Alfinetadas: Clubes brasileiros precisam jogar para vencer e não para administrar

(Foto: Reprodução)

Por Nicholas Araujo
Redação Blog do Esporte


A eliminação de Grêmio e Palmeiras na Taça Libertadores deixou evidente um dos grandes problemas do futebol brasileiro: os clubes entram em jogos decisivos em busca de administrar o placar e não jogar para vencer.

Um exemplo disse é o próprio alviverde. O clube jogou em La Bombonera sem ao menos ameaçar os adversários. A postura do time foi criticada nas redes sociais e transmissões, e o castigo veio rápido: o Boca fez 2 a 0 e levou a vantagem para São Paulo. Em casa, o Palmeiras jogou no nervosismo, mostrou pouco poder de reação e foi eliminado.

A situação do Palmeiras é pior pois a equipe teve um “aperitivo” deste confronto na fase de grupos. Em busca do primeiro lugar geral, a equipe não foi capaz de eliminar o Boca na primeira fase, o que deu mais ânimo aos argentinos para vencer as fases seguintes. Mais uma vez o castigo veio com força.

Do lado do Grêmio, a administração aconteceu em casa. Com uma boa vantagem ao fazer 1 a 0 na Argentina e na Arena, o tricolor segurou como pode, mas foi surpreendido. Em dois lances, o River virou o placar e eliminou o clube brasileiro. Não devemos culpar o zagueiro Bressan (por mais que ele tenha sido um grande culpado), mas a eliminação foi um erro de todos e mostra como o futebol brasileiro precisa melhorar.

Outra coisa é que, dado ao retrospecto dos confrontos entre brasileiros e argentinos, fazer “corpo mole” em jogos de mata-mata é super arriscado. É necessário estudar bem o adversário e matar o jogo nos lances de gol. Everton teve a bola do jogo pelo lado do Grêmio, mas chutou em cima do goleiro. Erro este que também custou a classificação.

Em suma, as eliminações de 2018 servem de ensinamento para este futebol ultrapassado apresentado no país. É hora de pensar grande ou vamos demorar muito para trazer de volta as glórias para casa.