quarta-feira, 21 de março de 2018

Com 30 países e 240 atletas inscritos, Rio sedia o Mundial de Paraciclismo pela 1ª vez

(Foto: Marco Antonio Teixeira/CPB/MPIX )


O Velódromo do Parque Olímpico da Barra da Tijuca, no Rio, recebe, a partir desta quinta-feira, o Mundial de Paraciclismo de Pista. Contando com a participação de 240 atletas de 30 países, o evento, inédito no país, conta pontos para o ranking classificatório dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. A cerimônia de abertura será às 9h30 e as disputas começam às 10h com provas qualificatórias. A partir das 15h serão realizadas as primeiras finais. O Mundial vai até domingo e tem entrada gratuita.

O Brasil será representado por 11 competidores, maior delgação do país em um Mundial de Paraciclismo de Pista. Os brasileiros que estarão em ação no Velódromo são: Marcelo Andrade (tandem) e Marcos Novello (piloto), Carlos Alberto Soares (classe C1), Victor Herling (classe C2), Fábio Lucato (classe C3), Johnatan Mineiro (classe C5), Lauro Chaman (classe C5), Soelito Gohr (classe C5), Marcia Fanhani (classe B – tandem), Taise Benato (piloto), e Telma Aparecida Bueno (classe C5).

- Estamos muito animados. A equipe está bem equilibrada e esperamos fazer um grande evento para a nossa torcida. Vamos ter pilotos profissionais com experiência em grandes competições para guiar os paratletas do tandem (Marcia e Marcelo). Temos o Johnatan do C5 que é muito bom, dois atletas de Goiás, o Carlos Alberto do C1 e o Victor do C2, além do Fabio Lucato (C3), que estão pedalando num bom nível e podem surpreender. O Lauro teve um ciclo muito bom nos anos de 2016 e 2017 e deve ser um dos destaques. O mais experiente da equipe, Soelito Gohr, concentrará a energia em uma única prova. E pela primeira vez, teremos uma representante mulher na classe C5, a Telma - disse o chefe da delegação do Brasil, Romolo Lazzaretti.

Entre os participantes do Mundial, 48, sendo 26 homens e 22 mulheres, foram medalhistas nos Jogos Paralímpicos do Rio. A primeira disputa desta quinta será a da classe C2, com participação da australiana Amanda Reid, ganhadora de três ouros no último Mundial; a holandesa Alyda Norbruis, dona de dois ouros na Rio 2016; e a chinesa Zeng Sini, vencedora de dois ouros no Mundial de 2016.

Na C3 feminino, os grandes nomes são a americana Jamie Whitmore, ouro e prata nos Jogos Rio 2016; a australiana Simone Kennedy, prata nos Jogos de Londres 2012; e a britânica Megan Giglia, bicampeã mundial e ouro na Rio 2016. No C2 masculino, Tristen Chernove é um dos grandes nomes desse Mundial. O canadense ganhou seis dos últimos oito ouros em grandes competições, sendo três no Mundial de 2017, duas no Mundial de 2016 e uma nos Jogos do Rio.

Na perseguição individual da classe C3 masculina, o duelo deve ser entre o americano Joseph Berenyi, ouro, prata e bronze em Londres 2012 e prata na Rio 2016, contra o australiano David Nicholas, ouro e bronze em Londres 2012 e ouro na Rio 2016.

- Eu espero obter bons resultados aqui no Mundial. A pista continua muito boa e estou bem feliz de poder voltar a competir no Rio - disse David Nicholas.

AGLO consegue licença para realizar o evento

Ao longo do ano passado, o Velódromo passou por dois incêndios, causados por balões. Por conta dos danos no teto, o Mundial de Paracicilsmo ficou ameaçado de não acontecer. Responsável pela manutenção do equipamento, a Autoridade de Governança do Legado Olímpico (AGLO) conseguiu uma licença junto ao Corpo de Bombeiros nas últimas semanas.

- Agora estamos com todas as licenças necessárias para que eventos com público voltem a ocorrer no Velódromo. A gente já utilizava a pista para nosso projeto social e treinos de alto rendimento. Estar liberada para o Mundial é uma honra para gente - comemorou o presidente da autarquia, Paulo Márcio Dias Mello, que firmou parceria com a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e o Ministério do Esporte para realização da competição.

Ao todo, serão distribuídas 114 medalhas nos quatro dias de Mundial. A expectativa da AGLO é que cerca de 1 mil fãs de pista de velocidade passem diariamente pelo Velódromo para prestigiar o campeonato, que tem chancela e co-organização da União Ciclística Internacional (UCI).

Globo Esporte