terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ponto de Opinião: Porque a suposta propina da Rio 2016 não é nenhuma novidade

(Foto: Reuters)

Por Redação Blog do Esporte


A Polícia Federal direcionou suas investigações ao mundo do esporte brasileiro nesta terça-feira (5), ao investigar uma suposta distribuição de propina em troca de votos para a cidade do Rio de Janeiro sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Atletas chegaram a compartilhar o assunto nas redes sociais e chamar o episódio de “vergonha”.

As investigações apontam o presidente do Comitê Olímpicos Brasileiro (COB), Carlos Artur Nuzman, como responsável pela distribuição de dinheiro para os representantes que votariam na escolha da sede de 2016. Buscas e apreensões foram feitas no apartamento do presidente.

No entanto, este tipo de coisa não é nenhuma novidade, se comparado com a Copa do Mundo, que houve esquema de propina para a escolha da Alemanha em 2006, África do Sul em 2010, Brasil em 2014, Rússia em 2018 e Catar em 2022. Investigações foram feitas por parte da Fifa, e mesmo não chegando a uma condenação, apontaram superfaturamentos e agrados para eleitores.

A Operação levou o nome de Unfair Play (Jogo Sujo) e apontou Nuzman como peça chave da compra de votos. O dirigente esteve na sede da PF no Rio nesta terça, onde prestou depoimento por volta das 14h30.

Autoridades francesas e brasileiras participaram da coletiva na Superintendência da Polícia Federal: Eduardo El Hage (procurador da república), Fabiana Scheiner (procuradora da república), Frederico Skora (delegado da Polícia Federal), Jena-Yves Lourgouilloux (procurador nacional adjunto-financeiro da França), Renaud Van aRuymbeke (juiz investigador financeiro titular da França) e Anderson Bichara (delegado regional de combate ao crime organizado) e Antonio Beaubrun (delegado da Polícia Federal).

Vamos ver até onde essa investigação alcança, pois nem na metade dos possíveis bastidores nós estamos perto. O buraco é bem mais embaixo.