sábado, 26 de maio de 2018

Com Serena de volta, o que esperar da chave feminina de Roland Garros?

 (Foto: AP Photo/Rob Griffith)


A chave feminina de Roland Garros promete ser uma das mais equilibradas e abertas dos últimos anos. Assim como na edição passada, quando a letã Jelena Ostapenko aproveitou e abocanhou o título, a edição de 2018 promete ainda mais possibilidades. Isso porque, apesar de não ter um favoritismo claro de Simona Halep e Caroline Wozniacki, as duas melhores no ranking, o torneio ainda vai contar com a volta de Serena Williams a um Grand Slam após mais de um ano de ausência.

Serena Williams promete chegar outra após as passagens tímidas por Miami e Indian Wells esse ano, voltando de uma pausa por sua gravidez - ela deu à luz a sua filha em setembro de 2017. Seu treinador, Patrick Mouratoglou, acredita que ela voltará muito mais forte em Roland Garros e, como entrou sem ser cabeça de chave no torneio, pode embaralhar um pouco as coisas e deixar a competição ainda mais animada.

No entanto, diante da possibilidade de enfrentar qualquer tenista, a norte-americana até que "deu sorte". Estreia contra Kristyna Pliskova, número 70 do mundo e pode enfrentar, na sequência, Ashleigh Barty (17ª), Julia Georges (11ª) e Maria Sharapova (29ª) ou Karolina Pliskova (6ª) numa eventual oitavas de final. Poderia ser pior.

Seis na briga pelo número 1

As duas semanas de Roland Garros também vão colocar em jogo a chance de ser número 1 do mundo para seis tenistas. Simona Halep, atual líder do ranking, e Caroline Wozniacki polarizam essa disputa e dependem apenas de suas próprias forças - ou seja, serem campeãs, para ficarem na ponta da classificação da WTA.

Um pouco atrás, surgem com chances Garbiñe Muguruza, Elina Svitolina, Caroline Garcia e Karolina Pliskova. Campeã de 2016 em Roland Garros, a espanhola, em terceiro lugar no ranking, precisa ser campeã e torcer para que Wozniacki não chegue até a decisão. Svitolina, que levou o título de Roma na última semana, precisa garantir o troféu e torcer para que Halep não seja finalista e Wozniacki nã supere as quartas de final.

Apesar de terem chances, Garcia e Pliskova tem chances mínimas de assumirem o primeiro lugar. A francesa teria que ser campeã e torcer para que Wozniacki seja eliminada até a terceira rodada, Halep caia antes das semifinais e Muguruza não chegue à decisão. Pliskova, além de conquistar o título, precisa que Wozniacki sequer passe da estreia contra Danielle Collins (44ª).

E o Brasil?

Única brasileira na chave de Roland Garros, Bia Haddad Maia desistiu de sua participação em cima da hora. A paulista voltou às pressas para o Brasil onde vai passar por uma cirurgia de hérnia de disco. Ela vinha se queixando de dores e tinha desistido de alguns torneios ainda nesta temporada pelo mesmo problema.

Globo Esporte