quinta-feira, 28 de junho de 2018

Recorde de pênaltis, gols contra e “segundo pelotão” em alta: o balanço da fase de grupos

(Foto: Reuters)


Acabou a fase de grupos da Copa do Mundo. O que tiramos dela para projetar o mata-mata que se inicia já no sábado? Quais foram os fatos relevantes, os recordes, as surpresas, o impacto do VAR? Preparamos um mar de curiosidades e estatísticas que você confere abaixo.

Chama a atenção o fato de um “segundo pelotão” de favoritos, formado por Bélgica, Croácia e Uruguai, ter conseguido 100% de aproveitamento nas três primeiras rodadas. Os belgas ficaram com a melhor campanha depois da vitória sobre a Inglaterra, nesta quinta-feira. A Argentina foi a pior e avançou na bacia das almas.

Poderia ter sido menos dramático se Messi não tivesse perdido um pênalti contra a Islândia – no empate por 1 a 1. Foram 23 penalidades na fase de grupos, um recorde. Cinco foram desperdiçadas, inclusive também pelo outro grande jogador da última década.

Grande novidade do torneio, o VAR teve papel fundamental na eliminação alemã, por exemplo – a Coreia do Sul, que venceu por 2 a 0, viu o seu primeiro gol ser confirmado com o auxílio do vídeo já no fim da partida. Nesta quinta, a Colômbia se safou de ter um pênalti contra e um expulso pelo pênalti que fora equivocadamente assinalado a favor de Senegal. No total, 26 lances foram revistos – e 16 deles (61,5%) tiveram uma decisão diferente.


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Média de público

45.394 (48 jogos). Os quatro maiores públicos foram iguais - todos no Lujniki, em Moscou:

Rússia 5 x 0 Arábia Saudita: 78.011
Alemanha 0 x 1 México: 78.011
Portugal 1 x 0 Marrocos: 78.011
Dinamarca 0 x 0 França: 78.011
Média de gols
2,54 (122 gols em 48 jogos)

Estatísticas

Artilharia – Bélgica: 9 gols / Kane: 5
Assistências – James e Quintero (Colômbia); Golovin (Rússia), Carlos Sánchez (Uruguai) e Claesson (Suécia): 2
Finalizações – Alemanha: 67 / Neymar (Brasil): 17
Cruzamentos – Alemanha: 109
Defesas – Ochoa (México): 17
Faltas cometidas – Coreia do Sul: 63 / Mascherano (Argentina) e Dzyuba (Rússia): 11
Faltas sofridas – Argentina: 54 / Neymar (Brasil): 17
Passes completados – Espanha: 2.089 / Kroos (Alemanha): 310
Dribles completados – Brasil: 54 / Neymar (Brasil): 18
Distância média – Rússia: 32,72km / Eriksen (Dinamarca): 12,14km
Velocidade máxima – Cristiano Ronaldo (Portugal): 34km/h

Curiosidades

Pela primeira vez desde 1982 um time africano não passou da primeira fase. Egito, Marrocos, Nigéria, Tunísia e Senegal foram eliminados por antecipação.

A Alemanha é a terceira campeã seguida a ser eliminada na fase de grupos da Copa seguinte, repetindo a Itália em 2010 e Espanha em 2014. Os alemães não caíam tão cedo desde 1938.

O mexicano Jesus Gallardo levou o cartão amarelo mais rápido da história das Copas, aos 15 segundos de jogo contra a Suécia.

Lionel Messi marcou o 100º gol desta Copa contra a Nigéria.

Dinamarca x França foi o 37º jogo da Copa e o primeiro a terminar sem gol. A sequência de partidas com bola na rede também foi um recorde.

O Uruguai foi a primeira seleção a vencer seus três jogos sem levar um gol desde a Argentina em 1998.

O egípcio Essam El-Hadary (45 anos e 161 dias) se tornou o jogador mais velho da história das Copas ao agarrar – e também defender um pênalti – na derrota para a Arábia Saudita.

Pela primeira vez na história, todos os participantes marcaram ao menos dois gols na Copa do Mundo.

Se a primeira rodada foi marcada pelo excesso de bolas paradas e jogos fechados, ao fim da primeira fase a Copa do Mundo mostrou que o emocional também conta. Cada seleção passou a entender mais seu objetivo e aspirações dentro do grupo. Jogar com um objetivo claro fez equipes médias serem obrigadas a sair mais para o jogo. Um exemplo foi o confronto entre Irã e Portugal, marcado por lances de perigo dos iranianos do início ao fim.

Outro ponto a se observar é o grande sucesso dos camisas 9 nesta Copa. Diego Costa, Lukaku, Cristiano Ronaldo e Harry Kane têm, juntos, 16 gols. São os artilheiros que combinam a mobilidade necessária para jogar em poucos metros com o instinto de gol e porte físico para romper as defesas fechadas que foram a grande tônica do mundial.

É um dos motivos também da Alemanha ter ficado de fora. O estilo de toques curtos e paciência não encontra seu ápice neste mundial. São os times de velocidade e força física, como Rússia, Portugal e Bélgica, que fazem sucesso. Mais uma prova que a Copa do Mundo dita tendências e rege as mudanças de ciclos no futebol mundial.

Globo Esporte