segunda-feira, 9 de outubro de 2017

"Global", Chelsea é o clube que usa mais estrangeiros nas grandes ligas da Europa

(Foto: Reprodução/CIES)


O futebol inglês é conhecido por atrair um grande número de jogadores estrangeiros, mas um time se destaca nesse quesito: o Chelsea. A maior prova disso é uma pesquisa feita pelo "CIES Football Observatory" (observatório de futebol do Centro Internacional de Estudos de Esporte) para determinar o percentual de uso de estrangeiros nas equipes de 35 grandes ligas nacionais da Europa. Entre as cinco consideradas como principais (Inglaterra, Espanha, França, Alemanha e Itália), os Blues são os que mais confiam em atletas de fora do país. No total, 90,4% dos jogadores usados na liga inglesa até aqui são de fora da Terra da Rainha.

Na soma geral, o Chelsea ocupa a 5ª posição em um ranking que engloba as 100 principais equipes neste quesito. O líder é o Apollon Limassol, do Chipre, com impressionantes 98,9%. Entre os atletas, quatro brasileiros: o lateral-esquerdo Jander e os meias Alef, Allan e Alex da Silva. O clube é seguido por mais dois cipriotas: Anorthosis (95,3%) e AEK Larnaca (91,5%). Entre os clubes que são "figurinha carimbada" nas competições continentais, o Galatasaray, da Turquia, é o único acima do time inglês, em 4º lugar, com 90,6%.

Depois do Chelsea, a equipe que usa mais estrangeiros entre o chamado top-5 é o Arsenal, no 16º lugar com 84,1% do total. O City é o 27º (78,4%), enquanto o Manchester United é o 30º (77,6%) e o Liverpool ocupa o 44º lugar (73,5%).

Com os maiores gastos da última janela de transferências, o Paris Saint-Germain passa longe dos primeiros nesse quesito. Mesmo com a chegada de nomes como Neymar e Daniel Alves, a equipe tem 65,4% de estrangeiros em suas escalações e está só na 76ª colocação. O Monaco, por exemplo, é o 42º com 74,1%.

Outro ponto de destaque é a ausência de equipes espanholas nos lugares de topo. O Sevilla é o time mais bem colocado na lista, mas está apenas no 64º lugar, com 67,8% de estrangeiros. A dupla formada por Real Madrid e Barcelona sequer aparece, enquanto o Atlético de Madrid ficou com a 85ª posição, com 63,4%.

A análise leva em conta a quantidade de minutos jogados pelas equipes somente na competição de seu país, e considera como um "jogador estrangeiro" aquele que nasceu em um país diferente do que o clube atua e se transferiu por motivos futebolísticos.

Globo Esporte