| (Foto: Reuters) |
Com uma medalha de ouro no peito, o americano Ilia Malinin está em busca de mais conquistas nestas Olimpíadas de Inverno Milão-Cortina 2026. Nesta terça-feira (10), durante as eliminatórias do individual masculino da patinação artística, ele realizou uma performance, que contou com um salto mortal para trás - movimento que por ser tão arriscado, foi proibido nas competições durante 50 anos. Resultado: foi classificado à final em primeiro lugar.
Ovacionado pela plateia desde que surgiu na Arena de Patinação para apresentar o programa curto, o atual bicampeão mundial apresentou constância de saltos, além de técnica, dificuldade e expressividade que lhe são característicos.
Havia a expectativa de que ele exibisse o Quad Axel - salto com quatro rotações e meia - pela primeira vez em olimpíadas, já que Malinin é a única pessoa do mundo que consegue apresentá-lo, entretanto, a exibição deve ficar para a última rotina em busca da medalha.
No último domingo (8), o filho de imigrantes do Uzbequistão conquistou sua primeira medalha olímpica. Com uma apresentação nota 200.03 - a melhor do individual masculino - e aplaudida de pé pelo tenista nº 3 do mundo, Novak Djokovic, ele garantiu o ouro para os Estados Unidos final da patinação artística por equipes. A performance, além de uma crescente em dificuldade, trouxe pela primeira vez nesta edição dos jogos o mortal para trás, que retornou às competições em 2024.
O patinador se autointitula "Deus do Quad", em referência ao salto com quatro rotações, elemento cuja dificuldade é elevada, ao exigir velocidade e força, além de uma entrada de frente. Ele também é o único a completar sete saltos quádruplos em uma única prova.
A definição da medalha acontece na sexta-feira (13), a partir de 15h, com o programa livre. Os 24 melhores colocados no programa curto estão classificados para esta última rotina. A somatória das duas notas define o resultado final.
Minions e saudade também estiveram presentes nas eliminatórias
Estreante em jogos olímpicos, o ucraniano Kyrylo Marsak escolheu a música "Fall On Me", de Andrea e Matteo Bocelli para se apresentar. A letra traz a história de um pai que encoraja o filho a voar, tendo sempre a referência paterna na lembrança. A composição, inclusive, foi enviada pelo pai de Marsak, que é combatente na guerra entre Rússia e Ucrânia. Em tom emocionante, o público aplaudiu o patinador de 21 anos ao final do programa.
"Fechos os olhos e te vejo em todo o lugar", diz trecho da música. Pai e filho só se encontram algumas poucas vezes ao ano, quando tem folga do serviço militar. Ao lado da técnica, que o acolheu na Finlândia aos 18 anos depois de deixar a terra natal, ele comemorou muito a nota de 86.89, a melhor marca da carreira. Sem grandes erros e descontos, o ucrânio, assumiu a segunda colocação momentânea e garantiu vaga nas finais.
A saudade também marcou a exibição de Maxim Naumov. Representando os Estados Unidos, ele concluiu os trabalhos muito emocionado e homenageou os pais falecidos em janeiro de 2025 ao exibir uma foto enquanto aguardava as notas. Já o espanhol Tomás Guarino entrou no gelo fantasiado de Minions, cuja trilha sonora foi utilizada na rotina. O atleta, inclusive, teve dificuldades para liberar o uso das músicas. A resolução do problema aconteceu poucos dias antes da estreia. A irreverência e alegria, não foram suficientes para a classificação.
Globo Esporte