sexta-feira, 5 de outubro de 2018

"Venal", "vagabundo", "ladrão": presidente do Cruzeiro se revolta contra arbitragem e Conmebol

(Foto: Luiz Martini)


O presidente do Cruzeiro, Wagner Pires de Sá, não poupou palavras fortes para desabafar sobre a eliminação do clube da Taça Libertadores. Após o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, o árbitro Andres Cunha, do Uruguai, e a Conmebol foram os principais alvos do dirigente. O juiz, em lances polêmicos, não consultou o VAR (árbitro de vídeo), para revolta dos cruzeirenses.


Um dos lances mais questionados foi a falta marcada em uma dividida entre Dedé e o goleiro Rossi. O árbitro marcou pé alto do zagueiro. Na sequência, após o apito, Barcos dominou e mandou para as redes. O jogo estava 0 a 0.

- Temos todos, no futebol brasileiro, que ficar indignados. Enquanto nós não nos fortalecermos, vamos ficar nas mãos de venais. O que adianta o VAR, se quem resolve é um juiz venal. Vocês viram o tempo todo. Ele segurou o time, prendeu o time - disparou Wagner Pires de Sá.

Para o presidente do Cruzeiro, o desempenho do árbitro foi reflexo da decisão da Conmebol em anular a suspensão de Dedé, expulso injustamente no jogo de ida.

- Nós sabíamos que eles iam, de alguma maneira, expulsar o Dedé. Quando eles nos adoçaram a boca, eu mesmo assustei. A Conmebol proteger alguém do futebol brasileiro… Eles nunca fizeram isso. E olha que nós somos muito bem aceitos com nossos hermanos argentinos, com todo mundo. A vagabundagem que existe nesses caras é impressionante. Ou nós nos fortalecemos ou temos que sair de uma merda dessa. Todas as vezes o futebol brasileiro é roubado e ficamos tranquilos. Quando eles aceitaram o Dedé, nós comentamos: "Eles vão aprontar dentro do Mineirão". Vocês viram a performance desse… Foda-se quem é esse cara. Nem sei quem é, um vagabundo. Até o sobrenome é de ladrão.

Wagner Pires de Sá ressaltou que os clubes brasileiros precisam se unir.

- No duro, se nós fôssemos sérios, era sair dessas competições que não têm seriedade. Eles não têm seriedade. Eles não são sérios. Pra que o VAR? Se quem decide é um venal. Por que não pediram VAR para o gol anulado, não pediram para o pênalti? Estamos cansados. Ou nós nos fortalecemos como esporte, juntamos todos os clubes, ou vamos ser do jeito que fomos hoje, garfados - concluiu.

Globo Esporte