sábado, 25 de novembro de 2017

CNE aprova aplicação de recursos do Comitê Paralímpico Brasileiro; AGLO apresenta balanço do legado olímpico

(Foto: Francisco Medeiros/ME)


O Conselho Nacional do Esporte (CNE) realizou nesta sexta-feira (24.11), no Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, sua 41ª reunião ordinária. Durante o encontro, os conselheiros aprovaram o Relatório de Aplicação de Recursos do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e acompanharam a apresentação do balanço do legado olímpico feito pela Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO). Ainda no encontro, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, e o presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Paulo Wanderley, assinaram Termo de Ajustamento de Conduta.

O CPB é a segunda entidade esportiva a prestar contas dos gastos anuais. O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) já havia apresentado o relatório em reunião anterior do CNE. Para o ministro do Esporte, a exigência de transparência é fundamental para a evolução da gestão e governança no esporte. "Parabenizo o CPB pelo trabalho desempenhado e pela colaboração na prestação das informações para que pudéssemos trazer o relatório para deliberação do Conselho”, disse o ministro.

O presidente do CPB, Mizael Conrado, destacou a importância de apresentar as atividades desenvolvidas pelo Comitê ao CNE. Segundo ele, o orçamento do CPB se divide entre valores repassados para as confederações, valores destinados ao custeio de cinco modalidades que são diretamente administradas pelo CPB e a manutenção do Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. “Além dos repasses diretos, os atletas e as confederações têm importante financiamento indireto para as ações que são realizadas no centro de treinamento”, citou. Em 2017, 126 eventos foram realizados no centro.

Outros temas foram debatidos no encontro do CNE. O primeiro item da pauta foi o debate sobre o Plano Nacional do Desporto. Após breve introdução, foi criada uma subcomissão para analisar o tema. Também foi apresentada a tábua de infrações e penalidades para o rugby, encaminhada pela Confederação Brasileira de Rugby. O CNE aprovou ainda indicação para o Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem. Além disso, foi aprovada a resolução que estabelece os procedimentos para descredenciamento e aplicação de sanções a oficiais de controle de dopagem. No último item de deliberação, os membros do Conselho ratificaram os critérios para a concessão de Bolsa Atleta a atletas de modalidades não-olímpicas e não-paralímpicas.

Legado

A reunião do CNE também deu destaque para o legado olímpico e a utilização das estruturas construídas para os Jogos Rio 2016. De abril a outubro de 2017, 92 eventos foram realizados no Parque Olímpico da Barra e no Parque Olímpico de Deodoro, com a presença de cerca de 288 mil pessoas, dentre os quais, mais de 13.500 atletas. “Falaram muito que o Parque Olímpico se tornaria um elefante branco, mas afirmo que temos dificuldade de marcar todos os eventos que nos são solicitados, por falta de calendário”, disse Paulo Márcio, presidente da AGLO.

Paulo Márcio destacou o sistema de contrapartidas adotado como modelo de legado olímpico, no qual todos os recursos arrecadados ou gerados na locação dos espaços olímpicos são revertidos em benfeitorias das próprias arenas. O plano de utilização elaborado pela equipe da AGLO analisou qual a melhor forma de transformar as instalações do modo “Jogos” para o modo “Legado”. “Sabemos da importância de se desenvolver um modelo de gestão sustentável. No primeiro evento no Parque, o Desafio dos Gigantes, a Confederação Brasileira de Vôlei entrou com um valor e colocamos guarda-corpo no Centro Nacional de Tênis. A partir dessas contrapartidas, começamos a entender que conseguimos diminuir as necessidades de investimentos públicos”, explicou.

O ministro Leonardo Picciani ressaltou os números do legado e reforçou que as estruturas esportivas preparadas para a realização os Jogos Olímpicos são para uso de toda a população brasileira. Para ele, existe falta de compreensão do processo de ocupação e utilização do legado olímpico. "Temos a convicção de que o processo de consolidação do legado está muito bem avançado, cada dia mais cumprindo seu papel e dando resultado desejado para o esporte e para a sociedade brasileira”, afirmou.

Ministério do Esporte