| (Foto: Vitor Silva / Botafogo) |
John Textor divulgou nesta terça-feira um comunicado onde apresenta uma carta-proposta ao clube social do Botafogo para amenizar os impactos da crise financeira recente. Em meio ao imbróglio por conta dos conflitos com o Grupo Eagle, o americano solicita autorização para entrada imediata de dinheiro novo na quantia de R$ 128,5 milhões na SAF para garantir liquidez e auxiliar em questões como o pagamento da folha salarial.
Segundo Textor, a quantia não se trata de um empréstimo, mas de um "um aporte de capital próprio (equity), com injeção de recursos na SAF em troca de ações ordinárias". O americano cita que os 10% de participação acionária do associativo seguiriam preservados, "sendo a capitalização viabilizada por meio da emissão de novas ações".
Em fevereiro, para liquidar o transfer ban, o Botafogo recebeu um empréstimo de de US$ 25 milhões com os investidores GDA Luma e Hutton Capital. Textor conseguiu a maioria dos votos necessários no Conselho de Administração da SAF, mas Durcesio Mello - que representa o associativo - se absteve da votação.
Neste empréstimo, há uma cláusula que prevê a conversão da dívida com os novos investidores em participação societária na SAF. No entanto, para que isso ocorra, o presidente do clube social, João Paulo Magalhães, precisa assinar um documento autorizando esse movimento. A assinatura não ocorreu até o momento; conforme apurado pelo ge, não havia previsão de assinatura.
Confira a íntegra da carta de John Textor
Como movimento de grande relevância pública e com o compromisso de atualizar a apaixonada torcida alvinegra sobre o andamento das questões societárias, gostaria de compartilhar os detalhes de uma Carta-Proposta enviada ao Clube Social na noite desta segunda-feira:
- Apresentei formalmente o interesse de investir, com capitais próprios, US$ 25 milhões (R$ 128,5 milhões, aproximadamente, no câmbio atual) adicionais na SAF Botafogo através de aporte financeiro, reforçando meu compromisso contínuo com o sucesso de longo prazo do Clube. Este investimento está estruturado como um aporte de capital próprio (equity), com injeção de recursos na SAF em troca de ações ordinárias, fortalecendo a posição financeira do clube de maneira sustentável e responsável.
- Os 10% de participação do Clube Social permanecem preservados, conforme previsto no Acordo de Acionistas, sendo a capitalização viabilizada por meio da emissão de novas ações. Trata-se de um investimento e não de um empréstimo, ou seja, dinheiro novo e saudável entrando no clube.
- O aporte se soma à contribuição de US$ 25 milhões (R$ 128,5 milhões) previamente assegurada junto à GDA Luma e à Hutton Capital, totalizando US$ 50 milhões (R$ 257 milhões) em capitalização para apoiar a estabilidade financeira e as ambições esportivas do Botafogo.
- Desde Janeiro deste ano, a SAF está aguardando uma autorização do Clube Social para a entrada de equity. Hoje, reitero esse pedido formalmente para a que possamos seguir com o processo de capitalização. O aumento de capital tem como objetivo garantir liquidez imediata e de médio prazo, incluindo obrigações com folha de pagamento, ao mesmo tempo em que fortalece o balanço patrimonial por meio de equity, em vez de dívida adicional.
- Sigo comprometido em apoiar o Botafogo e garantir sua operação continuadamente, mas não posso fazer isso sozinho. O apoio e autorização do Clube Social são essenciais para seguirmos com o investimento e manter a força financeira da SAF.
- Estou pronto para continuar financiando o Botafogo e ansioso para trabalhar em colaboração com todos os interessados para garantir estabilidade, continuidade e sucesso do nosso projeto esportivo.
Globo Esporte