miranda teve que se contentar com a prata ao perder para Majlinda Kelmendi na final do Mundial do Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, ela reencontrou a agora campeã olímpica e bicampeã do mundo e deu o troco. Foi na disputa do bronze no Mundial de Budapeste, na Hungria. A brasiliense derrotou a atleta do Kosovo e conquistou a primeira medalha do Brasil na competição. Érika foi ao pódio nos últimos quatro mundiais (2013, 2014, 2015 e 2017), acumulando uma prata e três bronzes e igualando-se a Mayra Aguiar, também com quatro pódios (2010, 2011, 2013 e 2014), como a maior medalhista brasileira na competição.

- Esse ano estou muito feliz, apesar de ter sido um bronze. Acho que tive um desgosto exatamente há um ano na Olimpíada dentro de casa. Desacreditei bastante, mas... Estou muito feliz, não tenho palavras para expressar. Eu tinha treinado bastante, fiz um treinamento de campo fora e, coincidentemente, estava ela (Kelmendi). É uma campeã olímpica, uma grande adversária - disse.

O ouro da categoria meio-leve feminino (52kg) ficou com a japonesa Ai Shishime, que derrotou sua compatriota Natsumi Tsunoda, a mesma que venceu Érika e a mandou para a repescagem. O outro bronze foi para a russa Natalia Kuziutina. Ela venceu a israelense Gili Cohen.

O caminho de Érika até o bronze

O dia da brasiliense começou contra a australiana Tinka Easton. Ela venceu por ippon. O mesmo ocorreu na segunda luta, quando enfrentou Agata Perenc, da Polônia. Nas quartas de final, pegou a japonesa Natsumi Tsunoda. Com 2min30s, um golpe da rival encaixou, e ela saiu vitoriosa por ippon. Foi dessa forma que a judoca do Brasil parou na repescagem.

Érika se recuperou da derrota e encarou Distria Krasniqi, do Kosovo. Sua rival chegou a ter dois shidos, contra um da brasileira. No entanto, ela controlou bem a luta e conseguiu a vitória por um waza-ari. Na disputa do bronze, pedreira. A campeã olímpica e bicampeã mundial Majlinda Kelmendi. A luta foi bem travada, mas a brasileira conseguiu um waza-ri faltando 40 segundos para o fim. Levou duas punições, mas conseguiu administrar o resultado até o cronômetro zerar.

Como foram os outros brasileiros?

Outra representante feminina do Brasil nesta terça-feira, a piauiense Sarah Menezes estreou no Mundial em um novo peso. Ela trocou de categoria após a Rio 2016, deixando a -48kg, na qual foi campeão olímpica em Londres 2012, e migrou para a -52kg. Na primeira luta, empolgou ao segurar a alemã Nieke Nordmeyer e vencer por ippon. Contudo, o Japão esteve no caminho da seleção de novo. Sarinha, como é chamada pelos companheiros, caiu para Ai Shishime, também por ippon, e está eliminada do torneio em Budapeste.

No masculino, Charles Chibana, lutador da categoria -66kg, fez uma luta duríssima contra o francês Kilian Le Blouch. O brasileiro estava bem, chegou a fazer boas entradas e viu seu rival ficar com duas infrações. Mas, no Golden Score, ele levou a terceira e foi desclassificado. Antes disso, o judoca do Brasil havia vencido o cazaque Mukanov por um waza-ari.

No terceiro dia do Mundial de Budapeste, o Brasil entra no tatame com a campeã olímpica Rafaela Silva (57kg) e Marcelo Contini (73kg), ambos na categoria leve. As eliminatórias começam às 5h e as finais serão às 11h (horário de Brasília).

Globo Esporte