segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Rodrigo Baptista é campeão da Porsche Império GT3 Cup

(Foto: Fernanda Freixosa / Divulgação)


O piloto Rodrigo Baptista confirmou, neste fim de semana, o título mais importante de sua carreira no automobilismo, o da Porsche Império GT3 Cup. Após fazer a pole position no classificatório da última etapa da sprint, em Interlagos, Rodrigo venceu a corrida 1 no sábado (11) e fez ainda o Grand Chelem, termo usado quando um piloto faz pole, melhor volta e vence liderando de ponta a ponta, ou seja, uma corrida perfeita. Neste domingo (12), com 20 pontos de folga na liderança para o segundo colocado, Miguel Paludo, bastava o atleta do HTPro Team completar a corrida para ser campeão. Assim, com o terceiro lugar na corrida 2, Digo conquistou o campeonato com 210 pontos, contra 194 de Paludo, vencedor da última disputa. 

"Não tenho palavras para descrever o que sinto. Foi incrível. Um ano mais do que especial. Uma temporada de bons resultados no Estados Unidos, na Pirelli World Challenge, e mais ainda no Brasil, com o título da Porsche Império GT3 Cup. Tive duas oportunidades de ir para o programa Porsche Junior, uma nos EUA e outra na Alemanha, então, foi realmente memorável. Consegui fechar o campeonato de sprint com chave de ouro, uma vitória e um terceiro lugar. Uma temporada que vou lembrar para sempre na minha carreira", disse Digo, como é conhecido o piloto de 21 anos.

No primeiro dia de competições da decisão da sprint, Digo foi o mais rápido nos 4.309 metros do Autódromo Internacional José Carlos Pace, em Interlagos. Cravou o tempo de 1min37seg820, mostrando que seu favoritismo não era a toa. Até o início da etapa final, em 11 disputas, ele havia vencido seis. Na corrida 1, foi ameaçado apenas por Lico Kaesemodel antes da curva S do Senna, mas depois se manteve à frente do rival e garantiu sua sétima vitória no ano.

“Na largada, tive uma falha minha: não troquei a marcha na hora certa, o que me limitou. O Lico estava me passando já, me espremeu no muro, mas deixou o espaço", relembrou Digo. "Porém, deu tudo certo. A primeira volta foi para tentar manter, o pneu não estava na temperatura ideal. Depois da terceira volta, já estava bem e consegui abrir. Foi um ano fantástico e fico muito contente com os pontos que conseguimos acumular até aqui”, declarou após a corrida 1.

No segundo dia de competições, na preliminar do GP de Fórmula 1 do Brasil, o grid foi invertido e Rodrigo Baptista largou na sétima colocação. Com a vantagem de 20 pontos, apenas uma bandeira preta (desclassificação) tiraria o título do piloto do HTPro Team. Mesmo assim, ele conseguiu recuperar posições e chegou bem próximo dos primeiros colocados, Miguel Paludo e Lico Kaesemodel, vencedor e segundo colocado, respectivamente. 

“A corrida foi muito boa, a pista estava bem difícil e complicada. Mesmo assim, consegui ganhar algumas posições e chegar em terceiro, fechando o ano com mais um pódio. Foi um pouco surpreendente ter ganhado o título matematicamente no sábado, porque o Miguel Paludo estava bem rápido. Realmente não esperava. Mas a disputa inteira foi muito boa, cheguei aqui com a cabeça de repetir tudo o que tinha feito durante a temporada. Não esperava já andar bem no meu primeiro ano completo na categoria. Estou muito feliz por ganhar aqui”, concluiu Digo.

ZDL