quinta-feira, 15 de março de 2018

Aos 37 anos, Ricardo Oliveira chega a 50% dos gols de 2017 e não é substituído no Galo

(Foto: Bruno Cantini/ Atlético-MG)


Ricardo Oliveira chegou ao Atlético-MG com o desafio de substituir Fred. A missão exigia ainda rebater a desconfiança, já que, aos 37 anos, o atacante vinha de uma temporada ruim pelo Santos. A melhor resposta só podia ser encontrada em campo. Passados dois meses, o camisa 9 vem reconstruindo a imagem de matador. Contra o Figueirense, na noite de quarta-feira, no Independência, pela Copa do Brasil, em apenas dois meses de futebol na temporada, Ricardo Oliveira chegou à metade dos gols que marcou em todo 2017.

Na atual temporada, Ricardo Oliveira só ficou fora dos três jogos em que o Atlético-MG optou por escalar reservas. Nas outras 12 partidas, o atacante mostrou que está com fôlego. Não foi substituído em nenhuma delas. São seis gols marcados e uma assistência.

Em 2017, o atacante participou de 40 dos 66 jogos do Santos. Foram 12 gols feitos, além de duas assistências. Nas 15 primeiras partidas do Peixe no ano passado - número disputado até agora pelo Atlético-MG -, Ricardo Oliveira esteve em campo oito vezes, sendo que em cinco atuou os 90 minutos. Marcou dois gols. Quando completou 12 jogos - número atual pelo Galo -, havia feito três gols e disputado sete confrontos até o final.

O começo de 2017 foi prejudicado por conta de uma caxumba, que o fez perder parte da pré-temporada. Ele ainda sofreu com uma pneumonia no meio do ano, além de lesões. Agora, pelo Atlético-MG, o atacante está passando longe do departamento médico.

- Acima do individual, tem que cooperar e servir para o crescimento coletivo - disse ainda no intervalo do jogo contra o Figueirense, após marcar e deixar empatado em 1 a 1.

Na etapa final, o Atlético-MG sofreu o segundo gol e acabou derrotado por 2 a 1, placar que levou a decisão da vaga na Copa do Brasil para os pênaltis. O Galo levou a melhor e se classificou. Ricardo foi o autor de um dos gols nas penalidades. Fábio Santos, Tomás Andrade e Luan também converteram para o Atlético-MG.

- É uma competição de mata-mata. Às vezes as coisas não saem como nós esperávamos. Tem de ser assim, com emoção, na vontade, na briga. Futebol é isso também. A gente sabe que o torcedor exige muito isso, tenho certeza que isso não vai faltar. A gente vai em busca de crescer e de melhorar a cada jogo - concluiu o atacante.

Globo Esporte