terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Torcida processa Federação e Atletiba é remarcado para 1º de março

(Foto: Reprodução)

Por Nicholas Araujo
Redação Blog do Esporte


A confusão no clássico entre Atlético-PR e Coritiba gerou processos de quatro torcedores a Federação Paranaense de Futebol (FPF) por danos morais e materiais. O clássico não aconteceu após a entidade vetar a exibição do clássico pelo Youtube e redes sociais alegando que os profissionais que estavam em campo não eram credenciados.

Pedro Henrique Anschau Caetano e Thierry Kahale, torcedores do clube alviverde, e Renata Carvalho Kobus e Giovani Ribeiro Rodrigues Alves, fãs da equipe rubro-negra, utilizaram como base o Código de Defesa do Consumidor e o Estatuto do Torcedor pedindo reparação à entidade após o cancelamento.

"Ocorre que de maneira absolutamente desrespeitosa, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) impediu a realização da partida, deixando os autores e mais de 20.000 (vinte mil) pessoas ofendidas pelo ocorrido", diz trecho do processo. “Mais do que a não ocorrência da partida, ficou manifesto o desrespeito da Federação Paranaense de Futebol (FPF) em relação a todos os torcedores presentes no estádio e que acompanhavam a partida pelas plataformas online".

O escritório que entrou com a ação pede a devolução do dinheiro, que seria de R$ 30 para cada torcedor, além de uma indenização de R$ 5 mil para cada um dos torcedores a título de dano moral. O total seria de R$ 20.120,00.

Federação libera exibição, mas exige credenciamento de profissionais

Por outro lado, a Federação remarcou a data do confronto paranaense para dia 1º de março, às 20 horas, na Arena da Baixada. No entanto, para que a transmissão via internet possa acontecer, a entidade exige que o credenciamento dos profissionais seja feito para que eles possam estar dentro do gramado.

"Se eles preencherem os requisitos de credenciamento, o jogo poderá ser transmitido por YouTube. A federação tem regras que estão sendo cumpridas há três anos. Eles quiseram peitar a federação. Temos um posicionamento. Ninguém pode ter privilégio", disse o presidente da FPF, Hélio Cury.

Súmula culpa dirigentes e até técnico Paulo Autuori

O árbitro do clássico Paulo Roberto Júnior fez uma longa descrição na súmula da partida sobre o ocorrido, que só foi divulgada nesta terça-feira (21) pela federação estadual. Ele informou que a falta de credenciamentos de “18 pessoas” gerou “insegurança para iniciar a partida”.

De acordo com o árbitro, ele ficou sabendo da presença de pessoas supostamente não credenciadas pela supervisora de imprensa da federação, Julia Abdul. "A mesma informou que a partida não deveria ser iniciada enquanto aqueles jornalistas não credenciados estivessem naquele local", escreveu, acrescentando relato da própria funcionaria da FPF.

"Que o Sr. Mauro Holzmann (Diretor de Marketing do CAP) juntamente com a sra. Tatiana Ribeiro (diretora de comunicação do CAP) compareceram ao setor de credenciamento, pois jornalistas não credenciados queriam entrar e não foi liberada sua entrada, isto foi explicado pra eles que sem o credenciamento dentro do prazo o qual deveria ter sido realizado no site da FPF, na quinta-feira anterior ao jogos, os profissionais não poderiam ficar no entorno do gramado. Ao que ele disse que ‘os profissionais entrariam e que a partida teria transmissão sim'.", diz trecho da súmula do jogo.

"Neste momento, o sr. Paulo Autuori saiu do seu banco de reservas e foi em direção à equipe não credenciada dizendo: 'ninguém sai desse local'. Frase ouvida e repassada pelo quarto árbitro, Rafael Traci", acrescenta o relato do juiz.