Ponto de Opinião: Crise coloca presidentes em berlinda no Brasileiro

(Foto: Reprodução)

Por Nicholas Araujo
Redação Blog do Esporte


Ao menos três clubes passam por graves problemas em suas gestões no futebol brasileiro. Fluminense, Santos e Vasco estão a beira de um colapso dentro de suas diretorias e colocam um ponto de interrogação em suas gestões atuais.


Fluminense

O tricolor vem há tempos trabalhando com orçamento baixo e atrasando salários de jogadores e funcionários. A crise tomou grandes proporções quando houve atrasos de até três meses nos pagamentos. A oposição teme punições da CBF e a saída do clube do Profut, que auxilia no equilíbrio orçamentário, desde que o clube saiba utilizar bem o dinheiro.

A oposição busca maneiras de colocar o impeachment do presidente Pedro Abad em prática. O atual mandatário pediu um tempo para elaborar sua defesa antes da votação. Por enquanto, 77 assinaturas foram recolhidas para que o processo aconteça.

Vasco

Em São Januário, a situação não é bem de impeachment. As últimas eleições foram tumultuadas e houve acusações de que urnas estavam fraudadas para beneficiar um dos candidatos. Eurico Miranda e Alexandre Campello eram os candidatos ao cargo, que na apuração dos votos foi dada a vitória ao segundo candidato. Com a determinação da Justiça na última semana, haverá um novo pleito para a escolha do presidente.

Santos

O presidente José Carlos Peres respondia por duas ações contra regulamentos que ele aplicou dentro do Peixe. Uma era sobre uma portaria que definia que todas as contratações deveriam ser decididas por ele, ignorando o Comitê de Gestão. A outra era que Peres era sócio de uma empresa de agenciamento de jogadores, o que é proibido no estatuto do Santos. As duas ações foram reprovadas em votação no último sábado (29).

Até mesmo um reflexo da atual política do Brasil, hoje os clubes são questionados por decisões tomadas, mudanças não comunicadas a torcida e maus resultados dentro de campo. Este é o momento de união dos clubes por melhorias no esporte e refazer o futebol como paixão nacional. Mas há um caminho longo a percorrer.