quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Presidente do COI pede que dirigentes forneçam informações no "caso Nuzman"

(Foto: Reprodução)


Presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach fez um apelo em uma carta divulgada nesta quinta-feira. Ele solicitou que os integrantes da entidade forneçam informações para que a Comissão de Ética determine o alcance do escândalo de compra de votos na escolha da sede da Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016. Agora licenciado do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman está preso desde o dia 5 de outubro por corrupção. Além disso, o Ministério Público Federal denunciou o ex-dirigente por evasão de divisas, organização criminosa e lavagem de dinheiro nesta semana.

- A Comissão de Ética se mostrou ativa desde o começo do caso e tem se colocado em contato com qualquer um que possa ceder informações. Agradecemos toda a ajuda que quiserem dar - disse Bach em texto enviado para dirigentes do COI e líderes esportivos.

O presidente do COI afirmou que, "em benefício de todos", a informação poderia chegar de forma direta à Comissão de Ética ou até mesmo a ele. Nesta quinta, além de Nuzman, o MPF denunciou outras cinco pessoas: o senegalês Lamine Diack, membro do COI; seu filho, Papa Massata Diack, ex-dirigente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF); o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral; o empresário Arthur Soares; e o ex-diretor de operações do COB, Leonardo Gryner.

Os seis acusados teriam participado de operação através da qual foi paga propina de US$ 2 milhões para garantir ao menos um dos votos que permitiu que o Rio fosse eleito cidade-sede dos Jogos.

Globo Esporte