quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Virada monumental: Scocco faz cinco, River massacra Wilstermann e está na semifinal

(Foto: EFE)


O que fazer quando são precisos quatro gols de vantagem para obter uma classificação? Marcar os quatro. Em cada tempo. O River Plate exagerou em sua "remontada". Massacrou o Jorge Wilsterman na noite desta quinta-feira. E propiciou aos mais de 60 mil presentes no Monumental de Nuñez uma noite histórica. Goleou o time boliviano por 8 a 0, após levar 3 a 0 no jogo de ida, em Cochabamba. O atacante Scocco, ex-Internacional, teve, seguramente, a melhor atuação de sua vida. Marcou cinco dos oito gols do time de Marcelo Gallardo. O River está vivo. E se agiganta na luta pelo tetra.


Os céticos, esses insistentes, engoliram em seco aos 19 minutos do primeiro tempo. Foi o tempo necessário para o River Plate despachar o Jorge Wilstermann. Isso porque aos oito, Scocco fez um golaço depois de uma caneta no zagueiro e drible no goleiro para abrir o placar. Aos 13, o mesmo Scocco, com um chute cruzado da esquerda, fez o segundo. E, adivinhem, Scocco, aos 19, cruzou da esquerda, e Olivares aceitou: 3 a 0. O Millonario viva uma noite única. Os bolivianos, assustados, não passaram do meio-campo. E, ainda no primeiro tempo, os donos da casa conseguiram o placar necessário. Aos 35, Enzo Pérez recebeu de Scocco (que atuação!) na direita e mandou para o gol: 4 a 0.

42 segundos. E gol. Um gigante leva segundos para mostrar sua força. E na volta do intervalo o massacre do Millonario continuou. O time de Marcelo Gallardo brincou de dar passes. Pela direita, Montiel achou Scocco, que empurrou para o gol. Pouco depois, aos sete minutos, Azqui tabelou com Pity Martínez, rolou para Nacho Fernández atrás, e o meia mandou para o gol: 6 a 0 (não perca a conta).

Os bolivianos, descontrolados, corriam pelo impecável gramado do Monumental em um ritmo de súplica pelo fim do jogo. Mas os donos da casa não diminuíram o ritmo. E, aos 12, Scocco entrou para a história. Aproveitou rebote e tornou-se o primeiro jogador a fazer cinco gols em um jogo de mata-mata da Libertadores. Sobrou tempo para o oitavo. Enzo Pérez, em arrancada incrível, tocou por cima de Olivares e balançou as redes: 8 a 0.

Os exigentes torcedores do River Plate sofriam com as perdas de Driussi e Alario, que formavam a grande dupla de ataque da equipe. Desde que chegou ao clube, em junho, Scocco não havia ganhado inteiramente a confiança dos millonarios. Não até o ex-Inter fazer histórica. Seus cinco gols o colocam em um patamar único: o atacante é o primeiro a marcar tantos gols em um só jogo de mata-mata da Libertadores. Ele, que estreou nas oitavas de final, chegou aos seis e está atrás apenas de Chumacero na artilharia da competição.

A Bolívia estava em festa após o 3 a 0 no jogo de ida. O país se mobilizou para ver novamente uma equipe do país na semifinal da Libertadores, fato que só ocorreu quatro vezes na história - uma com o próprio Jorge Wilstermann, em 1981. Em Cochabamba, quatro telões foram instalados para que os torcedores pudessem acompanhar a partida desta quinta. Mas o time não correspondeu. Se assustou com a intensidade do River. E frustrou todos os torcedores bolivianos.

O River Plate ficou perto da maior goleada da história da Libertadores. Em 1970, o Peñarol fez 11 a 2 no Valencia-VEN e, até hoje, tem a maior vitória da competição. O Próprio River, também em 1970, fez 9 a 0 no Universitario de La Paz-BOL. É a sexta maior goleada do torneio e a maior em um jogo válido por um mata-mata desde que o torneio ganhou o atual formato, em 2000.

Globo Esporte