terça-feira, 17 de abril de 2018

CBDA enxuga custo, mas volta a pedir socorro ao COB para realizar Troféu Brasil

(Foto: Reprodução)


Pelo segundo ano consecutivo, a CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) precisará de socorro financeiro para realizar o campeonato mais importante de sua principal modalidade, a natação: o Troféu Brasil, que vai ocorrer de terça-feira a domingo no Parque Aquático Maria Lenk, no Rio. E, novamente, quem estenderá a mão será o COB (Comitê Olímpico do Brasil).

Para a edição de 2018, o comitê vai custear serviços de locação de equipamentos, materiais e montagem da estrutura, serviços de limpeza e manutenção da competição e material de divulgação e identificação -toda verba advém da Lei Agnelo/Piva, que repassa porcentagem da arrecadação bruta das loterias federais ao esporte olímpico nacional.

Não menos importante, a entidade também vai ceder o uso do parque aquático nos dias de competição, cuja administração lhe cabe. O COB não precisou quanto isso representa em dinheiro, mas assumir tais serviços foi crucial para garantir o evento.

A situação foi parecida na edição do ano passado, quando o comitê desembolsou cerca de R$ 100 mil para completar o custo total da competição, que girou em torno de R$ 450 mil.

Além da ajuda do COB, a CBDA afirmou que vai gastar R$ 345 mil para realizar o Troféu Brasil de 2018. Do total, R$ 144 mil vêm da verba de patrocínio dos Correios e R$ 201 mil de convênio com o Ministério do Esporte.

A edição é a primeira sob responsabilidade da nova gestão da confederação, liderada por Miguel Cagnoni, que foi eleito em dois pleitos, em junho do ano passado e fevereiro último.

Cagnoni assumiu o órgão às voltas com dívidas e contas bloqueadas por causa de má prestação de contas, herança da administração de Coaracy Nunes, de quem era opositor. Atualmente, a CBDA continua com diversas verbas do COB e do Ministério do Esporte bloqueadas.

Uma das primeiras medidas que tomou foi reduzir os custos de eventos. O Troféu Brasil deste ano, por exemplo, vai custar cerca de metade do de 2016, que saiu por R$ 843 mil -na ocasião, também foi seletiva para os Jogos Olímpicos do Rio.

Nunes e outros três dirigentes da antiga gestão da confederação -Ricardo Cabral, Ricardo de Moura e Sérgio Alvarenga- foram presos e posteriormente soltos pela Polícia Federal após investigação apontar improbidade administrativa.

À parte ajudar na operação do Troféu Brasil, o COB também vai socorrer a natação em viagens e participação em torneios ao longo desta temporada.

- A proposta do COB é dar todo o suporte necessário para que o planejamento esportivo da natação brasileira prossiga da melhor forma possível. O COB vai apoiar a preparação da seleção brasileira para o Pan-Pacífico (em Tóquio, em agosto) e isso engloba as competições do circuito europeu (Mare Nostrum, Sete Colli, Aberto da França, em junho) - afirmou o comitê, em nota.

Antes do Pan-Pacífico, principal compromisso em piscina longa (50 m), a seleção brasileira de natação vai fazer uma aclimatação na cidade japonesa de Sagamihara, nas instalações que serão utilizadas pelo país também no período anterior aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Globo Esporte