quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Grêmio reclama de arbitragem e prepara ofensiva à Conmebol

(Foto: Reprodução)

Por Redação Blog do Esporte


A vitória de 1 a 0 sobre o Lanús, no primeiro jogo da final da Libertadores, não trouxe tranquilidade ao Grêmio. O clube questionou algumas atitudes do árbitro chileno Júlio Bascuñan, principalmente em um suposto pênalti não marcado em cima do atacante Jael.

O presidente tricolor, Romildo Bolzan Júnior, enviará um emissário à sede da Conmebol para que erros como esse não se repitam no segundo jogo, na Argentina. Outra reclamação foi que o árbitro de vídeo não foi utilizado no lance, o que irritou os jogadores do Grêmio.

"Nós vamos tirar a limpo tudo isso. O Grêmio vai à Conmebol, ter as reuniões que precisa ter. Vai ao Paraguai saber como as coisas vão se comportar para a semana que vem. Não queremos nada além de saber a lisura do processo. Não seremos roubados pela arbitragem", disse Bolzan Júnior.

Uma polêmica semelhante ocorreu na semifinal contra o River Plate. Os Millionarios venciam por 2 a 0 quando Marcone encostou a mão na bola no momento em que Scocco tentava invadir a área. A arbitragem ignorou o lance e não utilizou o árbitro de vídeo. Entretanto, no final do jogo, o Lanús teve um pênalti marcado com a interferência da tecnologia.

“O River Plate deixou de estar aqui. Parece que tiveram pena do Lanús. Estava 2 a 0 para o River, um pênalti claro, 3 a 0 ficaria praticamente irreversível. Claro que o Lanús teve força, méritos. Acho que eles não precisam disso, uma equipe qualificada. Nós não queremos ser beneficiados, mas também não queremos ser prejudicados. Saímos tristes por isso. A gente não sabe se faria o pênalti, mas se convertesse era 2 a 0, um resultado significativo”, disse o goleiro Marcelo Grohe.

Presidente Romildo Bolzan (Foto: Eduardo Moura)

Tecnologia

A equipe que estava comandando o VAR também foi alvo de críticas. O português Nuno Pereira foi alvo de reclamações por parte do presidente Romildo Júnior. "Se a gente perder a Libertadores, vai ver só! Vagabundo!", disparou o dirigente. O lance foi avaliado como limpo pela equipe da tecnologia e Romildo disparou.

“Não sei que jogo eles viram. E isso me preocupa. Vou deixar por aqui neste momento, porque também conversei com o Wilson Seneme (brasileiro, presidente da comissão de arbitragem da Conmebol) e não tive essa sensação dele. Mas também não vou fazer juízo. Vamos ter atenções multiplicadas por muitos fatores para ter certeza do que está acontecendo. Podemos perder o título no campo, mas não pela arbitragem. Podem ter certeza”.

Interferência

Outra preocupação do Grêmio remonta a eliminação da Chapecoense pela escalação irregular do zagueiro Luiz Otávio. À época, a Chape venceu o jogo por 2 a 1, mas a Conmebol puniu o clube brasileiro e reverteu o placar para 3 a 0 para os argentinos. O presidente da Chape, Plínio David De Nes Filho, assumiu o erro, mas disse que um diretor do Lanús foi duas vezes no vestiário da arbitragem para avisar sobre o problema com o jogador, algo que não é permitido aos clubes.

“Tem o árbitro de vídeo, tem os recursos. Nem falo o lance do Ramiro (no fim do primeiro tempo), que é discutível, mas no do Jael ele (árbitro) colocou o apito na boca e mandou seguir. A gente quer um futebol honesto, justo, mas quando têm oportunidade, nos comprometem”, afirmou Romildo.