segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Chamado de 1ª opção, Weverton deu banquete após ser convocado pela seleção

(Foto: Lucas Figueiredo/MoWa Press)


O atleticano Weverton já se integrou à seleção brasileira na manhã desta segunda-feira em Brasília. O goleiro que substitui Fernando Prass, segundo a CBF, foi a primeira opção da entidade, conforme aviso enviado pelo treinador Rogério Micale por meio da assessoria de imprensa aos jornalistas.  

Conforme havia publicado o UOL Esporte, o Valencia-ESP deu liberação para Diego Alves disputar os Jogos Olímpicos, mas a proximidade de Weverton, que estava no Brasil, além da confiança da comissão técnica nele, decidiram a escolha. Algo que, segundo confidenciou o novo goleiro nesta manhã, foi comemorado de forma bastante especial na noite de domingo. 

"Estava dentro do avião desembarcando em Curitiba (na noite de domingo). Estava chegando, o telefone tocou e aí eu queria que saísse logo de dentro para respirar. Estava complicado, e ali acabei recebendo o cumprimento de companheiros, da diretoria do Atlético e dei a notícia. Avisei o grupo da família (no WhatsApp), mandei mensagem 'prepara o banquete que hoje tem festa'. Sempre pela família. São os que estão sempre do meu lado", afirmou.  

A principal preocupação em relação ao goleiro é a integração à equipe. Weverton irá participar de três treinamentos apenas antes da provável estreia como titular, na quinta-feira, contra a África do Sul. A facilidade para jogar com os pés, uma característica que agrada a comissão técnica, foi destacada por ele. 

"Vamos procurar nos adaptar muito rápido. Pelo que vi, o estilo do Micale é parecido com o que tenho feito no Atlético, com um jogo moderno. O goleiro participa mais do jogo, está presente nas ações. A primeira função é sempre defender, mas também é ser participativo e já venho fazendo", comentou Weverton - ele também defendeu quatro pênaltis no último Brasileirão, o recorde da posição no torneio.  

Veja mais declarações de Weverton:

RITMO DE COMPETIÇÃO
O Brasileiro está sendo jogado. Foram 17 rodadas e participei de todas. Joguei no sábado (contra o Sport). Estou mais em fase de recuperação que de um trabalho forte, justamente por estar jogando, por ter essa carga de jogo.

ASCENDÊNCIA
Tenho liderança, acho que todos sabem, sou capitão no meu time. Tenho isso há algum tempo pela história dentro do clube.

DIFÍCIL CHEGAR TENDO NASCIDO NO ACRE
Você corre mais na subida do que quem está no centro, que vai correr na reta. Nós do Norte vamos correr sempre mais, ter que provar sempre mais, demonstrar ser mais capaz que os demais por não ser de uma cidade tradicional no futebol. Isso já foi superado, e lógico que vou ter que mais uma vez provar que a confiança do Micale valeu a pena. 

FALTA DE CHANCES NO CORINTHIANS
Deus faz tudo no tempo dele, na hora certa. Se não foi pra jogar no Corinthians é porque não era o momento e tinha que ser campeão pela Portuguesa. Se chegou, é porque estou preparado para isso. Estou tranquilo, sabendo da responsabilidade.  

EMOÇÃO POR CHEGAR DO ACRE À SELEÇÃO
A gente sonhar...não paga. O sonho é livre, você sonha sempre. Nunca imaginei que poderia estar hoje aqui nesse momento. O futebol é muito distante da realidade hoje nossa (no Acre), é muito diferente a situação. Hoje me sinto orgulhoso de estar aqui. Tenho muito para conquistar, para viver, sinto a mão de Deus na minha vida. Não é fácil sair de onde saí para estar aqui.

ERA CENTROAVANTE
Não comecei goleiro, era atacante. E aí vem a velha história de que precisava botar alguém no gol, e 'bota o Weverton'. Fui lá e arrebentei no gol. Era uma escolinha, um olheiro do Juventus (Acre) me viu jogar e aí comecei a trabalhar especificamente como goleiro. Eu fazia gol, mas aí fui muito bem. Minha grande vontade era ser atacante. Deus sabe o que faz, 'vai ali que vai dar certo'. 

UOL Esporte